Um post para me redimir

Naquele dia, eu só queria sumir com todas as possibilidades. Naquele dia, eu só queria me proteger de imagens, mensagens e declarações. Naquele dia, eu te deletei.

É… quantas pessoas não chegaram pra mim no Facebook e mandaram uma simples e certeira mensagem: por que você me deletou mesmo?

Apesar de ser brava, eu assumo, faz tempo que não brigo com alguém. O fato é que sendo geminiana, sempre reciclo meus contatos. Olho o Facebook: 800 amigos. Ah, tá, deixa eu ficar doente pra ver quantos são amigos… Então, “esse eu não converso, esse eu nunca mais vi, esse só estudou comigo em 1900 e bolinha, esse é um babaca, esse eu conheci por causa de tal pessoa, esse já era, esse não tem o porquê ficar sabendo de mim, da minha vida…” E assim, eu deleto. Com gosto, sem gosto. E tomo.

Estes tempos deletei uma pessoa. Adoro ela, mas para evitar conflitos, desfiz a amizade (forte isso, né?). A história não vem ao caso. O que eu não imaginava era  encontrar essa pessoa na “noite”. Mais, e que levemente alcoolizada, faria confissões e choraria em seus ombros…

Não preciso dizer, mas vou. No outro dia, a vergonha era dupla. Nada de física e moral. Era uma vergonha pelo choro e outra pelo “delete”. Poxa vida, hein uow. Tentei me explicar, mas acho que meu argumento não foi válido. O que o destino fez? Colocou a pessoa, de novo, no mesmo ambiente que eu. Como reagir? Ué, mamãe me deu educação!

Agora eu me pergunto, até quando vou ter que “pagar” por um simples “delete”? Mandei uma cartinha para o Mark Zuckerberg já.  Ele devia deixar a gente voltar a ser amiga das pessoas sem ter que enfiar o rabinho entre as pernas e fazer um novo  pedido. Válido, não?!

No fundo, eu só queria me redimir. Juro que não foi pessoal. Eu adoro você! E se meu argumento não foi bom… posso pedir pra ser sua amiga de novo?! Diz que sim… Ou no próximo evento, prometo pular no meio da rua. É, não… Acho que seria “too much”.

Minha paixão platônica

Eu sempre brinco que tenho uma paixão platônica por um certo blogueiro. “Sabe o meu amor… coraçãozinho com as mãos… aiii” Não passa de brincadeira. A real é: se pudesse pegava, como não posso, brinco. Só. Paixão é outra coisa, bemmmmm diferente disso.

Mas não vim falar do Cid (momento oummm s2). Vim falar sobre paixão platônica. Aquela que alguém, de carne e osso e sem blog, diz ter por você. Oie?

No dicionário, platônico quer dizer: De carácter espiritual, sem desejo sexual (ex.: amor platónico; relação platónica); Ideal. Hummm, vejamos, senti uma pitada de respeito nesse sem desejo sexual (risos). E o caráter espiritual? De outras vidas… Está interessante o negócio.

No fim da noite, naquele momento em que eu paro, leio e releio as minhas mensagens e depois as deleto (sim, faço todos os dias, depois conto o porquê), resolvi mandar um SMS. Sincero, não platônico ou ideal. Um torpedo. “Saudades de você”. Sem desejo sexual, sincero, repito.

A pessoa demorou, mas no outro dia respondeu. Em seguida, perguntou se eu tinha bebido. Oie? Bebido o que? Água? Sim, 2 litros por dia. Eu sigo as instruções da nutricionista! Não, eu não havia bebido. É coisa de bêbado sentir saudade? Gente sóbria não sente? Ok!

Não sei o que se passou na cabeça dele (nem na minha eu dou conta!), mas logo ele me mandou: você é minha paixão platônica. Vejamos. Eu, paixão de alguém. Eu, que vivo solteira, procurando o príncipe encantado. Mas calma, a paixão é platônica, quase de irmã! Não? Ok, não. Não tive reação. Não acreditei. Mas vim falar sobre o assunto. Sabe o que é? Saudades…

Como conquistar uma geminiana

Suma do mapa.

Depois de dias, mande mensagens ‘bonitinhas’ no celular dela por uma semana. Neste momento, ela ficará surpresa e todo seu plano começará a dar certo.

Marque um encontro. Fiquem. Conversem. Depois suma. Por alguns dias.

Ela, com certeza, vai te procurar. Dizendo que você não age de acordo com o que diz. Te chamará de estranho e dirá que não o entende.

Vire o jogo e diga que ela é a estranha e que, por isso, não a entende. E finja-se de morto.

Ela vai te escrever um e-mail. Mandar um carta. Alguma coisa. Leia e diga que ficou muito triste com o que leu. E quer conversar sobre isso.

Marque um encontro. Abra seu coração, mesmo que seja de mentira, e diga que vai mudar. Suma de novo.

Já era. O coração da garota de lua é seu. Ela vai pensar em você toda hora, vai te mandar mensagens, e-mails, pedir para sumir da vida dela. Ela vai dizer que não quer sofrer, não quer mais pensar em você, que não pode fazer isso.

A partir desse momento, você tem duas opções: ou liga pra ela e levanta o troféu ou continua sem dar sinal de vida e assume seu fracasso.

Conquistar uma geminiana é fácil, o duro é RECONQUISTÁ-LA depois de uma mancada como essa! Cuidado!

Uma eterna apaixonada

Eu queria fazer uma montagem de como os caras acham que é meu fim de semana (repleto de gatinhos, affairs e uowww) e como ele realmente é (em família, lendo livros ou trabalhando). Ok, exagerei. Os eventos me fizeram sair da zona de conforto e ir pra bagunça. Mas calma. Uma bagunça sadia. Nada do que eles acreditam acontecer.

É… porque eu falei isso mesmo? Eu vim até aqui para tentar tirar de mim o sentimento de amargura, de mãos atadas. Ai como ela é exagerada. O fato é que eu passo uma imagem para as pessoas que acaba me prejudicando. Sim, eu tenho sentimentos, eu me apaixono, até demais.

Um fim de semana é suficiente para minha cabeça pirar, pensar só na pessoa, querer falar, estar junto. Eu me descobri possessiva. E imediatista. AGORA. Se a pessoa não dá as caras, eu entro em um pseudo-surto. Como assim? Por que não respondeu?! E quando ela responde, eu sorrio gostoso, igual criança quando vê doce, ganha brinquedo ou é jogada pro alto. Criança adora aventura, né? As minhas amam.

Eu pensei. O fim de semana inteiro. Eu pensei por que gosto ou por que estou carente? Nisso eu não pensei, confesso. Mas pensei, senti ciúmes, idealizei, chorei. Fala sério. Um mulherão agindo que nem menininha…

Sabe o que acontece? Desequilíbrio emocional. Se as pessoas que me desejam mal soubessem quantos obstáculos eu supero por dia, jamais invejariam minha vida. Eu me sinto guerreira. E digo isso em relação à família, trabalho e paixonites agudas.

O que faz um ser dar mancada com você mais de uma vez, sumir e do nada mandar um “saudades de você”? Isso desestrutura! Eu perco meu chão. E aí, frágil, eu viajo. Sou ignorada, tratada na maior secura da vida. Eu fico mal, mas tento não demonstrar. A bebida me consome, me deixa ainda mais sensível e eu escuto coisas que não devia. “Eu gosto de você, de ficar com você…” Por que, meu Deus?

Eu choro, eu fico feliz, eu misturo tudo. Olha que beleza. E nada adianta. É só diversão. É só “delicinha”, enquanto dura. Não passa disso. Pra que alimentar algo? Pra que? Não vai pra frente, não tem nada a ver. Paixão ou carência? Acho que fico com a segunda opção. Sempre foi assim. Uma viagem, alguns dias de convivência, pensamentos dominados. A paixão sabe meu fraco!

Eu penso, esqueço, penso em outro, esqueço e assim vou caminhando. SOZINHA. Será esse meu destino? Acho que preciso namorar… alguém disposto a surpreender?! Aceito currículos. Um beijo da eterna apaixonada… Ah, sábado tem festa. Quem vamos?  Só pra descontrair!

Ele me surpreendeu

Depois de ler o post do Ricardo Coiro no blog Entenda os Homens, fiquei pensando: será que algum cara já tentou me surpreender e eu não dei moral? Pensei, pensei e cheguei a alguns buquês de flores, alguns “correios elegantes”, alguns poemas com bombons e  a uma massagem a dois. Me atento ao último.

Devia ser uma sexta-feira. Recebi uma mensagem: prepara o biquini e não marque nada amanhã à tarde. Na hora, tomei um choque. E a depilação, estava em dia? Biquini? Nossa, mas e o meu corpo? Como assim? Ele vai ver minhas celulites, gorduras localizadas, estrias… AHHHH! Depois de ter um pequeno surto, super normal entre as mulheres, reli a mensagem e sorri gostoso. Ahhhh, a paixão.

Não via a hora de chegar sábado, no horário combinado. O que faríamos? Onde iríamos? O destino: Shopping Iguatemi. Meu Deus do céu. O que eu iria fazer de biquini no shopping? Só podia ser pegadinha… E não era… Paramos em frente ao Kalma Spa. As coisas começaram a ficar mais claras.

De repente, fomos direcionados a uma salinha. Abri a porta e…. uma banheira, cheias de pétalas de rosas… vermelhas! Quer algo mais romântico que isso? Fiquei olhando pra banheira inconformada. EU NUNCA TINHA PRESENCIADO ALGO TÃO LINDO, ROMÂNTICO, ÚNICO!!! “Pedi pra cancelar a champagne, porque você falou que estava de ressaca…” Maldita boca. Falei demais, como sempre.

Ok, passaram-se alguns minutos e alguém bate na porta. “Estão prontos?” Prontos pra quê, minha Nossa Senhora, eu me perguntava. Ganhei um roupão e fui levada a outra sala. Cheguei lá, duas ‘macas’ e duas massagistas. Era a hora de relaxar. Nem sei quanto tempo durou o programa pra lá de especial, mas na minha memória ele vai durar pra sempre.

Fiquei chocada. Por tudo que ele planejou. Ele não era de Campinas; mais do que vir me ver, ele quis me surpreender, me proporcionar um momento mágico. E conseguiu. O fim da história não interessa, o fato é que existem homens românticos. Eu sou a prova disso. Ahhhhhh, a surpresa!

As mulheres estão sem pudor

O bar lotado. Para ir de um lado ao outro, muita paciência. Uma amiga na frente. De repente, ela para. Fala alguma coisa e se abaixa. Era dor! O cara da frente havia pisado em seu pé.

Até minha ficha cair, demorou alguns segundos. Eu só via o cara gesticulando, pedindo desculpas. Já ela, segurava os piores xingamentos, para manter a pose.

Mas, agora vem a pior/melhor parte. O pudor. As mulheres. A falta de!

Atrás da gente, duas meninas. Rápidas e sem pudor (s. m. Sentimento de vergonha. = CONSTRANGIMENTO, EMBARAÇO, PEJO). “Moço, se você quiser pisar no nosso pé, a gente deixa”. Maoeeeeeeee. Cuma?

Não segurei o riso e nem o pudor. Falei mesmo: “mulherada sem noção”. O cara, gatinho, riu e voltou seu olhar pras duas. Não durou 2 segundos. PEIMMMMMM. Ergueu o copo e chamou um amigo. Pra conhecer as moças? Não, pra sair dali!!!

No cri cri cri, ficaram as meninas. Na dor, ficou minha amiga. Na risada, fiquei eu. Sério? Cada uma…

Um pequeno detalhe

Sim, eu tenho mágoa. Aquele dia, que podia ter sido ótimo, você estragou.

Sim, eu tenho mágoa. Eu não quero me sentir segunda opção.

Sim, eu tenho mágoa.

Você me atrai. Gosto de conversar, dançar, olhar nos seus olhos. Mas eu tenho uma mágoa.

Uma parte de mim queria esquecer e fazer jus à música: “E pra deixar acontecer, a pena tem que valer… tem que ser com você… nós, livres pra voar…”

Outra parte diz: lembra daquele dia?

A vida é curta. Os momentos não voltam.

Você. Eu. A música. Ela me lembrava outro. Agora já era. Você assumiu o posto. Vou escutar, vou lembrar. Do abraço, do dois pra lá e dois pra cá. Do rosto colado.

Eu. Você. A música. O Jorge. O Mateus. “Deixa o povo falar… eu quero ser lembrado com você”. Espera, calma. Você não vale nada. Pão com ovo? Na fome…

“A gente liga pro povo e fala que tá namorando…”

Não sei. Eu tenho uma mágoa. Os momentos…

Eu fiz uma promessa. Eu vou esquecer. Tudo. Tudo não. Quase tudo. O momento. A dança. O rosto colado. Não, isso eu não vou esquecer!

“Pra deixar acontecer, a pena tem que valer”. Eu não vou esquecer…

 

Tihany, o circo que é um espetáculo

Domingo, 11h da manhã. O espetáculo estava prestes a começar. “Em dois minutos…” De repente, a cortina se abre e algumas peças formam o rosto de um palhaço. Opa, falou a palavra mágica, só faltou o plural. Palhaços. Eles enchem o palco. Saem de trás das cortinas, do meio do povo… Neste momento, um cisco caiu em meus olhos; quase chorei. Foi lindo.

O figurino é impecável. As moças também, tenho que confessar. Cada corpão! E que elasticidade… Me chocaram 4 asiáticas. Elas não pareciam gente e sim molas. Dobra de cá, de lá… Tenso.

Entre uma apresentação e outra, um dos palhaços entra em cena. Chama o público, faz micagens e derruba um saco de pipoca nos convidados. Sim, fui uma das “sortudas”; tomei banho de pipoca. Vide foto.

Fico lembrando de cada parte do show. Não tem como escolher a melhor. Difícil. Os caras são muito bons. Na corda, andam de bicicleta, correm, giram e pulam uma outra corda. Fala sério! No trapézio, saltam de alturas em direção a longos panos. No “poste”, mostram músculos que eu desconhecia a existência.

E a hora da caixa? Parece um container. Na parte debaixo, camas elásticas. São 5 homens e uma mulher. Eles caem na cama e escalam a caixa. O show é lindo. Entre piruetas, escaladas, encenações, fica difícil segurar o queixo. Confesso que me peguei, várias vezes, de boca aberta. Só faltava o palhaço jogar a pipoca! Não, desta vez ele brincou com o cara da nossa frente.  Digo “nossa” porque não fui sozinha. Minha linda afilhada me acompanhava. Se ela gostou? Dizem que os afilhados puxam aos padrinhos… Sabe o que fiz? Pedi para ela escrever uma redação sobre o espetáculo. Confira abaixo:

Tihany

 

Hoje  fui  em  um  circo  lindo.   Lá, tinha  muita   coisa   e  chama  Tihany.  Vi  números  de  acrobacias,  também   muitas  outras coisas.  Nem  sei  falar  qual  mais  gostei,  mas  gostei da  mágica,  acrobacia,  quando eles  subiram em  um   que  não  sei  como  chama.  Aí  eles desceram  no  camarote.  Mas  eu  e   minha  madrinha  Mariane  sentávamos  na  terceira  Fileira,  atrás  do  camarote  e  tinha  uma  cadeira  no  meio  da  gente,  mas ninguém sentou.

 Adorei  também  a  hora  que  eles  se  balançaram  em  um  tipo  de  balanço, mas  não  é  igual  aos  normais; cabe  mais  gente. Eles  pularam  em  um  pano e  cairam  em  um   colchão. 

Depois  teve  corda  bamba  e  na  corda  bamba  eles  andaram  em   uma  bicicleta   que  embaixo  tinha  um  moço   girando,  mas  não  era  no  chão,    era  embaixo  da  bicicleta  em  um  negócio  de  metal. Ah, esqueci   de  contar  que  também  teve  um  cubo em que as  pessoas pulavam  em  uma  cama  elástica  e  voltavam para o  alto    do  cubo.   Além disso,    a nossa  entrada  era  a  mais  bonita. 

 

E aí, vai ficar só imaginado ou vai correndo garantir seu convite? Calma, nada de merchan. Não fomos contratadas para nada. Aliás, nem pagamos nosso ingresso. Um salve à Ígnea Comunicação, que nos deu um par de convites para um domingo mágico. Nosso muito obrigada =)