Do Youtube para Youtuber

Ontem foi dia de falar sobre Youtube. Confesso que fui na palestra de curiosa. Recentemente, tive um cliente que queria bombar no Youtube e eu não sabia como ajudar – ele não fornecia conteúdo, aí fica difícil, né?!

O fato é que Federico  Goldenberg, Gerente de Parcerias Estratégicas do Youtube, lotou o Palco Gutenberg e nos contou “segredinhos” interessantes sobre a ferramenta de vídeos.

Vocês sabiam, por exemplo, que as gravadoras têm ganhado dinheiro com o Youtube? Na minha cabeça, elas estavam “p” da vida, por conta dos direitos autorais. Mas não. Existe um programa de parcerias do Youtube que possibilita a monetização dos vídeos.

Funciona assim: eu sou dona de um vídeo. Todo mundo começa a replicar meu conteúdo. Eu fico louca. Não, pera. Eu entro no programa, subo o vídeo original e começo a ganhar com isso. Como? Com publicidade. E aí, em todos os vídeos replicados começam a aparecer anúncios de outras marcas. E o dinheiro investido por elas vem pra mim! Uowww. Curti.

É assim que as gravadoras ganham dinheiro. Qualquer vídeo que você faça – de fotos da sua super viagem de férias, que seja -, com trilha sonora da Anitta, por exemplo, a Warner Music ganha din din. Show, né? Literalmente!

Mas essa é uma saída. Se você não quer que seu conteúdo seja replicado, este mesmo programa te dá a opção de bloquear os videos-cópia. Mas né, a não ser que você seja um produtor de filme e o seu teaser tenha vazado na web ou você tenha feito um vídeo íntimo que está tomando uma proporção indesejada, a monetização é o melhor caminho! O usuário que subiu seu vídeo ganha (ele está publicando um conteúdo que ele curte), quem assiste ganha e o dono também!

Mais uma coisa legal que ele contou: sabe os anúncios que aparecem antes dos vídeos (sim, aqueles que dão dinheiro pras gravadoras)? Então, se você aperta no “skip”, o anunciante não paga pelo anúncio. Por isso, muitas marcas têm investido pesado em fazer campanhas em até 5 segundos ou então chamadas criativas para você continuar assistindo a propaganda até o fim. Haja criatividade!

E não para por aí. Essa vai para os usuários. Se você odeia publicidade nos vídeos e sempre aperta no “skip”, o algorítimo entende isso e começa a expor menos propagandas a você! Quanta inteligência…

E pra finalizar, uma frase de impacto: o Youtube funciona como uma ferramenta de conexão com os fãs. Vai deixar essa oportunidade passar?!

1…2…3…GRAVANDO!

A Campus B – o que é, onde é e pra que serve!

Apesar de não ser uma super nerd – não jogo nada além de candy crush, não sei absolutamente NADA  sobre Star Trek e não li “O Mochileiro das Galáxias” -, essa é minha 4ª Campus. Sempre vim pra cá e usei o Twitter e o Uno como meus aliados. Nesses anos, fiz amizade com gente de tudo quanto é lugar do Brasil. Inclusive do Acre; é ele existe!

Em 2012, um amigo vivia me chamando pra ir conhecer a Campus B. Ele era fumante. Na minha cabeça, ia lá fumar e tomar uma. Como eu não fumo e não curto o cheiro de cigarro, não fiz companhia pro queridão.

Mas, eis que esse ano, eu decidi conhecer o Lado B. Guardamos as mochilas, pegamos uns trocados e fomos. Chegando lá, vários jovens e uns 3 carrinhos ambulantes. “Nossa, tem até whiky”. Batizado ou não, fiquei chocada. Enquanto nerds jogam por horas, ficam mexendo com códigos, uns geeks bebuns matam sua sede com álcool – aqui tá um calor insuportável!

Eles não pedem documento. E logo avisto um “de menor” bebendo tequila. Powww, tequila a gente bebe na balada, pra curtir, ficar mais sociável. Não? Tá.

Estávamos em 3. De repente aparece um cara oferecendo pizza. Não, ele não estava vendendo a pizza. Oferecendo mesmo. Veio sozinho. Não me lembro de onde. Juntou-se a nós. Passaram alguns minutos e nosso amigo de Uno apareceu por lá também. Mais um. Os meninos que vieram com a gente também saíram. Mais 2. Quando vi, nossa roda estava enorme.

Não lembro o nome de ninguém. Nem sua cidade de origem. Até o vizinho de barraca apareceu! Ah, também não me lembro de quantas cervejas tomamos – até ganhamos uma do entregador de pizza! Pensa.

Só sei que nesse tal Lado B, que pode ser o outro lado da Campus ou B de bebida mesmo, é muito divertido. Se não fosse ontem, sairíamos daqui sem amigos.

“Por que vocês estão sempre rodeadas?” Bom, famosas nós não somos, ainda, mas que o BOPE tentou tirar lasquinha, tentou. Fomos presas. E hoje tenho menos cabelo que ontem. QUE FASE! Sò porque estávamos contrabandeando simpatia lá pra fora. “Elas precisam é de bafômetro”. Quem tá dirigindo? Difícil não é chegar na barraca, é ir ao banheiro várias vezes na madrugada…em linha reta!

Pausa pra foto:

Taí. Hoje é aniversário de um dos meninos. 00h30 tem Campus B de novo. 00h ele precisa ligar pra namorada. Sim, nerds namoram, pasme. E xavecam também. “Eu não gosto do TInder. Comigo é na lata. E aí?” Oie?! Só rindo pra não chorar. Ou bebendo pra socializar. Hoje tem mais. B de bebida, B de… ops… TInderrrrr!

Como a Social Media modificou a publicidade

Sergio Gordilho, diretor de criação da agência Africa, apresentou a palestra “Como a Social Media modificou a Publicidade” no Palco Gutenberg hoje. Não assisti muitas palestras, mas posso dizer que até agora foi, de longe, a melhor! Talvez pelo fato de eu trabalhar na área e ser apaixonada por cases. Ele apresentou alguns…

Bom, vamos ao conteúdo. Segundo Gordilho, saímos da Era dos 3 macacos e entramos na Era dos “Todos macacos no mesmo galho”. Não há diferenciação. Atualmente, as marcas ocupam a mesma posição dos consumidores. Eles precisam assumir sua identidade e conversar de igual pra igual. Acabou o discurso unidirecional.

As marcas que não se alinharem à realidade, conversando e entendendo as necessidades dos seus clientes, morrerão.  Simples assim. Antes, vendia-se esponja de aço e pronto. Agora, o consumidor manda uma mensagem pra marca: “não compro seu produto porque ele elimina resíduos na panela e contamina  os alimentos do meu filho”. Como proceder? Se você não responde, não entende a necessidade do público, perde a freguesia, perde o mercado, fecha as portas!

O que vale é estar conectado. Você tem que conversar com o consumidor. Se ele for co-autor de algum produto seu é ainda melhor. Ele divulga, ele defende, ele vira admirador da sua marca!

As empresas precisam entender que o que vale hoje é a história das pessoas e não mais as suas. O consumidor quer se encontrar nas campanhas, quer se emocionar, chorar, se identificar. A palavra da vez é empatia. Se ele, por algum motivo, encontrar um pedacinho de si em um vídeo, em um anúncio, algo que esteja ligado a sua vida, a sua rotina e contexto, ele vai compartilhar. O ser humano tornou-se totalmente compartilhável. E ninguém quer passar conteúdo chato pra frente. Quer dividir conteúdos relevantes, legais, próximos de si e de seus pares.

Por que você compartilharia, por exemplo um conteúdo de uma funerária? Macabro, né? Mas nos EUA, milhares de pessoas o fizeram. Sabe por quê? Foi lançada a campanha (em português nada literal): “Por que esperar? Amanhã pode ser tarde. Diga algo bonito hoje”. UAU! Não me recordo o nome da funerária, mas amei a ação. Por que não dizer, hoje, o quanto as pessoas são especiais a você? Histórias, emoção, pessoas, SUCESSO!

Agora, um exemplo de conexão. Hipoglos, sim pomada para bumbum de neném. Como se fazer atual? Como inovar um produto já consolidado, que se vende sozinho, talvez por sua t-r-a-d-i-ç-ã-o? Criando um dispositivo bluetooh para fraldas dos bebês! Filhinho fez xixi, mamãe recebe uma mensagem no celular: “evite uma enxurrada, hora de trocar a fralda” (novamente, no português nada literal. Ando com amnésia).
Por fim, essa é a época da transparência. Não adianta esconder suas falhas. O consumidor vai denunciá-las e incentivar o maldito boicote. Já imaginou a crise?!

Por fim II:  antes, você, enquanto agência,  tinha uma ideia e enfiava mídia para fazer a campanha andar. E hoje? Você tem a ideia, põe mídia, cria desejo, destaca a utilidade e faz tudo isso numa veloooocidade.

Faz sentido? Amei!

#Tinder na #Cpbr7

Sou do tipo que viajo e ligo o Tinder. Não nego e não escondo. Estes dias estive em Indaiatuba. Na hora, 3G, tinder, matchs. Vai que cola…

Ontem, escrevi no Twitter. Queria achar os solteiros da Campus, que estavam no Tinder. Nem tinha chegado no evento ainda e “causei”. Alguns se candidataram, outros me desanimaram. Não liguei. Minha missão era: chegar na Campus, diminuir o raio e avaliar os mocinhos.

No meio de uma palestra suuuuper legal, acessei o aplicativo. Um, dois, três. Todos a 1km de distância. Estariam no aeroporto? Moram nas proximidades? Não, 1 km é dentro da feira. Missão cumpridaaaaaaaaaaaaaa! Deu match. Mas ainda não vi ninguém pessoalmente. Um dos chats foi um convite: vamos tomar uma lá fora? Hmmmm. Volto depois.

Tinder, já falei que eu te amo? <3

 

Mãe, tô na #CPBR7!

Todo ano é lei. Eu saio do conforto da minha humilde residência e venho me derreter dentro de uma barraca da Vivo. Ando muito até chegar no banheiro. Faço a malabarista para não molhar minhas coisas no banho. Bebo água fornecida pela Sabesp. E fico 24h no Twitter. Sim, é somente nessa época do ano que os 140 caracteres fazem muuuuuuito sentido.

Peço desculpas aos meus seguidores. Durante 4 dias eu só usarei a ferramenta para flertar (sim, adoro isso), fazer amigos e participar de promoções. Sair da Campus sem brinde não faz sentido!

Primeiras impressões? Achei a Campus vazia – mas né, está rolando um game da Intel, então os nerds sumiram -, tem água e lixo pra todo lado, o que é muito bom, não assisti nenhuma palestra ainda e não vi nerds gatos. Mas calma, não enxergo de longe e ainda não dei um “rolezinho”. Falando nele, a Locaweb está com uma promoção bacana, valendo um rolezinho de helicóptero por SP. Para minha tristeza, o passeio será no sábado, dia em que eu estarei na piscina comemorando o aniversário de uma amiga.

Por ora, só me resta aguardar ansiosa a chegada do Não Salvo. Ahhhh, a paixão! <3

O meu Réveillon dava um filme

Era 31 de dezembro de 2013. Todo mundo se arrumando. Minha mãe apareceu com um saquinho. “Mariane, tira o grampo pra mim…” Eu, toda prestativa, fui então ajudá-la. Mal sabia que era o começo de uma grande noite. O grampo saiu e entrou no meu dedo. “São nos pequenos cortes que se encontram as maiores quantidades de sangue”.

Sangrou loucamente. Comecei bem. Me troquei. Estressei. A minha face chata entrou em ação. Estava irritada, não só por isso. Coisas minhas.

A praia começava a encher. Os supersticiosos se reuniam na areia em coro. As 7 ondinhas estavam por vir. 5…4….3…2…1… Feliz Ano Novo! No meu apartamento, um tentava abrir a champagne, outro, pulava em cima da cadeira com o pé direito, os demais cantavam, gritavam e começavam a se abraçar. Não, eu não passei a virada em um hospício. Juro.

Choramos, fizemos votos de felicidades, dinheiro, amor e um namorado pra mim. Juro, todos os abraços me dedicaram isso. Eu só dizia: “amém”.

Fui na sacada e o pessoal já tinha começado a dispersar. Era hora de descer e levar uma linda rosa à Iemanjá. Peguei o celular e minha mãe se adiantou: “Mariane, não leve o celular. Eles roubam…”

Mas como eu ia tirar fotos na praia? Das rosas, das ondas, do mar? Levei.

Na entrada do prédio, aguardávamos minha tia. Tiramos algumas fotos e caminhamos.

Chegando lá, todos tiraram seus chinelos, rezaram e foram pular as 7 ondas. Menos eu e minha mãe. Com uma taça na mão, um pouco alterada, e a flor na outra, pedi que minha mãe tirasse uma foto. Ela pegou o celular e ficou tentando mirar em mim. A cena foi de cinema.

Em questão de segundos, um carinha veio correndo e levou meu celular de sua mão. Eu não tive outra reação. Saí correndo atrás dele. Perdi o chinelo no caminho, a rosa de Iemanjá ficou na areia. A taça do meu tio correu comigo.

Eu não ia desistir. Pensava nas fotos que tinha tirado, nas informações que guardo no celular, nos meus clientes (eu trabalho com Facebook e tenho todos meu clientes cadastrados ali) e, claro, na grana que ele me custou.

Corria igual louca. Na areia, só eu e o ladrãozinho correndo. Gritei. Gritei até ficar sem voz: “Pega ladrão, pega ladrão…” Pensava em jogar a taça, mas meu tio me mataria. Xingava. Em pensamento e em voz alta. Até que dois anjos me escutaram. Se levantaram e correram atrás do ladrão.

Um deles era lutador e imobilizou o filho da p#t@. Quando vi, corri mais devagar. Pensa numa pessoa sedentária – o ano todo -correndo na areia por quase 2km! Sei lá, talvez menos. Não tenho noção. O nervoso não me deixou calcular nada.

Cheguei chegando. “Cadê meu celular?”, gritei. O ladrão não tinha reação. Um dos anjos mostrou o aparelho e perguntou se era meu. Só conseguia chorar e abraçar… o estranho que havia me ajudado.

Chorava, tremia, respirava fundo. Não estava acreditando no que eu havia vivenciado. Cena de cinema. Cena que não sai da minha cabeça.

Para os curiosos, fui escoltada até a minha família, que não sabia de nada e ao me ver abraçada com o menino, acharam que era um amigo que eu havia encontrado. Ou então o futuro namorado que haviam me desejado. Nada.

Minha mãe me elogiou como nunca para o moço e eu me senti amada. E protegida.

Não pulei 7 ondas e não homenageei a mãe dos mares; consegui minha graça em cerca de segundos, minutos. Fui embora agradecendo meus mentores, meus orixás, minha proteção. Fui agradecendo a honestidade e fraternidade de poucos. Fui agradecendo pela lição que havia aprendido.

Hoje, não saio com celular. Converso com um dos anjos via whatsapp e dou risada quando lembro de tudo. Meu Ano Novo promete! E o seu, como foi?

 

Obs.: Quando peguei o celular, a primeira coisa que eu fui ver é se tinha saído alguma foto do ladrão. Sim, eu sou dessas.