Um tal de Fernando…

Não tive um Fernando em minha vida. Ainda não me casei. Não tive filhos. Não comprei uma cadeira de balanço. E nem tenho cabelos brancos. Mas me identifiquei.

Luan Santana lançou, ontem, sua nova música de trabalho: “Te Esperando”. Esqueça seu preconceito. Esqueça o estrabismo do moço. Esqueça sua fama de homossexual (e se for? e daí?!). Esqueça tudo e foca. Foca na letra. Na letra! O papo agora é entre mim, você e ela, a letra.

“Mesmo que você não caia na minha cantada
Mesmo que você conheça outro cara
Na fila de um banco
Um tal de Fernando
Um lance, assim
Sem graça”

Quantas pessoas não gostam em silêncio? Não gostam sem assumir? Você não cai na cantada dele ou dela, tanto faz. Você acha que é brincadeira. E ri. Mas e se for verdade? E se você conhecer um tal de Fernando na fila do banco, no supermercado, na padaria? E se estiver carente e se entregar, se casar, tiver filhos… E se a pessoa continuar gostando de você e te esperar? 20, 30, 40 anos. Pensando em você, em como poderia poder te fazer feliz?!

“Mesmo que vocês fiquem sem se gostar
Mesmo que vocês casem sem se amar
E depois de seis meses
Um olhe pro outro
E aí, pois é
Sei lá”

Quantos casais estão juntos sem se gostar, sem se amar?! Passam meses, anos, se olham e não sentem nada. Nem paixão, nem amor, nem desejo. NADA.

“Mesmo que você suporte este casamento
Por causa dos filhos, por muito tempo
Dez, vinte, trinta anos
Até se assustar com os seus cabelos brancos”

Muitos se suportam apenas pelos filhos. Filhos esses que vivem em um teto sem amor. Lar? Não. Um teto, sem amor. Sem carinho, sem elogios, sem energia.

“Um dia vai sentar numa cadeira de balanço
Vai lembrar do tempo em que tinha vinte anos
Vai lembrar de mim e se perguntar
Por onde esse cara deve estar?”

E aí, o tempo passa. A música toca na vitrola, no rádio, no iPod, no celular, no tablet… E as lembranças vêm na cabeça. Por que não tentei? Por que não aceitei a cantada? Por que eu…?! As lembranças te dominam. Onde será que está aquela certa pessoa?

“E eu vou estar
Te esperando
Nem que já esteja velhinha gagá
Com noventa, viúva, sozinha
Não vou me importar
Vou ligar, te chamar pra sair
Namorar no sofá
Nem que seja além dessa vida
Eu vou estar
Te esperando”

Aquela pessoa pode estar te esperando. Com uma foto na mão, uma embalagem de bala, de bombom, um bilhete escrito no guardanapo… te esperando sem ligar para o seu cabelo branco, suas marcas de idade, seu estado civil. Te esperando para pegar na sua mão e namorar no sofá, à moda antiga. Esperando para dar o amor que você insistiu em não aceitar… nos seus vinte e poucos anos.

Quer que essa seja a sua história? Uma linda história, mas que pode ter um final muito diferente. Experimente, quebre paradigmas, divirta-se. Acredite nas pessoas. Acredite no amor. Não deixe o tempo passar em vão. Não faça planos sem sentimento. Não construa uma vida sobre areia. A vida é tão curta…

Luan Santana, o meu beijo a você!=) Eu estou Te esperando!!!

Aqueles dias…

Existem dias que a gente só quer mesmo é ficar na cama, não necessariamente dormindo, mas quieto, pensando na vida. É, estes dias estão fazendo parte do meu calendário atual. Ando sem vontade de NADA! E eu sei o porquê. Como eu sei…

Nossa vida é composta pelos chamados setores. Me atenho a 4 deles: saúde, família, profissão e relacionamento. É quase uma missão impossível mantê-los em harmonia, em equilíbrio. Às vezes se tem apenas 1 no eixo, às vezes, 2… 3… Os 4? Bobagem!

E o que acontece comigo? Estou no meio. Aquela velha história do copo meio cheio ou meio vazio. O meu está meio vazio. Tenho saúde, graças a Deus, e tenho uma família maravilhosa, que me apoia, me ajuda, me ama e bla bla bla. Mas e a profissão? E o amor?

Bom, vamos falar de negócios. Mentira, quero pular para o outro setor. Minha vida profissional só diz respeito a mim… ao meu potencial e ao meu Q.I. Obrigada!

Enfim, o amor… Não é questão de se sentir a solteirona forever, porque isso não me preocupa nem um pouco. É por ter que voltar “tantas casas para trás” depois de partidas impensadas mesmo! Eu olho pros lados e vejo peças, que já fizeram parte do meu jogo, em outros tabuleiros! Mais, chegando à casa da felicidade! Falta só uma jogada. E é a vez deles jogarem o dado! Sabe?!

Olho declarações, fotos, status de relacionamento e penso: por que não deu certo quando o jogo era meu? Porque não era para dar certo, oras bolas! As pessoas entram em nossa vida com um propósito. E acho que a minha vida amorosa tem propósitos de curto prazo. Apareceu, ensinou, sumiu. Ô vida doída!

Por mais que eu saiba que nada acontece por acaso, eu analiso. “Você queria estar no lugar dela? Com fulano?” E a conclusão é sempre a mesma: não! Eu não me vejo com os caras. Ou porque são muito infantis, ou porque não têm nenhuma perspectiva de vida, são mulherengos… todos têm um defeitinho de fábrica. Então, por que chorar as pitangas, as amoras, as uvas?! (pensei em outra fruta, mas podia soar como uma indireta e, definitivamente, não é)

Talvez o sofrimento pela “troca” seja só uma ocupação ou questão de ego. Faz sentido? Você não quer a pessoa, mas não quer que ela a troque por outra. Coisa tão mesquinha, diz aí. Coisa de humano. Ai, que vida bandida.

O pior de tudo é que eu imagino pessoas fazendo essa mesma análise sobre mim. Por que não comigo? Por que ela não quer? Por que? Ô perguntinha chata, besta, feia … AHHHHHHHHHHH! Por que? Porque sim, Zequinha!!!!

Não sei se isso explica alguma coisa, mas tenho a impressão que passo uma imagem de “nada com nada”. Aquela pessoa que não quer se envolver com ninguém, quer baladear, curtir, viajar… Não é? NÃO É!!!! Eu amo uma festa, eu amo viajar, mas eu me apego sim. Eu pego e me apego, por mais que eu não demonstre. Eu sonho, eu idealizo, eu quero estar junto. Mas ninguém enxerga isso. Talvez o meu marketing pessoal esteja com um GAP. Preciso rever minhas estratégias.

“Mas também, você só quer os bonitões”, ouvi este dias. Sério? Outra imagem errada que as pessoas têm de mim. Apesar de não ser a rainha da festa, tenho, sim, em meu currículo homens de arrastar quarteirões, mas não é seleção. Aconteceu! Eu prezo muito mais pelo bom humor, inteligência e estilo do que beleza. Beleza dura 5 minutos, meu bem. Valores, qualidades não!

“É a maturidade, a gente fica mais seletiva”. MAIS?! Eu ri e concordei. O cara que é tudo de bom, mas é sem filtro, não dá. Ele não sabe se comportar em público. Ele fala o que não deve, deixa algumas pessoas constrangidas… e aí? O cara que é tudo de bom, mas é apaixonado pelo time, não dá. Ele só pensa em jogo, briga com os torcedores dos outros times e… Pra quê? O cara que é tudo de bom, mas sai com você e mais a torcida do Corinthians, não dá. Ele não tem foco, só quer diversão e te liga quando é conveniente! O cara que é tudo de bom, mas não tem atitude, não dá. Ele só te manda mensagens, não te convida pra sair e muda o status pra “namorando”. Cafajeste ou não? Eu, se fosse você, mandava, daqui alguns dias, uma mensagem: Tô pronta para ir ao Paraíso, e aí?” Quero ver se ele está namorando por conveniência ou se resolveu dar rumo na vida. (Espere uma semana!)

Cansei de pensar. Eu só queria aliviar um pouco minha cabeça. Mesmo sabendo que tudo o que escrevi aqui é mínimo, em relação ao que eu estou passando. Mas eu tenho fé, de que tudo irá melhorar. E que melhorando, esse negócio de amor aí, volta a funcionar. Chamei um técnico. Agora, a máquina só aceitará notas, acima de R$20. Tire suas próprias conclusões. Tchauí!

O lado bom da vida

Eu sou do tipo que não liga muito para cinema. Mas como geminiana, sou de fases. E uma delas, ADORA filmes. Então, aproveitei o momento e fui assistir um longa, indicado pelo meu irmão. Boa indicação. “O lado bom da vida”. Esquece o Oscar, os prêmios, vamos falar de fatos.

No começo, confesso que tive uma sensação ruim. O cara, depressivo, em um hospício… me deu um mal estar. Já sentiu isso? Quase apertei o STOP e fui dormir. Mas, por sorte, não o fiz. Assisti até o fim.

A história é a seguinte, um cara é traído por sua mulher com um colega de trabalho. Ele sai de si e ataca o amante. Ocorre o julgamento e ele vai parar em um hospício. Ele é BIPOLAR! Nos 8 meses que passa em tratamento, não para de pensar em sua esposa. Ele quer ficar bem pra ela. Erro número 1. Nós devemos ficar bem para nós mesmos e não para os outros!

O tempo passa e sua mãe o retira da clínica. Ele volta pra casa, tem alguns novos surtos, a polícia fica na cola e… ele decide tomar remédios, frequentar a terapia e pensar positivo. Nesse meio tempo, conhece uma moça. Sempre assim. Ela está cheia de problemas também. Os dois, no começo, não se bicam muito. Mas a moça vê algo nele. Ela insiste e eles começam a se ajudar.

Eles correm juntos e… dançam! A moça se inscreveu em um Concurso de Dança e precisava de um parceiro. Em troca de ajudá-lo a reconquistar sua esposa, ela pede que ele seja seu parceiro. A história desenrola. Eles ensaiam bastante e chega o grande dia.

Na plateia, a ex-mulher. No bar, a amiga, cheia de problemas, dançarina, afogando as mágoas (2 copos de vodca, pura, não fazem cócegas. AHAM). Por que cargas d´água a ex-mulher, de fato, estava lá? (Para entender a inclusão da expressão “de fato”, favor assistir ao filme. Obrigada!)

Chega a vez do casal. Eles até mandam bem, mas né, são amadores. Por conta de uma aposta, precisam apenas de uma nota final de valor 5. Adivinha?! Óbvio que eles conseguem. Assim, cravado, mas conseguem.

Ele abraça a parceira e vai de encontro à ex. A parceira sente ciúmes. Tadinha, foi trocada; sei bem como ela se sentiu, muito bem! Ele sussurra algo no ouvido da ex. Volta para a pista de dança e pergunta pela parceira. “Quedê?!” Ela saiu, chorando, desnorteada, arrasada, #chateada!!!

Ele a alcança. Entrega uma carta. Desta vez não é para a ex-mulher (ela fingia entregar suas cartas à ex, para animá-lo! OUMMM). Era para ela. Ele se apaixonou. OUMMM, de novo. Ela não acredita no que lê. Abre um sorriso e lasca um beijo (de dar água na boca) no galã. Esse é o lado bom da vida!!!

Chorei, viu. Chorei mesmo. Chorei porque vi ali uma moça, cheia de problemas, sendo altruísta. Ela se doa ao outro! Chorei pelo esforço dele em querer ficar bem. Chorei pela dança, pela conquista, pela paixão! Eles se apaixonaram!!!

Chorei porque eu estou de TPM, cheia de problemas e não consigo “ler os sinais”. Chorei porque chorando, alivio minha ansiedade, minhas tristezas, minhas decepções. E aí, eu pego o celular e vejo uma mensagem. “Boa noite, linda”. Enxugo minhas lágrimas e vou me deitar. Tão simples e tão especial. Quem sabe?!

Você quer gostar quanto?

As mulheres vivem em busca do príncipe encantado. O cara moreno alto, bonito e sensual. No fim, acabam se desiludindo. Sério? Muito sério. Se soubessem que a alguns km existem pessoas que dariam o mundo para estar ao seu lado… não fariam nada!!!

A gente, infelizmente, não manda no coração. Agora, que o nosso coração é sempre meio atrapalhado, não tenho dúvidas. Ele gosta de quem não está nem aí pra gente. Que nos usa e depois joga fora. CHOREMOS!

Seria tão mais fácil gostar de quem gosta da gente, diz aí?! Aquela pessoa meio “esse cara sou eu”, que te manda mensagem de “bom dia”, que se preocupa com você, gasta o que pode e não pode só para estar ao seu lado, que é carinhoso, que beija bem (vamos elogiar, né?), que cuida de você e faz de tudo pra te ver bem. Aquele cara. Bonzinho, especial… que você quer como amigo.

Vai entender! E vem cá, nada de julgamentos. Os homens também são assim. Mulheres boazinhas? Eles querem as santinhas fora de casa e diabinhas entre 4 paredes. As moças de família estão fora da lista de preferências. Também, com tanta mulher abrindo as pernas a deus dará, perdeu a graça conquistar! Tô áspera mesmo. Na TPM eu fico ainda mais sincera. Me deixa!

Eu sou do tipo que torce por uma tecnologia ultrarromântica que una as pessoas através de um único clique. Não, nada de mouse, computador, site de encontros e afins. Um botãozinho que a gente apertasse e despertasse o cupido. Ele vinha correndo, perguntava quanto você queria gostar da pessoa e acertava a flecha em cheio. É esse. VRUMMMMMMMMMMMMM. Ta na na na nannnnnn! “Love is in the air” na caixa, DJ!

Ok, eu viajo. Sim, eu viajo, literalmente. E viajando, eu queria gostar de quem gosta de mim. Eu queria fazer feliz quem quer me fazer feliz. Sabe? Mas a gente não tem controle da nossa cabeça, do nosso coração. Infelizmente. Seria injustiça da minha parte alimentar algo que eu não possa sustentar. Me sinto muito melhor dizendo a verdade. Muitas vezes, a amizade vale mais do que um relacionamento de fachada. Fique bem, eu quero o seu bem!!! =)

O que passa?

Sempre li em revistas, blogs, livros e afins, que uma verdadeira paixão nasce das amizades. Aquela pessoa que te conhece tão bem, mas tão bem, que se  bobear, sabe mais sobre você do que você mesma. Aquela pessoa que sabe todos os seus podres, seus medos, aflições… que comemora contigo suas conquistas, suas provas, suas vitórias. Aquela pessoa que hora ou outra te manda uma mensagem de saudades, sem maldade, genuína mesmo. A pessoa que de um dia pro outro se torna alguém imprescindível em sua vida. Sabe como?

Não, não eu encontrei alguém assim, mas adoraria. Ok, estava quase lá e não sabia. Um amigo, sempre ele. Uma festa. Pessoas incentivando. O beijo. “E amanhã? Como eu vou olhar na cara dele? Como vai ser?” Normal, ué! Mensagens, beijos no rosto, alguns na boca e assim vai… Os meses passam, vocês se encontram pouco, mas quando se encontram é bom. Você nunca demonstra nada. Amigos, ué, amigos com benefícios. Calma, só beijos.

A vida segue. Ele sai com outras, você com outros. Mas e daí? Vocês não têm nada. Se gostam, se escrevem, se veem.. Só! AHAM! Até que um belo dia você abre o bendito Facebook e se depara com um post. Um Check-in. Fulano de tal está com Ciclana de tal em tal lugar. HMMMMMMMM. Você sente um aperto no peito. Mas por que? Você não sente nada. Vocês não têm nada… AHHHHHHHHHHHHHHH!

As lágrimas caem, sem esforço. Mais uma vez? Você não havia prometido que não se envolveria? Que não sofreria mais? Controle sua mente. Ah tá!

Bom, hora de tomar alguma atitude. “O que os olhos não veem, o coração não sente!!!” Sem pestanejar, você o deleta. Se sente melhor. Não quer ver. Se ele tem alguém, que seja feliz com este alguém, mas não debaixo do seu nariz. Ser segunda opção? JAMAIS!

Passa um dia e ele se toca do seu feitio. Por que ele, tão inocente, foi deletado? Ok, sem ironias. Você diz, com eufemismo, lógico, que o deletou porque não quer ser espectadora de seu romance. Na verdade, queria dizer: não curti! Senti ciúmes, fiquei mal e fodam-se vocês! Não, você não é tão ruim assim. Você deseja que ele seja feliz, mas… longe de você!!!

Ele não se conforma. Joga na sua cara que você viaja. Melhor do que te chamar de louca, né?! Diz que você vive na gandaia, em outras palavras (ele também usa eufemismo, mesmo sem saber), e que nunca fez ceninha. Hmmm, virou peça de teatro, então! Ah, e fala que você está julgando sem saber o que acontece. E desde quando você quer saber? Se ele conheceu ela há um ano, se é ex, se conheceu no reveillon, se ela já veio pra cá?! Você não quer saber. Hello!

Assume seu lado viajante e manda um ” be happy”. Agora, peço uma opinião masculina. Se vocês gostassem da viajante , o que fariam? Tentariam se explicar? Confessariam nunca ter imaginado tal reação? Tentariam esclarecer a situação, correto?!

Ele teve colhões para comprar uma passagem pro Sul, mas pra te explicar algo, NÃO. Ele gosta dela e não de você. Aprendam a ser realistas, meninas. “Bora pra outra”. E be happy!

Esse cara sou eu?!

Eu sei que estou atrasada, mas precisava analisar o grande sucesso do “Rei”.

Hoje, estava voltando de viagem quando começou no rádio “O cara que pensa em você toda hora/Que conta os segundos se você demora”. Minha mãe não hesitou: isso é tudo que uma mulher quer; é o que o Roberto foi para suas amantes (no sentido de amadas, hello!).

Sério? Não sei se eu que sou avessa a esse excesso de romantismo ou minha mãe que é passional demais. Eu acho piegas, grudento; eu não queria um homem assim. Na hora, um filme passou na minha cabeça. Não tem coisa mais “brochante” do que um homem que pensa em você toda hora. Ele nasceu grudado? Não tem mais o que fazer? A ausência gera saudade, que fortifica relacionamentos. Presença demais enjoa. Eu, hein…

“E no meio da noite te chama/Pra dizer que te ama/Esse cara sou eu”… Não sei o humor de vocês, mas o meu fica péssimo quando eu não durmo direito. Se o cara me acorda de madrugada pra mandar um “eu te amo”, de duas, uma: ou eu não escuto ou eu solto um “sério? agora não é hora, dorme aí…” Mesmo porque “eu te amo” hoje está tão banal… ia achar que era pegadinha… Que só falou quando estava dormindo pra eu não me dar conta e quando cobrar, ele dizer: mas eu te amo… te acordei outro dia pra falar isso e você nem deu bola. Sei… não, não e não.

“O cara que pega você pelo braço/Esbarra em quem for que interrompa seus passos/Está do seu lado pro que der e vier”… Pega pelo braço? Fico roxa. Esbarra em quem for? ODEIO homem briguento. Fala sério. Cada um no seu quadrado, vai provocar o outro só porque ele deu uma conferidinha de leve no produto alheio? Ah, vá! Agoooooora, não tem coisa mais gratificante, carinhosa e linda de doer do que o cara que está com você não só nos momentos felizes, mas nos tristes também. Estes tempos fiquei muito decepcionada. Senti que a pessoa só queria estar comigo quando eu estava bem. Falei que estava péssima. Ele? Sumiu! Bom, que não apareça mais, obrigada. Esse cara não é ele. Pronto falei!

Falei e cansei. De falar sobre esse tema. Li o resto da música e… realmente era tudo que uma mulher deseja! Mães, a gente não quer assumir, mas elas sempre têm a razão. Câmbio desligo.

Se não acredita em mim, dê uma olhadinha na letra da música: Esse cara sou eu!

Os caras da minha vida

Muita calma nessa hora. Se você veio aqui pra saber se eu ia falar sobre você, citar seu nome ou coisa e tal… tão te chamando lá fora. Este texto não tem este intuito. Vim falar sobre OS caras da minha vida, dá licença!

O negócio é o seguinte. Quando uma mulher toma um pé na bunda, é traída pelos amigos,  perde o emprego, ou seja, vai parar no fundo do poço… ela se joga nas comédias românticas. Não interessa em qual caso eu me encaixe, ok? O importante é que eu segui a dica de uma amiga e assisti “Qual o seu número?”.

Não, eu não cheguei à média nacional americana (se você assistiu, vai entender. Caso contrário, que tal ler um release?), mas já me apaixonei pelo mesmo número de caras com quem a protagonista se deitou. Ah, a paixão…

E por que não deu certo com nenhum deles? Talvez imaturidade. Em todos os sentidos. Quem é geminiano sabe do que eu falo. Se você tem 5 opções, qual você escolhe? Todas. E sim, no final fica sem nenhuma delas. Triste. E foi isso que aconteceu comigo o tempo todo.

Mas, né, vamos mudar de assunto. O fato é que nestes meus quase 27 anos (jesus, tô idosa), eu já me apaixonei inúmeras vezes, já assisti dezenas de comédias românticas, sonhei com príncipes e idealizei relacionamentos… Pra? Me iludir, oras.

Minha primeira paixão (olha a confissão) foi um amigo de colégio. Na verdade, eu não me lembrava de ter gostado dele, mas encontrei uma foto com seu rosto circulado… com um coração. Oummm. Acho que até hoje ele não sabe. Não vou dar dicas… vai que…

Depois, veio a paixão extremamente platônica da vizinhança. Aquele vizinho que todo mundo queria. Eu? Como eu conseguiria ficar com ele? Eu, que nunca tinha beijado na vida… Eu, que ligava na casa dele toda hora só pra ver se ele estava em casa. Ah, e desligava na cara das irmãs… Nunca vi menino pra ter mais irmãs que ele. Cada hora era uma que atendia… E a hora da van? Ficava na janela esperando ele ir pro colégio. Que piegas. Ele se casou, tem filhos e deve estar feliz… e espero, barrigudo, feio e careca. Ai que dó, mentira!

O tempo passou e lá estava eu, novamente, envolvida em uma paixão ultra platônica. Campinas inteira (olha o exagero) curtia o cara. As meninas se jogavam. E ele ficava no seu canto. Tímido e chato que só ele. Vivia para implicar comigo, me xingar… Sabe o que eu lembro? Naquela época, ir aos domingos no shopping Galleria era febre. Eu ia todo final de semana. E, num desses passeios, o encontrei. A gente tinha um celular igual, dos tijolões da vida. E ele trocou o meu com o dele.. e guardou… OUMMMM.. que babaca! E quando eu fui pegar de volta, fiquei bem colada com ele… aquele coração palpitando… saindo pela boca… ele pedindo pra eu escutar… ele tremia! Será que era paixão? Casou e deve ser pai já! (…)

Bom, doeu, mas passou. Vieram os andradenses (tem um que mexe comigo até hoje e nem desconfia; o que desconfia está completamente louco – ou não!!!), o primeiro namorado, o segundo (antes que você me julgue, foram apenas 2… assumidos)… E mais paixão. Daquelas impossíveis, sempre. Ele lindo, famoso, com as meninas mais bonitas e novinhas da cidade. Eu, mais velha, com lentes de contato verdes, corpão em dia… É… ele não saía comigo em público. E se a namorada ou ficante ou sei lá o que visse? Passei meses chorando, idealizando encontros… ganhei um CD!

Nesta mesma época, um outro ser apareceu na minha vida. Vestido de mulher. Nada a ver comigo. Sistemático, nerd (naquela época eu  não curtia), ogro. E sim, eu também me apaixonei. Loucamente. Ligava toda hora, queria ver, brigava, xingava, ligava de novo. Era chifrada, na caruda, ligada de novo, xingava… Perdi contato. Último e-mail foi respondido com: Obrigado. Eu lembrei do aniversário dele.. mandei mensagem… tentei adicioná-lo no Facebook e wreal. Ele não gosta mais de mim. Não quer que eu saiba da vida dele. Será que ele se lembra de mim? Deve estar noivo!

Passou esse e mais alguns que eu não me recordo e a gente chega na atualidade. Eu paro por aqui, porque os mais recentes leem meu blog. Eles foram loucos o suficiente de me aceitar nas redes sociais. Entre jantares e risadas, dando indício de ser o ideal, massagens de casal (chique no último), declarações bêbadas de saudades, apelidos maldosos, que se tornaram uma boa propaganda… cá estou eu, pensando no meu número. Entre tantos, nenhum deu pro gasto? Devo fazer igual a mocinha do filme e sair procurando os ‘ex’? Devo me arrumar melhor para ir ao OBA Hortifruti? Deixa eu pensar… ou devo prestar mais atenção nos meus amigos, que adoram meu jeito, falam da minha risada, do meu olhar, do meu sorriso… do meu cabelo sem mafagafos… aqueles que me xingam, mas quando estão bêbados me ligam falando qualquer coisa seguida de “saudades”? Será?

Eu não sei que rumo minha vida vai tomar daqui pra frente, mas eu confesso que voltar no tempo me fez bem. Lembrei do meu catastrófico primeiro beijo. Da vez que meu irmão me trancou pra fora de casa porque eu estava no parquinho com um menino (e pasme, eu não quis nada com ele naquela época. Hoje, meu Deus, que deus… Tem homem que é melhor que vinho!). Lembrei dos sorrisos involuntários, do olhar brilhante, das cartinhas, dos SMS, das loucuras, pneus furados, tabus… Lembrei das minhas primas me arrumando pra… levar um fora. Elas acharam que seria um encontro!!! Lembrei da contagem regressiva, dos porres, das lágrimas, mas também dos beijos…

Lembranças. Ah, os caras da minha vida… Qual o seu número?!

A origem do meu câncer

Calma, sem desesperos, eu não estou com câncer. O título foi sensacionalista para chamar sua atenção, só isso. O fato é que vira e mexe as pessoas saem dizendo por aí que uma das causas do câncer tem a ver com guardar mágoas ou problemas para si.

Bom, quem nunca… deixou de falar o que tinha vontade para alguém para não magoar? Eu faço isso sempre. Rotina. Antes, segurava menos. Era chegar no meu limite, que era baixo, que eu saía falando tudo o que pensava. Se dava certo? Acho que socialmente falando não, mas em relação ao câncer… não desenvolveu!

O problema é que agora me sinto frágil. Tipo, totalmente propensa a ter câncer. Será? Eu guardo tudo. Odeio ficar me abrindo. Sou do tipo que sofre sozinha, calada, com o meu Evangelho Segundo o Espiritismo debaixo do braço. Não curto conversar. Me abrir. Tem gente que adora, precisa, eu não! E isso, dizem as más línguas, não faz bem.

Aí você deve estar se perguntando: onde essa menina quer chegar? Eu estou engasgada. Meu maior desejo é falar poucas e boas para algumas pessoas. Que tal reclamar menos e agir mais? Difícil, né? Muito mais fácil ficar reclamando, se achando uma pessoa injustiçada, invejando a vida alheia… Pra quê melhorar a sua própria vida?!

Tenho vontade de falar: ACORDA, benhê! Nada cai do céu. Se quer, corre atrás. Se não tem, cultive. Se não pode, se conforme. Ao invés de ficar gorando os outros, faça por merecer!!!

Ultimamente tenho reparado na energia das pessoas. Como estão baixas… Só se fala em problemas, dinheiro, brigas, decepções amorosas… Ninguém vê o lado bom da vida. A saúde, a união, o amor. Não faz sentido. Em um mundo capitalista, pensar em sentimentos, em valores, é coisa de louco. É, agora eu entendo o apelido que ganhei anos atrás: Mari Louca.

E não me venham apontando os dedos e dizendo: você fala assim porque está bem, viajando toda hora, saindo pras baladas… Ninguém sabe o que eu passei, como eu batalhei e ainda o faço. Ninguém sabe sobre as mágoas, sapos e o caralh# a quatro que eu guardo só pra mim. Não fique concentrado no umbigo dos outros, olhe para o seu. Ele deve estar precisando de um cotonetizinho. Passe um pouco de creme, ajuda na limpeza.

Quer saber? Sai dessa, abre uma SKOL!

 

 

O que você quer?

Vejo pessoas sonhando com o futuro. Trabalho, empresas, apartamentos, carros… uma vida pela frente. E no meio de tanta informação, eu me pergunto: e você, o que quer? Quantas vezes me peguei pensando na resposta… Tudo em vão.

Eu não quero nada. Eu não sonho em ir para fora do país, eu não sonho em entrar na melhor empresa do mercado, em ter o carro mais caro da concessionária… Eu sonho com festas, reuniões de família, viagens, com uma vida simples e, talvez, não muito longa. Eu não tenho medo do que está por vir, mesmo não tendo noção alguma do rumo que eu quero dar para o que está além dos meus olhos.

Sim, eu sonho com casamento, filhos, um lar. Mas só isso. Não fico pensando no assunto, não corro atrás das realizações. Eu apenas vivo. Se acontecer, aconteceu, senão, outras vidas virão!

Sou desprendida.  Não tenho medo da morte, mesmo que isso cause estranhamento. Eu estou pronta para partir. Estou pronta para viver em um mundo onde a “moeda” de troca é a caridade. Como isso me faz bem…

E não, não estou depressiva. Minha vida está toda azul, como dizem. Tenho minha família cada vez mais próxima, tenho de onde tirar meu sustento, tenho viajado como nunca… tenho mais do que mereço, acredito. E largaria tudo de uma hora para a outra.

Subiria aos céus, hoje, ao encontro dos meus. Daria um abraço de urso no meu Pai, apertaria com força as mãos de minha prima, passando a energia necessária para fortalecê-la, e encheria de beijos os meus avós. Diria o quanto foram importantes pra mim e para toda a nossa família. Aproveitaria cada momento “perdido” no tempo.

Essa sou eu. Sim, sentimental. Sim, amorosa, mesmo que muitos discordem. Sim, espírita e pronta, para um vida sem limites.

Que assim seja!

À procura de conteúdo

As pessoas devem se perguntar: será que ela não sente falta de alguém? Por que ela está há tanto tempo sozinha? Será o possível que ninguém é bom o suficiente? Quer a real? Muitas vezes a gente super valoriza uma pessoa e quando vê: decepção. Outras tantas, a gente desdenha alguém e quando vê: maldito cupido. A vida é, sim, uma caixinha de surpresas. E eu, bom, eu procuro demais mesmo…

Reparo em tudo. Mas sabe o que mais me atrai? Não, não é beleza. Lógico que a pessoa tem que te atrair fisicamente. Seja uma boca carnuda (quem não gosta?), um olhar perturbador, uma perna definida, um braço cheio de voltinhas… Alguma coisa tem que chamar atenção. Mas não… o que mais me atrai é o tal do conteúdo. E não tem a ver com a minha profissão. Não faço a jornalista intelectual!

Eu gosto de papo. Homens que falam sobre tudo. Vão desde o famoso diálogo de elevador (tempo feio, né?) até futebol. Eu sei falar sobre futebol!!!! Homens que brincam, fazem piadinhas (com limites), contam histórias da sua vida. Que falam da família, dos amigos, da profissão. Homens que querem mostrar quem são e não o que tem!!!!!!!!!

Eu gosto de pessoas que olham nos meus olhos, pegam nas minhas mãos e falam o que têm vontade de falar. Pode ser a maior babaquice do mundo, a cantada mais furada da sua vida… mas com sinceridade. Gosto de pessoas que não têm vergonha de se assumir, de lutar pelo o que querem. Gosto de pessoas que provocam arrepios com um simples toque no braço, no rosto, no cabelo…

Eu gosto de pessoas. De atitude. De índole. De verdade. Pessoas que têm defeitos, mas que assumem os erros. Pessoas que têm dificuldades, mas que buscam o esclarecimento. Pessoas que querem, fazem e acontecem.

Sabe? Chega de bla bla bla, chega de indecisão (já basta a minha pessoa). Chega de números,  vantagens, experiências. Eu quero aprender junto. Eu quero construir história. Pode ser? Eu estou à procura de conteúdo. E, enquanto eu não acho, me divirto com os meus livros (e não, não tem a ver com 50 tons de nada). Ai os livros…