O título vem antes ou depois?

Quando você vai fazer um texto ou uma redação, você começa pelo título?

Eu, quase sempre, sim. Mas aprendi que às vezes ele vem do nada, outras vezes, preciso escrever tudo pra depois ter o insight final.

Ontem foi assim: deixamos o título pra depois. Eu e minha afilhada, na missão lição de casa de redação.

Sabe o que é felicidade? Sim, existem diferentes respostas. A minha, ontem, foi ver a evolução da minha pequena.

De um meses pra cá, ela passou a questionar, a ser mais criativa, a viajar na maionese!

Precisávamos, ops, ela precisava criar um super herói e um vilão. O super herói deveria ter uma missão e, claro, vencer o tal vilão.

Eu confesso que fiquei com os dedos coçando pra buscar o note e fazer a redação também. Mas né, o foco era ela.

Começamos pelo nome dos personagens. Como a heroína ia se chamar. Sim, meninas ainda parecem ter predileção por personagens femininas. E a vilã? Fomos buscar o significado dos nomes.

Qual era nosso problema? Então, quem iria salvar a população?

O problema era uma substância venenosa que transmitia ÓDIO. Sim, trabalhar com sentimentos sempre é mais fácil. Então, a heroína deveria prezar pela saúde do povo, uma personagem saudável, do bem: Vick! Sim, pode ser coincidência ou não o nome do remédio que a gente usa no nariz (risos).

Difícil achar um significado de nome ruim. Alguém já achou? O mais próximo de vilã que conseguimos foi Monique, a solitária, sozinha, que queria dominar a cidade para uma experiência com clones.

Taí. Viajamos na maionese. E ela fez a história sozinha. Ia me perguntando e lendo o parágrafo, por afirmação mesmo.

Demorou. De linha em linha, a história foi surgindo. “Mas o que tinha no copo?” “Quem deixou o copo ali?” “Qual foi a grande contribuição da heroína?” “O que aconteceu com aquela cidade?”

Ficou lindo. Espero que a professora goste. Aqui em casa foi nota 10. Pela superação, pela evolução, pela criatividade. Que orgulho da madrinha!

PS: sim, este é um post coruja, mas não só. Fica aqui a minha dica para mamãe, vovós, primas, irmãos que fazem lição com as crianças. Não deixem eles caírem no simplismo para acabar a lição logo. Façam eles usarem a imaginação. Questionem, deem dicas, parabenizem. Faz toda a diferença!!! =)

PS2: Ainda estou pensando em montar meu grupo de Redação para crianças! <3

O Vô João, a caridade e a entrega!

Há muitos anos eu escuto a mesma frase: “Como dizia o Vô João: façam caridade, meus filhos”.

Vô João era um senhorzinho fofo, repentista, catireiro, Malufista e espiritualista.

Morreu em 94. Deixou um legado grande.

Confesso que não me lembro de momentos, mas minha mãe diz que eu vivia conversando com ele.

Tinha 8 anos. Era curiosa. Ele gostava de contar histórias…

Meu avô. Meu ídolo. Alguém que guardo em meu coração e em quem me inspiro.

Fazia caridade como ninguém. Pegava morador de rua e levava pra casa, pra tomar banho, dar comida. Passava de porta em porta pedindo mantimentos pra fazer cestas básicas… Exemplar.

E o seu legado?

Foi com muita alegria e paixão que ano passado eu aceitei fazer parte de um projeto lindo. Eu e meu irmão. Os dois netos de Francisco, ops João.

Um projeto que nasceu há 2 anos em SP e veio pra Campinas com o esforço e dedicação de nossas primas, por parte de pai.

A palavra é ENTREGA. Entrega por SP, Entrega por Santos, Entrega por CAMPINAS.

Um dia especial em que a gente se entrega. A gente senta no chão. A gente aperta mão. A gente dá beijo. A gente dá atenção.

A gente. Um grupo de amigos, sem ligação com política ou religião. Voluntários, que trocam uma noite de sexta-feira de balada por uma noite de caridade, de doação.

Muitos perguntam: mas como funciona?

Geralmente, os encontros acontecem na última sexta-feira do mês. A gente se encontra na Aquidabã, próximo a um carrinho de Hot Dog. Ali, separamos as roupas e calçados que recebemos de doação. Masculino. Feminino. P. M. G. GG. 34. 35. 36…

Em seguida ou ao mesmo tempo, uma equipe monta os kits. Sim, além de nos entregarmos, levamos um kit super especial para cerca de 120 moradores de rua. Trata-se de uma sacolinha com lanche fresquinho (feito no dia), água, bolacha doce, bolacha salgada, pipoca Nhac, sabonete, papel higiênico, pasta de dente, escova de dente, camisinha e MEIAS.

Tem edição que entregamos cobertores também. Conseguimos até um parceiro, de SP, que vende cobertores a preço de custo. Caridade, meus filhos!

Tudo organizado, dividimos os carros e saímos em busca dos nossos amigos das ruas. Carros em pisca alerta. Celulares a posto, para acompanhar as notícias de cada rota. Às vezes precisamos fazer 2 caminhos, pra não acumular voluntários no mesmo local.

É um pedido de licença. É um oi. É uma conversa breve ou longa. É uma entrega.

Entre tantos nomes, tantas histórias, uma única certeza: nós somos muito pequenos. Quanta inteligência existe na rua. Quanto amor. Quanta entrega…

É lindo de ver, de viver, de conhecer. Ficou curioso? Vem com a gente pra rua. Amanhã tem a entrega de fevereiro. Confira tudo aqui: https://www.facebook.com/entregaporcampinas/

Ele vai ser pai

Sabe aquelas paixonites que você nunca esquece? Que adoraria rever pra saber se mudou alguma coisa ou continua encantador?

Lembro como se fosse hoje. Aquela festa. Aquela fantasia. Aquele beijo.

Um beijo que era bom demais. Que durou o suficiente para marcar.

Os anos passam. As pessoas se distanciam. E eu escrevo. E divulgo.

Sempre quis notícias. Nunca as tive. Até ontem.

Maldito bendito Linkedin. Ele resolveu dizer aos meus contatos que eu estava comemorando aniversário de empresa. Mentira. Faltam 2 meses ainda =S

E aí, eu comecei a receber mensagens de parabéns. Algumas de pessoas que eu nunca vi na vida. E uma, dele.

Como sempre, tentei tirar proveito da aproximação. Se tivesse que definir minha curiosidade em uma frase seria: “quem pergunta o que quer, escuta o que não espera”.

Fiz uma brincadeira: e aí casou? tem filhos?

E ele respondeu SIMMMMMMMMM!

Casou ano passado. Está “grávido” de uma menina. Sabe pra quando? Junho! Imagina se ela nasce no dia do meu aniversário?!

Quem sabe era isso que ele precisava pra se lembrar de mim como eu me lembro dele…

Estou muito feliz por ele. Eu juro. Mas ao mesmo tempo triste. Eu ainda tinha esperança de reencontrá-lo. Não solteiro. Não é isso. Mas queria vê-lo. Queria conversar. Relembrar o passado…

Mas né, o destino, mais uma vez, gritou bem alto: ”E todos a sua volta se casarão e… você estará lá curtindo, compartilhando e comentando”. Amém!