Como perder um paquera em 1 min

Garotas do meu Brasil, aqui vai uma dica de ouro. Sabe aquele cara bonitinho que você paquerou a noite inteira? Então, ele se aproxima e começa a conversar. Vocês dão risadas, contam um pouquinho sobre si, interagem com o pessoal do grupo e… Por favor, produção, dá um STOP aí. Pronto. Agora o meu papo é com você, mulher. O cara está na sua, não vai dar mancada!!!

É, se conselho fosse bom, a gente não dava, vendia.

A lua está maravilhosa. Então, você olha pra lua, elogia e… Podia parar por aí, mas não. Alguém faz um comentário: a bruxa está solta. Vários casais se separando. Inclusive, seu paquera está solteiro há apenas 10 dias. Ele não sabe que você já possui tal informação, mas você possui e mesmo assim, cava sua própria sepultura. Ai mulher, como você é burra. Homem foge de compromisso, ainda mais quando acabou de sair de um… Você sabe disso, mas ignora.

“A bruxa podia ajudar quem está do outro lado da moeda, né?” Ele, então, saca a tirada: você quer namorar? Diz que não, não, nãoooooooooooooo! Ai mulher, como você é burra e romântica e carente e ingênua. Faz tudo errado. “Sim, chega de ser solteira…” OH, My God! Alone, who?

É, minha cara, em apenas um minuto de distração, você perdeu seu paquera. Se não foi naquele momento, foi depois. Aliás, ele nem sabe quem é você! SMS? Desiste. Você acaba de ser uma bola fora do jogo. Uel uel uel uellll!

Você quer ficar sem videogame?!

Cada almoço, uma história. Cheguei correndo, porque tinha um compromisso marcado às 13h. Na minha frente, duas crianças com a mãe. Dois meninos, mais precisamente. “Mãe, eu quero nuggets, mas está longe”, choramingou um deles. A mãe, então, foi lá e pegou UM. “Só um”, disse ela.

Vou fazendo meu prato quando me deparo de novo com as crianças. “Mãe, tem queijinho… Mãe, eu quero queijinho…” O que você faria? Primeiro, pediria pro filhote esperar e, em seguida, colocaria o tão desejado queijinho em seu prato. Mas né, mães terroristas, a gente vê por aqui. “Queijo não”. Ele não se fez por satisfeito: “mas eu quero…” E a grande resposta do dia: “você quer queijo? Então vai ficar sem jogar videogame!”

Comigo: WTF?!?!!? Que mãe é essa? Não dar fritura pro filho, OK. Existem mães conscientes que fazem seus filhos se alimentarem corretamente. Agora, um queijinho. Que dó do menininho. Que dó.

Então, fui pesar meu prato, inconformada. O menininho, sem o queijo, na minha frente. Acho que não deu nem 50g o prato dele. A atendente: “olha que belezinha, ele já se serve sozinho…” Poxa, se servir sozinho assim é fácil. O prato dele tinha UM nugget, que a mãe colocou, DUAS batatas fritas, UM ovinho de codorna e um montinho de algo que parecia ser cebola. COMO ASSIM?

Em menos de 1h, o menino estará com fome de novo. E aí, será que rola uma Ruffles com Coca-Cola? Uma passatempo ou Trakinas? Quem sabe um lanche do MC? Um cachorro-quente? Já sei, um sorvete bem gordo de 2 bolas da Sergel. Afinal, ele pediu um sorvete e tomou, novamente, um não: “Mãe, só hoje, você nunca deixa…”

Do que será que esse menino vive? Mãe terrorista, só por hoje, você me deixou inconformada!

Agora, nós somos parças!

Era uma quarta-feira. Em Joaquim Egídio, o palco estava montado. A dupla que não sai do meu carro iria tocar: Munhoz e Mariano. Trabalhei na sacanagem e fui. No caminho, uma dose de vodca. Lá, mais algumas. Olhei pro palco e comemorei: “hoje vou ficar pertinho do meu amor – platônico, diga-se de passagem”. Que nada.

Não é que o fã clube dominou o espaço? Momento desabafo: meu, vocês vão em todos os shows. Barrar minha passagem até o lindo do Mariano foi uma puta falta de sacanagem! Enfim, o show começou. Eu já tava bem alegrinha. Na minha frente, um rapaz dançava empolgado. Quando vi, estava dançando com ele. Não demorou muito e… perdi o tãe. Eles tocaram, eu não consegui chegar perto e me irritei.

A história podia parar aí, mas eu adoro me queimar e vou continuar. No final do show, eles jogam flores para as fãs. E lá fui eu. Fui empurrando um, outro e tomei o troco. Parecia um saco de arroz. A cena, em câmera lenta, faria maior sucesso no Domingão do Faustão (risos). Ploft. Caí com tudo de bunda no chão. Sem forças pra levantar, via todo mundo se matando pra pegar as benditas malditas rosas, quando uma mão salvadora me puxou. Uma menina. Me levantou e continuou gritando pela rosa. Assim, BIZARRO!

Saí de lá chocada, óbvio. Sem flores, sem tãe, sem saber quem era o moço da dança. Voltei pra casa e fui dormir. No outro dia, encarnei a delegada da paixão. Mas como procurar alguém com apenas seu nome, curso e ano de formatura? Bendito seja o Orkut. Era tão fácil encontrar pessoas… Mas mesmo diante da dificuldade, eu persisti. Comentei com um, outro e fui buscando informações. ACHEI! Foi um achado meio engraçado. E não é que a pessoa é muitooooooooo próxima a um amigo meu? Campinas é um ovo.

Pensa que acabou? Não. Os dias se passaram e eu recebi uma mensagem: o seu carinha tava em tal lugar. UÓTI?, como diriam as psicóticas… Meu carinha? Hã? Enfim, era o moço do show. “Ah, tava? Como assim? Por que você não falou pra ele que eu fiquei o procurando loucamente na web?!” Ai como ela estava bandida! E a pessoa continuou: então, ele tava com uma menina que meu amigo queria pegar. Mas ela disse que ele é bla bla bla. E contou toda a história. Eu? Ouvi e ri muito. Passou.

Dias depois – está parecendo novela -, vejo uma foto da pessoinha com meu amigo. Comento. E uma amiga também. A janelinha do chat do Facebook sobe: acho que temos um carinha em comum. OH MY GOD! Como assim? Sabe a menina que tava com o belezinha, que o amigo do meu amigo queria pegar? Nossa, que difícil. Enfim, era minha amiga! UAU! Campinas é um ovo… de codorna!

Óbvio que eu ri muito. É tão diferente quando você dá nome aos bois, né? No fim, a constatação: é legal, mas não vale a pena. Por que você não investe no outro? Eu super apoio! Ah, o conselho foi meu pra ela. Aguardo resultados! E né, agora, nós somos parças!