Ele me abraçou

Qual o melhor remédio para um dia complicado? Começa com A e termina com ÇO. A-BRA-ÇO.

Como eu amo um…

Ontem foi um dia osso. Daqueles que em um dia do passado eu chutaria o balde e diria um lindo “tchau”. Saí tarde do trabalho, faltei na última aula do meu curso, fui no supermercado e me afoguei em um chocotone. Comi metade dele. Ó céus.

Quando fui deitar, já estava mais calma, mais consciente. Mais preparada para o outro dia. Mas ainda faltava algo.

Sou a doida dos sonhos. Tenho cada um… E hoje não foi diferente. Estava em uma casa estranha, muito alta. Em cima do telhado dela tinham caixas, objetos, sei lá. E do nada, eles começaram a cair. Uma delas tinha um monte de documentos e fotos. Fotos antigas, de quando eu e meus primos, meu irmão, éramos crianças. Falando em crianças, eu estava com algumas, mostrando estas fotos.

Quando olhei pro lado, vi meu pai!!! Mostrei algumas fotos pra ele. A gente riu. E eu contei pras crianças o que ele, meu pai, fazia com a gente.

Em determinado momento, sabe-se lá porquê, eu perguntei: você não vai me dar um abraço?

Que abraço. Era tudo o que eu estava precisando. Um abraço acolhedor. Um abraço que dizia: calma, filha, eu estou com você.

Pensa em um encontro emocionante. Que noite. Que sonho. Que Pai. Muito obrigado pela visita!

 

Eu e a dieta low carb

Há exatamente 1 semana comecei uma dieta chamada de low carb. Em poucas palavras, um sofrimento chamado “você não pode comer doces, pães, massas, frituras, snacks e nem tomar refrigerantes, bebidas alcoolicas e sucos de frutas”. Sabe aquela história do “em uma semana perdi 7 dias”? hahaha Brincadeira. Eu emagreci.

O fato é que eu estava muito ansiosa, comendo descontroladamente – em uma semana engordei quase 2kg (sério). Todo dia tinha que comer um chocolate. Na minha cabeça, “eu merecia” esse mimo. Até a balança ir me mostrando que x+1= y. Não se fala em peso publicamente. =)

Bom, depois de pesquisar muito sobre o assunto, tomei a decisão de tentar. Só não estou sofrendo mais que no SPA porque lá foi punk demais pra ser verdade.

Achei que eu amava queijo, mas há limites. Cadê meu chocolate? Meu leite condensado com granulado? Cadê?

O primeiro dia foi o mais difícil, porque não sabia o que comer. Depois, fui buscando receitas pra fazer. Sério, como é difícil não ter pão. A gente coloca tudo dentro do pão… queijo, manteiga, carne. Sem pão. E sem arroz e feijão. Mas até aí ok. Doces? Nada ok.

Busquei soluções pra não pirar. Chocolate 85% cacau. Permitido em momentos em desesperos. Tenho comido todo dia. Estou desesperada. E parece sal. E não é bom, mas psicologicamente me deixa menos triste. Já experimentou? Comprei um da marca “Casino”, lá no Pão de Açúcar (que ironia esse nome de mercado, neste delicado momento), caso você queira sofrer também.

Frutas? Pode coco, morango, abacate, cereja. Melão controlado. Abacaxi não. Eu comi. Estava tão docinho…

Não pratiquei exercícios. Tomei um gole de guaraná em um dia. E perdi um quilo. Fiquei feliz. Se é que a gente consegue ser feliz assim…=(

Gelatina virou melhor amiga – só não achei uma boa de abacaxi; além de ser low carb não pode ter sódio e outros ingredientes. Como faz? Aliás, a gente aprende a ler as embalagens. Fui comprar iogurte natural e os bichinhos tinham 12g de carboidrato. Deixei na prateleira. Fui pegar gelatina e me vi com 2 opções. Li os ingredientes e segui com o que tinha menos deles. Sim, fique sempre com  a lista menor de itens.

Estes dias fiz fricassê de frango. Ficou maravilhoso. No outro, omelete. Até um pão nuvem eu aprendi. Não tem gosto de nada, mas o cream cheese salvou. Entrar em um grupo fechado do Facebook foi enriquecedor. Altas dicas. #ficadica

Bom, o duro foi almoçar fora. E aí, José? Salada, ué. Com pedaços de peito de peru. O molho não era permitido, mas foi. Fuja de tudo que está pronto, enlatado, industrializado. Mas ele era rosé, tão bonitinho, tão gostosinho. Eu merecia.

Vira e mexe, almoço num self service que tem churrasco. Sim, churrasco pode. Queijo pode. Salada e legumes são obrigatórios. No copo, água. Às vezes com limão. Falando nisso, como é difícil ter que ingerir essa duplinha na night. Foi cruel.

Sim, sair e beber água com limão é dose. Ainda mais quando se vai a um PUB, onde todos estão com chopps na mão. Sabe como chama isso? Força de vontade.

Eu estou firme e forte – quer dizer nem tão forte. Não sei por quanto tempo. Minha meta é eliminar 3kg e parar de consumir tanto doce e fritura – ai meu santinho da batata frita!

Faltam 2kg. Faltam 20 dias. Só por hoje eu consegui. Você também consegue. Vale tentar. Leia bastante. Busque informação. Se quiser um apoio moral, comente aí embaixo. Responderei sempre com dicas leigas.

Ah, não podia faltar o: procure um nutricionista. Eu não procurei. Mas né, ditados, adoro eles: “faça o que eu digo e não o que eu faço”.

Hora do super amargo. Bjos sabor 85%.

 

Eu gosto do barulho do salto

Quem me conhece há algum tempo deve ter notado a ausência de decotes em minhas roupas. Ok, tenho certeza que ninguém notou, mas eu notei. Certa vez queria por algo mais “sexy” pra ir a um barzinho e tcharã… não tinha! Tudo fechado. Apenas os ombros de fora – AMO.

Quando mais nova, mais mirrada, tinha de todos os tipos. Achava lindo. Hoje, me sinto horrorosamente horrorosa. Não curto. E isso só tende a piorar, acho.

Vamos aos fatos.

Meses atrás comprei uma blusinha com franjas, mas não sabia que a bendita me fazia voltar aos tempos antigos, decotados. Que sensação horrível.

Ok, há quem diga que fica bonito, feminino, que bla bla bla. Fica tudo isso quando você se olha no espelho, você se admira. E não quando você anda pela rua!

Fui almoçar em uma padaria próxima ao meu trabalho. Pra variar, não tinha vaga pro carro. Precisei colocar num estacionamento. Isso inclui andar um pouco e passar em frente a um ponto de Táxi cheio de homens.

Adivinha? Todos mudos, olhando, virando pra trás, pra frente, pra minha direção. Quando vê, escuto um “eu gosto do barulho do salto”, comprovando que eu tinha virado o assunto do momento. Que nojento!

Entrei no mall e mais homens olhando. Me senti um pedaço de carne. Me senti nojenta. Sério. O decote não vai até o umbigo – bem longe disso – , mas foi o suficiente pra me deixar mal.

Gente, como pode? Eu sempre me ausentei das polêmicas de assédio. Muitas vezes, confesso, achei que os depoimentos eram exagerados. E pensava: é por que eu não passei por nada disso. E tinha razão. Quando você passa…

Não foi nada absurdo. Não fui perseguida. Não fui agarrada. Não fui estuprada. Mas me senti molestada. Nem almocei direito. Juro.

Eu não me senti bonita, desejada, a última bolachinha do pacote. Me senti suja. Me senti horrível. Fiquei mal.

Eu não gosto do barulho do salto. Eu não gosto de olhares famintos. Eu não gosto de assédio. Homens, apenas parem.

PS: Me sentiria péssima do mesmo jeito se a cena acontecesse em outro ambiente, como um bar ou balada. Acho ridículo este tipo de atitude. Anota. R-I-D-Í-C-U-L-O.

Pra que dormir 8h?

Quem me conhece sabe o quanto eu sou fissurada pelo verbo ‘dormir’. Amo de paixão, de amor, na vida. Amo mais que comida! Massss nem sempre consigo me presentear com as 8h merecidas de sono. Sou ansiosa, tenho insônia, mil ideias à noite e gastrite.

Era ali que eu queria chegar. Não sei se vocês têm este diagnóstico, mas 3 em cada 5 pessoas com as quais convivo têm. Doença do século, do ano, sei lá do que. Que karma.

13 dias sem remédio, estava eu. Feliz, controlando meus pensamentos. Os médicos e os médiuns dizem que tudo é fruto da nossa cabeça. Auto-terapia nela.

Funcionou por mais de 10 dias. Quebrou o brinquedo. Que dor. Que sensação horrível. A cabeça? Pirou com pensamentos horríveis.

Não teve Reiki, oração ou toalhinha morna que resolvesse. Não teve jeito. Tomei o maldito remédio. Mas não fez efeito rápido. A situação estava crítica. 2, 3, 4, 7h30. Foi na hora de levantar que eu consegui dormir.

Pensava nas pessoas com dores crônicas, oncológicas, lembrava do meu tio que está com dores na cabeça e na boca. Lembrava de toda e qualquer pessoa que sofre com dores e pedia forças, ajuda, alívio.

Eu tentei. Eu fiquei mais de 10 dias sem tomar remédio. Não deu. Não quero essa dor. Ela não me pertence. Não quero perder minha noite de sono. Não quero o incômodo. Não, não e não.

Pra que dormir 8h? Pra sobreviver, poxa.

Você abre o vidro?

Eu sempre falo para os voluntários do Entrega por Campinas: você vai ver como suas atitudes mudarão depois de hoje. E como mudam…

Antigamente, quando parava em um semáforo, fechava correndo o vidro. Nunca fui de dar dinheiro e como podem perceber, nem atenção. Não era maldade, era medo, sei lá o que era. Passou.

Hoje, quando vejo que o sinal está fechando, eu abro o vidro. Continuo não dando dinheiro, mas hoje dou atenção. Converso, pergunto o nome e dou água – sempre ando com garrafinhas no carro. #ficadica

E vocês não sabem como isso faz a diferença não só na minha vida como na das pessoas que ficam nos sinaleiros (lembrei da minha vó agora).

Ontem era segunda-feira, dia de reunião do Entrega. Como estava muito perto do local da reunião, tive que dar aquela enrolada. Fui no Mc Donalds. Por que não um milkshake?

Antes do Mc tem um semáforo que fecha super rápido. Era o primeiro carro. Do nada, apareceu um moço, gesticulando um pedido de dinheiro. Eu disse que não tinha e fui abrindo o vidro. Peguei a garrafinha de água e disse que estava quente. Perguntei se mesmo assim ele queria. Ele pegou a garrafa e começou a falar:

- Moça, só de você não ter me ignorado, ter aberto o vidro, eu já estou feliz. Muito obrigado.

Pensa numa pessoa que na hora queria cair nos prantos – sou dessas. Perguntei seu nome: Everton. E logo em seguida comentei sobre um rapaz que ficava ali naquele local. Ele se confundiu, riu e disse que amanhã não estaria por ali. Seria internado.

O semáforo que era rápido, durou o tempo certo pra eu ganhar minha noite. Comentei que ia dar a volta e voltava pra gente conversar. Entrei no Mc, comprei meu milk-shake e pensei: por que não comprar um lanche pro Everton? Ai eu sento ali com ele e enquanto ele come, a gente conversa.

Demorei muito. Comprei o lanche, desci e cadê o meu mais novo amigo? Havia saído do semáforo. Quando olho pro lado, um outro moço vinha na minha direção: Moça, me dá um lanche?!

Eu não tinha comprado aquele lanche pra ele, mas naquele momento era ele que precisava ser alimentado!  Vai ver estava há dias sem comer ou talvez com muita vontade de um lanche (já passou pelo MC quando você está com fome? Aquele cheiro mata! Dá muito mais fome, vontade…). E assim foi.

Que noite. Que lição. Que linha torta com histórias certas. E aí, você abre o vidro?

Observação: Fiz este post para mostrar como a gente muda quando se entrega a um projeto social. Ele não é uma medalhinha de ouro por fazer o bem. Quem faz o bem, não precisa ficar expondo seu feito. Esse é apenas um depoimento, que no seu modo mais pretensioso, pretende servir como inspiração. Abra o vidro, converse, doe atenção. Muitas vezes, vale mais que qualquer dinheiro!

O curioso sofre

“Como será que está fulaninho(a)?” Quem nunca acessou o perfil alheio que atire o primeiro like.

A gente é assim, curioso por natureza. E sempre há de ter uma listinha de pessoas que despertam esse nosso instinto de detetive. Algum antigo colega de colégio ou de faculdade, um ex-crush, um vizinho, um parente distante, a atual de alguém, um amigo que seja. A gente stalkeia mesmo.

O duro é quando a gente quer saber de alguém que… por alguns, quase sempre, péssimos motivos, não está no nosso convívio mais. Sim, digo aquelas pessoas que a gente bloqueou na vida, nas redes sociais, no telefone.

Ai gente, dá vontade de saber como estão as coisas. Se casou, teve filhos, se largou, se está viajando, se está suando muito. “Mas que dá vontade dá, de jogar tudo pro ar….” Guilherme e Santiago é vida. Ponto.

Bom, e aí vem o título à tona. O curioso sofre. Sofre porque busca informação e encontra o que espera, mas não quer. Sofre porque vê que a pessoa está mega bem. Sofre porque sofre.

Sempre fui dessas. Mas olha, vou te contar, ando tendo um auto-controle elogiável. “Por que mesmo que você vai fazer isso?” Sempre ecoa no meu pensamento.

Meu anjo da guarda está trabalhando intensamente. Enquanto meu ID diz “vai lá, desbloqueia, busca informação mesmo, uhul, aja, agora, now, everybody”, meu superego aconselha “não faça isso. por que você quer fazer isso? não influencia na sua vida. Você está bem. Pode parar. Fecha isso aí”. Nãooooooooooooooooooooooo. Sim. Eu obedeço.

Não foi a primeira e nem a última. E, com certeza, não foi nos meus melhores dias. A gente curte sofrer. Sofrer muito. Potencializar o sofrimento. Mas hoje, só por hoje, eu virei a cadeira pro superego. Obrigada, amigão, #tamojunto. Aqui não tem essa de “Solta o Mantega”. Prendeu, tá preso. TU TU TU.

Mar? Acho que eu vou é pro bar!

Eu sempre amei água. Desde cedo estava acostumada a dar umas braçadas nas piscinas alheias. Quantas competições, medalhas…

Não tinha medo. Até certo dia, no sítio, a gente brincar de passar debaixo da perna dos outros na piscina. Meu primo, muito engraçado, me prendeu debaixo da água. Quase me afoguei. Fiquei traumatizada. Sério.

Mas como a nossa memória falha, eu acabei esquecendo disso. Nadei em piscina, em mar… acho que em rio nunca. Nem represa. Só piscina, mar e… cachoeira. Como poderia esquecer.

Tudo raso. Tudo sob controle. Tudo tudo, até eu quase morrer afogada neste carnaval. Não contei aqui, ninguém precisava saber. Não naquele momento.

Em fevereiro, decidi trocar Muzambinho por Maresias. Mais calmo, pessoas mais velhas. Achava que tinha feito um super negócio. A-HAM.

As pessoas eram gente boníssimas. A casa? Boa, vai. E os borrachudos? Uns fanfarrões. Minhas pernas ficaram bizarramente vermelhas, com bolotas enormes. Pra ajudar, tive diarreia. Perdi 1kg em pleno carnaval. Também, só no Gatorade e biscoito de polvilho! Cerveja só no primeiro dia. Que karma.

Mas isso tudo é contexto. Chegamos cedo na cidade. Resolvemos, então, almoçar e ir pra praia. Cerveja a rodo. Dá vontade de que? Sim, xixi. Hora de ir pro mar. De leve. Com boné e óculos. Uma ondinha, duas…

Quando eu vi, estava no fundo do mar, sozinha. Meus amigos falando pra eu voltar. Ah, se fosse fácil. Não conseguia. Simplesmente não conseguia. Uma onda atrás da outra. Enormes. Eu nadava, nadava e não saía do lugar. Não dava pé. IMAGINA O DESESPERO.

Em uma das ondas, meu boné saiu. Tinha acabado de comprar. Corri atrás. Na outra, meu óculos. Esse, não consegui segurar. Tudo bem, ele era caro, mas isso a gente conquista de novo.

Com muito sufoco e proteção, consegui voltar à beira da praia. Chocada, sem ar, sem óculos, sem entender nada…

Na minha cabeça só vinha: como vão avisar minha família que eu morri afogada? Vou acabar com o carnaval da galera… Eles não têm o telefone da minha casa… Meu deus, minha mãe vai me matar quando eu disser que perdi o óculos…

Passou. E aí eu fui picada, eu tive diarreia. Isso vocês já leram ali em cima.

Quando voltei pra Campinas, fui ao terreiro (sim, sou umbandista com muito orgulho). Vontei tudo isso ao meu guia. Ele foi bem direto: você foi pra praia, pediu licença pra Iemanjá? Rezou?

Não, eu não tinha feito nada disso. Confesso, nem lembrei. Tava no clima de folia. Queria pegar uma cor, beber e me divertir com a turma que estava comigo. Que falta de juízo.

Bom, agora, cá estou eu, com medo de água. Nunca mais fui pra praia. Só de pensar em água, me dá um sentimento ruim. Tipo o que eu senti com a história do ator. Que pavor.

Será que em alguma vida eu morri afogada?

Piscina, ok. Cachoeira, ok. Mar? Acho que eu vou é pro bar! Minas Gerais, que saudades de você!

Quer ser meu crush?

Não sei quem teve a ideia de transformar o famoso “paquera” em “crush”, mas hoje em dia a gente só escuta isso.

Curiosa que só, fui ver o que o termo significava. Primeiro resultado: esmagamento. Mais gente, lembrei  da Felícia na hora. Abraço de uuuuuuuuuuuuuurso.

Mas não, este não é o único significado. Compressão, aperto, aglomeração… Acho que estou de boa de ter um crush. Fugindo loucamente de apertos.

Já te enrolei demais, né? O termo pode designar, também, um namoro ou uma paixão súbita. Fez sentido agora?!

Esse é o ponto. Quer ser meu crush?

Sou uma super entusiasta do Tinder. Falo pra geral o quanto eu acho a ferramenta maravilhosa. Se você acha que lá só tem gente feia e nada a ver com você, ok. Confesso que no começo, havia mais curiosos bem apessoados. Mas uma coisa é certa, do começo até hoje, a diversão é garantida.

O ponto é: você vai lá, conhece algumas pessoas e fica frustrada. O mercado está escasso. Cadê os crushs qualificados?

Pra não perder mais tempo, resolvi fazer uma listinha de pontos, para avaliar os prospects. Observação: fiz isso em tempo real, conversando com um tinder boy. Era uma brincadeira, mas fez tanto sentido… (risos)

1) Ser alto (mais de 1,80m) = 10 pontos

2) Ser simpático e inteligente  = 10 pontos

3) Ter envolvimento com algum projeto social = 10 pontos

4) Curtir ou ouvir sertanejo = 10 pontos

5) Gostar de crianças = 10 pontos

6) Não ter filhos = 10 pontos

7) Saber dançar = 10 pontos

8) Não ser pão duro = 10 pontos

9) Ter o sorriso bonito = 10 pontos

10) Ter covinhas = 20 pontos

Ponto extras:

Curtir tecnologia = 10 pontos

Gostar de festa = 10 pontos

Curtir viajar = 10 pontos

Saber tocar violão = 10 pontos.

E aí, quer ser meu crush? A média é 8. =p

O ppt do crush perfeito

O ppt do crush perfeito

Desculpe o transtorno, preciso falar de mim

Fui a última da minha turma a dar o destemido primeiro beijo. E adivinha? Achei horrível. “Era só isso? Não quero mais. Nunca mais”. Foi em uma cara que eu conheci no ICQ. Apesar de ser apaixonada pelo meu vizinho, queria treinar antes com algum desconhecido, que eu nunca mais veria.

Sim, a insegurança mandou lembranças. E foi. Ele fumava, era magricelo e repetente na escola. O genro que minha mãe sempre sonhou pra ela, só que não. Nunca mais o vi. E nem tive notícias. Era este o objetivo, né?

Eu logo esqueci a decepção do primeiro beijo e saí curtindo a vida adoidado. Que época boa. Usava a barriga de fora, lentes coloridas nos olhos, trocava o All Star com a minha vizinha – a gente ia com um pé rosa e um pé vermelho, nas domingueiras. Eu não fazia ideia do que estava fazendo.

Quantas horas passei conversando com crushs no ICQ… Naquela época não tinha esse nome e nem a internet de hoje. Brigava em casa. Ligava o pc à meia noite e me divertia horrores com a conexão do IG. O e-mail? Hotmail, claro, com apelidos esdrúxulos. O meu era “fyotinha”. Não me pergunte o porquê.

O tempo passou. Aprendi que paixões a gente tem aos montes. Desde o vizinho mestiço, o cantor da pop band, o cara mirradinho do colégio, o emo da balada.

Você irá ao cinema com alguns, bares com outros, teatro, stand ups, restaurantes… e todos passarão. Todos ficarão apenas na sua pequena memória de elefante.

O primeiro namorado de 4 meses… O segundo e último, oficial, de 8. Sempre meses. Passageiros. Marcantes. Especiais.

Seria perfeito se parasse por aí. Mas não, você sempre vai se deparar com serumaninhos escrotos, mulherengos, machistas e vai desistir da vida amorosa.

Não por muito tempo, porque a tecnologia está aí pra ajudar. Tinders, Happns e muitas pessoas que você jamais conheceria na balada, no bar, no supermercado aparecerão. Que romântico.

É vida que segue. É paixão que acontece. É falta que sempre vai existir.

Na minha cabeça, passou um filme. Pensei que fosse chorar com algumas lembranças. E o que me deu foi uma felicidade muito profunda de ter vivido tudo isso e ainda estar viva, com sequelas, mas viva (risos).

Não falta nada. Na verdade, ainda falta. Mas tudo tem seu tempo. Tudo tem sua trilha sonora. Tudo tem sua poesia.

Quer saber?

Desculpa o  transtorno, mas eu precisava falar de mim.

Eu fui para um SPA

Eu sempre tive o sonho de ir para um SPA. Não, não me imaginava de maiô, com um super chapéu e uma taça de champagne na mão. Queria perder peso rápido.

Ano passado fiz umas cotações e resolvi investir o dinheiro em uma viagem para o Nordeste. Justo, vai. All inclusive. Bebida e comida “free”, por menos que o valor do SPA.

Passou um ano e… desta vez não ia mudar de ideia. Fiz as contas e sim… conseguiria realizar o meu sonho no ano que completaria 30 margaridas.

Arrumei as malas, peguei o carro e fui… parar em Sorocaba. Já ouviram falar do SPA MED? Um dos mais conceituados no país. Pra mim, um hospital particular (risos).

Cheguei acanhada. Demorei 3 dias para perceber que tinha feito o pior investimento da minha vida. E ainda faltava uma semana de sofrimento.

O lugar é lindo. As pessoas, extremamente agradáveis. No 2º dia, já me chamavam pelo meu nome. Eu tomei um susto. Como pode?

As refeições tinham hora para ser consumidas. Nada de prato no quarto, você precisava caminhar até o restaurante para comer ou, no caso do café, buscar o lanchinho e levá-lo ao quarto!

O café da manhã era um espetáculo, não conseguia comer tudo. No almoço, eu dava risada. Sério, eram hilárias as porções, de tão pequenas. E a comida não tinha sal, tempero. Mas eram boas! Porém, em pouca quantidade.

Aí tinha o lanche da tarde, o jantar e a ceia. Contava no relógio as horas para ir buscar uma gelatina ou um mísero pedaço de fruta. Uma vez a moça disse que tinha banana. Fiquei maior feliz. Quando vê, ela me deu uma fatia de banana. UMA FATIA. Quase chorei.

Sofri. Sofri porque não tinha forças para fazer nada. Minha dieta começou com 300 kcal por dia e depois subiu para 450 kcal. É pouco? Sim. Mas se você viver em função disso, sobrevive. Agora, comer só isso e trabalhar, praticar exercícios… não dá.

Aliás, você poderia praticar 3 atividades por dia. Eu fazia academia e esteira só. Não me dou bem com danças. E não tinha forças também. Um dia, fui na academia e fiz musculação e esteira. Aí me chamaram para uma partida de vôlei. Adivinha? “Só mais um ponto, mais um, outro…” PASSEI MUITO MAL.

Minha pressão caiu. Fui tomar banho e quase desmaiei. Liguei correndo na recepção e queriam me buscar para passar pelo médico plantonista. Disse que só queria a comida no quarto, porque não tinha forças para ir buscá-la. Me atenderam. E ainda mandaram tudo em dobro. AMEI. E não aguentei comer. Ô dureza.

Essa foi minha rotina por 10 dias. Se perdi peso? Sim, 3,5kg, que em uma semana se tornaram 2,5kg. Nosso mundo é surreal. Foi só comer um biscoito água e sal e já ganhei 1kg.

O investimento é caro. Eu quase desisti. Eu só pensava em comida. Mas a experiência é bacana. Ainda mais se você tem uma folguinha financeira para fazer massagens todos os dias – o pagamento é à parte.

Voltei com 5 feridas no estômago. Passei muito mal. Achei que ia morrer. E ainda tenho que escutar: “pagou um mundo, não adiantou nada e ainda ficou doente”. Não ligo. E se você tem a vontade louca que eu tinha, também não deve ligar. 3,5kg não é pouco para uma mulher, na minha idade, por 10 dias. Tinha um senhor que em uma semana tinha perdido 7kg, mas gente, ele era obeso mórbido. Muito mais fácil perder peso. E homem… Tenso.

Eu realizei um sonho no meu aniversário de 30 anos. Eu paguei com o meu trabalho. Eu fiquei 10 dias sem problemas na cabeça. O único problema era a comida. Na verdade, a hora de buscar a comida. Que fase.

Se eu indico? Acho que não. Existem outras maneiras de você perder peso. Demora mais, mas nossa, pelo menos você não fica sonhando com bolos, bolachas e chocolates todas as noite. Foi difícil, mas foi. Eu realizei um sonho.