Sabe o que eu acho?

Eu acho é pouco!

Faz dias que eu estou evitando este momento. Natal me lembra nostalgia, que me lembra saudade, que me lembra o famoso “cisco nos olhos”.

Sempre fui muito apegada ao meu passado. E ao futuro. Esquecia completamente do presente. Aí, eu resolvi mudar. Resolvi dar valor ao ‘agora’ e esquecer um pouco o “ontem”. Por isso, evitei este post.

Masssssssss, como boa geminiana, deixei minhas convicções presas no quarto e vim escrever. Vim falar de sentimento. Falar do passado, das pessoas, dos momentos, das lições de vida. Falar de família, amigos, paixões e desilusões. Pode ser?

Mesmo que você dissesse não, eu continuaria. Essa sou eu.

Bom, aperte os cintos, vamos voltar a… janeiro. Primeiro mês do ano. Reveillon. Branco? Não, resolvi passar de verde, água. Uma corzinha não faz mal a ninguém. E além do mais, dizem que o verde é a cor da saúde e do equilíbrio. Nunca tive tanto!

Uma chácara, poucas pessoas conhecidas. 5…4…3…2…1…. Feliz Ano Novo. Todos se abraçam, como se fossem amigos de infância. O celular vira arma. Liga pra um, outro. E deseja, muito, que o cumprimento seja ao vivo. Adianto, não foi.

Passou janeiro, entrou fevereiro. Carnaval nerd. Campus Party. Entre um tweet e outro, uma paixão. Ah, o Não Salvo.. se ele soubesse… Quer dizer, ele soube. E eu, bem, eu passei maior vergonha. E junto às bochechas rosadas, a constatação óbvia, ele namorava. E namora. E é lindo e eu continuo fazendo coraçãozinho pra ele. Uma semana babando. Sonhando. Fiscalizando cada passo. Quanta bobagem.

Chegou, então o carnaval. Que bagunça. “AUUUUUUUUUUUU é Mansãobinho”. 45 pessoas dentro de uma casa. Visita da Polícia todos os dias. Vizinhos ranzinzas. Catra de dia, de tarde e de noite. “VAI COMEÇAR AAAAAAAA piiiiiiiiiiiiiiiii”. 5 dias de muita diversão. Quem foi, foi. Quem não foi, perdeu!

Mal saí de uma bagunça, entrei em outra. Chegaram as minhas tão esperadas férias. Destino? Fortaleza. 7 dias de muito camarão, muita risadas e novos amigos. Assim, amigos com cara de pais, tios, mas amigos. Uma delícia.

Mês seguinte. Entre um choro e um argumento, hora de partir para Alfenas. Já ouviu falar do famoso “Velório do Carneiro?” Pois bem. EU FUI! Um final de semana de muita alegria e pouco sono. Desta vez, não tenho noção da quantidade de pessoas na casa, mas de lama, com certeza. Choveu, choveu e choveu mais um pouquinho. Mas foi bom… enquanto durou.

Chegou maio… não lembro bem se foi nesta época, mass… a vida dá umas voltinhas e tcharã… traz de volta algumas pessoas. O sorriso volta a estampar o rosto. Os dias passam tão devagar… era a paixão tomando conta de mim. Um ex futuro namorado. Sabe bem?!

Mas né, contos de fadas não existem. E tudo foi por água abaixo. Por causa de uma atitude. Ou melhor, a falta dela.. já era. Mas né, nada de decepções. Meu aniversário. Com muito custo, consegui reunir minha família, quase que completa, em uma feijoada pra lá de especial. Cantei, dancei, suei à beça e chorei… de alegria. Quando já não aguentava mais, tive outra surpresa. No bar, muitos amigos, que eu não imaginava, me esperavam para cantar os parabéns. Coisa mais linda do mundo. Sensação única.

Passou junho, entrou julho. Foi a vez de assoprar as velinhas em Pouso Alegre. Família reunida na casa do tio mais elétrico de todos. Sertanejo comeu solto. “E a festaaaa continua”.

Agosto. Todo mundo falando em desgosto, em tragédias, decepções. Eu? Eu não… estava com o calendário nas mãos, planejando uma viagem por mês.

Setembro estava por vir. Com ele, o aniversário mais esperado do ano, depois do meu, claro. Amigos reunidos, churrasco e pagodinho. Ah, neste mês duas loiras comemoram margaridas. Duas loiras que eu amo muito.

O mês voou e… chegou a hora de conhecer Blumenau. Simbora para a Oktoberfest, com os tios. Hotel de primeira, pessoal hospitaleiro e muito “Ein Prosit”. Sensacional.

Novembro. Mês da mamãe e do “enjoo”. Não, não engravidei, nem nada similar a isso. Niver da minha mãe e minha viagem de navio. Ô bichinho pra balançar. 4 dias de muita comida boa, bebida boa, pessoa boa. Hmmmm. Não está aqui quem falou.

E chegou o bendito dezembro. “Má, é hoje que nós vamos pra Bahia?” È! Uma viagem inesquecível, que tinha tudo pra dar errado (o que tinha de gente gorando)… mas que foi maravilhosa. 7 dias de muito “tiro” (bebida que é um ‘tiro’ pra te deixar alegre), risadas, axé, piscina, espanhol, hidroginástica, spa, espanhol (hahahah só para enfatizar). Resultado: 2kg a mais. Quem liga? O negócio é aproveitar tudo e se privar só de vez enquanto. Chega de ditadura da beleza.

A viagem passou, a pele descascou e o ano acabou.

Nananinanão. Acabou nada. Se você estiver cansado de ler, tome uma água, dê uma volta na sala e volte. Que agora é a melhor parte.

2012, para muitos, foi um péssimo ano. Para mim, só não foi melhor por falta de tempo. Nunca viajei tanto, conheci novos lugares, pessoas… Nunca curti tanto. E trabalhei também. Foi em 2012 que eu tive a consciência de quem eu era profissionalmente. Eu descobri meu potencial, meu dom vendedor, meu carisma. Eu consegui transbordar a paixão que eu sinto pelo o que eu faço, contaminando as pessoas, as empresas. Que sensação boa. Eu me valorizei.

Em 12 meses, não arrumei o namorado que pedi tanto nas ondas que pulei na piscina (mentira). Nas mordidas que dei no bolo de Santo Antonio (mentira de novo). Eu fiquei tranquila. Me envolvi sem envolver. Sabe? Sem esperar muito. Sem me entregar e sofrer. Eu aproveitei o que cada pessoa tinha de bom para me oferecer e fui feliz.

Não chorei por amor, por paixões… chorei por sofrer calada, com coisas de trabalho, de amigos, de família. Por homem, não. Olha que graça!

Eu saí sem me preocupar se meu ego estava no fundo do poço por ninguém me paquerar… Eu saí para me distrair, para conhecer pessoas novas… para mostrar que mais do que corpo, eu tenho conteúdo. E fui feliz. Ô se fui. Isso é crescimento!

Em 12 meses, eu analisei as pessoas. Me calei quando achei conveniente e abri o jogo quando estava no limite. Eu escutei muito mais do que falei. Eu fiz aos outros o que esperava que fizessem pra mim. E eu passei muito nervoso. Como é difícil conviver, né? As pessoas são mesquinhas, ciumentas, invejosas, possessivas… Deus me livre!

E guardando tudo isso pra mim, quase escrevi um livro “Coisas que eu queria ter falado, mas…” Ia bombar. Mas né, eu iria arder no mármore do inferno. Sinceridade é bom, mas com limites. E eu aprendi o meu neste ano.

Que mais?! Neste ano, eu fui xingada pelas costas, mesmo dando o mundo para as pessoas. Como pode? Você faz tudo por alguém e essa pessoa, na primeira oportunidade, acaba com você. Quantas decepções. Com amigos assim, ninguém precisa de inimigos…

Esse assunto é chato e me fez perder a vontade de escrever. Só sei que 2012 foi um ano especial, de mudanças radicais, de conquistas, de reflexão.

Que venha 2013. Mas se ele não vir, que fique registrado o meu muito obrigada a 2012 e a todos que fizeram parte dele . Valeu ano velho, você marcou!

A origem do meu câncer

Calma, sem desesperos, eu não estou com câncer. O título foi sensacionalista para chamar sua atenção, só isso. O fato é que vira e mexe as pessoas saem dizendo por aí que uma das causas do câncer tem a ver com guardar mágoas ou problemas para si.

Bom, quem nunca… deixou de falar o que tinha vontade para alguém para não magoar? Eu faço isso sempre. Rotina. Antes, segurava menos. Era chegar no meu limite, que era baixo, que eu saía falando tudo o que pensava. Se dava certo? Acho que socialmente falando não, mas em relação ao câncer… não desenvolveu!

O problema é que agora me sinto frágil. Tipo, totalmente propensa a ter câncer. Será? Eu guardo tudo. Odeio ficar me abrindo. Sou do tipo que sofre sozinha, calada, com o meu Evangelho Segundo o Espiritismo debaixo do braço. Não curto conversar. Me abrir. Tem gente que adora, precisa, eu não! E isso, dizem as más línguas, não faz bem.

Aí você deve estar se perguntando: onde essa menina quer chegar? Eu estou engasgada. Meu maior desejo é falar poucas e boas para algumas pessoas. Que tal reclamar menos e agir mais? Difícil, né? Muito mais fácil ficar reclamando, se achando uma pessoa injustiçada, invejando a vida alheia… Pra quê melhorar a sua própria vida?!

Tenho vontade de falar: ACORDA, benhê! Nada cai do céu. Se quer, corre atrás. Se não tem, cultive. Se não pode, se conforme. Ao invés de ficar gorando os outros, faça por merecer!!!

Ultimamente tenho reparado na energia das pessoas. Como estão baixas… Só se fala em problemas, dinheiro, brigas, decepções amorosas… Ninguém vê o lado bom da vida. A saúde, a união, o amor. Não faz sentido. Em um mundo capitalista, pensar em sentimentos, em valores, é coisa de louco. É, agora eu entendo o apelido que ganhei anos atrás: Mari Louca.

E não me venham apontando os dedos e dizendo: você fala assim porque está bem, viajando toda hora, saindo pras baladas… Ninguém sabe o que eu passei, como eu batalhei e ainda o faço. Ninguém sabe sobre as mágoas, sapos e o caralh# a quatro que eu guardo só pra mim. Não fique concentrado no umbigo dos outros, olhe para o seu. Ele deve estar precisando de um cotonetizinho. Passe um pouco de creme, ajuda na limpeza.

Quer saber? Sai dessa, abre uma SKOL!

 

 

Você gosta de comida árabe?

Tem todos os atributos de uma piada, o que eu vou contar aqui. Mas o pior, foi real.

Estava no bar (sempre lá), com os amigos, quando o assunto “relacionamentos, encontros e afins” chegou na mesa e parou. Sempre temos histórias engraçadas pra contar. Mas essa… meu Deus!

Depois de uma ou duas histórias, uma amiga começa: “Já contei pra vocês o que aconteceu com minha amiga? Do restaurante árabe?” Os olhos se arregalaram. E ela então começou…

“Minha amiga estava saindo com um cara. Aí, certo dia, ele ligou pra ela e perguntou se ela curtia comida árabe. Ela disse que sim, de cara. Foi fazer as unhas, arrumar o cabelo.. se produzir para a noite especial.

Ele a buscou em casa. A expectativa era grande. Onde iriam?

Quando vê, o cara para o carro em frente ao… HABIB’S! Ué, ela não curtia comida árabe?!

A menina estava inconformada. Sério? Que pegadinha seria aquela?! Cadê o restaurante árabe? Chique? Especial? Ela toda produzida… e o gênio lá, sorrindo, oferecendo uma esfiha aberta. “A” morte.

Bom, já que estava na “merda”, resolveu se jogar. Comeram algumas esfihas e a conta chegou. O moço tirou a carteira do bolso e… a segunda decepção do encontro… mandou um “deu R$15, R$7,50 pra cada!”

Meu papai do céu, sério? Adivinha! Mulher independente, inconformada, #chateada… Pagou a conta sozinha: “pode deixar, tira tudo aqui”.

Como pode, meu povo? Ficamos analisando. Só podia ser aposta, piada, que mais? Que galanteador pregaria uma peça dessa?

Se fosse comigo, não sei o que faria. Por isso que eu falo, “passo na sua casa?” NÃOOOOOOOO, eu vou de carro! Acha, numa dessa, já tinha ido embora, pro primeiro bar, fechar 2 garrafas de Bacardi Big Apple. Se bem que… se eu ficasse de pileque, como iria escrever a história no blog? Óbvio que viraria post. CUIDADO!