Essa noite eu sonhei com você!

Quem me conhece sabe a coleção de paixonites agudas que eu já tive. Um não tinha nada a ver com o outro, mas marcaram. E teve um, sempre esse um, que me vem em mente de tempos em tempos.

A gente não teve uma linda história de amor. Sei lá o que a gente teve. Mas teve. No passado. E ficou por lá. Infelizmente.

A vida deu seus giros mágicos e a tecnologia o trouxe de volta. Tentei, por várias vezes, descobrir algo sobre ele. Ver fotos… A gente quer saber se mudou, o quanto mudou…

Tentativas em vão. Até que um certo dia, esse querido rapaz me adicionou no Facebook. E o que eu tanto queria ver, eu não vi. Nem todo mundo se expõe nas redes sociais.

Mas, por outro lado, vi coisas que eu não esperava. Ele havia formado uma família. Casou, teve uma menina linda. PARABÉNS! Juro que não é falso.

E aquela vontade de revê-lo? Devia ter passado, mas não passou.

Essa noite eu sonhei com ele. E foi maravilhoso. Eu não tenho a mínima ideia de onde eu estava, mas o cenário era lindo. E no telefone, eu marcava um encontro com ele.

- Ok, você venceu. Vamos nos ver, quero conversar com você. Ele disse. E eu fiquei eufórica, porque eu queria muito revê-lo.

Eu mudei de sonho antes do reencontro, mas acordei toda feliz… desejando que algum dia isso aconteça de verdade. Não quero estragar famílias, juro. Eu quero apenas ver… ver alguém do meu passado, que me fez tão bem e tão mal ao mesmo tempo.

Quero ver minha grande paixão. Ouvir sua voz. Só isso. Sem toques, sem nada. Como bons e velhos amigos. Eu sou adepta do “vaso quebrado não cola mais”.

Por que será que as pessoas marcam, hein?

Justo ele, que eu conheci numa festa nada a ver. Justo ele que vivia esfregando beijos em outras na minha cara. Ele, sempre ele. Que vivia estudando, que não gostava de nada que eu gostava… que vivia falando mal da minha rotina.

Ele… com seu jeito xucro… o melhor beijo que eu já tive. Que saco.

Eu não lembro o que eu fiz pra que ele me odiasse tanto. Eu juro. Dizem que quem fala/faz algo de ruim pras pessoas, esquece, mas quem escuta/ passa pela situação, não. E ele nunca me contou. Sempre me evitou. Como o diabo corre da cruz. Até quem um dia, ele resolveu ceder.

Hoje, ele está a muitos km do Brasil. Muitos mesmo. Está bem profissionalmente. Acredito que sem previsão de volta. Ele, a família dele, a profissão dele. Valeu ter estudado tanto.

Que sonho. Que desejo. Que paixão. Será que eu nunca vou superar? Minha expectativa era revê-lo e apagar de vez essa história louca de conto de fadas. Era ter a certeza de que tudo ficou no passado mesmo, que nunca daria certo… Mas ele nunca me deu essa chance. Talvez seja bom ter alguém que de vez enquando se lembra da gente. Talvez…

Eu, hoje, sonhei com você. Espero que esteja tudo bem!

 

A culpa é minha?

Sabe aquele lance de “a culpa é minha eu ponho em quem eu quiser?”

Então, as pessoas têm levado muito a sério. Calma aí meu povo, isso é uma brincadeirinha. Será que vocês não entenderam?!

CULPA. Essa é a palavra da semana. Talvez do mês.

Uma dúvida: a culpa que os outros colocam em mim é minha mesmo?

Se algo é esquecido… a culpa é minha.

Se um nome é trocado… a culpa é… minha.

Se uma pessoa não gosta de mim… culpa total minha.

Se algo está fora do lugar… a culpa é minha, claro.

Se eu estou solteira… culpa minha. É, essa acho que é mesmo (risos).

Sério. Tenho vontade de fugir. Sair correndo. Sumir (eu gosto de sinônimos).

De fazer a louca… gritar. Por um fim nisso. Mas não. Guardo pra mim. Quer dizer…

As pessoas não têm a mínima noção de quão prejudiciais são suas palavras, seus julgamentos…

Eu estou cansada.

Cansada de ser culpada de tudo… de me sentir a pior pessoa do mundo. De achar que eu estou errada por algo que eu não fiz.

Eu não tenho que me lembrar das obrigações dos outros.

Eu não tenho obrigação de saber se as informações que chegam até mim são verdadeiras.

Eu não tenho que agradar a todos. Principalmente pessoas que mal me conhecem e já me rotulam por conta do que escutam. Cuidado com as fontes!

Eu não tenho que por tudo no seu devido lugar.

E, definitivamente, eu não tenho que ter alguém só porque os outros cobram.

Faz sentido?

Já dizia John Green que “A culpa é das estrelas”. Se ele conhecesse as pessoas que convivem comigo, diria que a culpa é de quem? MINHA, claro.

Eu não mereço isso.  Eu juro.

Papai Noel é muito danado

Eu queria falar sobre Papai Noel. Sim, o bom velhinho, barbudo, que não se preocupa com o look de Natal. Todo ano ele usa a mesma roupa. E arrasa, diga-se de passagem.

Ele adora ler cartas. E quantas ele recebe, hein…

Na noite de Natal, passa “correndo” por diversas casas, entregando presentes às crianças que se comportaram bem durante o ano.

Não é assim?

Não me lembro até quantos anos deixei a magia do Natal invadir meus pensamentos. A única coisa que eu sei é que eu amo muito tudo isso. Obrigado, Coca. Por ter construído o Papai Noel e, também, por este slogan que combina com tudo.

Porém, como sempre faço, rodei, rodei e não cheguei no ponto que queria.

Desde ontem, estou refletindo sobre o assunto. Como as coisas mudaram…

Se por um lado eu fico em choque ao ver minha priminha de 9 anos acreditando piamente na chegada do Papai Noel, fico muito feliz que este espírito esteja cada dia mais próximo da sua realidade.

2016 foi um ano difícil, nomeado o “ano da crise”. Foi difícil mesmo. Foi um ano para repensar. E quer data melhor pra isso do que o Natal?

Vi muitas pessoas falando que neste ano não ia ter presente. Malemá o velho e divertido amigo secreto. E olha, foi bem isso mesmo. Cada vez menos vejo troca de presentes. E isso é MARAVILHOSO.

Sabe aquela crença de que o melhor presente a ser dado é no Natal? Então, carreguei comigo por muitos anos. E digo mais, não estava sozinha.

Mas a crise ajudou. Vi neste Natal muito menos presente e mais presença. Mais olhar nos olhos, mais abraços, carinhos. Vi palavras de afeto… Escutei até um “eu tenho orgulho de você”. <3

Estamos entendendo o significado da data, gente. Natal é família, é encontro, é amor, é confraternização. É um momento que a gente se reúne, reza, dá risada, passa junto. É aquele encontro que a gente desmarcou o ano inteiro, por não conseguir bater as agendas.

Estou muito feliz.

E mais feliz ainda pela simplicidade dos presentes pedidos.

Lá em casa, as crianças desistiram, de última hora, de pedir presentes ao Papai Noel. “Má, eu ia pedir uma pulseira, mas aí a vó deu a pulseira pra gente. Aí não tinha o que pedir!”

Gente, na minha época eu queria o presente mais caro de todos. Era patins, bicicleta, bonecas… E ela só queria uma pulseira!

Aí, veio a outra: “Eu tinha pedido um brinquedo, mas desisti. Achei que ele não ia trazer nada, mas ele trouxe um batom da cor que eu queria”.

Neste momento, eu segurei o choro. E a única coisa que eu consegui dizer foi: “Que Papai Noel danado, né? Acertou em cheio!”

Como todo ano, me candidatei à ajudante do bom velhinho. Fiz a listinha das crianças e fiquei pensando o que poderia dar a elas. Algo simples, mas que elas gostassem. São 4 pequenas e 1 pequeno. A Isa já tá grandona.

Comprei batom e perfume pras meninas. A cor foi “na sorte”.  Uma delas não desgrudou do batom por nada. Retocava e beijava as pessoas, pra deixar sua marquinha. Uma outra, chegou pra mim e disse que era a cor que ela queria! Gente, e vocês ainda não acreditam em Papai Noel?

Eu acredito. Acredito na magia, na pureza, na presença. Eu acredito numa noite de união, de paz e amor. Eu acredito que estamos no caminho certo!

Que a cada ano, o Natal possa mais ser vivido do que presenteado. E se for presenteado, que seja simples e personalizado. Nada melhor do que receber algo que você esteja precisando ou que tem a sua cara.

Esse foi meu pedido ao bom Velhinho. E o seu? O Natal de 2017 promete.

Um sonho tão real…

Vou começar este texto com uma confissão: sou a louca dos sonhos. Sério, lembro de quase todos. E o pior, são tudo nada a ver. Tem dias que eu acordo rindo. Haja imaginação, conflitos pessoais… sei lá o que influencia esses mini filmes noturnos. Haja.

Hoje foi uma noite daquelas. Um atrás do outro. Vim compartilhar o último. Foi tão real. Acordei meio chateada. Vamos aos fatos.

Já sonhou com alguém com quem você só trocou meia dúzia de palavras? Eu já. Mais, já sonhou que tinha algo com essa pessoa? Vou deixar você pensar um pouco.

Meu sonho pulou de um pro outro. No anterior, eu havia sofrido assédio – a pessoa não fez nada, mas tentou me puxar… Estava me sentindo suja. Quando cheguei em casa, a primeira coisa que fui fazer: banho. Mas não era minha casa, era um sítio, uma fazenda, sei lá. O banheiro era quase um estábulo. Escuro, mas estava ótimo.

Quando terminava a ducha, chegou minha mãe e o dito cujo das seis palavras. Ele era meu namorado, no sonho. Me deu um abraço não muito afável.

Falei alguma coisa – porque eu gosto pouco de falar – e fui me trocar. Mudou de cena.

Estava num sofá, dentro da minha possível casa. O namorado no celular, cagando pra mim. Eu havia chegado de viagem, só queria colo. Enfim…

Fui pro quintal, onde estava rolando alguma festa. Lá encontrei um amigo – que eu adoraria conhecer na vida real hahaha barbudinho, lindo -, mas que ficou dentro do sonho. Que droga.

Conversamos, rimos, bebemos… fizemos o que o outro se recusava a fazer em minha companhia. O celular estava mais interessante.

Depois de um tempo,  resolvemos ir pra dentro da casa. Adivinha? Namorado viu. Namorado não gostou. Namorado disse adeus. Namorado tinha culpa no cartório.

Não teve briga. Mas teve choro. Teve confissão de traição. Teve cesta de sei lá o que com um cartão de desculpas. Não teve volta.

O amigo, depois de um bom tempo tentando me consolar, se tornou a bola da vez.

Que loucura. Que real. Acordei meio assim “que será que isso quer dizer?”

Pensei, pensei, não muito, mas pensei. Cheguei à conclusão. Mamãe já dizia: “esse não, Mariane, ele vive rodeado de mulher”. A vida já dizia: “esse não, Mariane, ele vive na gandaia.” O sonho já dizia: “Mariane, você entendeu? Ele não. O amigo. Aquele que está do seu lado, te ouvindo. Que te conhece, que te faz sorrir”.

Mariane pensou, pensou e não reconheceu nenhum amigo com esse potencial. Mariane ficou triste. Perdeu o peão, perdeu o amigo, perdeu o sono. Será que dá pra continuar hoje? Talvez o Google possa me ajudar: http://bit.ly/2h6oMv0

Ele me abraçou

Qual o melhor remédio para um dia complicado? Começa com A e termina com ÇO. A-BRA-ÇO.

Como eu amo um…

Ontem foi um dia osso. Daqueles que em um dia do passado eu chutaria o balde e diria um lindo “tchau”. Saí tarde do trabalho, faltei na última aula do meu curso, fui no supermercado e me afoguei em um chocotone. Comi metade dele. Ó céus.

Quando fui deitar, já estava mais calma, mais consciente. Mais preparada para o outro dia. Mas ainda faltava algo.

Sou a doida dos sonhos. Tenho cada um… E hoje não foi diferente. Estava em uma casa estranha, muito alta. Em cima do telhado dela tinham caixas, objetos, sei lá. E do nada, eles começaram a cair. Uma delas tinha um monte de documentos e fotos. Fotos antigas, de quando eu e meus primos, meu irmão, éramos crianças. Falando em crianças, eu estava com algumas, mostrando estas fotos.

Quando olhei pro lado, vi meu pai!!! Mostrei algumas fotos pra ele. A gente riu. E eu contei pras crianças o que ele, meu pai, fazia com a gente.

Em determinado momento, sabe-se lá porquê, eu perguntei: você não vai me dar um abraço?

Que abraço. Era tudo o que eu estava precisando. Um abraço acolhedor. Um abraço que dizia: calma, filha, eu estou com você.

Pensa em um encontro emocionante. Que noite. Que sonho. Que Pai. Muito obrigado pela visita!

 

Eu e a dieta low carb

Há exatamente 1 semana comecei uma dieta chamada de low carb. Em poucas palavras, um sofrimento chamado “você não pode comer doces, pães, massas, frituras, snacks e nem tomar refrigerantes, bebidas alcoolicas e sucos de frutas”. Sabe aquela história do “em uma semana perdi 7 dias”? hahaha Brincadeira. Eu emagreci.

O fato é que eu estava muito ansiosa, comendo descontroladamente – em uma semana engordei quase 2kg (sério). Todo dia tinha que comer um chocolate. Na minha cabeça, “eu merecia” esse mimo. Até a balança ir me mostrando que x+1= y. Não se fala em peso publicamente. =)

Bom, depois de pesquisar muito sobre o assunto, tomei a decisão de tentar. Só não estou sofrendo mais que no SPA porque lá foi punk demais pra ser verdade.

Achei que eu amava queijo, mas há limites. Cadê meu chocolate? Meu leite condensado com granulado? Cadê?

O primeiro dia foi o mais difícil, porque não sabia o que comer. Depois, fui buscando receitas pra fazer. Sério, como é difícil não ter pão. A gente coloca tudo dentro do pão… queijo, manteiga, carne. Sem pão. E sem arroz e feijão. Mas até aí ok. Doces? Nada ok.

Busquei soluções pra não pirar. Chocolate 85% cacau. Permitido em momentos em desesperos. Tenho comido todo dia. Estou desesperada. E parece sal. E não é bom, mas psicologicamente me deixa menos triste. Já experimentou? Comprei um da marca “Casino”, lá no Pão de Açúcar (que ironia esse nome de mercado, neste delicado momento), caso você queira sofrer também.

Frutas? Pode coco, morango, abacate, cereja. Melão controlado. Abacaxi não. Eu comi. Estava tão docinho…

Não pratiquei exercícios. Tomei um gole de guaraná em um dia. E perdi um quilo. Fiquei feliz. Se é que a gente consegue ser feliz assim…=(

Gelatina virou melhor amiga – só não achei uma boa de abacaxi; além de ser low carb não pode ter sódio e outros ingredientes. Como faz? Aliás, a gente aprende a ler as embalagens. Fui comprar iogurte natural e os bichinhos tinham 12g de carboidrato. Deixei na prateleira. Fui pegar gelatina e me vi com 2 opções. Li os ingredientes e segui com o que tinha menos deles. Sim, fique sempre com  a lista menor de itens.

Estes dias fiz fricassê de frango. Ficou maravilhoso. No outro, omelete. Até um pão nuvem eu aprendi. Não tem gosto de nada, mas o cream cheese salvou. Entrar em um grupo fechado do Facebook foi enriquecedor. Altas dicas. #ficadica

Bom, o duro foi almoçar fora. E aí, José? Salada, ué. Com pedaços de peito de peru. O molho não era permitido, mas foi. Fuja de tudo que está pronto, enlatado, industrializado. Mas ele era rosé, tão bonitinho, tão gostosinho. Eu merecia.

Vira e mexe, almoço num self service que tem churrasco. Sim, churrasco pode. Queijo pode. Salada e legumes são obrigatórios. No copo, água. Às vezes com limão. Falando nisso, como é difícil ter que ingerir essa duplinha na night. Foi cruel.

Sim, sair e beber água com limão é dose. Ainda mais quando se vai a um PUB, onde todos estão com chopps na mão. Sabe como chama isso? Força de vontade.

Eu estou firme e forte – quer dizer nem tão forte. Não sei por quanto tempo. Minha meta é eliminar 3kg e parar de consumir tanto doce e fritura – ai meu santinho da batata frita!

Faltam 2kg. Faltam 20 dias. Só por hoje eu consegui. Você também consegue. Vale tentar. Leia bastante. Busque informação. Se quiser um apoio moral, comente aí embaixo. Responderei sempre com dicas leigas.

Ah, não podia faltar o: procure um nutricionista. Eu não procurei. Mas né, ditados, adoro eles: “faça o que eu digo e não o que eu faço”.

Hora do super amargo. Bjos sabor 85%.

 

Eu gosto do barulho do salto

Quem me conhece há algum tempo deve ter notado a ausência de decotes em minhas roupas. Ok, tenho certeza que ninguém notou, mas eu notei. Certa vez queria por algo mais “sexy” pra ir a um barzinho e tcharã… não tinha! Tudo fechado. Apenas os ombros de fora – AMO.

Quando mais nova, mais mirrada, tinha de todos os tipos. Achava lindo. Hoje, me sinto horrorosamente horrorosa. Não curto. E isso só tende a piorar, acho.

Vamos aos fatos.

Meses atrás comprei uma blusinha com franjas, mas não sabia que a bendita me fazia voltar aos tempos antigos, decotados. Que sensação horrível.

Ok, há quem diga que fica bonito, feminino, que bla bla bla. Fica tudo isso quando você se olha no espelho, você se admira. E não quando você anda pela rua!

Fui almoçar em uma padaria próxima ao meu trabalho. Pra variar, não tinha vaga pro carro. Precisei colocar num estacionamento. Isso inclui andar um pouco e passar em frente a um ponto de Táxi cheio de homens.

Adivinha? Todos mudos, olhando, virando pra trás, pra frente, pra minha direção. Quando vê, escuto um “eu gosto do barulho do salto”, comprovando que eu tinha virado o assunto do momento. Que nojento!

Entrei no mall e mais homens olhando. Me senti um pedaço de carne. Me senti nojenta. Sério. O decote não vai até o umbigo – bem longe disso – , mas foi o suficiente pra me deixar mal.

Gente, como pode? Eu sempre me ausentei das polêmicas de assédio. Muitas vezes, confesso, achei que os depoimentos eram exagerados. E pensava: é por que eu não passei por nada disso. E tinha razão. Quando você passa…

Não foi nada absurdo. Não fui perseguida. Não fui agarrada. Não fui estuprada. Mas me senti molestada. Nem almocei direito. Juro.

Eu não me senti bonita, desejada, a última bolachinha do pacote. Me senti suja. Me senti horrível. Fiquei mal.

Eu não gosto do barulho do salto. Eu não gosto de olhares famintos. Eu não gosto de assédio. Homens, apenas parem.

PS: Me sentiria péssima do mesmo jeito se a cena acontecesse em outro ambiente, como um bar ou balada. Acho ridículo este tipo de atitude. Anota. R-I-D-Í-C-U-L-O.

Pra que dormir 8h?

Quem me conhece sabe o quanto eu sou fissurada pelo verbo ‘dormir’. Amo de paixão, de amor, na vida. Amo mais que comida! Massss nem sempre consigo me presentear com as 8h merecidas de sono. Sou ansiosa, tenho insônia, mil ideias à noite e gastrite.

Era ali que eu queria chegar. Não sei se vocês têm este diagnóstico, mas 3 em cada 5 pessoas com as quais convivo têm. Doença do século, do ano, sei lá do que. Que karma.

13 dias sem remédio, estava eu. Feliz, controlando meus pensamentos. Os médicos e os médiuns dizem que tudo é fruto da nossa cabeça. Auto-terapia nela.

Funcionou por mais de 10 dias. Quebrou o brinquedo. Que dor. Que sensação horrível. A cabeça? Pirou com pensamentos horríveis.

Não teve Reiki, oração ou toalhinha morna que resolvesse. Não teve jeito. Tomei o maldito remédio. Mas não fez efeito rápido. A situação estava crítica. 2, 3, 4, 7h30. Foi na hora de levantar que eu consegui dormir.

Pensava nas pessoas com dores crônicas, oncológicas, lembrava do meu tio que está com dores na cabeça e na boca. Lembrava de toda e qualquer pessoa que sofre com dores e pedia forças, ajuda, alívio.

Eu tentei. Eu fiquei mais de 10 dias sem tomar remédio. Não deu. Não quero essa dor. Ela não me pertence. Não quero perder minha noite de sono. Não quero o incômodo. Não, não e não.

Pra que dormir 8h? Pra sobreviver, poxa.

Você abre o vidro?

Eu sempre falo para os voluntários do Entrega por Campinas: você vai ver como suas atitudes mudarão depois de hoje. E como mudam…

Antigamente, quando parava em um semáforo, fechava correndo o vidro. Nunca fui de dar dinheiro e como podem perceber, nem atenção. Não era maldade, era medo, sei lá o que era. Passou.

Hoje, quando vejo que o sinal está fechando, eu abro o vidro. Continuo não dando dinheiro, mas hoje dou atenção. Converso, pergunto o nome e dou água – sempre ando com garrafinhas no carro. #ficadica

E vocês não sabem como isso faz a diferença não só na minha vida como na das pessoas que ficam nos sinaleiros (lembrei da minha vó agora).

Ontem era segunda-feira, dia de reunião do Entrega. Como estava muito perto do local da reunião, tive que dar aquela enrolada. Fui no Mc Donalds. Por que não um milkshake?

Antes do Mc tem um semáforo que fecha super rápido. Era o primeiro carro. Do nada, apareceu um moço, gesticulando um pedido de dinheiro. Eu disse que não tinha e fui abrindo o vidro. Peguei a garrafinha de água e disse que estava quente. Perguntei se mesmo assim ele queria. Ele pegou a garrafa e começou a falar:

- Moça, só de você não ter me ignorado, ter aberto o vidro, eu já estou feliz. Muito obrigado.

Pensa numa pessoa que na hora queria cair nos prantos – sou dessas. Perguntei seu nome: Everton. E logo em seguida comentei sobre um rapaz que ficava ali naquele local. Ele se confundiu, riu e disse que amanhã não estaria por ali. Seria internado.

O semáforo que era rápido, durou o tempo certo pra eu ganhar minha noite. Comentei que ia dar a volta e voltava pra gente conversar. Entrei no Mc, comprei meu milk-shake e pensei: por que não comprar um lanche pro Everton? Ai eu sento ali com ele e enquanto ele come, a gente conversa.

Demorei muito. Comprei o lanche, desci e cadê o meu mais novo amigo? Havia saído do semáforo. Quando olho pro lado, um outro moço vinha na minha direção: Moça, me dá um lanche?!

Eu não tinha comprado aquele lanche pra ele, mas naquele momento era ele que precisava ser alimentado!  Vai ver estava há dias sem comer ou talvez com muita vontade de um lanche (já passou pelo MC quando você está com fome? Aquele cheiro mata! Dá muito mais fome, vontade…). E assim foi.

Que noite. Que lição. Que linha torta com histórias certas. E aí, você abre o vidro?

Observação: Fiz este post para mostrar como a gente muda quando se entrega a um projeto social. Ele não é uma medalhinha de ouro por fazer o bem. Quem faz o bem, não precisa ficar expondo seu feito. Esse é apenas um depoimento, que no seu modo mais pretensioso, pretende servir como inspiração. Abra o vidro, converse, doe atenção. Muitas vezes, vale mais que qualquer dinheiro!

O curioso sofre

“Como será que está fulaninho(a)?” Quem nunca acessou o perfil alheio que atire o primeiro like.

A gente é assim, curioso por natureza. E sempre há de ter uma listinha de pessoas que despertam esse nosso instinto de detetive. Algum antigo colega de colégio ou de faculdade, um ex-crush, um vizinho, um parente distante, a atual de alguém, um amigo que seja. A gente stalkeia mesmo.

O duro é quando a gente quer saber de alguém que… por alguns, quase sempre, péssimos motivos, não está no nosso convívio mais. Sim, digo aquelas pessoas que a gente bloqueou na vida, nas redes sociais, no telefone.

Ai gente, dá vontade de saber como estão as coisas. Se casou, teve filhos, se largou, se está viajando, se está suando muito. “Mas que dá vontade dá, de jogar tudo pro ar….” Guilherme e Santiago é vida. Ponto.

Bom, e aí vem o título à tona. O curioso sofre. Sofre porque busca informação e encontra o que espera, mas não quer. Sofre porque vê que a pessoa está mega bem. Sofre porque sofre.

Sempre fui dessas. Mas olha, vou te contar, ando tendo um auto-controle elogiável. “Por que mesmo que você vai fazer isso?” Sempre ecoa no meu pensamento.

Meu anjo da guarda está trabalhando intensamente. Enquanto meu ID diz “vai lá, desbloqueia, busca informação mesmo, uhul, aja, agora, now, everybody”, meu superego aconselha “não faça isso. por que você quer fazer isso? não influencia na sua vida. Você está bem. Pode parar. Fecha isso aí”. Nãooooooooooooooooooooooo. Sim. Eu obedeço.

Não foi a primeira e nem a última. E, com certeza, não foi nos meus melhores dias. A gente curte sofrer. Sofrer muito. Potencializar o sofrimento. Mas hoje, só por hoje, eu virei a cadeira pro superego. Obrigada, amigão, #tamojunto. Aqui não tem essa de “Solta o Mantega”. Prendeu, tá preso. TU TU TU.