Carta aberta a você

Sabe aquele dia que tudo de ruim aconteceu? Então, era naquele dia que apenas um sinal de vida seu mudava tudo.

2 anos. 2 tentativas. 2 aprendizados: uma pessoa pode fazer bem e, ao mesmo tempo, mal a você e “sem expectativas” é só da boca pra fora.

Eu já tive muitas paixões. Tem dias que me pego contando os mocinhos; vendo se não esqueço de nenhum. Paixões fortes, marcantes, daquelas que a gente lembra sempre. Lembra de palavras, de momentos… Como é divertido. Agora, né? Porque na época… ô sofrência.

Então, você entrou para esse hall. Tão pouco tempo. Tão marcante. Já disse em outros textos. Você não tinha nada a ver comigo, mas apareceu no momento certo. E deu tudo errado. Ô cupido malandro.

Quanto eu chorei. Quanto eu desejei. Quanto eu me odiei. De quanto em quanto, eu me apaixonei!

A vida deu suas voltas e você ressurgiu. Eu falei tudo que estava guardado comigo. Regado a àlcool, ok. Mas falei. E você ouviu. Não sei como. Você nunca deu muita atenção ao que eu falava. Ficava só reparando. O que será que se passava na sua cabeça?

Eu sempre fui muito baladeira. Mas você conseguiu me fazer ter vontade de sair somente com você. Eu enrolei. 1… 2… 3… dizendo que estava cansada, ocupada… Tudo mentira. Eu estava com você. E você? Sei lá…

Tentei fazer diferente. Tentei ser “bonitinha”. A gente não pode tentar ser o que não é. Nas duas tentativas, você sumiu. Medo? Falta de vontade? Não sei. Sim, eu estava apaixonada e não tinha vergonha de demonstrar isso. Nem pra você e nem pra ninguém. Eu falava tanto de você…

Eu estava na sua. Sem expectativas. Ok, mentira. Com muitas expectativas. Achava que agora ia dar certo. Mas não deu. Um dia, quem sabe…

O seu olhar, o seu beijo… era tudo o que eu queria. Todos os dias. Não. Exagerei. Ai como sou exagerada. Assim enjoa. Mas queria notícias. Sempre. E né… você não é desses.

Esta semana você sumiu. E eu prometi que foi a última tentativa. Chega, né? A gente pode gostar de outrem, mas deve gostar de si mesmo primeiro. Não é clichê, não é piegas, não é estória para boi dormir. É real!

Você me fazia muito bem, mas, ao mesmo tempo, muito mal. E acho que você nem tem noção disso… Talvez na sua cabeça, eu seja a insegurança. Eu, que vivo rodeada de festas, de tinders, de happns… eu…

Não, eu não fiz nada. Eu lutei pelo o que eu queria. E eu perdi, de novo. Mas eu sei perder. Já perdi tantas vezes… Já chorei tantas vezes… Já me levantei tantas vezes… Já me apaixonei de novo tantas vezes… E as vezes vêm com o tempo. É, quem diria… eu aprendi a esperar!!! Esperar o tempo amenizar as coisas. Esperar você não dá mais. O seu tempo é diferente do meu. Muito diferente.

Eu quero que sejas muito feliz, como sempre quis. Quero que se arrume de novo, que seja muito amado. Juro, eu quero. Você merece!

E que você arranque sorrisos por aí com mensagens de “oi”, com doces de leite e casquinhas… com momentos memoráveis. Obrigada por fazer o meu começo de ano ter sentido!

Essa carta foi aberta… mas foi pra você. E foi pra mim… Foi para um “nós” que não vai existir!!!

Obrigada por tudo. Seja muitoooo feliz =) Você marcou, pra sempre!