Uma homenagem sincera

Hoje é dia Internacional da Mulher. Desde ontem, comecei a ver diferentes mensagens de carinho ‘pipocando’ no Facebook. Eu gosto de ler, de analisar a arte. Coisa de menina nerd, que trabalha em agência.

Aí, de manhã, acordei com uma mensagem no celular. De dia da mulher. Uma fofa a pessoa que me mandou. Gosto muito. Então pensei, ‘caraca, todo mundo escrevendo e eu?’ Sim, em casa de ferreiro o espeto é de pau e, nas atuais circunstâncias, me encontro sem tempo de elaborar algo tão especial quanto à mulher que gostaria de homenagear.

Namorados, mandam juras de amor para suas amadas. Amigos solteiros, mandam aquele “alô” meio sem vergonha para as amigas. Netos demonstram seus amor pelas avós, vivas ou já falecidas. E eu, bom, eu faço parte do grupo que vai escrever para minha maior ídola, minha mãe. Que fique claro que existem muitas outras mulheres importantes em minha vida: avós, tias, primas, amigas, conhecidas,  mas né, valor igual ela tem, é difícil!

“Nossa, mãe. Agradeço por você ter me dado uma educação bem severa, mas né, às vezes a gente perde oportunidades por ser tão certinha…” Valores. Foi isso que ela me deu. E tenho muito orgulho disso. Uma mulher linda, guerreira, trabalhadora, sensível, com um coração maior que ela. Uma pessoa divertida, carismática (odeio ir ao supermercado com ela. Cada passo, um conhecido…) e muito querida. Uma ídola, por mais feia que seja essa palavra. Um exemplo de vida.

Ela costura minhas fantasias, faz a melhor a salada de batata com maionese, odeia meus vestidos curtos, insiste em dizer que eu estou muito gorda, não gosta de nenhum dos meus pretendentes, ri quando eu conto as minhas desgraças amorosas, corta meu cabelo, me leva em todos os médicos (e daí? eu não gosto de ir sozinha haha), conta todos os mínimos detalhes das novelas, ouve rádio no último volume – na rádio Laser, claro -, me deixa falando sozinha às vezes, esquece onde guarda as coisas, odeia ir ao shopping comigo, sai do carro quando eu vou estacionar – de ré na minha ‘larga’ garagem – e fala milhões de vezes por dia que eu sou a versão feminina do meu pai. E é por tudo isso que eu a AMO.

Amo quando ela ri de mim, quando me incentiva a fazer algo, quando pede que eu vá com ela em algum lugar, quando solicita minha ajuda na cozinha, quando desabafa comigo. Amo quando peço pra ela não contar algo a ninguém e ela fica se coçando pra contar pelo menos pra minha tia. Amo quando ela vai passear e traz algo pra mim, que eu havia pedido ou comentado. Amo quando ela, mesmo que contrariada, me abraça. Amo e isso me basta.

Mãe, feliz dia da mulher. Continue sendo essa pessoa maravilhosa, da qual eu tenho orgulho de ser filha. Com carinho, Mari.

Fazer ou não?

Você vai em uma aula aberta. Chegando lá, vê a sala se encher aos poucos. A maioria das pessoas é mais velha, experiente. Então, pra quebrar o gelo, você saca o celular. Ah, uma olhadinha no Facebook não dá nada. Geração Y, pô!

A aula começa. A menina da sua frente parece aqueles cachorrinhos que vende em feirinha de artesanato. Sabe? Aqueles… que você dá um toque na cabeça e ele fica fazendo ‘sim’. Ai que lerdeza, viu. Olha a foto, vê se agora você lembra:

Tudo que o professor falava, ela balançava a cabeça e ria sozinha. QUE FELIZ! Amiga, legal você reforçar as ideias passadas pelo ‘mestre’, mas né, reforço em excesso acaba se transformando em algo persecutório. Uouuu, adoro jargões da psicologia.

Pois bem. O professor, todo engraçadão. Cada frase, uma piadinha. E a bexiga? Meu Deus, como que a gente pensa com a  bexiga cheia? Eu só pensava em não mais pensar que o que eu mais queria, naquele momento, era sair correndo até o banheiro. Malditos 2l de água diários!

Ufa. Os 45 min de apresentação acabaram. Me levanto para ir embora e “ouuuu”. Very nice. Aquela geral na classe.  E a indecisão. Fazer o curso? Não vai me agregar muito conhecimento – básico demais. Mas as pessoas são interessantes – Hmmmm. E ter o “Unicamp” no currículo também. Por favor, busca a balança.

E aí, você faria? Estou em dúvida. Antes que me perguntem, sim, é pago. O investimento não é altíssimo, mas vai me custar alguns finais de semana mais em conta. Quem poderá me ajudar?!

Se você acha que eu devo fazer, comente. Se você acha que não, comente também. Comentar é bom demais, sô!

A insegurança de uma mulher

Os quilinhos a mais, a celulite, o cabelo sem lavar, as espinhas, olheiras… O desprezo, a troca, a mentira, a ilusão, a traição… São tantos detalhes. Detalhes que fazem com que uma mulher, qualquer uma, se sinta insegura.

E o que uma mulher insegura faz? Algumas vão ao shopping, outras ao cabelereiro, ainda outras, pegam o primeiro avião e somem. Só? Não. Umas entram em depressão e se trancam no quarto, outras investem na comida e ficam ainda piores e, ainda outras, bebem.

Eu acho que sou um misto do 2° blobo. Me escondo, como muito doce e quando saio, bebo todas. E não só eu. O problema é que isso tudo não resolve. Nós temos que ter consciência da nossa importância. Temos que, muitas vezes, engolir nossos desejos e tocar a vida. Difícil, né? O que não pode é descontar nos outros.

Podia vir aqui e dar um exemplo real e atual, mas sei que isso custaria minha cabeça. A pessoa acha que está certa. Quer dizer, acha que não errou, apenas estava bêbada. Hmmmm, deixa eu pensar. A bebida não é culpada, né? Quando a gente bebe, faz as coisas com maior intensidade. E acaba falando demais, fazendo demais e… curtindo uma ressaca moral. Eu curtiria, pelo menos.

O fato é que… meninas do meu coração, não adianta beber todas pra sair falando o que quer. Se você deseja alguém, fale sóbria. E escute sóbria o que a pessoa tem a dizer. É mais fácil digerir os fatos. Não beba pra chamar atenção. Não beba pra ter atitude. Não beba, pra não perder a maturidade e sensatez. Nem todos estão dispostos a relevar atitudes alheias, mesmo que elas estejam regadas à alcool.

Se for pra beber todas, arque com as consequências. Cadê o botão do “dislike”? #ficadica

 

Desabafo de uma amiga

Eu sempre fui uma pessoa sincera. Aliás, usava o blog para desabafar, exprimir o que estava me deixando mal. Parei de fazer isso porque achava que passava uma energia negativa. Parece que a gente é depressivo, não sei. Mas hoje não consegui me segurar. Escutei algo que me decepcionou muito.

Muitas pessoas não conseguem manter grupos de amigos em comunhão. Se está com o grupo da faculdade, esquece o da escola. Se está com a galera do trabalho, esquece dos amigos mais próximos. Rotineiro. Comigo nunca foi assim. Sempre juntei as turmas. Eu gosto disso. De ter todo mundo unido, se conhecendo. Só que o que eu não sabia é que as turmas não eram felizes assim! Que pena.

Você vai fazer um churrasco. Quem convidar? Lista grande. Tanto que nunca consegui bancar uma festa de aniversário. Só de família são 120 pessoas, mais, por baixo, uns 60 ‘amigos’. Falência na certa. Dó de mim. Queria agradar e acabei saindo na pior. “Se não chamar fulano, ele vai ficar de bode…” E você chama e não vai. Ou se vai, não enturma. Como lidar?

O pior disso tudo é saber que você inclui as pessoas em tudo, mas elas nem se lembram de você quando o papel é inverso. Fiquei chateada sim. Me senti rejeitada, como nunca havia sentido antes. E não culpo as pessoas. Ninguém é obrigado a gostar de ninguém, a conviver com ninguém. Mas falsidade pro meu lado não, né?

E sabe o que é pior disso tudo? Eu sou muito extremista. MUITO. E confesso que está sendo bastante difícil tratar bem aqueles que por algum momento faltaram com a verdade! Por que as pessoas insistem em inventar desculpas? Em mentir? Falar a verdade é tão mais sublime. Perderam o encanto. As pessoas perderam seu encanto!!!

Eu, que só queria o bem, tomei! Que dó da formiguinha! Me dá uma sensação ruim. Como lidar? No auge dos meus 20 anos, eu não olharia mais na cara das pessoas. Sim, é mais de uma. Como eu estou chateada! Mas nos meus 20 e poucos anos, eu resolvi ser social. Quer ser apenas mais um, então vai ser. Quer apenas ter um contato social, de vez enquando? Assim será.

Desculpa galera, mas se alguém vier me falar “você não me chamou…” Vai tomar uma bem gostosa. Consideração precisa ser recíproca. Se não for, não deve existir.  Eu posso ser boazinha, ingênua, ter um ótimo coração, mas não brinca comigo não. Não brinca.  Ah, eu não sei ser falsa, então logo as pessoas perceberão que as coisas, bom, as coisas, mudaram!!!