“me deletou?”

Quem me conhece sabe que eu sou uma “máquina de delete”. Deleto mesmo, quem não faz mais parte da minha vida, quem nunca fez, quem jamais vai fazer. Ai que forte. Não é. Eu uso meu Facebook pra divulgar fotos da família e contar minhas proezas, não faz sentido ter pessoas que eu nunca vi na vida. Mais, que não falam comigo.

Foi o caso. Conheci no Tinder, aquele programinha de solteiros. Moreno, lindo, olhos claros (que eu só fui descobrir depois). No mesmo dia, ele ia pro bar com uns amigos e me convidou. Aham, tá. Não fui. Imagina que eu ia sozinha em um bar com um cara ‘x’ e seus amigos. Passou.

Conversamos, trocamos whatsapp. Nada de a gente se encontrar pessoalmente. Uma vez, achei que tinha acontecido o bendito encontro. Nada, era um sósia. Que azars, né? Ninguém vai entender o lance do “azars”, é piada interna e eu estou com preguiça de explicar. Enfim, passaram-se meses e eu o deletei, de tudo. Por que eu vou ter um cara no meu Facebook e no meu whatsapp se a gente não se conhece e não se fala mais?

Massssss como o Facebook adora me trollar, eis que meu nome aparece na lista dele de “pessoas que você deve conhecer”. Valeu, Marck, pela milésima bola fora. Quando vi o pedido de amizade, comecei a rir. “Lá vem mais um me perguntando porque o deletei”, pensei. BATATA! Dito e feito.

Bom, explicação dada, começamos a conversar. UMA MANHÃ inteira. Alguém diz pra ele que é pra conversar no dia a dia, não precisa compensar tudo em um dia só?! Risos³.

Taí. Ele é lindo, gente boa, da minha área ( é né?), lembrou que eu sou nerd (mas não sabia o porquê; achava que eu jogava algum game na web. Nops) e que eu vi seu sósia no Da Vinci. É dois anos mais novo e jogou isso na minha cara. Mal sabe ele que os boys magia estão me dando 22 aninhos de pura lindeza. (Hoje não teve “alguém já te disse que você está linda?” Acreditem, até separei uns trocados pro cara e ele não estava no semáforo. Que fase!)

Bom, voltando ao mocinho do Tinder… quis marcar um almoço, mas estou pagando a maldita Copa. Viu, Seleção, valeu aí. Perderam a Copa, foram esculachados pela Alemanha e até hoje estão empatando meus almoços, minha vida, meus possíveis affairs (risos³ de novo). Beijo Neymar, na sua costela, sim a quebrada.

Pronto. Mais um texto registrado. Coração bateu mais forte? hahaha Quando te ver pessoalmente, tem texto novo. Fique bem e boa viagem =)

Mais respeito, por favor!

“Entrando em um templo de Umbanda,
com muito respeito faça sua prece.
Não mexa em coisa sagrada
e não se intrometa no que não conhece.
Concentre os seus pensamentos nas coisas divinas em frente ao congá,
não mexa em coisa sagrada respeite a Umbanda de pai Oxalá.
Quem quiser chegar a Zambi tem que ser da nossa Umbanda,
tratar sempre com respeito todo povo de aruanda.
A mansão de Zambi é grande, para todos tem lugar,
suas portas estão abertas para quem quiser entrar, suas portas estão abertas para que quiser entrar”.

“Você é prima do Lucas”

Já ouviu falar de Big Apple? Pois bem, fuja dela – enquanto bebida. A bichinha é boa, mas causa uma amnésia! Se bem que pode ter sido o sorvete que eu tomei no posto também… Não? Tá!

Era sei lá que época, que mês, que dia, mas me arrastaram – quem vê pensa – para um tal de Carnalfenas. Famoso, né? Lembro mais ou menos.

Fomos em um open bus e graças a minha pessoa, chegamos atrasadas. Todo mundo esperando. Claro que seríamos zuadas. Logo fizemos amizades e bebemos, felizes e contentes, até Alfenas. Chegamos lá era de noite já, umas 21h e pouco e partiu bagunça.

Não me pergunte quem tocou. Mentiraaaa, pode perguntar. Era o último show de Chiclete com Banana antes do carnaval. Aeeeeee. Não conhecia e continuo não conhecendo uma só música. Observação: fui em dois shows deles, inclusive, um era gravação do DVD. Prêmio banana com chiclete pra ela! UHHHHHHH!

Bom, o lugar estava lotado. Encontrei várias pessoas que eu nem imaginava. Assim, mesmo, não imaginava!!! O ponto é… de manhã, quase na hora de ir embora, encontrei um ser parado do lado do Camarote. Eu sei que eu fujo toda hora do tema, mas pensa, saímos de Campinas no sábado às 17h. Cheguei em casa no domingo às 14h, SEM DORMIR. Beijos, Big Apple.

Enfim, já era de manhã, o sol estava tinindo no céu azul e lindo. Meu Frajola – sim, levei uma pelúcia que fez maior sucesso – estava imunda, mas viva. De repente, me deparo com um ser, que me disse qualquer coisa que eu não lembro. Meu sangue mineiro não nega, comecei a conversar.

De repente, o cara me fala “eu sou de Pouso Alegre”. Mentiraaaaaaaaa. “Nossa, tenho família lá…”, comentei. E aí, o que você espera que a pessoa pergunte? “Quem?” Pois não. Ele não perguntou nada. Ele apenas disse: “Eu sei, você é prima do Lucas”.

Sabe quando você coloca um porquinho da índia no centro de um círculo cheio de tocas e ele fica perdido sem saber pra onde vai? Eu devo ter ficado assim. Acho que nesta hora o álcool até evaporou… COMO ASSIM O CARA ME CONHECIA, p#rra?

Ok, foi lindo, foi. Passou. No outro dia, não lembrava nem o nome direito dele, mas fui atrás da minha prima. Contei toda a história e ela chutou: “deve ser fulano”. Me mostrou foto, mas eu não reconheci. Ah, Apple Big. Aliás, eu dei entrevista pro Programa A Liga. Fala sério. Ainda bem que não foi ao ar (risos eternos e nervosos e amnésicos).

Passaram-se meses e eu fui pra Pouso Alegre, no aniversário de um tio. No bar, com meu primo, lembrei disso tudo e perguntei: viu, quem que eu encontrei lá em Alfenas? Antes não tivesse perguntado! O cara estava chegando e meu primo nem  se preocupou em disfarçar: esse aqui. MAOEEEEEEEEEEEEE. Tá. O resto ninguém precisa saber. Beeeeeeeeeeeeeebe! Onde fica Alfenas mesmo? Tá.

Ah, antes que eu me esqueça. Prazer, prima do Lucas!

 

Macaca Velha

Fazia muito tempo que eu não escutava esta expressão. Quem ainda a usa? Não sei, quer dizer, sei sim, e o pior, usa se referindo a mim. Que beleza!

“É a primeira vez que você vem aqui?”, perguntou o cambono*.  ”Não, faz uns 7 anos já que eu frequento o centro”, respondi. Ele não hesitou: “ah, é macaca velha então…”

MAOEEEE. Macaca ok, agora velha? Chorei. E a Tia Maria começou a rir. “Macaca o quê?” Ele repetiu a expressão. Ela não se aguentou: “essa eu não sabia; vou usar sempre agora. Ela é Macaca velha”. Muitos “rs rs rs rs rs rs”, dela!

O cambono ficou desconsertado, achando que eu tinha achado ruim. Imagina… “Olha”, disse ele, “se preocupe se não te chamarem assim. Só falei que você era porque é novinha, se fosse mais velha, jamais falaria…”

Tentou consertar. Não sei se eu acreditei, mas confesso que tomei o passe mais divertido da noite. Ri super. E fui chamada 70 x 7 vezes de macaca velha. Como pode? Panela velha é que faz comida boa. E macaca velha? Cri cri cri.

* Bras. Rel. Auxiliar do pai ou da mãe de santo ou de pessoas mediúnicas em transe nos rituais de umbanda ou de outros cultos de origem africana [Masc.: cambono]

macaca velha

TAM – Transporte aéreo do mal

Eu não sei o que aconteceu comigo, mas poucos dias antes do meu aniversário, acho que tive um leve lapso de memória – saí do corpo. Tinha tanta coisa pra fazer que acabei não fazendo nada. Ia viajar no domingo, sexta-feira ficava pronta minha passagem. Quando lembrei disso? No sábado, às 18h, sendo que às 19h eu iria comemorar meu aniversário! Pensa no desespero.

Ok. Comemorei ao lado de pessoas maravilhosas, fechei as malas e fui viajar. Cheguei no Aeroporto e a moça me pediu as passagens. Dei a ela o papel que meu irmão havia buscado na agência pra mim. “Moça, isso é reserva, cadê as passagens?” Não é possível… naquele momento só queria sentar no chão e chorar. Mas não, fiz cara de blasé e ela se virou. Procurou no sistema e liberou minhas malas.

Sério, eu nunca fiquei tão retardada assim. Parecia que era minha primeira viagem de avião. Não era, mas a moça não precisava saber. Cara de blasé e partiu. Almocei, enrolei e resolvi embarcar. Na passagem, mostrava um horário: 12h40, que era do… embarque. E eu? Achei que era a hora que abria os portões! PENSA NA LERDEZA DA PESSOA.

Quando me dei conta, estava na última chamada  do meu voo (risos nervosos). Eu e minha mãe saímos correndo. Por 1 minuto não anunciaram nosso nome no microfone – pensa no MICO LEÃO DOURADO COM PURPURINA! Era o início da viagem maluca.

Entramos no avião e tcharã, do meu lado um gaúcho muito bonito. Eu não parava de rir, meu coração agitado, imagina se eu perco o voo? Me recuperei e me concentrei. Estávamos esperando as portas do avião fechar enquanto uma aeromoça passava entregando balas. De repente, essa moça me solta um “nossa”. Não teve como, geral olhou pra trás. PENSA EM UM AVIÃO NOVO! Um moço foi ao banheiro e ao sair… arrancou a porta junto! Qual a probabilidade disso acontecer, minha gente?

Ele ria de nervoso. E eu, ria ainda das passagens, da minha bananice e da vergonha alheia que meu irmão disse ter de mim e da minha mãe. E a porta lá… Ainda bem que fui no banheiro antes, imagina se fosse eu? Sério… ia sentar no chão e chorar. Sério. Era só o que me faltava…ou não!

1h e pouco de viagem. O que fazer? Dormir, óbvio. O problema é que eu perco a noção de espaço quando eu durmo e… comecei a cair em cima do moço. Minha mãe me puxou, ufa. Como que uma pessoa dessa quer arrumar namorado? Paquerar durante as férias? Fala pra mim!

Bom, a viagem foi ótima, deu tudo certo, engordei 2 kg e não encontrei o gaúcho da minha vida. Espero que a porta do banheiro do avião esteja no lugar e que o moço conte sua história para os netos. Ele ficou famoso. Acha! Fiquei sabendo que o pessoal do meu hotel estava no mesmo voo por causa dele; como esquecer do moço da porta?!

Que minha próxima viagem seja mais calma. Quer dizer, igual a essa. Ri litros, metros, quilômetros e mais aluma medida que não me vem em mente. Aliás, sabia que o nosso cérebro começa a pifar depois dos 27 anos? #%@#¨&%* Esquecer pessoas ele não quer, né? Momento DR com aquele que quer dominar o mundo. Beijos #partiu