Um tal de Fernando…

Não tive um Fernando em minha vida. Ainda não me casei. Não tive filhos. Não comprei uma cadeira de balanço. E nem tenho cabelos brancos. Mas me identifiquei.

Luan Santana lançou, ontem, sua nova música de trabalho: “Te Esperando”. Esqueça seu preconceito. Esqueça o estrabismo do moço. Esqueça sua fama de homossexual (e se for? e daí?!). Esqueça tudo e foca. Foca na letra. Na letra! O papo agora é entre mim, você e ela, a letra.

“Mesmo que você não caia na minha cantada
Mesmo que você conheça outro cara
Na fila de um banco
Um tal de Fernando
Um lance, assim
Sem graça”

Quantas pessoas não gostam em silêncio? Não gostam sem assumir? Você não cai na cantada dele ou dela, tanto faz. Você acha que é brincadeira. E ri. Mas e se for verdade? E se você conhecer um tal de Fernando na fila do banco, no supermercado, na padaria? E se estiver carente e se entregar, se casar, tiver filhos… E se a pessoa continuar gostando de você e te esperar? 20, 30, 40 anos. Pensando em você, em como poderia poder te fazer feliz?!

“Mesmo que vocês fiquem sem se gostar
Mesmo que vocês casem sem se amar
E depois de seis meses
Um olhe pro outro
E aí, pois é
Sei lá”

Quantos casais estão juntos sem se gostar, sem se amar?! Passam meses, anos, se olham e não sentem nada. Nem paixão, nem amor, nem desejo. NADA.

“Mesmo que você suporte este casamento
Por causa dos filhos, por muito tempo
Dez, vinte, trinta anos
Até se assustar com os seus cabelos brancos”

Muitos se suportam apenas pelos filhos. Filhos esses que vivem em um teto sem amor. Lar? Não. Um teto, sem amor. Sem carinho, sem elogios, sem energia.

“Um dia vai sentar numa cadeira de balanço
Vai lembrar do tempo em que tinha vinte anos
Vai lembrar de mim e se perguntar
Por onde esse cara deve estar?”

E aí, o tempo passa. A música toca na vitrola, no rádio, no iPod, no celular, no tablet… E as lembranças vêm na cabeça. Por que não tentei? Por que não aceitei a cantada? Por que eu…?! As lembranças te dominam. Onde será que está aquela certa pessoa?

“E eu vou estar
Te esperando
Nem que já esteja velhinha gagá
Com noventa, viúva, sozinha
Não vou me importar
Vou ligar, te chamar pra sair
Namorar no sofá
Nem que seja além dessa vida
Eu vou estar
Te esperando”

Aquela pessoa pode estar te esperando. Com uma foto na mão, uma embalagem de bala, de bombom, um bilhete escrito no guardanapo… te esperando sem ligar para o seu cabelo branco, suas marcas de idade, seu estado civil. Te esperando para pegar na sua mão e namorar no sofá, à moda antiga. Esperando para dar o amor que você insistiu em não aceitar… nos seus vinte e poucos anos.

Quer que essa seja a sua história? Uma linda história, mas que pode ter um final muito diferente. Experimente, quebre paradigmas, divirta-se. Acredite nas pessoas. Acredite no amor. Não deixe o tempo passar em vão. Não faça planos sem sentimento. Não construa uma vida sobre areia. A vida é tão curta…

Luan Santana, o meu beijo a você!=) Eu estou Te esperando!!!

Ironias do amor

“Ela é linda, inteligente, engraçada e totalmente maluca”, aparece na capa do filme. Sei, conta mais. Maluca é pouco. Juro, me senti super normal, boazinha e romântica. Mas, confesso, fiquei com inveja da criatividade dela. Do poder de persuasão, do controle emocional, dela em relação ao bonitão do Jesse Bradford, claro. Como diz o pessoal do Facebook, “multiplica senhor!”

Ele é todo nerd e começa o filme falando sobre os pais, a carreira que eles queriam para ele e a morte do primo. Numa praça, recebe conselhos de um amigo. Ele havia saído com apenas 3 mulheres em 1 ano. O amigo estava perplexo. Sexo, sexo, sexo. É a única coisa que passa pela cabeça pervertida do amigo do lindo “Charlie”.

Então, em meio aos “sim, eu levaria pra cama”, o amigo pergunta se dali, Charlie não levaria ninguém para o ninho do amor. Ele se distrai e bate o olho em uma loira. Ela é desajeitada, quase cai e.. vai embora. Mas não é que ela vai pegar o mesmo metrô que ele?!

Assim começa a história dos dois. Ela trêbada, caindo. Ele, lindo, preocupado, levando-a para casa.

Foram muitos encontros depois. Ela ficava atrás dele. Tirou seu foco dos estudos, do trabalho, da vida regrada que levava. Ela bebeu muitas tequilas, 0 derrubou no mar, tocou piano, marcou jantares, encontros… impôs as regras do jogo. Quando percebeu que estava apaixonada por ele, fez um pedido. Ambos deveriam escrever uma carta, falando o que estavam sentindo em relação ao outro. Então, com as cartas em mãos, eles se encontrariam à tarde do dia seguinte em uma determinada árvore no Central Park.

Assim foi feito. O que ele não imaginava é que só poderia ler a carta da sua amada após um ano. Isso mesmo. Esse foi o combinado. Se tivessem que ficar juntos, depois de um ano voltariam ao mesmo local e leriam as respectivas cartas.

O ano passou rápido. Charlie estava deprimido e decidiu aceitar o desafio dado pelo amigo: sair com 10 mulheres normais. Ele cumpriu o prometido, mas não conseguiu se interessar por nenhuma delas. Só pensa na linda, inteligente, engraçada e totalmente maluca da Jordan.

Chega o grande dia. Ele vai no horário combinado e… hora de assistir ao filme. Acha que essa vida é fácil? Que consegue tudo de mão beijada? Nananinanão!

Mais um filme que me fez chorar. Não vou negar que estou de TPM, mas é questão de empatia mesmo. De se enxergar ali. A moça complicada, avessa a relacionamentos. Aquela que sofreu e se blindou. Que cometeu loucuras, não demonstrou seus sentimentos. Aliás, fugiu deles. Mas que acreditava em destino. Que sofria com suas escolhas… Ah, Jordan, quantas mulheres hão de assistir ao filme e pensar: eu não sou a única.

Pra fechar, sabe o que é destino?” A ponte que você constrói entre você e a pessoa amada”. Destino não tem a ver com pessoa certa, no lugar certo e hora certa. Destino tem a ver com vontades, atitudes, sentimentos. #pensenisso

A namorada perfeita

Coloquei o PLAY e chamei a afilhada. “Você não transa desde quando?” Achei que tinha feito um péssimo negócio. Que madrinha passa um filme deste tipo para uma criança? Parti do princípio que ela não entenderia o contexto e deixei rolar. Se aparecesse alguma cena, tiraria, lógico. Mas não. Era só no diálogo mesmo.

O filme começa com a cena de dois irmãos. Um, casado, com filho. O outro, nerd, sem transar há muito tempo. O pai de família é bonitão, não larga da cerveja e usa uma linguagem baixa. O outro, é escritor famoso, acanhado, tímido, encalhado! É dele que vamos falar. Calvin, guarde este nome.

Calvin tem uma casa bacana, escreve numa máquina antiga (“Nossa, má, é aquela coisa antiga”, minha afilhada disse quando apareceu a máquina. Eu ri) e comprou um cachorro para passear no parque e fazer amigos. Ponto um, o cachorro odeia pessoas. Ponto dois, a estratégia deu errado, mas não tanto.

Como um ser esclarecido, ele frequenta a terapia. Fala de sua ex-namorada, que o largou 4 ou 5 dias após a morte de seu pai, e também de seu fracasso em relacionamentos.

Em uma das consultas, ele confessa ao psicólogo que teve um sonho muito estranho na noite anterior. Havia sonhado com uma moça linda, que gostava do seu cão. Virou lição de casa, escrever (ele quase não gostava), uma página sobre uma pessoa que gostasse do seu cachorrinho.

É aí que a história começa, de fato. Ao invés de escrever apenas uma folha, ele escreveu UM LIVRO. O problema é que depois de algumas páginas digitadas, ele desceu as escadas de casa (seu escritório era no andar de cima) e tcharãããã… a moça estava lá, em carne e osso! Como assim? É, nós duas, eu e minha afilhada, fizemos a mesma pergunta. E ele também. Ligou desesperado pro irmão, achando que estava ficando louco. A menina, aquela, do sonho, do livro, ali, ao vivo e a cores, cozinhando pra ele. Se a palavra existe é pra ser usada: simplesmente S-U-RRE-A-L.

Agora é  a parte interessante do filme. Além de ela estar ali, do jeitinho que ele sonhava, tudo que ele escrevia, ela fazia. “Ruby fala francês fluentemente”. Quando vê, ela dispara a falar em francês com direito a biquinho e tudo. “Ruby se sente triste”, e ela começa a chorar. Fascinante e louco ao mesmo tempo, não?!

Imagina se a gente pudesse fazer isso com nossos parceiros(as)? Uau. “Fulano gosta muito de Mariane. Ele manda uma mensagem por dia, em horários diferentes, para não virar rotina. Ele faz de tudo para agradá-la. E parece ler seus pensamentos. Ele A-D-O-R-A surpreendê-la. Curte sertanejo, livros e é espírita. Quando percebe que ela está brava, faz uma piadinha e a leva na melhor doceria da cidade. Adora sua família e não vê a hora de se casar…” PLOFTTTTTTTTTTTTT. E aí você cai da cama!

No filme, é possível, mas na vida real… Parei e pensei. O que esse filme queria passar, como mensagem? Cheguei à conclusão: perfeição dos relacionamentos. Podemos falar em idealização também. As pessoas querem que seus parceiros(as) leiam seus pensamentos, façam de tudo para agradá-los e gostem deles como são, sem mudar nada. EGOÍSTAS! As pessoas são possessivas, controladoras e egoístas, de novo. Seria tão fácil se uma máquina de escrever e uma folha de papel fizessem parte dos relacionamentos, né? Não haveriam brigas, discussões, as famosas DRs, choros, palavrões, sumiços, despedidas, FIM… A-HAM, senta lá, Claudia, Francisco, José, Karina, Sabrina, Mariana… cadê o Katra?!

(1…2…3, voltando)

É, meus caros, enquanto a gente não se forma no Instituto Wolf Maia, é melhor enxergar a vida como ela é. Sem máquina, sem folhas, sem Ruby, sem perfeição. Pode ser?

Ah, no final, ele liberta a sua perfeita namorada. E ela vai embora, claro. Mas, logo o destino… ops. Você vai ter que assistir ao filme para saber. Não sou do tipo “estraga-prazer”. Prepare a pipoca e abra sua mente. #partiu.

 

Um cupido caiu do céu

Hora de falar de mais um filme “sessão da tarde” que vale a pena ser visto: “Love Birds” ou “Um cupido caiu do céu”, na versão em português.

A história fala de um cara conformado com sua simples vidinha. Ele tem um bom emprego, nunca saiu da cidade, mora com os pais (cremados e guardados em vasos de louça)  e namora uma gostosona interesseira. Quer dizer, namorava. O filme começa com um belo “adeus” da moçoila. Ela arruma as malas e “tchauí, baby”.

Então, ele está desolado, sofrido, chorando o amor perdido, quando um pássaro cai do céu, justo em seu quintal. Um pássaro não, um pato. Mais precisamente, uma tadorna. Eu não sei é verídico, mas a veterinária do filme, que depois vai se envolver com Flash, diz que as tadornas andam em casais. Elas não conseguem ficar separadas. É como se fossem almas gêmeas, sabe?

Mas, por conta de um caçador, na hora certa e no lugar certo, o casal de tadornas se separa. E uma das aves cai, ferida, no quintal do conformista Flash. Seria um sinal? É neste momento que o enredo do filme ganha vida.

Flash resolve cuidar do pato, mas precisa de ajuda. Diante do seu desespero, conhece Holly, uma veterinária viúva que trabalha no zoológico da cidade.

Não vou me ater a todos os detalhes, quero que assistam!

O filme fala sobre autoconhecimento, mudança de vida, rotina, interesses, conformismo, paixão, conquista, sinais… deixa eu pensar em outras tags… aves, afeição, animal de estimação, coragem, voos, sonhos, desculpas… Vai longe.

É bonitinho, é divertido e nos faz pensar: será que eu estou atenta aos sinais? Não tenho quintal para encontrar tadornas. Meu cupido virá em forma de que? Barata voadora? Nãoooooooooooooooooooooo. Nem ligo de continuar solteira. Eu juro. Vamos mudar de assunto…

 

Aqueles dias…

Existem dias que a gente só quer mesmo é ficar na cama, não necessariamente dormindo, mas quieto, pensando na vida. É, estes dias estão fazendo parte do meu calendário atual. Ando sem vontade de NADA! E eu sei o porquê. Como eu sei…

Nossa vida é composta pelos chamados setores. Me atenho a 4 deles: saúde, família, profissão e relacionamento. É quase uma missão impossível mantê-los em harmonia, em equilíbrio. Às vezes se tem apenas 1 no eixo, às vezes, 2… 3… Os 4? Bobagem!

E o que acontece comigo? Estou no meio. Aquela velha história do copo meio cheio ou meio vazio. O meu está meio vazio. Tenho saúde, graças a Deus, e tenho uma família maravilhosa, que me apoia, me ajuda, me ama e bla bla bla. Mas e a profissão? E o amor?

Bom, vamos falar de negócios. Mentira, quero pular para o outro setor. Minha vida profissional só diz respeito a mim… ao meu potencial e ao meu Q.I. Obrigada!

Enfim, o amor… Não é questão de se sentir a solteirona forever, porque isso não me preocupa nem um pouco. É por ter que voltar “tantas casas para trás” depois de partidas impensadas mesmo! Eu olho pros lados e vejo peças, que já fizeram parte do meu jogo, em outros tabuleiros! Mais, chegando à casa da felicidade! Falta só uma jogada. E é a vez deles jogarem o dado! Sabe?!

Olho declarações, fotos, status de relacionamento e penso: por que não deu certo quando o jogo era meu? Porque não era para dar certo, oras bolas! As pessoas entram em nossa vida com um propósito. E acho que a minha vida amorosa tem propósitos de curto prazo. Apareceu, ensinou, sumiu. Ô vida doída!

Por mais que eu saiba que nada acontece por acaso, eu analiso. “Você queria estar no lugar dela? Com fulano?” E a conclusão é sempre a mesma: não! Eu não me vejo com os caras. Ou porque são muito infantis, ou porque não têm nenhuma perspectiva de vida, são mulherengos… todos têm um defeitinho de fábrica. Então, por que chorar as pitangas, as amoras, as uvas?! (pensei em outra fruta, mas podia soar como uma indireta e, definitivamente, não é)

Talvez o sofrimento pela “troca” seja só uma ocupação ou questão de ego. Faz sentido? Você não quer a pessoa, mas não quer que ela a troque por outra. Coisa tão mesquinha, diz aí. Coisa de humano. Ai, que vida bandida.

O pior de tudo é que eu imagino pessoas fazendo essa mesma análise sobre mim. Por que não comigo? Por que ela não quer? Por que? Ô perguntinha chata, besta, feia … AHHHHHHHHHHH! Por que? Porque sim, Zequinha!!!!

Não sei se isso explica alguma coisa, mas tenho a impressão que passo uma imagem de “nada com nada”. Aquela pessoa que não quer se envolver com ninguém, quer baladear, curtir, viajar… Não é? NÃO É!!!! Eu amo uma festa, eu amo viajar, mas eu me apego sim. Eu pego e me apego, por mais que eu não demonstre. Eu sonho, eu idealizo, eu quero estar junto. Mas ninguém enxerga isso. Talvez o meu marketing pessoal esteja com um GAP. Preciso rever minhas estratégias.

“Mas também, você só quer os bonitões”, ouvi este dias. Sério? Outra imagem errada que as pessoas têm de mim. Apesar de não ser a rainha da festa, tenho, sim, em meu currículo homens de arrastar quarteirões, mas não é seleção. Aconteceu! Eu prezo muito mais pelo bom humor, inteligência e estilo do que beleza. Beleza dura 5 minutos, meu bem. Valores, qualidades não!

“É a maturidade, a gente fica mais seletiva”. MAIS?! Eu ri e concordei. O cara que é tudo de bom, mas é sem filtro, não dá. Ele não sabe se comportar em público. Ele fala o que não deve, deixa algumas pessoas constrangidas… e aí? O cara que é tudo de bom, mas é apaixonado pelo time, não dá. Ele só pensa em jogo, briga com os torcedores dos outros times e… Pra quê? O cara que é tudo de bom, mas sai com você e mais a torcida do Corinthians, não dá. Ele não tem foco, só quer diversão e te liga quando é conveniente! O cara que é tudo de bom, mas não tem atitude, não dá. Ele só te manda mensagens, não te convida pra sair e muda o status pra “namorando”. Cafajeste ou não? Eu, se fosse você, mandava, daqui alguns dias, uma mensagem: Tô pronta para ir ao Paraíso, e aí?” Quero ver se ele está namorando por conveniência ou se resolveu dar rumo na vida. (Espere uma semana!)

Cansei de pensar. Eu só queria aliviar um pouco minha cabeça. Mesmo sabendo que tudo o que escrevi aqui é mínimo, em relação ao que eu estou passando. Mas eu tenho fé, de que tudo irá melhorar. E que melhorando, esse negócio de amor aí, volta a funcionar. Chamei um técnico. Agora, a máquina só aceitará notas, acima de R$20. Tire suas próprias conclusões. Tchauí!

Não senta!!!

Sabe que as maiores fontes  que os escritores, blogueiros e afins têm são seus amigos. Uma conversa na fila do cinema, do Mc Donald’s, na rua, que seja, pode render muitos caracteres. A que venho contar é deste tipo, conversa de amigo. Ri muito. E tirei algumas lições. Vamos aos fatos.

Fui ao centro tomar um passe. Como as atividades lá demoram para começar, começamos a contar as proezas da nossa vida e tcharã: não senta não! Calma, vocês vão entender. Ele, muito convencido, estava contando sobre as mulheres com quem saía. “Só pego mulher gata”. Eu parei, respirei e quase bati nele. Mas não cabe a vocês saberem o motivo. Enfim…

Aí ele começou: “Uma vez, marquei um encontro com uma menina. GATA DEMAIS [ele precisava dar ênfase a esse ponto]. Aí, fui na casa dela. Estávamos tomando vinho, sou muito romântico [ponto dois, mais uma ênfase]… Do nada, olho em cima de um móvel e vejo várias fotos de um menino. Ela percebeu que eu mudei minha feição e mandou eu sentar.

- Sabe o que é, este é meu filho. Tem ‘x’ anos [não lembro]. De um relacionamento passado. Não tenho mais nada com o pai dele e bla bla bla.

Tudo bem ela ter um filho. Podia ter contado antes, mas era um caso do passado. Fiquei de boa. O clima começou a esquentar e fomos pro quarto dela. Cheguei lá, um berço. Juro, fiquei parado, na porta, pensando, um menino daquele tamanho não dormiria no berço. Como pode?

- Senta, Fulano. Esse berço é da minha filhinha.. e bla bla bla.

Fiquei perplexo e na hora não pensei, mandei um: Não me manda sentar mais nenhuma vez, porque toda vez que eu sento, nasce uma criança…”

[Eu ri demaissssssssss. Como assim?!]

Fecho aspas, paro com os colchetes. Agora sou eu, Nane, quem vai falar. Eu ri muito com a história. E pensei nas ênfases. Mulher GATA, foi na casa, romântico. Vamos analisar… Quer saber? BEM FEITO pra ele e para todos os zé ruelas que saem com mulheres visando apenas sua beleza. São tão belas que já passaram pela mão de vários!!!

A mulher devia ser um anjo, né? Um filho de cada pai. Largava os filhos, sabe-se lá com quem, e ia à caça, de algum zé ruela, na  balada. É isso mesmo que vocês querem, queridos? Mulheres bonitas, sem pudor algum, que comem pizza, tomam vinho e a cada sentada apresentam um filho?

Façam-me o favor! Tudo bem que este tipo de mulher vocês usam para tirar onda com amigos e dar uma brincadinha. Mas cuidado, quando for visitar uma delas, jamais sentem e, claro, se protejam, porque essa pode ser uma daquelas noites “Kinder Ovo”… olha a surpresinha! Wreal.

Criança educada merece pirulito!

Olha, sempre fui admirada por me dar bem com crianças. Desde pequena, deixava de brincar para cuidar dos menores. O fato é que a gente vai crescendo e de cuidadora freelancer, você passa à sonhadora. Digo, você passa a pensar nos seus filhos, não amiguinhos, priminhos e afins…

Quem não quer ter filhos? Eu já fiz um documento, autenticado em cartório, dizendo que a minha preferência é por meninos. Não vejo a hora de por uma camisa xadrez, uma calça jeans, botina e chapéu country no meu pimpolho. Peãozinho da mamãe.

Mas enquanto eu não arrumo um namorado, fica difícil pensar em filhos. Então, reparo no dos outros. Por infelicidade da minha TPM, minha nutricionista atende dentro de um consultório infantil. Santo Deus. Pago todos os meus pecados, de mês em mês, tipo TeleSena (?).

Hoje, cheguei e tinham 4 crianças na sala. Uma era neném e estava no colo. Depois, a mãe colocou a pequena sentada na mesinha e !%@¨&#&%. A menina ficava empurrando a mesa, fazendo um barulho bem chato. Ok. A outra, era maiorzinha. A mãe estava a incentivando a montar um quebra-cabeça. “Vira essa peça, não, vira de novo. A vermelha, filha”. Super legal, só que não. Os outros dois eram meninos. Um, mais velho, com seus mais de 12 anos. Quieto e reparador, igual a mim. Vira e mexe ele fazia uns comentários com a mãe. Toca aqui, brow!

E, o último, um pirralho ligado no 330! Esse já mencionei, de leve, no meu Facebook. O menino não parou um minuto. Queria rabiscar o chão, ficava pulando, jogava giz pra todo lado. Ahhh e buscava água pra mãe. O copo chegava meio vazio (porque eu sou pessimista). No meio do caminho tinha uma poça! Ui.

Bom, o menino, a pedido da mãe, pegou uma folha pra desenhar. Adivinha? A mãe é a inspiração. Mas pera lá, uma mãe com 8 pernas? Causou. “Filho, quantas pernas a mamãe tem? A mamãe não é aranha…” Ele riu: uma só. “A mamãe não é saci pererê…” Ela foi rápida. E quebrando a discussão, pediu que o menino se auto-desenhasse. “Como você é?”

Para um pouquinho, descansa um pouquinho. Cadê o Naldo? Auto-estima, auto-estima. Não. Alto em cima, alto em cima. O moleque respondeu: “Feio. Eu sou muito feio”. Eu estava querendo jogar o menino longe, mas nessa hora bateu um dó (menor… nossa, essa foi péssima). E sabe o que a mamãezona respondeu? “Então desenha um menino feio, muito feio…”

HELLOOOOO, mães do meu Brasil. Qualé? Cadê aquele lance de que mãe acha SEMPRE seus filhos lindos? HELLOOOOOOOOOOOO! Fiquei chocada. E mais entretida, ainda,  com as pimpolhagens do moçoilo. Ali ele jogou giz, a mãe gritou. Contou até dois e nada. Ele mostrou a língua. Sério? Que educação é essa? MEU DEUS!

Só ouvi gritos, ameaças, frustrações… Vou dar a dica para minha nutricionista, convidar uma psicóloga para atender lá também. Faz sentido. Se tivesse uma “Nanny” ia cair bem.

Acho que os pais andam muito ocupados. Eles não conseguem mais controlar seus filhos. Na casa, quem manda, são as crianças. Elas ditam o que querem fazer, a hora em que querem fazer… escolhem roupas, comida… TUDO! Os pais são apenas progenitores. Que fase, hein?

Câmbio desligo. Meu bebê está chorando. Calma, é o bichinho virtual que eu achei no guarda-roupa. Tão fofo… OUMMMMM. E ele não sabe desenhar. Ufa. Ainda bem. Pagar de centopeia a essa altura do campeonato poderia me dar muitos prejuízos. Se bem que as lojas estão em promoção. Não, consumismo não, filhos não, 8 pernas não, feiura não. AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH, tô louca.

Cadê o pirulito? Criança educada merece pirulito!!!

Colegas!

Não, não vim falar sobre aquelas pessoas que trabalham com a gente ou que conhecemos em um evento à parte. “Você é amigo de fulano? Não, somos colegas!”

Meus post é dedicado ao filme nacional de título “Colegas”. Já ouviram falar? MUITO BOM! Como já disse em outro post, não sou muito de filmes, mas olha, os longas têm me surpreendido. Esse então…

Três jovens com síndrome de down protagonizam a produção de Marcelo Galvão: Stalone, Aninha e Márcio. Eles moram juntos, em um Instituto voltado para crianças e jovens portadoras de down. Cada um tem sua história, seus medos e seus sonhos. Stalone quer conhecer o mar (quantas pessoas não partilham deste mesmo sonho?), Aninha quer se casar (este então…deixa pra lá) e Márcio quer voar (♪♫ liberdade, liberdade… abre as asas sobre sobre nós ♪♫).

Então, em um belo dia, eles decidem correr atrás de seus sonhos. A noite cai e o plano começa a entrar em cena. Eles roubam o carro do Lima Duarte, que trabalha como coordenador do Instituto (sei lá o que ele faz lá…). Com fome, param em um posto e assaltam a conveniência. É o início de uma aventura desenfreada, que vai parar até na Argentina. Hola, ¿que tal?

De três crianças “mongolóides”, como dizem alguns personagens do filme, a 3 procurados pela polícia. Imagina o que eles não aprontam!!! Não vou contar detalhe por detalhe, mas posso dizer que “Colegas” foi muito bem escrito e dirigido. Pra quem é de Campinas, é muito divertido. As filmagens aconteceram em Paulinia, Barão Geraldo… Cuidado para não se entregar ao identificar o Motel de beira de estrada em que os policiais se hospedam… #ficadica

Vocês vão rir, soltar um “oummm” involuntário, ficar de queixo caído (com algumas cenas) e bater palmas, mesmo que internas, quando o enredo chegar ao fim.

Vale muito a pena. Eu jur0. Vá com os amigos, com a mãe, as tias, a vó, o cachorro, o primo, o vizinho, o peguete… Leve todo mundo. Vocês vão adorar o programa cultural. Anotado? #partiu.

[Ao clicar na imagem, você será redirecionado à Fan Page do filme]

Quem é?

Quando eu falo que só atraio loucos, o pessoal não acredita. Mas eu provo. Ah, eu provo. Estou eu, em casa, sábado à noite (ohhhhhh), quando chega uma mensagem no celular. “Queria te ver”. Hmmmm. Um filme passa pela sua cabeça. Você lê, relê e pensa: quem será o Benedito? (risos)

Número de SP. A coisa começa a ficar mais difícil. Todos os seus amigos de SP estão devidamente salvos em sua agenda. Quem será? “Queria que você viesse aqui me ver…” Joguinho então. Eu, toda curiosa, “te ver? Em SP?” A pessoa riu e disse que estava em Campinas. WTF? A cada minuto uma mensagem nova. Até que você para de responder e a pessoa resolve dizer quem é.

Assim, você jamais iria imaginar. Por que essa pessoa está me escrevendo? Quer me ver? Ahhhh, fala sério. Mas né, você é legal e responde “ó, que surpresa”. Diz que não pode ir vê-lo, porque está fazendo um trabalho e para de responder. Mas a pessoa não se contenta e te manda mensagens e mais mensagens. Sem resposta, lógico.

No outro dia, o celular dá aquela tremedinha: “você ficou brava comigo? Fez bolo e não me chamou…” Eu devo ter cuspido na cruz, certeza. COMO?! Mas o pior está por vir, calma!!!! Respondi que não havia ficado brava e ponto. Assunto encerrado, ok? Nãoooooooooo, nada de Ok.

A noite chega e com ela uma mensagem. Vou ver, é da mesma pessoa. Tan tan tan tannnnn. Preparados? Ele escreveu, eu não respondi. Ele mandou: “quem é?” Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh, sério? Eu ri litros. O cara me encheu o saco. Viu que eu não correspondi e me deletou? Quis fingir que outra pessoa pegou o celular dele? Queria ver se eu respondia? Meu Deus, alguém me explica? Estou até agora sem entender.

A única coisa que eu sei é que as pessoas são loucas, varridas, e que eu sou muito legal. Fala sério. A gente dá o pé, o povo quer o corpo inteiro. Ui! Amigão, sabe quem é? A menina que era amiga do seu primo. Que te viu uma vez na vida e não tem a mínima intimidade e vontade de ir te visitar! E já que você quer bolo, você vai ter. TU TU TU!

Minha Incrível e resumida história

Meu pai  estava longe de ser um super-herói de filme. Não salvou um suicida, não ganhou pensão do governo para fingir ser normal, mas recebeu um comunicado misterioso e foi para uma ilha remota. Quer dizer, não sei se é de fato uma ilha, mas dizem ser o paraíso. Aos 39 anos, o meu Sr. Incrível partiu, deixando à sua Mulher-Elástico dois filhos para criar.

Eu sou a mais velha. Gênio forte, criativa e bastante comunicativa. Ah, e desde pequena, sonhadora. E posso falar? Só falava em sonhos ‘altos’. Aos 5 anos de idade, dizia que no futuro seria presidente do Brasil. Falhei na missão. Apesar de ainda ter tempo de investir nesta carreira, confesso que não levo menor dom. O meu negócio é criar, planejar, fazer coisas incríveis. Isso me motiva profissionalmente.

Falando em profissional, sou jornalista e pós-graduada em Comunicação com o Mercado. Prestei vestibular de Farmácia, mas acabei com um microfone na mão, de ponta-cabeça, porque né, não era minha praia.

Aos 21 anos, saí da faculdade em busca de oportunidades. Uma pausa rápida, eu caí no curso de para-quedas – repeti isso nas 10 diferentes aulas da primeira semana – e queria ser jornalista de guerra. Sabe? Adrenalina, tiros pra cá, gritos… EMOÇÃO! E não, não passei perto nem de um assalto, graças a Deus. Falando em Deus, sou espírita. Acredito em outras vidas, acredito em almas, karmas e afins.

Bom, saí da faculdade e fui trabalhar como redatora. Logo caí em uma agência web. Me descobri. Era ali o meu lugar. Respirava criatividade, inovação. Fui redatora, analista de mídias sociais, assistente de planejamento, criação, roteirista de cases (adoro novas funções), produtora de power points (não era pro Atendimento fazer isso?) e redatora de adwords. Não me fale em 95, 135, 140 caracteres. Ô vida! Bom, me tornei a generalista da vez.

Hoje, agradeço por ter passado por todas as áreas. Só não fui garota de programa, aí era demais. Me bastam alguns códigos de html!

Me empolguei. Isso tudo é paixão em demasia. Isso tudo sou eu. Rápida, pró-ativa, criativa e louca por publicidade e marketing. Ah, viciada em internet, celular e livros. Atual funcionária da Dilma e futura *****. Onde eu assino? Prazer!

 

[Texto escrito para uma incrível vaga de trabalho =)]