Quem nunca? Que dê o primeiro like!

Estes dias estava eu na academia, divagando no meu momento esteira linda, quando me veio em mente: “meu, tem like que vale mais do que palavra”. Opssss, a luzinha amarela acendeu em cima da cuca. Certeza que ia ser sucesso a constatação. E não é que foi mesmo?!

Só uma observação desnecessária (sim, desnecessária, mas eu quero falar). Não me lembro se naquele dia eu havia recebido um desses likes premiados, brilhantes, de fazer os pezinhos de galinha aparecem em nosso rosto. Sabe bem? Sorrisão, entrega da idade… Pois bem, maldita memória. =(

O fato é que eu joguei a frase no meu Facebook e fui acompanhando os likes. Houve até quem comentasse – mesmo o like já valendo. Demais! E é sobre o desdobramento dessa máxima que eu vim falar hoje. Hora de fazer alongamento com o pescoço. Modo concordar. Pra baixo e pra cima. Vamos. Se não concordar, pescocinho pra um lado e pro outro. O importante é se exercitar!

Estou fitness, estou chata, estou me sentindo engajada demais. Preocupante!

Enfim, vamos combinar, faz muuuuuito sentido. Você posta uma foto e aquele seu paquerinha antigo, que hoje namora, dá um like. É o ápice do êxtase! Ele não precisou dizer nada – “tá linda, tá gata, eu pegava, uau, fiu fiu”. Nada. Ele apenas curtiu! E você? Sorriu, deu beijinho no ombro, piscou 10 mil vezes, arrumou o cabelo, olhou no espelho e pegou o celular. LARGA DELE, hein. O menino namora. Contente-se com o “like”.

Outro. Você posta foto com algum amigo e aquele seu paquerinha curte. Poooonto. Ele não precisou dizer “tô vendo, eu vi, quem é?”, ele apenas deu um clique e… entregou a mensagem com êxito. “Tá com ciuminho, tá com ciuminho…” =p

Vamos mudar de exemplo. Você postou uma indireta para aquela sua amiga chata que vive reclamando no Facebook. Ela foi lá e curtiu o post. Pronto, mordeu a isca, leu o recado. Precisou dizer algo?! Eu amo os “likes”. <3

Bom, não tem jeito. Tentei mudar o exemplo, mas os likes dos paquerinhas sempre são os melhores. E confesso, eu já dei like querendo dizer algo. Sim, o famoso “eu vi”. E também já deu “like” pra chamar atenção – “olha eu aqui, eu estou viva, me procura, me chama pra sair, diz que sou o que você sempre quis!” Existe uma música com esse final, né? Loucura, loucura loucura!

Quem nunca? Que dê o primeiro like, ali em cima! =p

Ah, os Likes… eles valem mais do que mil palavras!

Encontrei Jesus

O nome do post é sugestivo, mas confesso que o conteúdo não diz respeito à religião. Aliás, se assim fosse, seria um verdadeiro pecado. Cadê a listinha dos 7 pecados capitais? Vamos ter que colocar mais um. Anota…

Era carnaval, em Muzambinho (ô cidade boa). Não sei o dia da semana, a hora, nem a cor do abadá do dia. O show então… Só me lembro vagamente das pessoas que me acompanhavam. Pensando bem, devia ser 2011.

No meio da multidão, entre um gole e outro, um picolé que deixa a língua azul e salgadinhos deliciosos, encontrei Jesus (se ele ler este texto vai pensar: por que cargas d’água essa menina está me ressuscitando?!).

Jesus era um cara alto, mais alto que eu, vai – eu acho. Cabelo liso e um pouco comprido – por isso o apelido. Ele usava óculos. E não sei como apareceu na minha frente, na minha roda, na minha vida. Será que ele se lembra?! Eu tenho um sério problema de memória.

Sem muito rodeio. Jesus entrou pra minha listinha de carnaval. Será que nesta época eu tinha levado as pulseirinhas rosas? (divagando)

O fato é que Jesus tinha um irmão gêmeo. SIMMMM. Olha que situação. E eu estava no carnaval, sob o efeito do álcool. E Jesus tinha vários amigos Judas. E um deles veio pra cima de mim. O que eu fiz? Agarrei o cara que estava do meu lado e dei um beijo nele: “estou com ele!”

Adivinha? Sim, não era Jesus. Era o irmão gêmeo de Jesus. Que fora, que gafe, que… pecado, meu deus! Acho que meu nome devia ser Mariane Madalena. Que vergonha!

Sério. Vamos combinar, carnaval é festa, é beijo na boca, é oba-oba, mas há limites.  Me senti a pior pessoa do mundo quando olhei pra frente e vi aqueles óculos me observando de longe. Jesus usava óculos, o irmão não. A minha cara de “caraca, moleque, que dia, que isso” deve ter sido hilária. Que dó da formiguinha.

Agora, vamos combinar. Esses Judas já deviam ter aprontado com outras. Esses Judas foram muito Judas. E eu fui eu, inocente, sem memória e zuada. Como pode?

Eu me lembro da cena e tenho vontade de abrir um buraco e entrar dentro. Ai o carnaval… cada história!

Resumindo: Jesus não ficou bravo; ele me perdoou. E até veio me visitar em Campinas – Jesus é de São Paulo. Hoje, ele namora, pelo menos eu acho. Depois que eu voltei de Jerusalém, ops, Muzambinho, nunca mais nos vimos. Ele deve estar sentado à direita da sua bela namorada loira e blá blá blá.

Obs: Rezei 3 Ave-Maria e 2 Pai Nosso antes de escrever este post. Vai que… Era só apelido, gente. Era carnaval. Foi um erro. Eu não estou difamando a religião. É brincadeira, mas foi verdade. Ai, senhor.

Fui traída e agora?!

Ok, vou confessar entrei no #secret e contei meu maior segredo e minha maior dúvida: Nunca traí, mas será que fui traída? Você não precisa saber o que é #secret – mas se for curioso, adianto, um aplicativo em que as pessoas contam segredos anonimamente – para entender onde eu quero chegar. O segredo é fato e a dúvida também. Não estou escrevendo pra falar de mim, mas de um questionamento que eu sempre me faço: eu aceitaria uma traição?

Não é de hoje que eu fico inconformada, peraí, deixa eu enfatizar, I-N-C-O-N-F-O-R-M-A-D-A com as atitudes de certos homens. Eles namoram meninas lindas, que fazem tudo por eles e… as traem. Saem pra bagunça, beijam (e fazem outras coisas mais) outras mulheres e no dia seguinte, ou até na hora do pulo do gato, mandam mensagens de “eu te amo, linda”. Sério?

Quantas vezes eu não quis mandar mensagem pras namoradas dos meus amigos dizendo: abre o olho. Só isso! Masssssssssssss não cabe a mim fazer algo tão monstruoso. Meu senso de justiça precisa ser regulado… Se fossem minhas amigas, a história seria diferente. Afinal, faço pros outros o que gostaria que fizessem pra mim. Em poucas palavras, gosto da verdade, por mais que ela machuque!

Mas por que eu vim aqui? Estes dias me peguei dirigindo pra casa brava, chateada com uma situação. Mais uma vez, eu não tenho nada a ver com as atitudes e decisões alheias, mas eu me questionei: será que o mercado está tão difícil pras mulheres se humilharem tanto? Pra elas se sujeitarem à traição? Não é possível! O cara pode ser o melhor namorado do mundo, mas por um momento você não foi suficiente e ele… saiu com outra. E entre tantas outras, ele pode ir embora… de vez. Isso não passa pela cabeça dessas mocinhas? E não me venha com essa de borboletas, deixar voar, voltar… NÃOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO!

Não é possível que as mulheres não tenham amor próprio e perdoem as traições e mandem juras de amor e queiram subir no altar com alguém que busca diversão fora de casa. Gente, eu devo ter nascido na época errada só pode. Eu fico muito inconformada. Não sei se com elas ou com eles, por serem tão falsos. E sabe o que é pior? Ainda tenho que escutar que é preciso cuidado, pois o mundo dá voltas (tudo isso porque eu expus minha opinião; maldita língua de trapo). HA HA HA. Oi? Quem tem que tomar cuidado é quem está fazendo coisa errada, não é? Ou eu devo tomar cuidado por estar reparando? HAUHAUAHA

Bom, é preciso MUITO CUIDADO porque Murphy pode despertar e firmar um trato com o Sr. Cupido, fazendo o belezinha se apaixonar por umazinha que pise nele, que o faça de objeto. Como pode… O mundo dá voltas! E eu torço pra que você mude de atitude antes do looping!

Ah, e eu continuo com dúvida. Se alguém quiser me ajudar. Por que? É falta de homem, é falta de amor, é falta de valor, é carência, é desprendimento, é o que, meu pai?!

tu tu tu.

 

 

Caraca, moleque, que isso?!

Vocês sabem o que é ser audaz? Os mais simplistas dirão: quem tem audácia. Ok. Não está errado. Mas quero mais detalhes. Vou mudar a pergunta: o que é audácia?!

Segundo o dicionário online “Priberam”, audácia é o mesmo que:

1. Impulso que leva a realizar .atos difíceis ou perigosos.
2. Insolência, ousadia, atrevimento.

Interessante, né? A cara dele. Calma, não é o mesmo em que cito nos demais textos. Outro. Porque a fila não anda, ela corre.

Sou uma Tinder Girl assumida. Sem vergonha, sem preconceito, sem sorte! Uai, verdade. É cada um que encontro lá… meu pai do céu.

Era fim de ano. Estava no momento ócio e resolvi entrar no aplicativo. Dei alguns likes e os “matchs” foram aparecendo. De repente, um carinha puxou assunto. “Temos algo em comum, somos nerds”.

Começou chamando minha atenção. Quer dizer que o belezinha leu minha BIO. Ponto pra ele. (Vai somando que logo ele vai perder todos, de uma vez)

Trocamos algumas mensagens e cada um foi pra um canto, passar a bendita virada de ano. Voltei e logo o moçoilo me chamou no Facebook. Achei que poderia ser ele, o cara. Ó coitado.

Bom de papo, mas prepotente. E não digo em relação a pegar mulheres, ter dinheiro… em ser o mais inteligente de todos! Daquele tipo que você joga no Google “o cara mais inteligente do mundo” e o primeiro resultado é o perfil dele. Sei. Conta mais.

Falou, falou, tentou impressionar com a nerdice. Conseguiu? Conseguiu ser chato pra caralho. Sério. A linha entre a genialidade e chatice é tênue. Muito tênue. Ele ultrapassou.

Mas ok, deixa ele. Quem sabe? Nada de saber. Era uma tarde qualquer de trabalho quando a janelinha subiu. Adivinha? Uma piadinha com rock. Sertaneja que sou, óbvio que eu não entendi. E assumi minha ignorância musical numa boa.

Ele poderia ter deixado o meu “essa não é minha praia” de lado, mas ele resolveu cutucar a onça sem vara. Nem a curta ele usou. Audaz esse rapaz!

“Eu sei. Você é do sertanejo. Na minha concepção, quem gosta deste tipo de música é tudo acéfalo”. MEU SANTO ANTONIO, que pegadinha foi essa?! O cara fica que nem sarna atrás de mim, sabe que eu não curto o mesmo gênero musical que ele, mas continua me cercando, pra do nada me chamar de “acerebrada”? hahahaha Neologismo porco pra designar aquele que não tem cérebro – porque “acéfalo” é muito mainstream!

Eu não fiquei brava. Eu fiquei extremamente brava. Era assim que ele pretendia sair comigo, me chamando de burra? Sem cérebro? Inteligente é ele… sei. Por isso que está sozinho. Chato, inconveniente e nada flexível. Observação: eu espero não estar sozinha pelas mesmas “qualidades”. Julgo serem as minhas tags: exigente, insegura e louca. Tá.

“Essas músicas não são da minha geração…” Sério, tudo isso não tinha a ver com geração, mas educação e respeito. Imagina se todo mundo gostasse do azul? F#da a vida. Respeito é bom e todo mundo gosta. E eu frequento lugares que tocam rock. Só não escuto esse tipo de música no meu dia a dia. Simples assim.

Bom, se não bastasse o discurso barato, que óbvio, respondi à altura, ainda continuou “é tipo pessoa que assiste novela”. Aí eu não aguentei (hauhauahuaa): “Desculpa não te dar atenção, é que eu estou assistindo à novela!” (Confesso que não sei se respondi pra ele ou só em pensamento. E eu me recuso a olhar os arquivos. Acéfala que sou, posso reviver uma briga desnecessária)

Ah, vá! Rapaz, tome tento.  Eu estava quieta na minha. O senhor, se achando a figurinha premiada da Copa de 70, veio tirar meu sossego pra quê? Hein? Hobby? Meta? Desafio? “Hoje vou zuar aquela menina do Tinder”. Não, melhor não.

Assim foi. Deletei o cara. Óbvio, ele não ousou me procurar mais. Ele não era tão audaz assim. Típico campineiro. Típico babaca. Meu filho, 7 anos de azar pra você é pouco, mas eu te desejo muito amor. Assim, um amor verdadeiro, que goste de funk, ame novela e Big Brother Brasil. Quando encontrá-la, você vai se lembrar de mim. Beijinho no ombro, pra ignorância passar longe.

Leia este post ao som de: Telefone Mudo – na versão do Trio Parada Dura! =p

Eu não quero ser entendida

Eles chegaram, ficaram um tempo e passaram. Quase todos soltaram a mesma frase: eu não te entendo.

Vem cá, será que esses caras não sabem que mulher não nasceu pra ser compreendida?!

Será que esses caras não percebem que no auge da confusão, da indecisão, a mulher está, na verdade, a fim deles?! Esperando uma surpresa, uma atitude digna de quem tem colhões?! HEIN? HEIN?

Tá. Existem livros, filmes e músicas que a gente só precisa ler, ver e ouvir. Nada mais. APRECIAR. Mulheres também. Existem algumas que só precisam que você as dê atenção, carinho e um abraço bem forte. Só isso. É pedir muito?!

Eu sei que na sua cabeça eu sou louca e não sei o que eu quero da vida. Eu sei que na sua cabeça eu termino coisas que nem começaram. Eu sei que na sua cabeça eu sou incompreensível. Por que ela some e aparece como se nada tivesse acontecido? Que louca! “Não te entendo”.

Eu sei de tanta coisa e você não sabe de nada. Eu estava na tua. Só na tua. Não me interessava os elogios dos outros e seus convites pretensiosos. Não me interessava os novos “matchs” do Tinder. Era você que eu queria. Eram suas mensagens, seus elogios, seus convites.

Nada. Loucura. Indignação. Constatação. Você não me entende. Você não me entendeu. Que pena. Se você tivesse compreendido todos os sinais, talvez tivesse do seu lado uma companheira, uma amiga, uma amante; uma pessoa diferente, pra te fazer ver o mundo com outros olhos. Mas não… a Lua me traiu. Joelma, sua doida, podemos dar as mãos e sair cantarolando!

É… tudo podia ser muito diferente, se não tivesse a outra, se não tivessem as confissões, se eu não fosse eu, se eu não quisesse segurança, confiança e amor. Só isso.

Se eu não fosse eu, será que você entenderia? Também, não importa. Esse foi meu segundo término de algo que nunca existiu.

Eu tentei. De todas as formas. Eu falei de você para todo mundo, com os olhos brilhando. Eu fiz planos. Eu sonhei com dias felizes. Eu… gastei muitos minutos pensando em você, tentando levar meu pensamento até ti! Eu quis, mas não foi suficiente.

Desculpa por não ser óbvia. Você não vai mais ouvir falar sobre mim. Mas um dia vai sentir saudades daquela louca que apareceu na sua vida arrancando seus sorrisos, te levando para lugares que você jamais pensaria em ir e te deixando confuso. Espero ter te marcado como você me marcou.

Ah, se ainda estiver lendo minha confissão, não se esqueça deste singelo conselho: jamais tente entender uma mulher. Tente surpreendê-la. Você se sairá melhor. Fique bem, meu amor!

A Mariane está namorando?

Nasci em junho de 1986. Se eu era esperada eu não sei, mas vim com tudo. O meu primeiro choro já dava dicas da mulher forte e guerreira que eu ia ser.

Entrei na escola aos 4 anos. E diz minha mãe que ao invés de brincar, eu gostava mesmo era de cuidar das outras crianças.

Dos 4 aos 8 anos, meus pais penaram (que ironia do destino – piada interna com meu sobrenome) para pagar meus estudos em um dos melhores colégios da cidade: Imaculada.

Aos 8 anos, papai do céu resolveu aumentar o peso da cruz da minha mãe e levou junto dele o meu amado pai. O que aconteceu? Passei a ter 100% de bolsa no colégio. Sim, estudei dos 9 aos 17 anos de graça. Minto, pagava as prestações com notas dignas dos melhores alunos do colégio. Sempre fui muito dedicada aos estudos. E não me venha com essa de humildade. Não estou sendo arrogante, apenas verdadeira. Você sabe quantas noites passei estudando? Então, shiu!

Aos 17 anos resolvi fazer um monólogo em comemoração aos 50 anos do colégio. Enquanto os coleguinhas liam suas falas em papéis amassados de nervoso, eu falava e gesticulava um texto decorado, de minha autoria.

Fiz gente chorar, voltar no tempo, me aplaudir de pés. Era isso. Ia sair dali e prestar vestibular de Jornalismo.

Prestei 4 vestibulares, particulares, porque minha mãe não queria que eu saísse das suas asas. PS: minha mãe tem Pena, mas não é galinha (hehehe). Ah, prestei Unicamp também. Com minha nota, passava em tudo, menos Medicina e Farmácia, que era o curso que eu queria. A redação me salvou.

Falando em farmácia, sim prestei farmácia – minha intenção era criar produtos novos, inovadores e ficar famosa. Tadinha. Passei em 2 faculdades. Ficaram me ligando pra dar bolsa. Me senti A querida. Mas não era aquilo que eu estava predestinada a fazer. Então, na única faculdade em que eu prestei Jornalismo, eu resolvi ficar.

Mesmo sem meu pai, minha mãe continuou “penando” pra pagar meus estudos. Apesar de ter 50% de bolsa, ainda era um valor alto.

Aos 21 anos, estava eu saindo da faculdade e ingressando no mercado de trabalho. Fiz de tudo. Até cerimonial de casamento eu fui. Aliás, tempo bom. Adoro casamentos.

Bom, logo arrumei um emprego fixo. Os desafios foram aumentando e a rotina foi dando seu “alô”. Me inscrevi em dezenas de cursos e eventos. Viajei hein… JESUS!

Até que eu decidi fazer um MBA. Quase 2 anos indo toda terça e quinta pra faculdade depois do trabalho. Um cansaço só. Mas valeu a pena. Aprendi coisas bacanas e dei um “up” no currículo.

Voltei à rotina do trabalho e… decidi que iria fazer uma nova faculdade. Oi? É, não dou conta da meninadinha que está entrando pra faculdade hoje em dia. Então, me indicaram mais um MBA. E lá fui eu.

Quase 2 anos e agora estou terminando mais uma jornada. O que vem daqui pra frente?!

Na verdade, vamos ser sinceros, você não queria saber nada disso, né? Eu conto a real. O que eu fiz aqui agora era o que eu gostaria que as pessoas fizessem: mudassem de assunto. Deu pra entender?!

E não, a Mariane não está namorando. Tu tu tu.

Muitos queriam o meu silêncio

Sempre fui boca aberta, assumo. Falava mais do que devia. E meu horóscopo me lembrava isso todos os dias.

Geminiano curte falar, conversar, divagar. O fato é que de uns tempos pra cá, eu estou pagando pra não abrir a boca. Assumi uma postura que muitos adoraram, sem saber o perigo disso.

Me tornei mais quieta sim e maldosa também. Se as pessoas soubessem o que guardam os meus silêncios… ai papai. As pessoas falam as coisas. Eu mando aquele sorriso blasé. Minha cabeça vai a mil. Penso em tudo o que eu gostaria de responder mas não posso.

Penso coisas boas, também. Mas neste caso, eu transmito a mensagem. Agora, quando eu deixo o silêncio falar por mim, sai debaixo. Estou pensando coisas horríveis. Algumas são frutos da minha cabeça, outras, a dura realidade, que deveria vir à tona.

É isso. Estamos em 2015 e eu comecei o ano má, guardando todos os meus achismos pra mim mesma. Comecei o ano egoísta. Os pensamentos são meus. Não vou dividí-los com quem não merece. Está feliz? Um bom ano pra você. (silêncio)

 

Uma virada sem ondinhas

Quem acompanha meu blog sabe que o meu réveillon passado foi pura aventura. Um ladrãozinho de meia tigela roubou meu celular. Passei a virada gritando e correndo atrás do moleque. Sim, recuperei o celular, com a ajuda de 2 anjos.

Neste ano fui pra lá convencida de que não teria fotos com rosa branca na mão, em frente ao mar. Estava certa de que desta vez iria jogar minha rosa a Iemanjá, em troca de um belo carçudo, e pular as 7 ondas. Que nada!

Eram 22h30. Fui olhar na sacada e não tinha ninguém na praia. Não é possível… Voltei pro Show da Virada. 23h… 23h30. Apenas uns gatos pingados. Desisti de ficar regulando o movimento da praia. Sentei e me empolguei tentando ver minha prima dançando no Especial da Globo.

De repente, as crianças entram gritando na sala “tão chamando a polícia”. Saí correndo e fui pra sacada. Parecia que haviam aberto a porteira do rodeio. Era gente correndo pra tudo quanto é lado, gritando, pedindo socorro.

Justo neste ano…

Curiosa que só, desci na portaria com uma tia. Quando o elevador chegou lá embaixo, geral gritando, brigando pra ver quem entrava no elevad primeiroor. Adivinha? Nem saíamos dele. Se o povo tava brigando pra ir pra casa, alguma coisa tinha.

Arrastão. Mais de 50 homens invadiram a praia pegando tudo quando é pertence dos banhistas. Como pode? Dizem que teve até tiro. Não apurei os fatos. Só sei que mais uma vez eu não pulei as 7 ondas e nem joguei flores pra Iemanjá. Será que dá zica?

O que eu sei é que eu recebi uma mensagem assim “você não pode levar celular pra praia, hein, eu não estou aí pra te ajudar…” Como não amar? Uma vez anjo, sempre anjo.

Iemanjá há de me perdoar pelo atraso. E eu, hei de agradecer a grande proteção. Ano novo sem emoção não é ano novo, diz aí!? E o seu, como foi?!

O Inevitável jantar

Era 20 de dezembro de 2014. Última noite no resort em que fomos passar as férias. Como disseram que o restaurante “Inevitável” era o melhor, o deixamos para o último dia.  E lá fomos nós, mais arrumados e cheios de expectativas.

Chegamos lá e o clima não estava legal. Cada um que sentava, reclamava de algo. Eram as crianças dormindo, o garçon que não vinha… Eu, que carrego comigo Maria Desatadora dos Nós, apertei com bastante força o meu escapulário e pedi que todas as entidades ali presentes equilibrassem as nossas energias. Passamos uma semana inteira juntos, na paz, justo no último dia ia desandar? De maneira alguma.

Parecia milagre, juro. Do nada, todo aquele mau humor e as caras e bocas se tornaram as mais genuínas risadas. EU NUNCA RI TANTO. É sério.

Como diz meu irmão, etiqueta só na roupa. O restaurante era contemporâneo, com comidas francesas. Comecei a ler o cardápio, porque meu tio e minha mãe estavam sem óculos, e eles riam. “Eu não quero nada disso…” Escolhi por eles e boa sorte.

Chegaram as entradas. O pessoal perguntava qual prato era o da minha mãe, ela não sabia. “Não sei, uai, a Mariane que pediu pra mim…” Óbvio, ela não curtiu. Começaram a trocar os pratos. Veio tudo errado e o que veio, não os satisfez. Olhava nas outras mesas e todo mundo em silêncio, degustando os pratos. Na nossa mesa, só risada. Eu chorei de tanto rir.

Como o atendimento não estava dos melhores, meu tio resolveu puxar saco de um dos garçons. “Como você se chama?” O moço, pouco sorridente – o povo de Fortaleza tem preguiça de sorrir, não é possível -, respondeu: Thiago. Minha mãe: “Hugo?” Oie? Sério, parecia a Praça é Nossa.

Enquanto esperávamos o prato principal, que diga-se de passagem, demorou pacas, começamos a comentar histórias do passado. De repente, minha tia solta um “teve uma vez que eu fui pra Blumenau com eles, só tinha eu de mulher. Trocava de roupa atrás da cortina”. Minha mãe acho que viaja. Do nada “mas também porque você foi de camisola curtinha?” OIE?!!?!!?

Sério. Queria mais jantares como esses. Não me importo se a etiqueta passou longe. O importante é que a alegria passou bem perto e ficou! Foi um jantar memorável.

Ele

Faz 20 minutos que eu estou parada, olhando para o editor de texto. Escrever ou não escrever? O que falar? Não é me expor demais? Me precipitar? Se não estivesse cheia de interrogações na cabeça, não seria eu.

O fato é que há alguns meses, eu conheci Ele. Ele que eu coloco em maiúsculo, mas está longe de ser deus. É ser humano como você que lê este blog. Ele. Quase a mesma idade que a minha. Não muito alto. Olhos claros e um sorriso encantador.

Eu digo que o conheci em um lugar, ele diz que foi em outro. A versão dele é mais a minha cara. Internet, claro.

Nos vimos poucas vezes, mas fez um estraguinho bom. Talvez porque eu estivesse num momento ruim, aberta pra quaisquer meia dúzia de palavras legais e gentilezas. Não, não estou o desmerecendo, apenas explicando porque depois de tanto tempo, Ele, que nem foi muito presente, entrou pra galeria dos mocinhos que me marcaram.

Foram meses trocando mensagens. A cada luzinha amarela do celular, um sorriso estampado no rosto. E quando a mensagem vinha com um convite? Parecia ter visto um bando inteiro – passarinhos verdes, azuis, roxos, vermelhos… Os problemas desapareciam na hora. Era muito bom, confesso.

Masssssssssssssssssssssssssss, como eu não sei me relacionar e fico reparando muito nas pessoas, talvez procurando algum motivo pra eu me afastar – sou dessas -, eu encontrei um motivo que me deixou mal. Tinha outra na parada. E a briga seria desleal.

Alguns vão pensar: mas você, que é toda forte, confiante, negou a raça? Sim, eu neguei. Pulei fora. Competir não faz meu tipo. O obstáculo era grande e eu não venceria apenas com minha meiguice momentânea.

Eu fui guardando aquela desconfiança comigo, até que não aguentei e num momento de impulsividade, eu terminei o que não havia nem começado. Falei o que eu estava sentindo. Sem rodeios. Pá pum. Daquele meu jeitinho peculiar.

Óbvio, ele não curtiu. Quem era eu, naquela altura do campeonato, pra julgá-lo? Pra definir verdades em sua vida? Eu nem o conhecia direito…

Bom, ele não desmentiu nada do que eu disse, apenas se adiantou a me chamar de louca, de uma forma sutil. Porque a única pessoa que não sabe o que é sutileza sou eu!

Eu demorei pra ler o que ele havia me escrito, mas li. Assim como as minhas palavras não haviam o agradado, as dele não haviam sanado minhas dúvidas. Palavras… às vezes não significam nada, apenas letras de mãos dadas!

Continuei com dúvidas, me sentindo a pior pessoa do mundo, e agora sem suas mensagens. Sem vê-lo. Aliás, encontros tivemos poucos e talvez essa tenha sido a chave do negócio.

A dúvida é cruel. A certeza machuca, mas ela põe ponto final. A dúvida não. Ela machuca. Ela dá esperanças. Ela faz surgir novos sentimentos. Ela… tem alguém que gosta de dúvidas?!

Eu não sei se ele curte a outra. Se ouviu meus conselhos e foi atrás dela. A única certeza que eu tenho é que eu jamais conseguiria estar no mesmo ambiente que os dois. Eu imagino os olhares – porque eu acho que recíproco -, eu imagino as mensagens privadas, eu imagino… Na verdade, eu imaginava. Consegui virar essa página. Mas não apela. Não sei se na prática seria tão  desprendida assim.

Ele. Chegou de fininho. E não sumiu. Continua me cozinhando na dúvida. Continua aparecendo quando dá na telha. Continua me fazendo sorrir com suas mensagens. Continua jogando na minha cara o que eu perdi sendo eu!

Eu devo mesmo ser louca. Daquelas que termina o que nem começou, que quer tudo pra ontem, que é dona da verdade, que é mulher, e tem intuição… Não coloco minha mão no fogo. E não quero mais pensar nisso. Chega, né?!

Se tivesse que dar certo, já teria dado. E eu teria sido feliz. Eu gosto de você, da sua companhia. Eu gosto do seu sorriso, do seu olhar, eu gosto até do seu jeito perdido de não saber o que fazer, do seu jeito de falar e lembrar das coisas.

Eu gosto da lembrança. Ela é minha e ninguém tira. Obrigada por fazer parte do meu passado. Você é a lembrança boa do ano que se foi! Fique bem e cuide bem dela, mesmo que ela não seja quem eu imaginei!