A culpa é minha?

Sabe aquele lance de “a culpa é minha eu ponho em quem eu quiser?”

Então, as pessoas têm levado muito a sério. Calma aí meu povo, isso é uma brincadeirinha. Será que vocês não entenderam?!

CULPA. Essa é a palavra da semana. Talvez do mês.

Uma dúvida: a culpa que os outros colocam em mim é minha mesmo?

Se algo é esquecido… a culpa é minha.

Se um nome é trocado… a culpa é… minha.

Se uma pessoa não gosta de mim… culpa total minha.

Se algo está fora do lugar… a culpa é minha, claro.

Se eu estou solteira… culpa minha. É, essa acho que é mesmo (risos).

Sério. Tenho vontade de fugir. Sair correndo. Sumir (eu gosto de sinônimos).

De fazer a louca… gritar. Por um fim nisso. Mas não. Guardo pra mim. Quer dizer…

As pessoas não têm a mínima noção de quão prejudiciais são suas palavras, seus julgamentos…

Eu estou cansada.

Cansada de ser culpada de tudo… de me sentir a pior pessoa do mundo. De achar que eu estou errada por algo que eu não fiz.

Eu não tenho que me lembrar das obrigações dos outros.

Eu não tenho obrigação de saber se as informações que chegam até mim são verdadeiras.

Eu não tenho que agradar a todos. Principalmente pessoas que mal me conhecem e já me rotulam por conta do que escutam. Cuidado com as fontes!

Eu não tenho que por tudo no seu devido lugar.

E, definitivamente, eu não tenho que ter alguém só porque os outros cobram.

Faz sentido?

Já dizia John Green que “A culpa é das estrelas”. Se ele conhecesse as pessoas que convivem comigo, diria que a culpa é de quem? MINHA, claro.

Eu não mereço isso.  Eu juro.

2 thoughts on “A culpa é minha?

  1. “Um homem louco, sabendo que Buddha seguia o princípio do grande amor que advoga dar o bem em troca do mal, foi ter com ele e ofendeu-o. Buddha estava silencioso, apiedando-se da sua loucura. Quando o homem terminou com a sua ofensa, Buddha perguntou-lhe dizendo: ‘Filho, se um homem recusar um presente que lhe é oferecido, a quem deveria pertencer?’ E ele respondeu: ‘Nesse caso de­veria pertencer ao homem que o ofereceu.’ ‘Meu fi­lho’, disse Buddha, ‘tu criticaste-me duramente, mas eu recuso-me a aceitar a tua ofensa, peço que a guardes para ti. Não será isso uma fonte de miséria para ti? As­sim como o eco pertence ao som, e a sombra à substância, assim a miséria colherá o prevaricador sem hesitar’.”

    ;)

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