Conselhos de um velho sábio

Vi este título no Facebook e achei o máximo. Na hora me veio quem em mente? Preto velho, claro.

Ontem era dia de centro. Faz uns dias que eu não tenho vontade de ir. Liguei pra casa pra avisar que tinha desistido. Não tive alternativa. Fui.

Cheguei lá e consegui falar com um dos guias com quem eu sempre conversava. Fui sem expectativa nenhuma. Só queria um passe. Quer dizer, queria um conselho e não sabia. Eu vivo fugindo dos problemas e das ajudas alheias. Sou do tipo que gosto de resolver as coisas sozinha. Mania de independente metida a salvadora da pátria.

De primeira, ele comentou sobre minha energia. “Você mudou sua energia!” A expressão não parecia ruim. Sim, eu tenho feito um esforço enorme para evitar aborrecimentos, para deixar a razão de lado e ser feliz. Sabe aquele lema “Desisti de ter razão, eu decidi ser feliz”? Então, virou meu. Meu, com possibilidade de ser seu também. #partiu?

Estou fugindo de brigas e de energias que me fazem mal. Sim, hoje eu sei distinguir o que é bom ou não, o que eu quero comigo e o que eu quero bemmmm longe de mim. Progresso mode on. YUHULLL!

Depois, mandou logo uma pergunta: “você tem cuidado da sua saúde?” Tendo em vista que eu estou doente há 2 semanas, acho que a pergunta fez mega sentido. Estou fazendo exercícios (ponto positivo), comendo melhor (2×0), mas continuo indo até o limite pra não decepcionar as pessoas. Será que é esse o caminho mesmo? Deixo a pergunta no ar.

Me ensinou algumas coisas e disse algo que me marcou: “pare de pegar os problemas dos outros.  Se você se meter nas coisas alheias, pode vir uma ventania e levar todo mundo, inclusive você!” Quantas vezes me vi assumindo a briga alheia, por ter mais voz… Quantas vezes, me vi comprando briga alheia… Quantas… Eu tento, mas acabo sempre vencida pela vontade de ajudar. E sim, eu me prejudico. Chega, né?

Último ensinamento, porque estou com dor nos dedos de tanto digitar hoje (risos), “quem pula a cerca, não sabe o que leva pra casa”. Claro, fora de contexto ela faz muito mais sentido. cof cof cof. A história não tinha a ver com injustiça, malandragem e infidelidade, mas achei super válida. O que passa na sua cabeça?

Reflita e seja feliz. Não? Eu refleti…

bjs fui

O problema sou eu

Aula de “Metodologia de Trabalho Científico”. Dia de entrega de pré-projeto. Tema? Confesso que fiquei meio perdida. Primeira aula e a professora botou pressão: vocês sabem o que vão fazer de trabalho final do MBA? Escorreu uma lágrima…

A gente fica feliz que o curso está acabando, mas não tem a mínima noção do que vai apresentar. Achei que tinha que fazer um mega Plano de Marketing (a especialização é em Marketing Estratégico), mas descobri que não. Assim como o TCC de faculdade, eu precisava escolher um tema e falar sobre ele, fazer pesquisas, entrevistar pessoas influentes…

Mas fazer sobre o que? De repente, a luzinha azul do celular começou a piscar. Notificação nova. Whatsapp? Nops. Tinder! Taí, Tinder, relacionamentos online, carência, ego. Achei meu tema!

Busquei as informações básicas e fui pra aula – morrendo de gripe, mas fui. Foi quase um desabafo. Problema: Por que as pessoas acessam de app de encontros? Por que, meu Deus? isso dá certo?!

Descobri que o problema sou eu. Na apresentação, comentei que havia escutado sobre alguns casais formados a partir do Tinder. Sério, todo mundo conhece alguém que levou a conversa do app para o mundo real. Mais, que hoje está vivendo de amores! Pode isso, produção?!

Achei fantástico. Deu sentido ao meu trabalho. Sim, funciona, não desista, amiga. #ficadica Sim, é um tema polêmico, atual e muito divertido. Apesar de eu ter descoberto que o problema sou eu… da boca da professora. Como pode? “Saí com uns 3 carinhas, mas não rolou…” Ihhhhhh. Tá.

Que comecem as pesquisas, as entrevistas, os resultados. Estou mega curiosa. Quem se habilita a participar?! Valeeeeeeeeeeeeeeeeeendo!

Quando uma pessoa te faz mal…

Eu sou espírita assumida. E sendo espírita, sei muito bem que para me tornar uma pessoa melhor, de luz, eu preciso perdoar as pessoas, enfrentar os obstáculos da vida e dar a outra face quando levantarem as mãos em direção ao meu rosto. A-HAM! Calma lá, antes de eu ser espírita, sou humana, como você, que está lendo.

Eu tento, eu juro. Tento engolir sapos, abstrair comentários e ações, tento me colocar no lugar da pessoa, tento ver o lado bom das coisas, eu juro. Eu tento, mas nem sempre sou feliz nas minhas tentativas.

Às vezes, sinto que estou dando passos para trás. E quem não dá? Sinto que minha fé é pequena diante dos problemas pequenos que eu enxergo em tamanho triplicado. Eu me sinto mal. E o que eu faço?

Seria fácil apertar um botãozinho e esquecer. Esquecer aquelas palavras amargas que um amigo disse pra gente, a crítica desnecessária de algum parente, a decepção amorosa que tivemos… Como seria mais fácil, se esquecer fosse uma questão de clique. Mas não é. E por mais esquecida que eu sou – sim, me pego pensando onde conheci as pessoas, o que comi no almoço e onde deixei o bendito cartão do Sodexo -, tem coisas que a gente não consegue esquecer.

Eu sou muito criticada e não tiro a razão. Eu sou do tipo que foge dos problemas. Alguém me faz mal? Deleto de tudo, me afasto e tento não lembrar do ocorrido. Se eu não posso me afastar – por questões profissionais, que sejam -, eu tento rezar para forçar um esquecimento. Tem dado certo. Só não sei até quando!

Mas, confesso, que há algum tempo, algo tem me incomodando. Uma situação que só piora. Eu tento, eu me esforço, mas eu não consigo ter sentimentos bons, eu não consigo esquecer.  Eu lembro de cada detalhe, do sentimento de nojo/revolta que a pessoa me provoca, das palavras horríveis que em um momento de fúria eu seria capaz de reproduzir. Lembro de tudo isso e me afasto. Eu quero distância, mas não é qualquer uma, daquelas impossíveis de serem alcançadas. Não quero ver mais; a presença me faz mal. Muito mal. E talvez a pessoa saiba. E talvez ela faça de propósito.

Se eu sei que isso é ruim só pra mim? Opa! Como eu sei. Mas o que eu posso fazer pra esquecer? Enquanto as lembranças ruins são mais fortes que as boas, fico aqui vivendo no meu mundinho, entre críticas, perguntas sem respostas, afastamentos, julgamentos e punições.

Hoje, eu tenho menos luz do que ontem. E a culpa é minha. Minha e da pessoa que tanto me faz mal. Por quê?!

Eu almocei alteres e abdominais

Deu 12h, saí correndo. Tinha tudo calculado em minha mente. Deveria estar na academia às 12h20. 5 minutos pra trocar de roupa. 5 minutos de esteira, pra pegar o ritmo. E treino circuito. “Vou fazer tudo bem rapidinho”, falei para o professor novo. Ou seria eu a nova da história? 1 mês já, poxa vida, hein uow.

Nunca fui exemplo fitness. Aliás, nunca imaginei ser. E não sou mesmo. Na escola, só queria jogar futebol. E ninguém queria. Jogava com os meninos … Entrei na faculdade. Adivinha? Jogos entre os cursos. Que esporte tinha? Futebol. Corri igual louca e marquei o único gol do time, na cagada. Lembro até hoje, me joguei, biquei e foi gol. Levantei correndo pro jogo não parar e nem me toquei da minha proeza. Lindo de doer.

Saí da faculdade e cri cri cri. Musculação? Ah, tá! Preferia ficar em casa lendo algum livro, comendo, mexendo no celular. Ok, em outros dias, preferia ir pra um bar, ir ao centro rezar, ir pra qualquer lugar, menos pra academia.

Acontece que desde que saí da faculdade, engordei uns 10 kg. Talvez uns 8kg, mas eu gosto de aumentar. Engordei, emagreci, mas nunca voltei ao meu corpitcho jovem – de bandeira do Brasil (foto clássica dos meus 15 anos). Me acomodei, muitas vezes, e em outra,s até tentei correr atrás do prejuízo, em vão. Fazer o quê?

Ano passado, me matriculei em uma academia. Paguei 1 ano, não fui nem um mês. Certinho! Mas chega uma hora que você se olha no espelho e não fica feliz. Você veste o guarda-roupa inteiro e nada fica bom. É nessa hora que você pensa: eu preciso fazer alguma coisa, por mim! Ninguém merece ficar em casa todos os finais de semana!!!

Então, depois de tanto hesitar, fui até a academia e me matriculei. Fui 2 dias na primeira semana. Na 2ª, queria ir a semana toda, mas sedentário não entende que as coisas são devagar. Doía tudo. Não podia nem pegar a bolsa, que havia caído no chão. Parecia uma idosa. Confesso, fiquei uns dias sem ir, pra ver se a dor passava. E passou. Que incrível!

Mas os obstáculos não sumiram. Na outra academia, o problema era o estacionamento. Era muito lotado, tinha que ficar em fila… desistia. E nessa? Bom, eu peguei gripe, fiquei naqueles dias obscuros femininos, senti dor muscular… Mas não desisti. Porque quando você vai pra academia, controla a alimentação. Quer ver resultados… Quando você fica alguns dias ausente, dá vontade de comer tudo de mais gordo do mundo, com muito refri, cerveja… Não podeee!

Não quero virar neurótica, que fique registrado. Mas quero viver melhor. Comer melhor. Me amar. Sim, esse papo piegas faz sentido. Quero sair e me sentir bem, admirada, paquerada. Quero ver que todo o meu suor deu resultado!

Posso falar? Hoje eu almocei alteres e abdominais, pensa na evolução. Muito orgulho de mim mesma. Que sirva de inspiração! =*

“Faz ela feliz”

Sabe aquele dia que você liga as músicas mais melosas, mais doídas, mais coraçõezinhos flutuantes? Hoje.

Deixei a carcaça de Mari Onça e pus a Mari Lebre pra funcionar. Ouvi 10x, veja bem, 10x a mesma música. “Cuida bem dela… você não vai conhecer alguém melhor que ela.. promete pra mim… o que você jurar pra ela, você vai cumprir…”

Alguns diriam que eu estou apaixonada, outros, carente, e ainda outros, de TPM. Os primeiros e os últimos erraram. Os do meio devem me convencer de que isso é carência. Quero provas. Mentira, quero abraços, de urso. Quero beijos demorados. Quero… Ok, eu assumo, acho que a dona carência veio e ficou.

Não tenho ninguém em mente, juro. Nem do passado, nem do futuro. Muito menos do presente, senão não teria ouvido tantas vezes a mesma melodia. Dã!

Não penso em nada, só em abraços. Acho que tenho problema. Era tudo o que eu queria. E não, não vale de irmão, de mãe… queria um abraço de proteção, de macho com ch ou com x, essa reforma ortográfica vai pirar a cabeça de geral. Quer dizer, os mais esquecidinhos vão adorar. Errando, vão acertar.

Ok, mudei de assunto.

Um abraço. Só hoje. Pode ser? Feliz eu era quando paquerava meu vizinho. Era só descer o elevador e… quem vê pensa. Era nada.

Um abraço, um beijo, uma mensagem de “quando vamos nos ver de novo?” Eu vivo bem sozinha, solteira, independente. Mas poxa, sou humana, tenho coração e sinto sim a falta de alguém comigo.

Porém, contudo, todavia, os currículos que eu tenho recebido não têm mão de obra qualificada. Então, a vida continua.

Vou ouvir só mais uma vez antes de dormir. Eu juro. E vou cantar bem alto – ainda não são 22h. Canta comigo?!

 http://youtu.be/2Q6eFRuYa2w