O curioso sofre

“Como será que está fulaninho(a)?” Quem nunca acessou o perfil alheio que atire o primeiro like.

A gente é assim, curioso por natureza. E sempre há de ter uma listinha de pessoas que despertam esse nosso instinto de detetive. Algum antigo colega de colégio ou de faculdade, um ex-crush, um vizinho, um parente distante, a atual de alguém, um amigo que seja. A gente stalkeia mesmo.

O duro é quando a gente quer saber de alguém que… por alguns, quase sempre, péssimos motivos, não está no nosso convívio mais. Sim, digo aquelas pessoas que a gente bloqueou na vida, nas redes sociais, no telefone.

Ai gente, dá vontade de saber como estão as coisas. Se casou, teve filhos, se largou, se está viajando, se está suando muito. “Mas que dá vontade dá, de jogar tudo pro ar….” Guilherme e Santiago é vida. Ponto.

Bom, e aí vem o título à tona. O curioso sofre. Sofre porque busca informação e encontra o que espera, mas não quer. Sofre porque vê que a pessoa está mega bem. Sofre porque sofre.

Sempre fui dessas. Mas olha, vou te contar, ando tendo um auto-controle elogiável. “Por que mesmo que você vai fazer isso?” Sempre ecoa no meu pensamento.

Meu anjo da guarda está trabalhando intensamente. Enquanto meu ID diz “vai lá, desbloqueia, busca informação mesmo, uhul, aja, agora, now, everybody”, meu superego aconselha “não faça isso. por que você quer fazer isso? não influencia na sua vida. Você está bem. Pode parar. Fecha isso aí”. Nãooooooooooooooooooooooo. Sim. Eu obedeço.

Não foi a primeira e nem a última. E, com certeza, não foi nos meus melhores dias. A gente curte sofrer. Sofrer muito. Potencializar o sofrimento. Mas hoje, só por hoje, eu virei a cadeira pro superego. Obrigada, amigão, #tamojunto. Aqui não tem essa de “Solta o Mantega”. Prendeu, tá preso. TU TU TU.

Mar? Acho que eu vou é pro bar!

Eu sempre amei água. Desde cedo estava acostumada a dar umas braçadas nas piscinas alheias. Quantas competições, medalhas…

Não tinha medo. Até certo dia, no sítio, a gente brincar de passar debaixo da perna dos outros na piscina. Meu primo, muito engraçado, me prendeu debaixo da água. Quase me afoguei. Fiquei traumatizada. Sério.

Mas como a nossa memória falha, eu acabei esquecendo disso. Nadei em piscina, em mar… acho que em rio nunca. Nem represa. Só piscina, mar e… cachoeira. Como poderia esquecer.

Tudo raso. Tudo sob controle. Tudo tudo, até eu quase morrer afogada neste carnaval. Não contei aqui, ninguém precisava saber. Não naquele momento.

Em fevereiro, decidi trocar Muzambinho por Maresias. Mais calmo, pessoas mais velhas. Achava que tinha feito um super negócio. A-HAM.

As pessoas eram gente boníssimas. A casa? Boa, vai. E os borrachudos? Uns fanfarrões. Minhas pernas ficaram bizarramente vermelhas, com bolotas enormes. Pra ajudar, tive diarreia. Perdi 1kg em pleno carnaval. Também, só no Gatorade e biscoito de polvilho! Cerveja só no primeiro dia. Que karma.

Mas isso tudo é contexto. Chegamos cedo na cidade. Resolvemos, então, almoçar e ir pra praia. Cerveja a rodo. Dá vontade de que? Sim, xixi. Hora de ir pro mar. De leve. Com boné e óculos. Uma ondinha, duas…

Quando eu vi, estava no fundo do mar, sozinha. Meus amigos falando pra eu voltar. Ah, se fosse fácil. Não conseguia. Simplesmente não conseguia. Uma onda atrás da outra. Enormes. Eu nadava, nadava e não saía do lugar. Não dava pé. IMAGINA O DESESPERO.

Em uma das ondas, meu boné saiu. Tinha acabado de comprar. Corri atrás. Na outra, meu óculos. Esse, não consegui segurar. Tudo bem, ele era caro, mas isso a gente conquista de novo.

Com muito sufoco e proteção, consegui voltar à beira da praia. Chocada, sem ar, sem óculos, sem entender nada…

Na minha cabeça só vinha: como vão avisar minha família que eu morri afogada? Vou acabar com o carnaval da galera… Eles não têm o telefone da minha casa… Meu deus, minha mãe vai me matar quando eu disser que perdi o óculos…

Passou. E aí eu fui picada, eu tive diarreia. Isso vocês já leram ali em cima.

Quando voltei pra Campinas, fui ao terreiro (sim, sou umbandista com muito orgulho). Vontei tudo isso ao meu guia. Ele foi bem direto: você foi pra praia, pediu licença pra Iemanjá? Rezou?

Não, eu não tinha feito nada disso. Confesso, nem lembrei. Tava no clima de folia. Queria pegar uma cor, beber e me divertir com a turma que estava comigo. Que falta de juízo.

Bom, agora, cá estou eu, com medo de água. Nunca mais fui pra praia. Só de pensar em água, me dá um sentimento ruim. Tipo o que eu senti com a história do ator. Que pavor.

Será que em alguma vida eu morri afogada?

Piscina, ok. Cachoeira, ok. Mar? Acho que eu vou é pro bar! Minas Gerais, que saudades de você!

Quer ser meu crush?

Não sei quem teve a ideia de transformar o famoso “paquera” em “crush”, mas hoje em dia a gente só escuta isso.

Curiosa que só, fui ver o que o termo significava. Primeiro resultado: esmagamento. Mais gente, lembrei  da Felícia na hora. Abraço de uuuuuuuuuuuuuurso.

Mas não, este não é o único significado. Compressão, aperto, aglomeração… Acho que estou de boa de ter um crush. Fugindo loucamente de apertos.

Já te enrolei demais, né? O termo pode designar, também, um namoro ou uma paixão súbita. Fez sentido agora?!

Esse é o ponto. Quer ser meu crush?

Sou uma super entusiasta do Tinder. Falo pra geral o quanto eu acho a ferramenta maravilhosa. Se você acha que lá só tem gente feia e nada a ver com você, ok. Confesso que no começo, havia mais curiosos bem apessoados. Mas uma coisa é certa, do começo até hoje, a diversão é garantida.

O ponto é: você vai lá, conhece algumas pessoas e fica frustrada. O mercado está escasso. Cadê os crushs qualificados?

Pra não perder mais tempo, resolvi fazer uma listinha de pontos, para avaliar os prospects. Observação: fiz isso em tempo real, conversando com um tinder boy. Era uma brincadeira, mas fez tanto sentido… (risos)

1) Ser alto (mais de 1,80m) = 10 pontos

2) Ser simpático e inteligente  = 10 pontos

3) Ter envolvimento com algum projeto social = 10 pontos

4) Curtir ou ouvir sertanejo = 10 pontos

5) Gostar de crianças = 10 pontos

6) Não ter filhos = 10 pontos

7) Saber dançar = 10 pontos

8) Não ser pão duro = 10 pontos

9) Ter o sorriso bonito = 10 pontos

10) Ter covinhas = 20 pontos

Ponto extras:

Curtir tecnologia = 10 pontos

Gostar de festa = 10 pontos

Curtir viajar = 10 pontos

Saber tocar violão = 10 pontos.

E aí, quer ser meu crush? A média é 8. =p

O ppt do crush perfeito

O ppt do crush perfeito

Desculpe o transtorno, preciso falar de mim

Fui a última da minha turma a dar o destemido primeiro beijo. E adivinha? Achei horrível. “Era só isso? Não quero mais. Nunca mais”. Foi em uma cara que eu conheci no ICQ. Apesar de ser apaixonada pelo meu vizinho, queria treinar antes com algum desconhecido, que eu nunca mais veria.

Sim, a insegurança mandou lembranças. E foi. Ele fumava, era magricelo e repetente na escola. O genro que minha mãe sempre sonhou pra ela, só que não. Nunca mais o vi. E nem tive notícias. Era este o objetivo, né?

Eu logo esqueci a decepção do primeiro beijo e saí curtindo a vida adoidado. Que época boa. Usava a barriga de fora, lentes coloridas nos olhos, trocava o All Star com a minha vizinha – a gente ia com um pé rosa e um pé vermelho, nas domingueiras. Eu não fazia ideia do que estava fazendo.

Quantas horas passei conversando com crushs no ICQ… Naquela época não tinha esse nome e nem a internet de hoje. Brigava em casa. Ligava o pc à meia noite e me divertia horrores com a conexão do IG. O e-mail? Hotmail, claro, com apelidos esdrúxulos. O meu era “fyotinha”. Não me pergunte o porquê.

O tempo passou. Aprendi que paixões a gente tem aos montes. Desde o vizinho mestiço, o cantor da pop band, o cara mirradinho do colégio, o emo da balada.

Você irá ao cinema com alguns, bares com outros, teatro, stand ups, restaurantes… e todos passarão. Todos ficarão apenas na sua pequena memória de elefante.

O primeiro namorado de 4 meses… O segundo e último, oficial, de 8. Sempre meses. Passageiros. Marcantes. Especiais.

Seria perfeito se parasse por aí. Mas não, você sempre vai se deparar com serumaninhos escrotos, mulherengos, machistas e vai desistir da vida amorosa.

Não por muito tempo, porque a tecnologia está aí pra ajudar. Tinders, Happns e muitas pessoas que você jamais conheceria na balada, no bar, no supermercado aparecerão. Que romântico.

É vida que segue. É paixão que acontece. É falta que sempre vai existir.

Na minha cabeça, passou um filme. Pensei que fosse chorar com algumas lembranças. E o que me deu foi uma felicidade muito profunda de ter vivido tudo isso e ainda estar viva, com sequelas, mas viva (risos).

Não falta nada. Na verdade, ainda falta. Mas tudo tem seu tempo. Tudo tem sua trilha sonora. Tudo tem sua poesia.

Quer saber?

Desculpa o  transtorno, mas eu precisava falar de mim.

Eu fui para um SPA

Eu sempre tive o sonho de ir para um SPA. Não, não me imaginava de maiô, com um super chapéu e uma taça de champagne na mão. Queria perder peso rápido.

Ano passado fiz umas cotações e resolvi investir o dinheiro em uma viagem para o Nordeste. Justo, vai. All inclusive. Bebida e comida “free”, por menos que o valor do SPA.

Passou um ano e… desta vez não ia mudar de ideia. Fiz as contas e sim… conseguiria realizar o meu sonho no ano que completaria 30 margaridas.

Arrumei as malas, peguei o carro e fui… parar em Sorocaba. Já ouviram falar do SPA MED? Um dos mais conceituados no país. Pra mim, um hospital particular (risos).

Cheguei acanhada. Demorei 3 dias para perceber que tinha feito o pior investimento da minha vida. E ainda faltava uma semana de sofrimento.

O lugar é lindo. As pessoas, extremamente agradáveis. No 2º dia, já me chamavam pelo meu nome. Eu tomei um susto. Como pode?

As refeições tinham hora para ser consumidas. Nada de prato no quarto, você precisava caminhar até o restaurante para comer ou, no caso do café, buscar o lanchinho e levá-lo ao quarto!

O café da manhã era um espetáculo, não conseguia comer tudo. No almoço, eu dava risada. Sério, eram hilárias as porções, de tão pequenas. E a comida não tinha sal, tempero. Mas eram boas! Porém, em pouca quantidade.

Aí tinha o lanche da tarde, o jantar e a ceia. Contava no relógio as horas para ir buscar uma gelatina ou um mísero pedaço de fruta. Uma vez a moça disse que tinha banana. Fiquei maior feliz. Quando vê, ela me deu uma fatia de banana. UMA FATIA. Quase chorei.

Sofri. Sofri porque não tinha forças para fazer nada. Minha dieta começou com 300 kcal por dia e depois subiu para 450 kcal. É pouco? Sim. Mas se você viver em função disso, sobrevive. Agora, comer só isso e trabalhar, praticar exercícios… não dá.

Aliás, você poderia praticar 3 atividades por dia. Eu fazia academia e esteira só. Não me dou bem com danças. E não tinha forças também. Um dia, fui na academia e fiz musculação e esteira. Aí me chamaram para uma partida de vôlei. Adivinha? “Só mais um ponto, mais um, outro…” PASSEI MUITO MAL.

Minha pressão caiu. Fui tomar banho e quase desmaiei. Liguei correndo na recepção e queriam me buscar para passar pelo médico plantonista. Disse que só queria a comida no quarto, porque não tinha forças para ir buscá-la. Me atenderam. E ainda mandaram tudo em dobro. AMEI. E não aguentei comer. Ô dureza.

Essa foi minha rotina por 10 dias. Se perdi peso? Sim, 3,5kg, que em uma semana se tornaram 2,5kg. Nosso mundo é surreal. Foi só comer um biscoito água e sal e já ganhei 1kg.

O investimento é caro. Eu quase desisti. Eu só pensava em comida. Mas a experiência é bacana. Ainda mais se você tem uma folguinha financeira para fazer massagens todos os dias – o pagamento é à parte.

Voltei com 5 feridas no estômago. Passei muito mal. Achei que ia morrer. E ainda tenho que escutar: “pagou um mundo, não adiantou nada e ainda ficou doente”. Não ligo. E se você tem a vontade louca que eu tinha, também não deve ligar. 3,5kg não é pouco para uma mulher, na minha idade, por 10 dias. Tinha um senhor que em uma semana tinha perdido 7kg, mas gente, ele era obeso mórbido. Muito mais fácil perder peso. E homem… Tenso.

Eu realizei um sonho no meu aniversário de 30 anos. Eu paguei com o meu trabalho. Eu fiquei 10 dias sem problemas na cabeça. O único problema era a comida. Na verdade, a hora de buscar a comida. Que fase.

Se eu indico? Acho que não. Existem outras maneiras de você perder peso. Demora mais, mas nossa, pelo menos você não fica sonhando com bolos, bolachas e chocolates todas as noite. Foi difícil, mas foi. Eu realizei um sonho.

O que me machuca

Faz tempo que eu evito este assunto. Talvez porque eu queira ser mais forte do que eu seja. Talvez porque eu não queira sofrer. Talvez, quantos talvez…

Eu acho que já falei isso, mas nossa, em outra vida eu devo ter sido a maior filha da p*. Porque olha, esta vida não tá fácil não.

Sabe aquele jogador que recebeu a chance de mostrar seu talento em campo, que entrou, fez ponto, ajudou o time, mas sabe-se lá porquê o técnico o colocou no banco? Então, é como eu me sinto. Não, não me sinto nas Olimpíadas. Aliás, tô bem por fora. Mas é uma metáfora contextualizada.

É assim, sempre assim. Quando eu acho que vai, “ihhhh fora, ihhhh fora.” Como é que é? Primeiramente, fora Temer! (risos)

Aconteceu de novo e pode acontecer mais mil vezes. Eu estava tentando. Ser boazinha, ser romântica, ser marcante. Não consegui. E descobri isso pelo Facebook – que moderno. “Fulano está em um relacionamento sério com…”

É duro quando você descobre que vai ter que sair do campo no susto. Estava tudo bem. Ao menos eu achava que sim. Aí ele sumiu por uns dias e apareceu namorando outra. Eu disse dias e não meses. O que se pressupõe?

Eu só não sofri porque a notícia veio junto com uma quase multa durante o Entrega por Campinas. Enquanto meu coração palpitava ao ver a mudança de status, uma policial tentava multar uma de nossas voluntárias. Desci correndo do carro pra ver o que estava acontecendo. CORRENDO. Adrenalina  vezes 2.

E aí, a multa não aconteceu. E eu só consegui mandar uma mensagem, antes de bloqueá-lo de tudo: “Espero que seja feliz!” Nossa, que Sandy. Que lady, que… nada a ver comigo. A vontade era comentar em modo público: você não tem nada pra me dizer, não?

E não disse. Não dei chances. E posso falar? Acho que não falaria. Ignoraria. O que você fala numa hora dessas? O que você espera de um cara mega maduro como esse?

Pensei muito… nos meus rolinhos. Quando eu não queria… o que eu fazia? E sim, eu me distanciava. Ignorava mensagens. Eu acho que nunca dei satisfações. Eu tinha que dar? Eu tinha 20 anos, gente.

Eu senti na pele o silêncio, a mudança de estratégia, o adeus, baby. E não, não foi bom.

Apesar de eu não saber o que dizer “Conheci outra pessoa…”, “Você não é bom o suficiente…”, eu sinto que o se importar com o outro, o respeitar, precisa entrar em pauta.

E por que eu estou falando tudo isso? Porque eu ouvi uma música que me lembrou todo o ocorrido. Porque eu quero que as pessoas sejam mais altruístas e se coloquem no lugar do outro… que falem de sentimentos… que sejam transparentes, como as marcas têm feito ultimamente. Desculpa, eu trabalho com publicidade, não tem como desvencilhar a vida profissional da pessoal.

Não quer mais? Fale. Não suma. Não deixe as pessoas pensando em hipóteses, cultivando esperança.

Ouvir um “não dá mais”, “não me manda mais nada”, “estou em outra”, “conheci outra pessoa”, dói. Dói muito. Mas é uma dor sincera, que vai passar. Uma dor necessária. É choque de realidade, meu irmão. É a vida que passa.

Tenham respeito pelos outros. Pensem que o mundo dá voltas e amanhã pode ser você que estará chorando, sofrendo, pensando mil bobagens.

Se eu chorei? Muito menos do que eu imaginava. Se eu pensei sobre? Muito. Se eu tenho esperança de um dia esclarecer tudo? Não. Não mesmo. Acho que ficou bem claro que a gente não combina. Eu não sou boa o suficiente. E nem vou dizer que é infelizmente. Porque eu acredito que as pessoas entram em nossas vidas por propósitos.

E pensando aqui, o seu propósito foi me fazer enxergar a 25ª troca como normal, como um “não era esse”. Eu acredito em destino. E o meu não está ligado ao seu. Ainda bem!

Quer saber? Se um dia você ler este texto. Se um dia você se lembrar de mim ou sentir saudade do meu sorriso, sincero… ouça essa música (Louca de Saudade – Jorge e Mateus):

“Se uma canção me lembrar
Troque o Cd não ouça mais
Se um perfume me recordar
Troque de marca, não use mais
Já que me trocou por um outro alguém
Substituir é o que te convém

Mas quando o coração não me enxergar
Vai te deixar louca de saudade, louca de saudade
O coração vai me desejar
E te deixar louca de saudade, louca de saudade

Eu quero ver então, se vai poder trocar de coração

Se algum lugar me lembrar
Troque de rota, não passe lá
Se um filme me recordar
Troque o canal, é só desligar
Já que me trocou por um outro alguém
Substituir é o que te convém

Mas quando o coração não me enxergar
Vai te deixar louca de saudade, louca de saudade
O coração vai me desejar
E te deixar louca de saudade, louca de saudade

Eu quero ver então, se vai poder trocar
Eu quero ver então, se vai poder trocar de coração

Mas quando o coração não me enxergar
Vai te deixar louca de saudade, louca de saudade
O coração vai me desejar
E te deixar louca de saudade, louca de saudade

Eu quero ver então, se vai poder trocar
Eu quero ver então, se vai poder trocar de coração”

Isso me machucou, mas serviu como lição. Isso me fez mais forte. Isso me fez ver que a gente erra uma vez, erra duas, mas não se deixar levar pelo erro de novo. Aliás, faz dele um aprendizado, um case de gestão de crise. E, talvez, você não saiba, mas eu sou muito boa nisso! Te vejo nas próximas voltinhas do mundo, até lá.

O vácuo da paixão

Não, não se trata de um fora. Talvez não só um. Risos.

O vácuo da paixão é aquela fase pós término de um relacionamento. Aquela fase que você se acha incapaz de voltar a gostar de alguém. Que você se acha horrível, não tem vontade de sair de casa, só pensa em descontar toda a sua miséria pessoal na comida.

Essa fase. Que fase. Quantas vezes ela. Sempre ela.

Estou no vácuo da paixão. No período de 6 anos, estive nele por algumas vezes.

Sofri tanto que achava que meu destino era ficar sozinha. Vocês não têm dó?

Fui trocada 1, 2, 3x. Fui lembrada muito mais vezes. Até hoje não entendo essa lógica doida do “o mundo dá voltas”. Por que mesmo que as pessoas vêm e vão? E quase nunca em vão?!

Eu sou uma eterna apaixonada. Palavras me conquistam. Atitudes também, mas elas me deixam sem graça. Eu gosto das palavras. E quando recebo algumas de presente, fico viajando…

Num teste de personalidade, eu sou, com certeza, a sonhadora. [eu viajo, não liga]

E é por sonhar demais, que eu sempre acordo e caio no vácuo da paixão. Acho.

Parei pra pensar. Já sofri por grandes paixões. Caras que me marcaram mesmo. Mas gente, já sofri por caras que não têm nada a ver comigo. Alguém pode mandar a Senhora Carência lá pro Talibã?

Pô, que sacanagem.

Caras que são tudo o que eu não quero perto de mim. Arrogantes, babacas, infantis (no pior sentido da palavra).

Por que, né?

Um deles disse que é porque eu sou insegura. Que homem não gosta de mulher insegura. E que eu sou muito careta. Por isso, não paro com ninguém.

Falou o Porto Seguro. Falou o galã da Austrália. Falou o meteoro da paixão.

Sério mesmo que eu preciso ser igual a nova geração? Preciso experimentar tudo no impulso? Sério mesmo que eu preciso fazer o que eu não quero pra agradar? Que eu preciso fingir uma intimidade que não existe? SÉRIO MESMO?

Sério mesmo que eu preciso me achar a melhor de todas mesmo estando acima do peso, com espinhas no rosto e com a celulite sambando na sapucaí?

Gente. As pessoas não são inseguras, elas estão inseguras. Velho dilema do ser e estar. As pessoas não precisam ser O QUE VOCÊ QUER QUE ELAS SEJAM. Elas podem, certa vez, estar nesta energia louca, mas ser?

Cada um nasceu de um jeito. Cada um foi criado de um jeito. Cada um tem seu defeito. E também seu par perfeito.

Quer saber? Desculpa, mas eu não sou obrigada. Nem de nada. Tchau.

Nane Saraiva em ação

Existe uma grande diferença entre as pessoas normais e eu. Minha mãe fica brava: “precisa responder isso? Está explicado porquê os caras somem”.

Dada a devida introdução, vamos aos fatos.

 

Quando um carinha manda: - Agora que você está falando comigo, eu estou ótimo.

Uma pessoa normal responde: - Hmmmm… que romântico. Quando vamos nos ver?

O que eu respondo: - Sério? Você tem potencial. Tenho certeza de que consegue me enviar algo melhor. Tente de novo.

 

Quando um carinha manda: - E aí quando vamos nos ver novamente?

A pessoa normal: - Hmmm… estou livre amanhã. Onde vamos?

Eu:- Você não desiste? Acho que deveria!

 

Quando um carinha manda: - Do que você gosta?

Pessoa normal: - Barzinho, cinema, sair pra jantar…

Eu: - Chocolate, wifi, rodeio…

HUAHAUHUAHUAA

 

Quando um carinha manda: - Por que você quer saber minha altura?

Pessoa normal: - Pra saber se eu vou de salto baixo ou alto… =) <3

Eu: - Porque eu não nasci pra usar rasteirinha. Vivo de salto. E não, não curto homem baixinho.

 

Quando um carinha manda: - Nossa, que corpo lindo que você tem.

Pessoa normal: - Obrigada. Eu me cuido bastante. Você pratica algum esporte?

Eu: - Corpo não define ninguém.

 

Não é que eu seja grossa, mal amada ou arrogante. É que esses carinhas têm cada pergunta, né? Hahaha

Estes dias eu disse pra um cara que ele era “médium” (espírita). Sabe o que ele soltou? – Não posso ser “grandium”?

Seu Saraiva, perdão, mas o senhor ficou pra trás. Aqui a tolerância é menos 5. Ah, vá!

O cara sem repertório

- Você vai em tal lugar?

-Não vou, não vai dar.

5 dias depois.

- Você vai em tal lugar? (o mesmo de 5 dias antes)

-Não, já falei que não vai rolar…

1 mês depois.

- É amanhã, hein. Você vai?

- Não.

- Nossa, como você é grossa, seca…

Mais gente. Como é que a gente faz? Não sei se me apresentei. Sou formada em Jornalismo e pós-graduada em Comunicação. Qual a primeira premissa? A MENINA GOSTA DE CONTEÚDO.

Não basta? Sou geminiana de corpo de alma. Gosto de conteúdo e surpresas. Sim, adoro quando uma pessoa me surpreende, o que não acontece há muito tempo!

Então, vamos voltar ao lindo diálogo, de elevador, acima. Amadinhos, para tudo. Homem precisa ter conteúdo, repertório. Se ele quer conversar com uma mulher, ele tem que saber conversar.

Ficou sozinho em casa e quer fazer algo? Precisa saber conversar.

Está de bobeira e resolveu puxar papo no Whatsapp? Precisa saber conversar.

Quer chamar uma linda donzela pra sair? Precisa saber conversar.

Quem acha que tem boca só pra beijar é adolescente, adulto gosta de conversar por altas horas, sobre diferentes assuntos..

Faz sentido?

Vamos aos pontos. Não, eu não vou no evento. Não, eu não quero sair com você. Não, eu não sou grossa e nem seca. Aliás, estaria bem feliz se estivesse seca (hohoho).

Vá ler um Jose Saramago, um George Orwell, um gibi da Turma da Mônica. Vá ler. Quem lê, tem repertório. Ah, vale ler sobre criatividade também. Sucesso garantido. Ou não…

Falando em falta de sucesso. Foi boa a festa? HA – HA – HA.

 

Carta aberta a você

Sabe aquele dia que tudo de ruim aconteceu? Então, era naquele dia que apenas um sinal de vida seu mudava tudo.

2 anos. 2 tentativas. 2 aprendizados: uma pessoa pode fazer bem e, ao mesmo tempo, mal a você e “sem expectativas” é só da boca pra fora.

Eu já tive muitas paixões. Tem dias que me pego contando os mocinhos; vendo se não esqueço de nenhum. Paixões fortes, marcantes, daquelas que a gente lembra sempre. Lembra de palavras, de momentos… Como é divertido. Agora, né? Porque na época… ô sofrência.

Então, você entrou para esse hall. Tão pouco tempo. Tão marcante. Já disse em outros textos. Você não tinha nada a ver comigo, mas apareceu no momento certo. E deu tudo errado. Ô cupido malandro.

Quanto eu chorei. Quanto eu desejei. Quanto eu me odiei. De quanto em quanto, eu me apaixonei!

A vida deu suas voltas e você ressurgiu. Eu falei tudo que estava guardado comigo. Regado a àlcool, ok. Mas falei. E você ouviu. Não sei como. Você nunca deu muita atenção ao que eu falava. Ficava só reparando. O que será que se passava na sua cabeça?

Eu sempre fui muito baladeira. Mas você conseguiu me fazer ter vontade de sair somente com você. Eu enrolei. 1… 2… 3… dizendo que estava cansada, ocupada… Tudo mentira. Eu estava com você. E você? Sei lá…

Tentei fazer diferente. Tentei ser “bonitinha”. A gente não pode tentar ser o que não é. Nas duas tentativas, você sumiu. Medo? Falta de vontade? Não sei. Sim, eu estava apaixonada e não tinha vergonha de demonstrar isso. Nem pra você e nem pra ninguém. Eu falava tanto de você…

Eu estava na sua. Sem expectativas. Ok, mentira. Com muitas expectativas. Achava que agora ia dar certo. Mas não deu. Um dia, quem sabe…

O seu olhar, o seu beijo… era tudo o que eu queria. Todos os dias. Não. Exagerei. Ai como sou exagerada. Assim enjoa. Mas queria notícias. Sempre. E né… você não é desses.

Esta semana você sumiu. E eu prometi que foi a última tentativa. Chega, né? A gente pode gostar de outrem, mas deve gostar de si mesmo primeiro. Não é clichê, não é piegas, não é estória para boi dormir. É real!

Você me fazia muito bem, mas, ao mesmo tempo, muito mal. E acho que você nem tem noção disso… Talvez na sua cabeça, eu seja a insegurança. Eu, que vivo rodeada de festas, de tinders, de happns… eu…

Não, eu não fiz nada. Eu lutei pelo o que eu queria. E eu perdi, de novo. Mas eu sei perder. Já perdi tantas vezes… Já chorei tantas vezes… Já me levantei tantas vezes… Já me apaixonei de novo tantas vezes… E as vezes vêm com o tempo. É, quem diria… eu aprendi a esperar!!! Esperar o tempo amenizar as coisas. Esperar você não dá mais. O seu tempo é diferente do meu. Muito diferente.

Eu quero que sejas muito feliz, como sempre quis. Quero que se arrume de novo, que seja muito amado. Juro, eu quero. Você merece!

E que você arranque sorrisos por aí com mensagens de “oi”, com doces de leite e casquinhas… com momentos memoráveis. Obrigada por fazer o meu começo de ano ter sentido!

Essa carta foi aberta… mas foi pra você. E foi pra mim… Foi para um “nós” que não vai existir!!!

Obrigada por tudo. Seja muitoooo feliz =) Você marcou, pra sempre!