Um coração em fluxo

Não sou Joelma, mas a Lua me traiu neste fim de semana. Que coisa maravilhosa era aquela? Grande, linda, amarela… ahhh! Noite romântica. Ou não. Noite da pilha, da ressaca, das fofocas. Você lembra o que você fez ontem? Maldita vodca. Eu lembro. Em partes. Eu penso, em partes. Foram poucas horas de sono para recompor meus pensamentos. A lua, linda, romântica e eu, aqui, sem inspiração. Sem paixão, sem decepção, sem rumo. Como pode?

Antigamente, tinha uma história por semana pra contar. Agora, passam os dias e o que me resta é o fluxo. Meu coração em fluxo. O sangue não anda, corre, tira racha. Meus pensamentos se dividem em trabalho, estudo, família, festas. Sim, as festas voltaram. Uhulll. Coisa boa demais.

Entre uma mensagem e outra. Entre uma cutucada e outra. Um sentimento. Quero você. Mas você nem sabe. Nem sonha, nem imagina, nem faz nada. “Uma frô pra uma frô. Uma pamonha pra um pamonha”. Ops. Você. Será? Onde? Quando vou te ver de novo? Do nada. Sem saber. Sem poder. Sem perceber. Eu quero. E não sei o que fazer. Que rima bonita.

Enquanto penso em um plano, minha cabeça viaja. Será? Aquele? Atenção. Carinho. Amizade. Hmmmm. Tem gente que vai ler e se identificar. Um, dois, três, quatro, pra ficar maneiro eu quero… Use a criatividade.

Só sei que é assim.