A Mariane está namorando?

Nasci em junho de 1986. Se eu era esperada eu não sei, mas vim com tudo. O meu primeiro choro já dava dicas da mulher forte e guerreira que eu ia ser.

Entrei na escola aos 4 anos. E diz minha mãe que ao invés de brincar, eu gostava mesmo era de cuidar das outras crianças.

Dos 4 aos 8 anos, meus pais penaram (que ironia do destino – piada interna com meu sobrenome) para pagar meus estudos em um dos melhores colégios da cidade: Imaculada.

Aos 8 anos, papai do céu resolveu aumentar o peso da cruz da minha mãe e levou junto dele o meu amado pai. O que aconteceu? Passei a ter 100% de bolsa no colégio. Sim, estudei dos 9 aos 17 anos de graça. Minto, pagava as prestações com notas dignas dos melhores alunos do colégio. Sempre fui muito dedicada aos estudos. E não me venha com essa de humildade. Não estou sendo arrogante, apenas verdadeira. Você sabe quantas noites passei estudando? Então, shiu!

Aos 17 anos resolvi fazer um monólogo em comemoração aos 50 anos do colégio. Enquanto os coleguinhas liam suas falas em papéis amassados de nervoso, eu falava e gesticulava um texto decorado, de minha autoria.

Fiz gente chorar, voltar no tempo, me aplaudir de pés. Era isso. Ia sair dali e prestar vestibular de Jornalismo.

Prestei 4 vestibulares, particulares, porque minha mãe não queria que eu saísse das suas asas. PS: minha mãe tem Pena, mas não é galinha (hehehe). Ah, prestei Unicamp também. Com minha nota, passava em tudo, menos Medicina e Farmácia, que era o curso que eu queria. A redação me salvou.

Falando em farmácia, sim prestei farmácia – minha intenção era criar produtos novos, inovadores e ficar famosa. Tadinha. Passei em 2 faculdades. Ficaram me ligando pra dar bolsa. Me senti A querida. Mas não era aquilo que eu estava predestinada a fazer. Então, na única faculdade em que eu prestei Jornalismo, eu resolvi ficar.

Mesmo sem meu pai, minha mãe continuou “penando” pra pagar meus estudos. Apesar de ter 50% de bolsa, ainda era um valor alto.

Aos 21 anos, estava eu saindo da faculdade e ingressando no mercado de trabalho. Fiz de tudo. Até cerimonial de casamento eu fui. Aliás, tempo bom. Adoro casamentos.

Bom, logo arrumei um emprego fixo. Os desafios foram aumentando e a rotina foi dando seu “alô”. Me inscrevi em dezenas de cursos e eventos. Viajei hein… JESUS!

Até que eu decidi fazer um MBA. Quase 2 anos indo toda terça e quinta pra faculdade depois do trabalho. Um cansaço só. Mas valeu a pena. Aprendi coisas bacanas e dei um “up” no currículo.

Voltei à rotina do trabalho e… decidi que iria fazer uma nova faculdade. Oi? É, não dou conta da meninadinha que está entrando pra faculdade hoje em dia. Então, me indicaram mais um MBA. E lá fui eu.

Quase 2 anos e agora estou terminando mais uma jornada. O que vem daqui pra frente?!

Na verdade, vamos ser sinceros, você não queria saber nada disso, né? Eu conto a real. O que eu fiz aqui agora era o que eu gostaria que as pessoas fizessem: mudassem de assunto. Deu pra entender?!

E não, a Mariane não está namorando. Tu tu tu.

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