Eu não sou todo mundo

Projeto verão em foco. Semana de aula, academia vira almoço. Depois de suar quase 30 minutos, hora de finalizar o treino… com abdominais. 4 sessões de 20, no colchonete.  Perguntei a hora e fui limpar o pequeno colchão.

- Nossa, nem todo mundo limpa o colchonete, disse o professor, impressionado, acredito eu.

Na hora, a única resposta que me veio em mente foi a tão temida frase das mamães: eu não sou todo mundo. E não sou mesmo. Minha mãe sempre fala lá em casa, tirou, guardou, sujou, limpou… Isso se aplica a tudo. Óbvio que às vezes a gente esquece… ou deixa pra mais tarde, né?!

Mas confesso que esse era só um gancho para o meu texto. Na verdade, eu queria fazer um apelo. Mamães desse Brasilzão, dá pra escolherem outro nome pros seus filhos? Bruno, Leandro, Guilherme estão proibidos, ok?!

- Mãe, entrou professor novo na academia. Adivinha o nome? Uma chance só.

Ela acertou em cheio! Não sei se é karma, resgate ou qualquer outra coisa que eu desconheça o nome. Nãoooooooooooooooooo. Eles vão dominar o mundo ou a minha vida. PARA tudo que eu quero descer. É vizinho, ex-namorado, ex-paixão, amigo, colega de trabalho… Como pode?!

O ponto é. Professor novo. Em meia hora, ele fez mais perguntas que a Marília Gabriela faz em uma entrevista. Pior, ele ficou conversando comigo enquanto eu fazia os exercícios. Perdi todas as contas. Duvido que eu tenha feito a sequência direito. Parece dentista, que manda você abrir a boca, põe algodão perto da gengiva e pergunta como está sua família. Oie?!

Queria escrever outras coisas, mas como geralmente as pessoas encontram meu blog, pode pegar mal. Muito mal. Então, fico por aqui. Beijos de luz.

 

 

O dia em que eu me apaixonei no Facebook

Fala sério. Sempre  abominei (forte, né?) essas correntes de Câncer de Mama, desafios e bla bla bla. Mas ontem resolvi fazer um teste. Meu feeling publicitário não falha.

Entrei no grupo de Whatsapp dos meus primos e havia um print. Tratava-se do status de uma de nossas primas, falando que ela ia ser mamãe. Bom, confesso que na hora até comemorei. Achei estranho mas pensei: caraca, mais um neném. FOM FOM FOM. Mentira.

Ainda no grupo, o irmão dessa prima colocou: vírus. Vírus? Palavra mágica. Despertou minha curiosidade. Enquanto eu fui entrar no perfil dela pra ver o que estava rolando, chegou a solução de todos os nossos problemas: uma corrente de Facebook. Nãoooooooooooooooooooooooooo!

Sabe aquele lance de viajei pra Londers por 3 meses? Então, mudou o tom. Agora, você escolhe uma frase de impacto (não vou estregar a brincadeira e publicar as opções) e posta no seu Facebook.

Ok, voltamos à primeira fase. Eu sempre abominei essas correntes, mas achei uma frase de impacto interessante: “estou apaixonado por alguém, o que eu faço?” Adaptei e dei o ENTER. Mal sabia eu o que ia acontecer… mentira. Meu feeling publicitário sabia que a zueira não teria fim.

Acordei rindo com as mensagens de “boa sorte”, “corra enquanto é tempo”, “se for recíproco, se joga”, “isso é loucura, fuja”. Ô povinho desacreditado, hein? Mais amor, por favor!

Li, reli e fiquei sem coragem de dizer que era mentira. Gente, sério!? Eu jamais publicaria aquilo se fosse verdade. Eu colocaria uma música cheia de coraçõezinhos, uma frase de impacto de Clarice Lispector (risos) ou escreveria uma declaração não declarada aqui. Faz sentido?

Mas achei legal ver o quanto as pessoas não nos conhecem de verdade, o quanto se preocupam com nossa vida amorosa e o quanto desejam que a gente encontre alguém – mesmo que seja pra nos tirar de campo. Como pode?

Maldita inclusão digital! Eu não estou apaixonada, mas volto aqui pra avisá-los quando estiver, ok? Promessa é dívida. Desafio é cilada.

Beijos e obrigada pelos votos verdadeiros. Os falsos irão queimar junto com a vela que eu acendi. Xô, energia ruim!