Eu me tornei aquilo que eu mais odiava em você

Não, não é recalque. Não, não é saudade. Ou é? Sim, é reflexão do dia. Por que, meu Deus?!

Dizem que nós reparamos nos outros algo que incomoda em nós mesmos. Mas tem essa de reparar em algo que você ainda não é? Ou não era?!

Senta que lá vem história. Era meados de julho de 2014. Conheci um carinha. Não era o meu tipo, mas naquele momento, me chamou atenção.

Saímos uma vez. Foi extremamente constrangedor. Sério. Lugar mega romântico pro primeiro encontro. E com aquelas mocinhas que insistem em vender rosas nos bares e restaurantes. Elas são uma praga. Será que eu também sou!? #reparando #reflexodosoutros

Ok. Achei que seria o primeiro e o último, mas não foi. Ele morava a 2 km de casa. A gente se via 1x por mês. Sim, 1x por mês. E não, não era pra causar saudades. Não era porque ele trabalhava fora. Era, simplesmente, por incompatibilidade de agendas. Acredito eu.

No começo, trocávamos mil mensagens. Mais pro final, tinha que implorar um ‘oi’.

Contexto feito. Prazer, eu! Eu odiava o fato de a gente não se ver toda semana, de a gente… Eu odiava o fato de ele não me responder mensagens na hora… E?!

E que agora eu não tenho tempo pra conhecer ninguém, eu não respondo nada na hora, quando respondo (se você não ficou no vácuo, diga amém). Meu Deus, eu virei ele. Como pode? Nããããããão.

Agora eu entendo. Eu mudei de área no trabalho. Não respiro mais. Celular? Só quando toca e eu conheço o interlocutor. Não dá tempo de ver mensagens. Depois do trabalho, academia, curso… quando eu vou ver, estou respondendo mensagens do dia anterior!!! E pra sair? Pergunte a alguém que me convidou para tal… chuto dizer que pode ter convite completando aniversário!

Não, fala que não. Só falta eu…  Que vida, cruel, a minha.

Meu Doce Novembro

Estes dias estava conversando com algumas pessoas do meu trabalho sobre relacionamento. Uma delas me deixou intrigada: “Mari, você passa a imagem de descolada, independente, que não quer se envolver, que quer curtir uma noite só…” Sério? Eu confesso que fiquei surpresa. Essa pessoa não me conheceu nos meus 18 anos. Talvez essa fosse a Nane jovem. Eu cresci, eu amadureci, eu mudei meus hábitos…

“Mas você, na verdade, é toda quadrada, romântica, espera encontrar alguém…” Isso. Essa sou eu. A romântica, que ainda espera encontrar sua alma gêmea. Alguém especial que tenha sido guardada todo este tempo pra chegar na hora certa. Ou errada, sei lá. Chegando até mim…

Bom, o fato é que eu saí daquela conversa pensativa. Eu estou fazendo meu marketing pessoal totalmente errado! Como assim? Olha a impressão que as pessoas têm de mim! Por isso que eu estou sozinha… A cabeça foi a mil. E os dias se passaram e eu meio que esqueci.

Mas hoje, domingo lindo, estava em casa de bobeira e resolvi assistir novamente a um filme. Não se trata de qualquer longa. Aquele que por muitos anos eu disse ser o meu filme preferido! Confesso: eu não lembrava de uma só cena dele. Confesso momento dois: é um dos meus preferidos, mas “Como se fosse a primeira vez” está alguns pontinhos à frente hoje em dia. Está vendo, sou romântica!

Assisti e, óbvio, chorei horrores. Cadê o meu doce novembro? Até hoje, pra mim, este mês foi dúbio. Aniversário da minha mãe, motivo de alegria, aniversário do meu pai, motivo de saudade. Mas mesmo assim, novembro. Pra quem não assistiu ao filme, sugiro uma pipoca, refri e lenços de papel. Mais, uma reflexão sobre o rumo que você tem dado a sua vida. Não assista por assistir!

Enfim, eu sempre fui muito envolvida com meus estudos, trabalho e corpo, por que não?! E neste fim de semana, um cara que nem me conhece me surpreendeu (eu adoro surpresas e acho que este sinal eu mandei corretamente). Encontrei no Tinder… Perguntou o que eu fazia. Na brincadeira, respondi “sucesso”, depois passei a agenda da semana.

Ele riu da piadinha e mandou um “e onde entram os relacionamentos aí?” Então… não planejei um horário pra eles! Meu tempo está dividido em outras coisas e… não tenho pensado muito nisso. MENTIRA. Eu tenho sim. E eu não escondo. Não são apenas cobranças familiares. São cobranças pessoais. Por que eu sou tão exigente? Por que eu passo uma imagem errada sobre mim? Será que um dia eu vou ter alguém que seja apaixonado por mim e mude minha vida da água pro vinho?

Entre tantas perguntas sem respostas, eu fico aqui, no meu mundinho, esperando o cavalo branco, o sapo, o príncipe que não precisa ser encantado, mas sim educado, respeitador, trabalhador, engraçado, inteligente, bonito – aos meus olhos – e apaixonado por cada imperfeição que eu tenho – e eu não falo de celulites, estrias, pintinhas ou espinhas.

Falta muito pra novembro?!

Eu cheguei naquela fase!

Eu sempre li textos/matérias falando que os verdadeiros amores nascem de grandes amizades. Abri minha lista de amigos do Facebook e vi as possibilidades. Nulas. Os amigos verdadeiros estavam namorando. PS: namoradas super legais, que eu adoro de paixão. Os colegas, bem, os colegas são colegas, então não rola nada. E os amigos solteiros? São amigos, poxa!

Massssssssss só agora eu estou começando a entender esse lance de namorar amigo. Não precisa ser meu amigo. Pode ser amigo de um amigo, né?! Por que não?!

O fato é que eu cheguei naquela bendita fase de que o novo é meu desejo de consumo e o amigo, aquele conhecido das antigas, é a possibilidade da vez.

Sabe aquele paquerinha de quando você tinha 14 anos? Então… ele pode voltar a fazer parte da sua vida. Aquele olhar que ele nunca dirigiu a você, pode estar agora lindo e conquistador mirando seus passos. Bem por aí.

Nunca achei que fosse chegar a este ponto. Balada não me atrai mais. Encontro entre os amigos preenchem meus finais de semana. Vai que um amigo do amigo… Ai gente, eu vejo cada foto no insta. Dá vontade de falar “não vai apresentar, não?!” Mas eu não faço. Não é da minha índole dar uma dessa. Alguns diriam, bêbada certeza. Eu vos digo, não estou bebendo mais. Blé! Ok, se você viu foto minha de cerveja deve estar pensando: mentiroooosa. Eu vou beber, mas quando der na telha. Não vai ser todo dia, todo fim de semana. Vai ser um brinde, com um amigo aí! =p

Cheguei na fase. E acabo rindo de mim mesma. Como pode? Em 1900 e bolinha a gente podia ter tido um lance, um romance e nada. Aí hoje, quando estamos mais gordinhos, com menos cabelo do que antes (risos), a história vem à tona. Que mundinho. Que nostalgia. Que desejo repreendido, hein?! Conta mais!

E não, pretendentes, eu não encontrei ninguém, ainda. Ok, já. Mas o tum tum não bateu forte. Mas curti essa fase. E dos detalhes. Por que será que as pessoas lembram de detalhes e eu não?! “A gente se conheceu em 1999, eu lembro…” OI? Eu não lembro, mas contaí que eu adoro essas histórias. Vai que meu cérebro resolve mostrar o ZAP!

Se você fez parte do meu passado, foi a fim de mim na escola ou na faculdade, tipo assim, e estiver na mesma fase que eu… vamos tomar um café? Ok, abro uma exceção. Uma cerveja? Um vinho? Adoro conversar. Só isso. Saio pra conversar. Não? Simmmmmm. Que fase! Procura-se amigo com dom de namorado! Ah, e que seja insistente. Eu sou do tipo que adora conversar pela internet, mas evita ao máximo contato real. Sou sincera. Sempre!