O coração

Eu sou do tipo que escreve com o coração. Que fala com o coração. Que sente com o coração. Do tipo que engole o orgulho e manda mensagem, liga, diz que está com saudade.

Sou do tipo que idealiza, que sonha, que deseja, que quer.

Do tipo que corre atrás, que tenta fazer acontecer, que olha nos olhos, que abraça com vontade.

Eu sou do tipo que faz tudo por impulso e, às vezes, se arrepende. Mas que aguarda ansiosa a reação da outra pessoa.

Eu sou do tipo que faz tudo isso, mas uma hora cansa.

Apesar de ter certeza de que você é o cara ideal, o cara pra casar, construir família… eu desisti. Desisti de te procurar sem ser procurada, desisti de te desejar sem ser desejada, desisti de sonhar… sozinha!

Que você seja feliz… com alguém que você não considere da gandaia, que você confie, que você queira estar junto. Porque eu… bom, eu, vou procurar alguém que me valorize, que queira minha companhia, que se preocupe comigo e faça as coisas acontecerem.

Eu sou do tipo que… cansou! Ah, o coração…

Eu queria ver

Pessoas vêm, pessoas vão. E eu sinto a vontade de rever algumas. Eu sei que sempre toco neste ponto, mas  é que existe uma pessoa que suscita esse tipo de sentimento em mim.

Estes dias vi no Facebook uma daquelas frases de impacto. Era algo sobre a diferença entre sentir saudade e sentir falta. Eu sinto saudade de alguém que hora ou outra verei novamente. Uma lembrança boa, um momento bom… Agora, eu sinto falta de pessoas que jamais verei novamente (e não me refiro a pessoas desencarnadas, porque essas eu tenho certeza que verei futuramente).

Não tem como. Quando o assunto é grandes paixões, a lembrança vem, a falta vem. O que aconteceria se o sentir falta se tornasse sentir saudade? Eu queria ver. Por alguns segundos, minutos. Ver se a aparência mudou, se o abraço mudou, se o olhar mudou. Eu queria ver… ver para crer.

O que será que está fazendo? Está feliz? Os gostos continuam os mesmos? Jeito de falar? De morder a boca? De apertar, de beijar… Eu queria…

Será que um dia esse sentir vai mudar?! Enquanto não acontece, fico aqui, pensando, lembrando, desejando… eu só queria ver.

Você acredita em cartomante?

Eu sempre me interessei por assuntos místicos. E confesso, já fui em cartomante. “Essa é muito boa, fala cada coisa…” Não disse nada. Errou tudo. Masssssssss, reza a lenda que existia uma muito boa aqui em Campinas e minha mãe foi lá. Ela era solteira e a mulher disse que ela conheceria um cara, alto, meio claro e que estaria de shorts. Vago, né? Nem tanto…

Minha mãe se casou tarde e com um cara alto, meio claro e que ela conheceu de shorts, passeando com seu cachorro! Se foi coincidência, não vem ao caso. A cartomante mandou muito bem. E minha mãe conta a história até hoje, dizendo que só ela acertou as coisas.

E por quê resolvi escrever sobre isso? Na verdade, esse foi mais um título chamarisco. Eu vim mesmo é falar sobre paixão ou amor, como meu pai descreveu. Vamos por partes!

Estávamos na mesa da cozinha, tomando nosso café da tarde, quando minha mãe soltou um: “tenho guardado um trabalho de escola da Mariane. Ela tinha que descrever os avós. Falou isso, isso e aquilo”. Mais que depressa, pedi que minha mãe me mostrasse esse achado. O que eu teria escrito sobre meus avós? Fiquei curiosa.

Em meio a muitas cartinhas melosas, que eu evitei reler, ela me deu uma carta. Era do meu pai. Datava novembro de 1983, aniversário de minha mãe. Uma carta apaixonada. Nela, meu pai, super romântico (eu não conheci isso), escrevia, com uma bela letra, linhas de paixão. Sempre disseram que meu pai era mulherengo e bla bla bla. Não imaginava o quanto ele gostava da Dona Maria. “Amor é pensar na pessoa amada o dia inteiro, é querer estar com a pessoa todos os dias, minutos, e é isso que aconteceu comigo”. NOOOOOOOOOOOOOSSA! Se eu recebesse uma carta dessa, mandaria um “SIM, eu aceito”, mesmo que o manuscrito não acompanhasse nenhum pedido (risos). “Você é a coisa mais importante da minha vida, mais que minha família. Não paro de pensar em você…”

Como pode? Uma peixe vivo… viver fora de água fria. CHOQUEI. Fiquei rosa chiclete, laranja abóbora, amarelo dourado. Romantismo imperava na década de 80. Que lindo! Fiquei feliz e com vontade de chorar. Eu ando melosa demais. JESUS!

Enquanto elogiava cada linha, ela me deu outra. Nessa, eu ri. Eles haviam brigado e meu pai dizia que queria comprar um presente pra mamis. Ela disse que não queria nada, porque tinha TUDO. Ele se sentiu ofendido, a chamou de metida, exibida e mais. Agora eu entendo de onde vem meu apelido de “arrogante” hahahaha Quer dizer, de orgulhosa! Às vezes, quem não é?!

Bom, paro por aqui, senão minha mãe vai me xingar. “Você coloca tudo na internet”. Algumas coisas eu coloco mesmo. Cadê a cartomante? Será que meu marido também estará de shorts? Prefiro sunga, branca. Nossa, essa não sou eu. Rebobina a fita. Prefiro terno, gravata, óculos escuro. Não, passa pra frente. Prefiro com um sorriso no rosto. Ahhhhh, o amor! Dias, minutos, você! Um dia, quem sabe?!

 

Essa garota sou eu

Pra quem não sabe, sou formada em Jornalismo. Fiz a graduação de alegre. Prestei Farmácia em todas as faculdades e acabei seguindo outra estrada. No curso, tirava notas altas quando o assunto era texto. Na hora de gravar um “Bom dia, está no ar mais um Jornal da Facamp”, caía no riso. Não levo o mínimo jeito. Mas as palavras…

Sou do tipo que escreve em diário, faz bilhetinhos, cartinhas e cartões. Do tipo que escreve posts recheados de lágrimas. Gosto das palavras. Gosto de me expressar através delas. Acho que passo sentimento, verdade, transparência. Passo atitude, paixão.

Hoje, estava relendo alguns e-mails de agradecimento. Fiz de coração, fiz chorando, fiz porque gosto. Gosto da minha família, gosto de dizer o quão importantes são pra mim. Gosto de traduzir em palavras o valor das pessoas na minha vida. Amo, amo e amo.

No domingo, completei 27 anos. Minha história, poucos conhecem. Sou órfã de pai. Perdi meus avós maternos, meu avô paterno, tios, padrinho e uma prima linda. Sofri muito. Amadureci cedo. Estudo muito. Me apego à religião. Tento dar o melhor de mim às pessoas. Tento ensinar o pouco que sei. Se fosse preciso, tirava a roupa do corpo para ajudar alguém. Não ligo pra coisas materiais, adoro a caridade.

Faço meus aniversários com gosto. Quero reunir minha família. Aquela que Deus me deu e aquela que eu construí. Me emociono quando consigo cumprir meus sonhos. E domingo cumpri um. Todos os meus tios comigo, em pleno domingo, para comemorar meu nascimento. Quase todos os meus primos. Dia emocionante. Sou mesmo abençoada.

Choro só de lembrar. Choro de gratidão. O que seria de mim sem minha família? Nada! Se hoje eu sou querida, e eu me sinto assim, é porque lá atrás eu aprendi a ter respeito, eu aprendi o que são valores, eu tive berço!

Em lágrimas me encontro agora. Como é lindo ver em imagens a expressão do mais puro amor. Aquelas pessoas que estão comigo sempre. Que me veem chorar, sorrir, contar as proezas da minha humilde vida. Que torcem para que eu encontre alguém, que me dão os melhores abraços, que fazem simples gestos valerem a pena. Um desenho que minhas crianças fazem pra mim, muda meu dia. E eu juro que não elogio e agradeço da boca pra fora. Eu tenho vontade de chorar. Elas me desenham, escrevem meu nome, elas chamam por mim. Elas querem a minha companhia! Eu amo essas meninas. São como minhas filhas. Presentinhos de Deus.

Odeio telefone. Mas quando meus tios me ligam e ficam contando o seu dia a dia, sinto que estou fazendo caridade. Eu dou corda, eu dou risada, eu faço comentários. Eu me doou a eles. E por que eu faço isso? Pelo mais puro amor!

Vou parar por aqui. Preciso orar. Agradecer a Deus a oportunidade de estar aqui, viva, com pessoas especiais ao meu redor. Pessoas que me fazem crer que o amor existe e que ele ultrapassa vidas. É… amor, paixão, família. Essa garota sou eu!!!

Homem que trai…

Não vou mentir, já saí com homens comprometidos. E digo mais, eu não sabia. Conhecia a pessoa, me interessava e quando descobria, já era. Benditas redes sociais… E a vontade de dar uma indireta? De contar pra namorada que o seu amante era um cara do mal? Morria de vontade!

Era do tipo, saía, entrava no Facebook e via “te amo, meu amor…”  Te amo, meu amor? Se amasse não teria saído com outra pessoa, não teria ido à caça. Te amo, meu amor? Se amasse levava junto, não olhava para os lados… Morria de vontade de dedurar! Uma vez eu fiz, mas não explicitamente. Apenas dei um jeitinho de a namorada saber que o seu amado não havia ido pescar, como tinha contado. E eles terminaram. Ahhhh, quem avisa amiga é.

Mas não vim falar dessa minha mísera façanha. Vim contar a história de uma amiga. Minha ídola. Tudo o que eu idealizei fazer, ela fez. Sem dó nem piedade. Sem pestanejar. Que ela sirva de exemplo.

Uma menina difícil de se envolver. Nunca havia namorado. Em uma viagem, conhece um cara. Se encanta. Seria seu futuro primeiro namorado? Se encontram, conversam todos os dias… Ela vai a seu encontro; ele não é da mesma cidade. Ficam, fazem juras de amor, trocam mensagens todo dia. Viajam juntos, curtem, trocam mensagens todo dia.

Mas, de uma hora pra outra, o lance esfria. Seria a distância? O ciúme? O que seria? Uma outra!!! Ela não sabia, mas ele estava namorando com ela e mais uma. As mensagens ficaram raras, até que o Facebook colocou as cartas na mesa. Uma foto. Me dê imagens, Capitão Hamilton. Uma imagem e uma declaração. Quem seria a dita cuja?

Sem medo do que estava por vir, ou com, ela foi questioná-lo. “Uma amiga”, disse ele. “Eu ainda gosto de você, sinto sua falta”, continuou o mocinho. Feeling feminino não falha. Não acreditou.

Então, chegou o dia dos namorados. E com ele, a verdade. “Meu amor, que esse seja o primeiro de muitos dias dos namorados juntos…” O sangue subiu. A moça publicou. O moço caiu na própria cilada, Bino. O que fazer? Xingá-lo até a morte? Ligar milhões de vezes? Deletá-lo? Não, aqui a jogada é de mestre.

Minha amiga adicionou a namorada corna. “Oi, eu sou fulana, estava namorando ciclano enquanto ele estava com você. Quero que você saiba com quem está lidando. Olha o que ele me mandou ontem…” Sim, ela disse pra namorada que seu grande amor a havia apresentado como AMIGA. A menina deve ter ficado possessa. Minha amiga tinha provas. Contou tudo. Mostrou mensagens e tudo mais.

O moço? Não se pronunciou. Então, ela mandou uma mensagem: “Agradeço a Deus por ter tirado um mau caráter da minha vida”. Ele só respondeu “OK”. Até quando será que ele vai continuar se enganando e enganando as pessoas?

Ah, a donzela não apagou sua declaração ao idiota. E aí, quem acha que a menina é corna mansa levanta a mão o/ Depois de tudo que ela “ouviu”… Como pode? O cara deve ser muito bom no que ele faz pra conseguir o perdão alheio. Mulheres, se valorizem, por favor. 

E pra minha amiga, os meus parabéns. Ainda vou ter coragem de falar pras namoradas, dos canalhas que eu conheço, que seus “môzinhos” são uns verdadeiros putos de uns filhos!!! Não valem a roupa que estam usando. Olha que a lista é grande. Ah, se eu tivesse coragem, seria a bruxa da vez. Cuidado, uma hora eu perco o juízo. Exemplo eu já tenho.

O melhor beijo da sua vida

Ontem foi dia dos namorados, queria ter  feito um post, mas achei melhor não. Como a data não me diz respeito, seria recalque demais. Mas né, hoje já é dia 13, eu posso escrever, não posso?

Escrever que dia 12 é dia de lembrar daquele carinha que você conheceu nas festas de faculdade e que foi, sem sombra de dúvidas, o seu melhor beijo. Um beijo viciante, apaixonado, que te fazia parar no tempo. É, então, dia de lembrar dele, no dia 12, porque … ele está namorando! Parabéns, aí! Só que não.

Eu fico pensando. Será que se a gente se encontrasse, e ele estivesse solteiro, tudo seria igual? Acho que não. Aquele beijo foi mágico na época. Foi doce, foi inexplicável. O encaixe perfeito. Hoje, as coisas mudaram. Vai que a namorada gostava de beijos mais empolgantes e ele mudou? Vai que…

De tanto pensar, mosquito morreu. Como é mesmo o ditado? Falando em mosquito, me lembrei do pernilongo. Vocês sabiam que os pernilongos gostam mais de pessoas que bebem cerveja? #ficadica Ah, e que quando a fêmea pica alguém, ela para de voar, porque gasta muita energia. Então, ela “gruda” numa parede e bota de 100 a 200 ovos. Poxa, vida, hein uow! “Ô muié paridera”. Wreal.

Saí do foco, como sempre. Deve ter sido o bolo de Santo Antônio que eu comi no almoço. Qualé? Hoje é dia. E não, não encontrei a medalhinha. Seria eu uma escolhida de Deus? Sim, escolhida pra ficar sozinha…

Sem pensamentos pessimistas. Comi o bolo, fiz minhas orações e dei meu lance no leilão da máquina do tempo. Sabe como é, o beijo, aquele, ele, namorando, podia voltar no tempo e.. sentir aquele gostinho bom de novo!? Só mais uma vez…

Santo Antônio, atenda minhas preces e eu juro que não tento degolá-lo mais. Não faça essa cara, foi um acidente. Nada demais. Ano passado derrubei o Seu Antônio no chão e ele perdeu a cabeça. E quem não perde, numa data dessa?! #partiu hospital, sinto que a minha está prestes a cair. Ploft.