Em briga de marido e mulher…

Nunca abra a janela!

Sabe como é, minha mãe sempre disse: “Filha, jamais interfira na D.R (discussão de relacionamento) das maritacas”. Tá. Achei maior loucura. Será que minha mãe está usando “dorgas, manolo”?

Não, a única droga maravilhosa que ela usa todo dia é… queijo! Um beijo para os mineiros.

O fato é o seguinte. Hoje, acordei 6h30. Uhulll. Pra quê, mesmo? Se você acha que era pra ir na academia, você errou. A chuva de hoje tem um único motivo: eu disse que ia na academia fazer matrícula. Choveu e eu não fui. Me sinto uma menina muito má. Tá.

Acordei 6h30 com duas maritacas malditas discutindo a relação. Estes dias elas haviam brigado. Não sei quem colocou quem pra fora do ninho, mas levantei assustada achando que minhas calopsitas estavam fazendo guerra de ração. Uma gritaria só.

Desta vez, levantei. “@$%@#%, não consigo dormir”. Fui meio sonâmbula até a janela e abri. Olhei pra cima, MORRENDO DE MEDO de tomar uma batizada amiga, mas olhei. Quando vejo, o casalzinho fazendo D.R. na janela do vizinho de cima. Se eu estava incomodada, imagine ele! Se bem que … ele deve ter um protetor auricular. É médico… Tá!

Elas gritaram um pouco e logo me avistaram. Nem precisei lançar o olhar 43. Saíram voando. E discutindo. Se alguém vai dormir na chuva, hoje, eu não sei, mas que na minha janela elas não vão mais… também não sei! =(

Sábia minha mãe. Sábias as maritacas. Voaram para bem longe, onde o amor reina. (?)  Ok, mão direita levantada: Prometo nunca mais interferir na D.R alheia. Maritacas, podem me visitar, tá?! Depois das 9h! Obrigada, suas lindas!

Eu odeio rotinas

Quando eu entrei (ops voltei) no meu atual emprego, a psicóloga disse algo que me marcou: você precisa se automotivar. Entendi o recado, por tudo o que passei anteriormente lá. Eu preciso me ajudar a me ajudar. É, a frase ficou sem nexo, mas é isso mesmo.

Eu sou do tipo que ODEIA rotinas. Se caio em uma, já era, baby. Toda a motivação vai por água abaixo. E não digo isso somente em relação a trabalho não. Isso é geral.

Se começo a sair com alguém e não tem algo novo, enjoo. Se começo a fazer todo dia a mesma coisa, levanto, trabalho, leio, durmo. Canso. Se…

Estou cansada. Preciso de mudança. Há alguns anos, revolucionei o cabelo. Minhas madeixas iam até a cintura. Cabelos castanhos – tingidos de preto, com californianas – lisos e compridos. Cortei, na altura do ombro. E cortei mais  e agora não tenho o que fazer. Pensei em tingir, mas né… já fui loira, ruiva, natural, tive mechas vermelhas, mechas loiras… Não tenho mais o que fazer, e agora?

Ontem me peguei pensando: que vida chata que eu estou vivendo. Cadê a automotivação? Quem me conhece sabe que eu sou apaixonada pelo o que eu faço. Mais, sou apaixonada por criatividade. E a rotina, bem, essa maldita palavra de 6 letrinhas, me roubou a criatividade. Tudo está tão mecânico…

Um dia, uma ideia, uma viagem, uma aceitação. Isso é capaz de mudar meu dia. Raro. Esse é um momento raro na minha atual vida. Hoje, levanto, tomo 5 remédios, vou pro trabalho, resolvo mil pepinos, crio cerca de 14 posts pro twitter e uns 8 pro Facebook. Pesquiso links, imagens, ideias. Xupinho quase tudo. Cadê as ideias maravilhosas que eu tinha? Sumiram!

Leio tanto que uma hora cansa. As letrinhas fogem de mim. E eu penso, o que estou fazendo da minha vida? Trabalhando por dinheiro? Uau.

Que dinheiro compra a minha paixão por desafios? Hein? Não sei. Almoço. Volto pro trabalho. Resolvo mais algumas coisas. Vou pra casa. Trabalho nos projetos dos meus freelas. Troco dezenas de mensagens no Whatsapp e vou dormir. Acordo, tomo 5 remédios…

Preciso de mudança. Preciso de agito. Preciso de motivação. Está difícil, mas né, a psicóloga foi bem enfática: automotivação. Vou tentar. Vou procurar uma academia, um namorado (esse é tão mais difícil), algumas festas pra eu sair do corpo.

Tá chato. E tem 2 meses pra terminar legal. Simbooora.

Minha TOP 5

Acabei de assistir ao filme “Alta Fidelidade”. Não indico. A não ser que você ame música e esteja meio deprimido. O filme conta a história de um cara e suas frustrações amorosas. Ele conversa o tempo inteiro com o telespectador. Na trama, tenta entender o porquê de nunca dar certo com ninguém, até descobrir o verdadeiro amor.

Pensei em fechar a tela, mas hoje eu acordei persistente. Assisti até o fim. A lição que eu tirei? Tudo na vida tem o TOP 5. Os 5 relacionamentos mais apaixonantes ou frustantes, as 5 músicas que você ama, os 5 sonhos que você almeja conquistar. Qual seria o meu TOP 5 hoje?

1) Um salário mais alto, para eu não precisar fazer freelas. Não que eu não goste dos meus, mas né, tem horas que dá uma dor de cabeça…

2) Um apartamento só meu, pra eu decorar do jeito mais criativo possível. Ah, e fazer vários esquentas por lá… Seria o ponto de encontro da galera.

3) Férias a cada 3 meses. Pelo menos uma semaninha pra eu viajar… descansar as ideias.

4) Um amor pra vida inteira ou quase isso. Uma pessoa bacana com quem eu sinta o desejo de formar uma família. Sim, casar logo (2 de janeiro de 2015), ter filhos…

5) Uma vontade avassaladora de praticar exercícios. Meu corpo, minha cabeça e minha saúde agradecem.

 

Volto daqui 6 meses pra ver se conquistei algum dos itens. Beijos de luz.

 

Hoje eu acordei chorando

Calma! Não estava chorando por causa de um pesadelo ou notícia triste. Estava chorando por causa de um anjo! Chorando por causa das coincidências…

Ontem à noite, resolvi reviver alguns chats do aplicativo de encontros. Mandei um “oi” descomprometido para alguns rapazes com quem eu havia conversado dias atrás. De repente, o celular vibrou: “você tem uma nova mensagem”.

Era algo como: “terça-feira? Apô? Hoje não dá, estou no trabalho”. A tecnologia só é boa quando funciona em tempo real. Ao invés de receber o meu “oi”, o meu “anjo” recebeu um convite que eu havia feito semanas atrás. Ah, vá.

Ok, isso não importa. Rimos do atraso e trocamos nossos contatos. Conversa vai, conversa vem, ele veio com papo de anjo. Que homem não gosta de se dizer anjo? São todos uns anjinhos mesmo… só que não.

Estava feliz. Ri da brincadeira e disse que ele precisava me provar que era mesmo um moço dos bons, com auréola de ouro em cima da cabeça. Desafio lançado, eu fui dormir.

Eu nem o conheço, mas sonhei com ele a noite inteira. O sonho foi lindo. Minha família o adorava. A gente vivia um conto de fadas. Sim, eu levo todas as minhas idealizações para o travesseiro.

O despertador tocou. Como de praxe, peguei o celular. Uma mensagem. Achei que era mais uma daquelas correntes que o pessoal insiste em me enviar. Não. Ele mesmo havia escrito.

Não vou transcrever porque não vem ao caso, mas eu chorei. Chorei porque ele passou horas lendo meu blog para me conhecer e, assim, me surpreender. Chorei porque ele realmente leu meus textos, meus desabafos e disse que se fosse pra me conquistar, faria diferente do que eu havia escrito. Ele seria, a partir de agora, o meu anjo.

Mal sabia ele o quão importante aqueles caracteres seriam pra mim. Mal sabia ele que o destino, a tecnologia ou qualquer outra energia boa, ia colocá-lo em meu caminho. Pode ser que não aconteça nada entre a gente além de amizade. Mas me conforta saber que agora eu tenho dois anjos, um lá de cima e outro por aqui.

Obrigada, Anjo. Você fez o meu dia muito mais feliz. =)

Solteira, sim. E daí?

“E aí, Mariane, não arrumou um namorado?” Bom, não precisa nem ser tia. Pode ser amiga da minha mãe, por exemplo. Todas me cumprimentam e fazem a mesma pergunta. “Uma menina tão boazinha, linda, inteligente…” Tá.

Ponto 1: eu tenho espelho em casa. Ponto 2: Não, eu ainda não arrumei. Ponto 3: Por ser inteligente é que estou solteira. Quer Coca com ratinho ou Pepsi pode ser?!

E muito se engana se você acha que eu fico bravinha com a situação. Aliás, maldita fama que eu fui arrumar. Não posso ficar quieta ou dar uma sumidinha básica que o pessoal acha que estou brava. Hello, eu sou aquela do sorriso fácil. Que tal lembrar de mim assim? Não que eu seja a pessoa mais dócil do mundo, mas né.. não sou brava 24h!

Então, não fico brava, mas também não fico feliz. Parece que sou anormal só porque ainda não encontrei alguém que me tire do eixo. Namorar por namorar não faz meu tipo, desculpa.

Não é questão de se gabar, mas se quisesse, estaria com alguém. Mas pra quê? Preciso de alguém que me faça abrir sorrisos fáceis, que tome todos os meus pensamentos, que me surpreenda, que me faça sentir saudade. Eu preciso me apaixonar! E está difícil, confesso. Quando acho que a pessoa vai ser A especial, caio do cavalo. E não, o cavalo não é branco, com um lindo príncipe montado nele. Uma pena.

O fato é que eu sonhei com casamento. Escrevi aqui e… choveram likes. Oi? As pessoas estão mais preocupadas com minha vida amorosa do que eu. Como faz? Não faz, compra pronto. Um moreno, alto, lindo e sensual, por favor. Vou levar. Isso, inclua inteligência e simpatia no pacote. Obrigada.

É, a vida não é fácil. Enquanto isso, me divirto no #Tinder com os Andrés, Brunos, Carlos, Diegos e assim vai. Quem sabe?! Estou à procura de. “Cansei de ser solteira, agora eu vou ser Head Hunter… de namorado”. Wreal.

 

O nome estava virado

Não sei como é a mãe de vocês, mas a minha tem reza “brava”, como dizem. Na verdade, o nome não seria esse. Minha mãe tem uma fé muito grande!

Estes dias, um amigo pediu que rezássemos por sua mãe, que estava internada. A primeira coisa que eu fiz: “Mãe, coloque este nome nas suas orações, por favor”.

E ela o fez. Colocou o papelzinho nos pés dos santos e rezou, dia após dia.

Mandei uma mensagem e meu amigo não respondeu.

Ontem, na madrugada, em um momento de insônia, peguei o celular e acessei o Facebook. Estava lá, a notícia que eu tanto temia. A mãe do meu amigo havia se transformado em uma linda estrela, como as crianças acreditam.

Chorei, de escorrer lágrimas. Chorei uma dor que não era minha. Chorei mesmo tendo discernimento, esclarecimento e fé. Me coloquei no lugar dos meninos. Eu, espírita, ciente da nossa única certeza – a morte -, chorando. E aí eu escrevi. Pra ele. Só pra ele. Rezei e dormi.

Hoje cedo, quando me encontrei com minha mãe, dei a notícia. Ela tirou o sorriso do rosto e colocou as mãos no peito. “Mariane, se eu te contar o que aconteceu ontem…” E continuou: “quando eu fui rezar ontem, o nome dela tava virado. Ainda desvirei, pra ler e rezar. Nossa, se alguém contar, você não acredita…”

Não que ela não precisasse de orações mais, porque orações sempre são bem-vindas, mas aquelas orações de melhoras, de recuperação, não faziam mais sentido. Provas. Religião. Fé. Orações.

Hoje, a “tia Rita” virou uma estrelinha. Amém.

Sonho meu

Essa noite foi sensacional. Acordei rindo. Essa semana estou extremamente cansada, vocês não tem base. Soltaram aqui no trabalho “e essa cara de sono aí, Mari?” Bom, justo hoje que eu dormi muito bem, obrigada?!

O sonho

Estava em casa, eu, minha mãe, ao telefone, e minha prima. De repente, minha mãe solta: “eu preciso disso rápido, minha filha se casa em 2 de janeiro, de 2015“. OIE?! Eu e minha prima ríamos muito. Acho que nesta parte do sonho, eu acordei, não é possível. “Pri, como minha mãe dá uma dessa? Eu tenho 1 ano pra arrumar um namorado, transformá-lo em noivo e preparar o meu casamento. Minha mãe tá louca”. Rimos gostoso.

Mas como nos sonhos tudo é possível (na vida real também, veremos), eu realmente encontrei alguém. Um cara de rosto conhecido. Só o rosto, eu não o conheço (uma pena). Mas vai que, né? Ele, de camisa branca, calça jeans, num curso preparatório para o casório. Os pais, mais velhos, grisalhos. A mãe é quem mandava no pai. Ela usava calça jeans, camisa e sinto largo. Parecia brava.

Pensa, o curso era no Imaculada, onde iríamos nos casar. Quanta doideira. Quanto amor. Quanta rapidez. Quanta curiosidade. Será? Juro que olharei rostos conhecidos com mais cautela. Imagina se me deparo com o cara do sonho? Pulo no pescoço. Não. Tem que ser igual em filmes. A gente se olha, fica uma eternidade hipnotizado neste olhar de “encontro”, damos as mãos, um abraço apertado e um beijo de deixar qualquer um com água na boca. Ah, os sonhos…

E você deve estar pensando,  o que eu  tem com isso? Bom, já sabe, em 2 de janeiro de 2015, você tem um casamento histórico para ir. Te espero lá. Traje country (pegadinhaaa), super gala. Ah, traga os fogos, será uma data memorável! s2

 

Coração de mãe

Não sei se faz sentido pra vocês, mas pra mim, faz total sentido. Enquanto não me amarro em uma pessoa, fico colecionando mini paixões. Me apaixono pelo olhar de um, pelas palavras do outro, pela presença de outro outro. Existe isso?

Comecei a reler os meus textos e me impressionei. Pode parecer que eu sou a pessoa mais romântica e apaixonada do mundo. Pode parecer que meus textos são para a mesma pessoa. NÃO. Pior que não são! E isso não me faz uma pessoa romântica, mas ao contrário. Uma pessoa que não sabe o que quer. Nunca soube, na verdade – me desculpe se eu te decepcionei.

Eu não me prendo, eu me envolvo, eu escrevo. E sabe o que é pior? Alguns nem sabem que ali, naquelas linhas, eu falava sobre eles.Fico pensando: e se soubesse? Talvez eu não conseguisse olhar mais em seus olhos. Sou assim, ponto. Escrevo coisas bonitas, desabafo, falo o que jamais falaria ao vivo e a cores. Depois sumo. Meus textos, em sua maioria, são pontos finais. Não deveriam, mas…

Outros, fiz questão de mandar o link. “Escrevi pra você, quando tiver tempo, leia”. E leram. E responderam. E gostaram. E se chocaram. E contestaram. “Um texto, pra mim?” É, conseguiu lugarzinho cativo na minha cabeça/inspiração. Parabéns. Dá a mãozinha pra eu carimbar o solzinho. Há.

Um, dois, três, no mínimo 4. Só no mês passado. Como pode? Podendo, sonhando, escrevendo. Quem será a próxima inspiração?! Pagando pra ver… =)

O que você quer?

Tenho medo de escrever e entregar o jogo. Tenho medo do que possa acontecer. O que você quer?

Você chegou de mansinho e foi conquistando o seu espaço. Mostrou que os gostos batiam, que os olhares eram recíprocos.

De uma hora pra outra, resolveu se fazer presente. Um presente-ausente, diria.

Tenho medo do que possa acontecer. E você também tem.

O julgamento, o proibido, o desejo. Do outro lado, a vontade, a bebida, a ação.

Será? Eu não sei, mas tenho medo do que possa acontecer.

O que você quer?!