O que os olhos não veem…

Eu sempre fui muito impulsiva. Daquelas que termina algo que nem começou. SEMPRE. É que eu me envolvo com muita facilidade, eu sofro por antecedência, eu imagino demais. Alguns diriam: isso é insegurança. E quem vai negar? E é, sô!

Estávamos na balada. Tudo lindo. Eu, ele, alguns amigos. A balada estava vazia, mas ao passar dos ponteiros, começou a lotar. Gente bonita. Mulheres bonitas. Ele alto, olhos claros. Chamando a atenção. Ao menos na minha cabeça.

Ele tirou uma pra dançar. Me segurei. Logo fui “tirada” também. Não era troco. Não era nada. Era diversão. Era dança. EU AMO DANÇA.

Passou um tempo e cadê ele? Foi dar uma volta com os amigos. Não podia julgar. A época, a situação. Tudo pode.

Quando o encontrei, tomei uma decisão: ir embora dali. Juntei alguns amigos e parti. O que mal tinha começado, estava terminando (que novidade!).

Passei a noite pensando nos piores roteiros de filmes da vida real. Ele com outra. Ele com a outra. Ele. Outras. AHHHHHHHHHHHHHH. Que noite.

No outro dia, ele não dirigiu uma palavra se quer a mim. Teria acontecido o que eu pensava? Esperei comentários. Nada.

Somente no fim da noite, a loucura mudou o rumo. “Ela nem se despediu de mim. Não me avisou”.

Um abraço, uma pergunta, a minha resposta, a resposta dele. Que mal entendido. Que criatividade. Ou não.

“Deixei você livre na balada, pra curtir com os amigos, com as gatinhas…” Encontre o sujeito ciumento da frase (risos).

“E quem disse que eu queria curtir as gatinhas?” Momento cara de “oi?”, sofri à toa, nem dormi, ahhhhh, por que?!

Alguns dirão: que fofo! A-ham. Fofíssimo, se no outro dia não voltasse a sumir. A ignorar. A… deixa pra lá. Foi bom enquanto durou. Foi sofrido enquanto pensava. Foi… E indo, acabou.

O que os olhos não veem, a paranoia inventa.

Pensa numa vida cheia de grandes invenções…

Essa foi só mais uma!