Eu fui para um SPA

Eu sempre tive o sonho de ir para um SPA. Não, não me imaginava de maiô, com um super chapéu e uma taça de champagne na mão. Queria perder peso rápido.

Ano passado fiz umas cotações e resolvi investir o dinheiro em uma viagem para o Nordeste. Justo, vai. All inclusive. Bebida e comida “free”, por menos que o valor do SPA.

Passou um ano e… desta vez não ia mudar de ideia. Fiz as contas e sim… conseguiria realizar o meu sonho no ano que completaria 30 margaridas.

Arrumei as malas, peguei o carro e fui… parar em Sorocaba. Já ouviram falar do SPA MED? Um dos mais conceituados no país. Pra mim, um hospital particular (risos).

Cheguei acanhada. Demorei 3 dias para perceber que tinha feito o pior investimento da minha vida. E ainda faltava uma semana de sofrimento.

O lugar é lindo. As pessoas, extremamente agradáveis. No 2º dia, já me chamavam pelo meu nome. Eu tomei um susto. Como pode?

As refeições tinham hora para ser consumidas. Nada de prato no quarto, você precisava caminhar até o restaurante para comer ou, no caso do café, buscar o lanchinho e levá-lo ao quarto!

O café da manhã era um espetáculo, não conseguia comer tudo. No almoço, eu dava risada. Sério, eram hilárias as porções, de tão pequenas. E a comida não tinha sal, tempero. Mas eram boas! Porém, em pouca quantidade.

Aí tinha o lanche da tarde, o jantar e a ceia. Contava no relógio as horas para ir buscar uma gelatina ou um mísero pedaço de fruta. Uma vez a moça disse que tinha banana. Fiquei maior feliz. Quando vê, ela me deu uma fatia de banana. UMA FATIA. Quase chorei.

Sofri. Sofri porque não tinha forças para fazer nada. Minha dieta começou com 300 kcal por dia e depois subiu para 450 kcal. É pouco? Sim. Mas se você viver em função disso, sobrevive. Agora, comer só isso e trabalhar, praticar exercícios… não dá.

Aliás, você poderia praticar 3 atividades por dia. Eu fazia academia e esteira só. Não me dou bem com danças. E não tinha forças também. Um dia, fui na academia e fiz musculação e esteira. Aí me chamaram para uma partida de vôlei. Adivinha? “Só mais um ponto, mais um, outro…” PASSEI MUITO MAL.

Minha pressão caiu. Fui tomar banho e quase desmaiei. Liguei correndo na recepção e queriam me buscar para passar pelo médico plantonista. Disse que só queria a comida no quarto, porque não tinha forças para ir buscá-la. Me atenderam. E ainda mandaram tudo em dobro. AMEI. E não aguentei comer. Ô dureza.

Essa foi minha rotina por 10 dias. Se perdi peso? Sim, 3,5kg, que em uma semana se tornaram 2,5kg. Nosso mundo é surreal. Foi só comer um biscoito água e sal e já ganhei 1kg.

O investimento é caro. Eu quase desisti. Eu só pensava em comida. Mas a experiência é bacana. Ainda mais se você tem uma folguinha financeira para fazer massagens todos os dias – o pagamento é à parte.

Voltei com 5 feridas no estômago. Passei muito mal. Achei que ia morrer. E ainda tenho que escutar: “pagou um mundo, não adiantou nada e ainda ficou doente”. Não ligo. E se você tem a vontade louca que eu tinha, também não deve ligar. 3,5kg não é pouco para uma mulher, na minha idade, por 10 dias. Tinha um senhor que em uma semana tinha perdido 7kg, mas gente, ele era obeso mórbido. Muito mais fácil perder peso. E homem… Tenso.

Eu realizei um sonho no meu aniversário de 30 anos. Eu paguei com o meu trabalho. Eu fiquei 10 dias sem problemas na cabeça. O único problema era a comida. Na verdade, a hora de buscar a comida. Que fase.

Se eu indico? Acho que não. Existem outras maneiras de você perder peso. Demora mais, mas nossa, pelo menos você não fica sonhando com bolos, bolachas e chocolates todas as noite. Foi difícil, mas foi. Eu realizei um sonho.

O que me machuca

Faz tempo que eu evito este assunto. Talvez porque eu queira ser mais forte do que eu seja. Talvez porque eu não queira sofrer. Talvez, quantos talvez…

Eu acho que já falei isso, mas nossa, em outra vida eu devo ter sido a maior filha da p*. Porque olha, esta vida não tá fácil não.

Sabe aquele jogador que recebeu a chance de mostrar seu talento em campo, que entrou, fez ponto, ajudou o time, mas sabe-se lá porquê o técnico o colocou no banco? Então, é como eu me sinto. Não, não me sinto nas Olimpíadas. Aliás, tô bem por fora. Mas é uma metáfora contextualizada.

É assim, sempre assim. Quando eu acho que vai, “ihhhh fora, ihhhh fora.” Como é que é? Primeiramente, fora Temer! (risos)

Aconteceu de novo e pode acontecer mais mil vezes. Eu estava tentando. Ser boazinha, ser romântica, ser marcante. Não consegui. E descobri isso pelo Facebook – que moderno. “Fulano está em um relacionamento sério com…”

É duro quando você descobre que vai ter que sair do campo no susto. Estava tudo bem. Ao menos eu achava que sim. Aí ele sumiu por uns dias e apareceu namorando outra. Eu disse dias e não meses. O que se pressupõe?

Eu só não sofri porque a notícia veio junto com uma quase multa durante o Entrega por Campinas. Enquanto meu coração palpitava ao ver a mudança de status, uma policial tentava multar uma de nossas voluntárias. Desci correndo do carro pra ver o que estava acontecendo. CORRENDO. Adrenalina  vezes 2.

E aí, a multa não aconteceu. E eu só consegui mandar uma mensagem, antes de bloqueá-lo de tudo: “Espero que seja feliz!” Nossa, que Sandy. Que lady, que… nada a ver comigo. A vontade era comentar em modo público: você não tem nada pra me dizer, não?

E não disse. Não dei chances. E posso falar? Acho que não falaria. Ignoraria. O que você fala numa hora dessas? O que você espera de um cara mega maduro como esse?

Pensei muito… nos meus rolinhos. Quando eu não queria… o que eu fazia? E sim, eu me distanciava. Ignorava mensagens. Eu acho que nunca dei satisfações. Eu tinha que dar? Eu tinha 20 anos, gente.

Eu senti na pele o silêncio, a mudança de estratégia, o adeus, baby. E não, não foi bom.

Apesar de eu não saber o que dizer “Conheci outra pessoa…”, “Você não é bom o suficiente…”, eu sinto que o se importar com o outro, o respeitar, precisa entrar em pauta.

E por que eu estou falando tudo isso? Porque eu ouvi uma música que me lembrou todo o ocorrido. Porque eu quero que as pessoas sejam mais altruístas e se coloquem no lugar do outro… que falem de sentimentos… que sejam transparentes, como as marcas têm feito ultimamente. Desculpa, eu trabalho com publicidade, não tem como desvencilhar a vida profissional da pessoal.

Não quer mais? Fale. Não suma. Não deixe as pessoas pensando em hipóteses, cultivando esperança.

Ouvir um “não dá mais”, “não me manda mais nada”, “estou em outra”, “conheci outra pessoa”, dói. Dói muito. Mas é uma dor sincera, que vai passar. Uma dor necessária. É choque de realidade, meu irmão. É a vida que passa.

Tenham respeito pelos outros. Pensem que o mundo dá voltas e amanhã pode ser você que estará chorando, sofrendo, pensando mil bobagens.

Se eu chorei? Muito menos do que eu imaginava. Se eu pensei sobre? Muito. Se eu tenho esperança de um dia esclarecer tudo? Não. Não mesmo. Acho que ficou bem claro que a gente não combina. Eu não sou boa o suficiente. E nem vou dizer que é infelizmente. Porque eu acredito que as pessoas entram em nossas vidas por propósitos.

E pensando aqui, o seu propósito foi me fazer enxergar a 25ª troca como normal, como um “não era esse”. Eu acredito em destino. E o meu não está ligado ao seu. Ainda bem!

Quer saber? Se um dia você ler este texto. Se um dia você se lembrar de mim ou sentir saudade do meu sorriso, sincero… ouça essa música (Louca de Saudade – Jorge e Mateus):

“Se uma canção me lembrar
Troque o Cd não ouça mais
Se um perfume me recordar
Troque de marca, não use mais
Já que me trocou por um outro alguém
Substituir é o que te convém

Mas quando o coração não me enxergar
Vai te deixar louca de saudade, louca de saudade
O coração vai me desejar
E te deixar louca de saudade, louca de saudade

Eu quero ver então, se vai poder trocar de coração

Se algum lugar me lembrar
Troque de rota, não passe lá
Se um filme me recordar
Troque o canal, é só desligar
Já que me trocou por um outro alguém
Substituir é o que te convém

Mas quando o coração não me enxergar
Vai te deixar louca de saudade, louca de saudade
O coração vai me desejar
E te deixar louca de saudade, louca de saudade

Eu quero ver então, se vai poder trocar
Eu quero ver então, se vai poder trocar de coração

Mas quando o coração não me enxergar
Vai te deixar louca de saudade, louca de saudade
O coração vai me desejar
E te deixar louca de saudade, louca de saudade

Eu quero ver então, se vai poder trocar
Eu quero ver então, se vai poder trocar de coração”

Isso me machucou, mas serviu como lição. Isso me fez mais forte. Isso me fez ver que a gente erra uma vez, erra duas, mas não se deixar levar pelo erro de novo. Aliás, faz dele um aprendizado, um case de geração de crise. E, talvez, você não saiba, mas eu sou muito boa nisso! Te vejo nas próximas voltinhas do mundo, até lá.

 

O vácuo da paixão

Não, não se trata de um fora. Talvez não só um. Risos.

O vácuo da paixão é aquela fase pós término de um relacionamento. Aquela fase que você se acha incapaz de voltar a gostar de alguém. Que você se acha horrível, não tem vontade de sair de casa, só pensa em descontar toda a sua miséria pessoal na comida.

Essa fase. Que fase. Quantas vezes ela. Sempre ela.

Estou no vácuo da paixão. No período de 6 anos, estive nele por algumas vezes.

Sofri tanto que achava que meu destino era ficar sozinha. Vocês não têm dó?

Fui trocada 1, 2, 3x. Fui lembrada muito mais vezes. Até hoje não entendo essa lógica doida do “o mundo dá voltas”. Por que mesmo que as pessoas vêm e vão? E quase nunca em vão?!

Eu sou uma eterna apaixonada. Palavras me conquistam. Atitudes também, mas elas me deixam sem graça. Eu gosto das palavras. E quando recebo algumas de presente, fico viajando…

Num teste de personalidade, eu sou, com certeza, a sonhadora. [eu viajo, não liga]

E é por sonhar demais, que eu sempre acordo e caio no vácuo da paixão. Acho.

Parei pra pensar. Já sofri por grandes paixões. Caras que me marcaram mesmo. Mas gente, já sofri por caras que não têm nada a ver comigo. Alguém pode mandar a Senhora Carência lá pro Talibã?

Pô, que sacanagem.

Caras que são tudo o que eu não quero perto de mim. Arrogantes, babacas, infantis (no pior sentido da palavra).

Por que, né?

Um deles disse que é porque eu sou insegura. Que homem não gosta de mulher insegura. E que eu sou muito careta. Por isso, não paro com ninguém.

Falou o Porto Seguro. Falou o galã da Austrália. Falou o meteoro da paixão.

Sério mesmo que eu preciso ser igual a nova geração? Preciso experimentar tudo no impulso? Sério mesmo que eu preciso fazer o que eu não quero pra agradar? Que eu preciso fingir uma intimidade que não existe? SÉRIO MESMO?

Sério mesmo que eu preciso me achar a melhor de todas mesmo estando acima do peso, com espinhas no rosto e com a celulite sambando na sapucaí?

Gente. As pessoas não são inseguras, elas estão inseguras. Velho dilema do ser e estar. As pessoas não precisam ser O QUE VOCÊ QUER QUE ELAS SEJAM. Elas podem, certa vez, estar nesta energia louca, mas ser?

Cada um nasceu de um jeito. Cada um foi criado de um jeito. Cada um tem seu defeito. E também seu par perfeito.

Quer saber? Desculpa, mas eu não sou obrigada. Nem de nada. Tchau.

Nane Saraiva em ação

Existe uma grande diferença entre as pessoas normais e eu. Minha mãe fica brava: “precisa responder isso? Está explicado porquê os caras somem”.

Dada a devida introdução, vamos aos fatos.

 

Quando um carinha manda: - Agora que você está falando comigo, eu estou ótimo.

Uma pessoa normal responde: - Hmmmm… que romântico. Quando vamos nos ver?

O que eu respondo: - Sério? Você tem potencial. Tenho certeza de que consegue me enviar algo melhor. Tente de novo.

 

Quando um carinha manda: - E aí quando vamos nos ver novamente?

A pessoa normal: - Hmmm… estou livre amanhã. Onde vamos?

Eu:- Você não desiste? Acho que deveria!

 

Quando um carinha manda: - Do que você gosta?

Pessoa normal: - Barzinho, cinema, sair pra jantar…

Eu: - Chocolate, wifi, rodeio…

HUAHAUHUAHUAA

 

Quando um carinha manda: - Por que você quer saber minha altura?

Pessoa normal: - Pra saber se eu vou de salto baixo ou alto… =) <3

Eu: - Porque eu não nasci pra usar rasteirinha. Vivo de salto. E não, não curto homem baixinho.

 

Quando um carinha manda: - Nossa, que corpo lindo que você tem.

Pessoa normal: - Obrigada. Eu me cuido bastante. Você pratica algum esporte?

Eu: - Corpo não define ninguém.

 

Não é que eu seja grossa, mal amada ou arrogante. É que esses carinhas têm cada pergunta, né? Hahaha

Estes dias eu disse pra um cara que ele era “médium” (espírita). Sabe o que ele soltou? – Não posso ser “grandium”?

Seu Saraiva, perdão, mas o senhor ficou pra trás. Aqui a tolerância é menos 5. Ah, vá!

O cara sem repertório

- Você vai em tal lugar?

-Não vou, não vai dar.

5 dias depois.

- Você vai em tal lugar? (o mesmo de 5 dias antes)

-Não, já falei que não vai rolar…

1 mês depois.

- É amanhã, hein. Você vai?

- Não.

- Nossa, como você é grossa, seca…

Mais gente. Como é que a gente faz? Não sei se me apresentei. Sou formada em Jornalismo e pós-graduada em Comunicação. Qual a primeira premissa? A MENINA GOSTA DE CONTEÚDO.

Não basta? Sou geminiana de corpo de alma. Gosto de conteúdo e surpresas. Sim, adoro quando uma pessoa me surpreende, o que não acontece há muito tempo!

Então, vamos voltar ao lindo diálogo, de elevador, acima. Amadinhos, para tudo. Homem precisa ter conteúdo, repertório. Se ele quer conversar com uma mulher, ele tem que saber conversar.

Ficou sozinho em casa e quer fazer algo? Precisa saber conversar.

Está de bobeira e resolveu puxar papo no Whatsapp? Precisa saber conversar.

Quer chamar uma linda donzela pra sair? Precisa saber conversar.

Quem acha que tem boca só pra beijar é adolescente, adulto gosta de conversar por altas horas, sobre diferentes assuntos..

Faz sentido?

Vamos aos pontos. Não, eu não vou no evento. Não, eu não quero sair com você. Não, eu não sou grossa e nem seca. Aliás, estaria bem feliz se estivesse seca (hohoho).

Vá ler um Jose Saramago, um George Orwell, um gibi da Turma da Mônica. Vá ler. Quem lê, tem repertório. Ah, vale ler sobre criatividade também. Sucesso garantido. Ou não…

Falando em falta de sucesso. Foi boa a festa? HA – HA – HA.

 

Carta aberta a você

Sabe aquele dia que tudo de ruim aconteceu? Então, era naquele dia que apenas um sinal de vida seu mudava tudo.

2 anos. 2 tentativas. 2 aprendizados: uma pessoa pode fazer bem e, ao mesmo tempo, mal a você e “sem expectativas” é só da boca pra fora.

Eu já tive muitas paixões. Tem dias que me pego contando os mocinhos; vendo se não esqueço de nenhum. Paixões fortes, marcantes, daquelas que a gente lembra sempre. Lembra de palavras, de momentos… Como é divertido. Agora, né? Porque na época… ô sofrência.

Então, você entrou para esse hall. Tão pouco tempo. Tão marcante. Já disse em outros textos. Você não tinha nada a ver comigo, mas apareceu no momento certo. E deu tudo errado. Ô cupido malandro.

Quanto eu chorei. Quanto eu desejei. Quanto eu me odiei. De quanto em quanto, eu me apaixonei!

A vida deu suas voltas e você ressurgiu. Eu falei tudo que estava guardado comigo. Regado a àlcool, ok. Mas falei. E você ouviu. Não sei como. Você nunca deu muita atenção ao que eu falava. Ficava só reparando. O que será que se passava na sua cabeça?

Eu sempre fui muito baladeira. Mas você conseguiu me fazer ter vontade de sair somente com você. Eu enrolei. 1… 2… 3… dizendo que estava cansada, ocupada… Tudo mentira. Eu estava com você. E você? Sei lá…

Tentei fazer diferente. Tentei ser “bonitinha”. A gente não pode tentar ser o que não é. Nas duas tentativas, você sumiu. Medo? Falta de vontade? Não sei. Sim, eu estava apaixonada e não tinha vergonha de demonstrar isso. Nem pra você e nem pra ninguém. Eu falava tanto de você…

Eu estava na sua. Sem expectativas. Ok, mentira. Com muitas expectativas. Achava que agora ia dar certo. Mas não deu. Um dia, quem sabe…

O seu olhar, o seu beijo… era tudo o que eu queria. Todos os dias. Não. Exagerei. Ai como sou exagerada. Assim enjoa. Mas queria notícias. Sempre. E né… você não é desses.

Esta semana você sumiu. E eu prometi que foi a última tentativa. Chega, né? A gente pode gostar de outrem, mas deve gostar de si mesmo primeiro. Não é clichê, não é piegas, não é estória para boi dormir. É real!

Você me fazia muito bem, mas, ao mesmo tempo, muito mal. E acho que você nem tem noção disso… Talvez na sua cabeça, eu seja a insegurança. Eu, que vivo rodeada de festas, de tinders, de happns… eu…

Não, eu não fiz nada. Eu lutei pelo o que eu queria. E eu perdi, de novo. Mas eu sei perder. Já perdi tantas vezes… Já chorei tantas vezes… Já me levantei tantas vezes… Já me apaixonei de novo tantas vezes… E as vezes vêm com o tempo. É, quem diria… eu aprendi a esperar!!! Esperar o tempo amenizar as coisas. Esperar você não dá mais. O seu tempo é diferente do meu. Muito diferente.

Eu quero que sejas muito feliz, como sempre quis. Quero que se arrume de novo, que seja muito amado. Juro, eu quero. Você merece!

E que você arranque sorrisos por aí com mensagens de “oi”, com doces de leite e casquinhas… com momentos memoráveis. Obrigada por fazer o meu começo de ano ter sentido!

Essa carta foi aberta… mas foi pra você. E foi pra mim… Foi para um “nós” que não vai existir!!!

Obrigada por tudo. Seja muitoooo feliz =) Você marcou, pra sempre!

O que os olhos não veem…

Eu sempre fui muito impulsiva. Daquelas que termina algo que nem começou. SEMPRE. É que eu me envolvo com muita facilidade, eu sofro por antecedência, eu imagino demais. Alguns diriam: isso é insegurança. E quem vai negar? E é, sô!

Estávamos na balada. Tudo lindo. Eu, ele, alguns amigos. A balada estava vazia, mas ao passar dos ponteiros, começou a lotar. Gente bonita. Mulheres bonitas. Ele alto, olhos claros. Chamando a atenção. Ao menos na minha cabeça.

Ele tirou uma pra dançar. Me segurei. Logo fui “tirada” também. Não era troco. Não era nada. Era diversão. Era dança. EU AMO DANÇA.

Passou um tempo e cadê ele? Foi dar uma volta com os amigos. Não podia julgar. A época, a situação. Tudo pode.

Quando o encontrei, tomei uma decisão: ir embora dali. Juntei alguns amigos e parti. O que mal tinha começado, estava terminando (que novidade!).

Passei a noite pensando nos piores roteiros de filmes da vida real. Ele com outra. Ele com a outra. Ele. Outras. AHHHHHHHHHHHHHH. Que noite.

No outro dia, ele não dirigiu uma palavra se quer a mim. Teria acontecido o que eu pensava? Esperei comentários. Nada.

Somente no fim da noite, a loucura mudou o rumo. “Ela nem se despediu de mim. Não me avisou”.

Um abraço, uma pergunta, a minha resposta, a resposta dele. Que mal entendido. Que criatividade. Ou não.

“Deixei você livre na balada, pra curtir com os amigos, com as gatinhas…” Encontre o sujeito ciumento da frase (risos).

“E quem disse que eu queria curtir as gatinhas?” Momento cara de “oi?”, sofri à toa, nem dormi, ahhhhh, por que?!

Alguns dirão: que fofo! A-ham. Fofíssimo, se no outro dia não voltasse a sumir. A ignorar. A… deixa pra lá. Foi bom enquanto durou. Foi sofrido enquanto pensava. Foi… E indo, acabou.

O que os olhos não veem, a paranoia inventa.

Pensa numa vida cheia de grandes invenções…

Essa foi só mais uma!

O título vem antes ou depois?

Quando você vai fazer um texto ou uma redação, você começa pelo título?

Eu, quase sempre, sim. Mas aprendi que às vezes ele vem do nada, outras vezes, preciso escrever tudo pra depois ter o insight final.

Ontem foi assim: deixamos o título pra depois. Eu e minha afilhada, na missão lição de casa de redação.

Sabe o que é felicidade? Sim, existem diferentes respostas. A minha, ontem, foi ver a evolução da minha pequena.

De um meses pra cá, ela passou a questionar, a ser mais criativa, a viajar na maionese!

Precisávamos, ops, ela precisava criar um super herói e um vilão. O super herói deveria ter uma missão e, claro, vencer o tal vilão.

Eu confesso que fiquei com os dedos coçando pra buscar o note e fazer a redação também. Mas né, o foco era ela.

Começamos pelo nome dos personagens. Como a heroína ia se chamar. Sim, meninas ainda parecem ter predileção por personagens femininas. E a vilã? Fomos buscar o significado dos nomes.

Qual era nosso problema? Então, quem iria salvar a população?

O problema era uma substância venenosa que transmitia ÓDIO. Sim, trabalhar com sentimentos sempre é mais fácil. Então, a heroína deveria prezar pela saúde do povo, uma personagem saudável, do bem: Vick! Sim, pode ser coincidência ou não o nome do remédio que a gente usa no nariz (risos).

Difícil achar um significado de nome ruim. Alguém já achou? O mais próximo de vilã que conseguimos foi Monique, a solitária, sozinha, que queria dominar a cidade para uma experiência com clones.

Taí. Viajamos na maionese. E ela fez a história sozinha. Ia me perguntando e lendo o parágrafo, por afirmação mesmo.

Demorou. De linha em linha, a história foi surgindo. “Mas o que tinha no copo?” “Quem deixou o copo ali?” “Qual foi a grande contribuição da heroína?” “O que aconteceu com aquela cidade?”

Ficou lindo. Espero que a professora goste. Aqui em casa foi nota 10. Pela superação, pela evolução, pela criatividade. Que orgulho da madrinha!

PS: sim, este é um post coruja, mas não só. Fica aqui a minha dica para mamãe, vovós, primas, irmãos que fazem lição com as crianças. Não deixem eles caírem no simplismo para acabar a lição logo. Façam eles usarem a imaginação. Questionem, deem dicas, parabenizem. Faz toda a diferença!!! =)

PS2: Ainda estou pensando em montar meu grupo de Redação para crianças! <3

O Vô João, a caridade e a entrega!

Há muitos anos eu escuto a mesma frase: “Como dizia o Vô João: façam caridade, meus filhos”.

Vô João era um senhorzinho fofo, repentista, catireiro, Malufista e espiritualista.

Morreu em 94. Deixou um legado grande.

Confesso que não me lembro de momentos, mas minha mãe diz que eu vivia conversando com ele.

Tinha 8 anos. Era curiosa. Ele gostava de contar histórias…

Meu avô. Meu ídolo. Alguém que guardo em meu coração e em quem me inspiro.

Fazia caridade como ninguém. Pegava morador de rua e levava pra casa, pra tomar banho, dar comida. Passava de porta em porta pedindo mantimentos pra fazer cestas básicas… Exemplar.

E o seu legado?

Foi com muita alegria e paixão que ano passado eu aceitei fazer parte de um projeto lindo. Eu e meu irmão. Os dois netos de Francisco, ops João.

Um projeto que nasceu há 2 anos em SP e veio pra Campinas com o esforço e dedicação de nossas primas, por parte de pai.

A palavra é ENTREGA. Entrega por SP, Entrega por Santos, Entrega por CAMPINAS.

Um dia especial em que a gente se entrega. A gente senta no chão. A gente aperta mão. A gente dá beijo. A gente dá atenção.

A gente. Um grupo de amigos, sem ligação com política ou religião. Voluntários, que trocam uma noite de sexta-feira de balada por uma noite de caridade, de doação.

Muitos perguntam: mas como funciona?

Geralmente, os encontros acontecem na última sexta-feira do mês. A gente se encontra na Aquidabã, próximo a um carrinho de Hot Dog. Ali, separamos as roupas e calçados que recebemos de doação. Masculino. Feminino. P. M. G. GG. 34. 35. 36…

Em seguida ou ao mesmo tempo, uma equipe monta os kits. Sim, além de nos entregarmos, levamos um kit super especial para cerca de 120 moradores de rua. Trata-se de uma sacolinha com lanche fresquinho (feito no dia), água, bolacha doce, bolacha salgada, pipoca Nhac, sabonete, papel higiênico, pasta de dente, escova de dente, camisinha e MEIAS.

Tem edição que entregamos cobertores também. Conseguimos até um parceiro, de SP, que vende cobertores a preço de custo. Caridade, meus filhos!

Tudo organizado, dividimos os carros e saímos em busca dos nossos amigos das ruas. Carros em pisca alerta. Celulares a posto, para acompanhar as notícias de cada rota. Às vezes precisamos fazer 2 caminhos, pra não acumular voluntários no mesmo local.

É um pedido de licença. É um oi. É uma conversa breve ou longa. É uma entrega.

Entre tantos nomes, tantas histórias, uma única certeza: nós somos muito pequenos. Quanta inteligência existe na rua. Quanto amor. Quanta entrega…

É lindo de ver, de viver, de conhecer. Ficou curioso? Vem com a gente pra rua. Amanhã tem a entrega de fevereiro. Confira tudo aqui: https://www.facebook.com/entregaporcampinas/

Ele vai ser pai

Sabe aquelas paixonites que você nunca esquece? Que adoraria rever pra saber se mudou alguma coisa ou continua encantador?

Lembro como se fosse hoje. Aquela festa. Aquela fantasia. Aquele beijo.

Um beijo que era bom demais. Que durou o suficiente para marcar.

Os anos passam. As pessoas se distanciam. E eu escrevo. E divulgo.

Sempre quis notícias. Nunca as tive. Até ontem.

Maldito bendito Linkedin. Ele resolveu dizer aos meus contatos que eu estava comemorando aniversário de empresa. Mentira. Faltam 2 meses ainda =S

E aí, eu comecei a receber mensagens de parabéns. Algumas de pessoas que eu nunca vi na vida. E uma, dele.

Como sempre, tentei tirar proveito da aproximação. Se tivesse que definir minha curiosidade em uma frase seria: “quem pergunta o que quer, escuta o que não espera”.

Fiz uma brincadeira: e aí casou? tem filhos?

E ele respondeu SIMMMMMMMMM!

Casou ano passado. Está “grávido” de uma menina. Sabe pra quando? Junho! Imagina se ela nasce no dia do meu aniversário?!

Quem sabe era isso que ele precisava pra se lembrar de mim como eu me lembro dele…

Estou muito feliz por ele. Eu juro. Mas ao mesmo tempo triste. Eu ainda tinha esperança de reencontrá-lo. Não solteiro. Não é isso. Mas queria vê-lo. Queria conversar. Relembrar o passado…

Mas né, o destino, mais uma vez, gritou bem alto: ”E todos a sua volta se casarão e… você estará lá curtindo, compartilhando e comentando”. Amém!