Você

Eu nem devia estar escrevendo pra você, sobre você. Afinal, quem é você?!

Temos apenas um elo: a tecnologia. Ela nos fez combinar caracteres e criar expectativas. Ela é a grande causadora da angústia que eu estou sentindo agora.

Você, ali, tão perto e tão longe. Um celular. Algumas mensagens. A criatividade rolou solta. Como será que é? Hummm, interessante.

A cada dia que passava, o envolvimento era maior. Lógico, a carência é enorme e aí, quando a gente encontra alguém interessante, se joga na expectativa.

Você, em poucos dias, supriu o vazio que me dominava. Me fez sorrir quase todas as manhãs, me fez sentir querida, lembrada. Quanta bobagem.

“Não se faça ausente a ponto de se descobrir descartável”. É assim que eu estou me sentindo. Uma garrafa pet descartável!

Acabou tudo. Acabou o encanto, a vontade de conhecer, de conversar. Tudo. Ficou somente o descaso. Por que?

Em uma semana eu descobri tanto sobre você e também falei muito de mim. Íntimos. Uma intimidade efêmera.

Eu desejei. Eu quis muito. Foi tudo em vão.

Meu celular não toca mais. Eu não recebo mensagens calorosas. Eu virei pet.

Você, por que você? Você não deveria saber, mas quantas vezes olhei para o celular esperando um único ícone. Quantas vezes esperei por um sinal, por uma resposta. Talvez um convite… Esperei, como sempre o fiz. Eu sou assim, mas você não me conhece. Eu crio mundinhos paralelos. Os meus mundinhos. Eu idealizo, eu sonho… eu escrevo!

Acabou o que nunca começou. Desejo a você toda a felicidade do mundo. Que você dedique todos os seus futuros caracteres a alguém que te faça sempre sorrir, como você me fez nestes dias que se passaram. Foi bom enquanto durou. Muito obrigada =)

Uma mensagem

Ela manda. Ele manda. Eles mandam. Todo dia. Um pro outro. E pra outras pessoas.

Uma mensagem. Um sorriso. Um conforto e alívio. Alguém ali tem. Hmmm.

Se não chega, a ansiedade aumenta. Dependendo do conteúdo, o coração acelera.

Se não é sorriso, é ciúmes. Se não é sorriso, é falta de atitude. Mas quase sempre é sorriso.

Uma mensagem. Ele. Ela. Conquista. Afeição. Carinho. Amizade. O que será que vai rolar?

Chegou uma nova mensagem!

Já ouviu falar do Tinder?

Estava eu lendo a Revista Nova do mês quando me deparo com uma matéria sobre comportamento/relacionamento. Quase não gosto. Devorei as letrinhas. Achei divertido demais e queria estar no lugar da personagem. Quem sabe?

O fato é que, na matéria, a fulaninha citava um aplicativo de encontros. Oi? Que será que é isso? Tinder, se chamava. Pouco curiosa, baixei o aplicativo na hora. Nunca ri tanto na minha vida! Acordei no outro dia com um “Parabéns, você tem um encontro”. Mas vamos por partes…

Você se cadastra e o aplicativo procura homens solteiros na redondeza (meninos, procura mulheres também. Wreal). Sim, ele procura, em um raio ‘x’, os solteirões que podem se tornam o seu próximo grande amor.

Assustei. Achei que só ia dar gente “zuada”. Nãoooooooo. Meninas do céu, baixem o aplicativo AGORA. Tem muito GATO por lá. Óbvio, existem aqueles que colocam fotos sem camisa pra mostrar o quanto suam na academia, os que colocam fotos de viagens, pra pagarem de riquinhos, os que usam só fotos de óculos – que sol, né? Maaaaas existem muitos outros interessantes!

Você tem 3 opções: mandar um X (não combina comigo, por favor não apareça por aqui mais), passar para o próximo (quem sabe amanhã você está com um humor diferente e gosta daquele solteirão que não te agradou no dia anterior?!) ou mandar um lindo <3, se o cara tiver tudo a ver com você! Aí, é só esperar ele ver sua foto e mandar o <3 também! Quando isso acontece, o programa abre uma tela linda, que me fez rir horrores, diga-se de passagem: Vocês combinam, que tal conversar? Aí, já era. Abre o chat, vocês conversam e… só Deus sabe o resto. Manda ver!

O ponto negativo do Tinder: encontrar conhecidos, primos e carinhas  com quem já  trocou algumas bactérias e não poder zuá-los (afinal, você também está ali, HELLO).

O mais legal do programa: Conhecer gente nova, que está tão pertinho de você – muitas vezes no círculo de amigos de alguém muito próximo –  e encontrar antigos affairs. Se o coraçãozinho combinar, já era. REMEMBER IT!

Bom, eu abri vários chats, mas continuo conversando com um ou outro. Poucos são, de fato, interessantes. Em outras palavras, bonitos, legais e inteligentes. Quem sabe?

Só um alerta. Muito cuidado, esse treco vicia!

Ah, aproveito e mando um beijo pro Ivan. Aquele do Tinder, que foi pro Whatsapp. Que não tem juízo, que não resiste ao encanto da ex, que é fanfarrão, sem juízo, de novo, e me faz rir um bocado todos os dias. Ganhei um amigo. Valeu, Tinder! =p

Ele é do tipo

Ele é do tipo que consegue estragar e alegrar o meu dia em questão de segundos, ou caracteres, como quiser.

É do tipo que consegue me fazer dar os sorrisos mais genuínos, mesmo estando longe.

É do tipo que se envolve com outras pessoas, mas de tempos em tempos reaparece na minha vida.

É do tipo que faz o que quer e o que promete. Se fala que vem me ver, ele vem.

É do tipo que sabe os meus pontos fracos e adora colocá-los em xeque.

Do tipo que sonha com uma Nane mais flexível e independente.

Ele é do tipo que mexe comigo.

Que tipo? O meu tipo!

Eu não sei me relacionar

Pode ligar pro manicômio, estou assinando, neste exato momento, meu atestado de insanidade. Assumir que não sabe se relacionar devia ser um dos pecados capitais. Ou seria um crescimento? Amadurecimento?

Eu não sei me relacionar. Com a família é fácil (nem tanto). As pessoas erram e você perdoa. São seus maiores tesouros. Seu, cof cof, cadê o desapego? Esse era o tema do post, mas resolvi mudar.

Amigos? Minha família vem em primeiro lugar. Não me apego. Acho que as relações duram o tempo necessário para ambas as partes se divertirem, crescerem e darem voos solitários.

Paqueras? Ó, coitada! Não lembro qual foi o meu último relacionamento amoroso de sucesso. Se for pra ser sincera, acho que faz 6 anos. Meu último namoro. OK, nada de depressão. Nesse meio tempo tive umas paixonites agudas, fugi de uns rolinhos e assim foi. Mas vem cá, por que mesmo? Eu não sei me relacionar.

Sair com o paquera junto com os amigos é fácil. Quero ver sair só você e ele. Me arrepia só de pensar. E não, não é um arrepio bom, é arrepio frio, de medo. Tenho aversão. Como se comportar? O que fazer? Sobre o que falar?

Quando penso que a pessoa quer vir me buscar em casa então, entro em parafuso. Mãos dadas? Nãoooooooooo. Eu não sei me relacionar. E não tenho certeza se isso tem a ver com meu signo. Mentira, eu tenho certeza absoluta!

Sou do tipo que me apaixono por um único beijo. Sofro sem a pessoa saber. Fico horas escutando a mesma música, lembrando, sonhando. Repito, a pessoa nem sabe o que está acontecendo. Talvez, todo o sonho pudesse se tornar realidade, mas pra quê, né? Tão mais legal no sonho… #sóquenão

Sou do tipo que me apaixono por atitudes. A pessoa nem sabe, mas quando vê, está vagando pelos meus pensamentos. Se eles soubessem… talvez rolaria algo. Mas pra quê? Tão mais gostoso idealizar. #sóquenão

Sou do tipo que curte a noite, espera um reencontro e outro e outro, mas tem medo do outro e do outro e da frequência de reencontros. Fala sério!

Por que será?

Em outra vida eu devo ter sofrido muito, só pode. Tenho medo, não quero, não gosto. Quero muito, não consigo, não gosto. Esse é o fluxo.

E alguns vão perguntar: mas e agora? Agora, o quê?! Estamos aí nos sonhos, nos pensamentos, disfarçando e andando. Se rolar, rolou, se rolar mais de uma vez, MEDO!

Uns dirão que eu preciso de terapia. Mal sabem eles que eu lavo louças todo dia. (hauhauhaua) Ai que piada ruim. Ok. Eu talvez precise mesmo. Preciso perder o medo de ser feliz, de curtir os momentos. Afinal, não quero estar em pensamentos (só eu posso colocar as pessoas nos MEUS pensamentos hahaha), quero fazer parte de momentos (oummm). Quem vai arriscar?!