A La Mala

Sábado de arrumação no quarto. Depois de tirar todas as gavetas e organizar minhas roupas e bugigangas, o que eu mais queria era ver gente.

A ideia era sair de casa, mas acabei matando minha vontade com a ajuda do Netflix mesmo. Sim, vi pessoas, na TV, do meu irmão. Ops, mal por não ter pedido =S

Fiz uma busca por filmes “românticos”. Sabe aquele sábado que você toparia fácil o convite que você recusou no mês passado? Então, hoje. Como o dia não estava ajudando, resolvi trocar a busca por “comédias”. Seria um martírio ver casais felizes… Que ironia.

Busquei por romance e apareceu “A La Mala”, por comédia, “A La Mala”, por lançamentos, ” A La Mala”. Tive que ceder.

Mamão com açúcar. Uma moça bonita que é atriz e não consegue emprego. Então, uma amiga resolve ajudá-la financeiramente. Em troca  de dinheiro, pede para a companheira de apartamento testar a fidelidade de seu namorado. Sim, conquistá-lo.

A atriz topa. Desmascara o bofe e ganha uma profissão. Até que… tan tan tan tan… ela recebe uma missão que a faz repensar suas atitudes.

Não, não vou contar o filme. Apenas vou dizer: assista. Pode fazer pipoca ou brigadeiro pra acompanhar. Vale pegar lenço de papel também (eu chorei). E o mais importante: deixe o celular carregando, bem longe de você, por favor (eu super fiz isso!).

Sabe né… às vezes eu queria ser atriz. Ou então apenas me apaixonar de novo. Ai gente, eu estou sentimental hoje. Amanhã passa…

Ironias do amor

“Ela é linda, inteligente, engraçada e totalmente maluca”, aparece na capa do filme. Sei, conta mais. Maluca é pouco. Juro, me senti super normal, boazinha e romântica. Mas, confesso, fiquei com inveja da criatividade dela. Do poder de persuasão, do controle emocional, dela em relação ao bonitão do Jesse Bradford, claro. Como diz o pessoal do Facebook, “multiplica senhor!”

Ele é todo nerd e começa o filme falando sobre os pais, a carreira que eles queriam para ele e a morte do primo. Numa praça, recebe conselhos de um amigo. Ele havia saído com apenas 3 mulheres em 1 ano. O amigo estava perplexo. Sexo, sexo, sexo. É a única coisa que passa pela cabeça pervertida do amigo do lindo “Charlie”.

Então, em meio aos “sim, eu levaria pra cama”, o amigo pergunta se dali, Charlie não levaria ninguém para o ninho do amor. Ele se distrai e bate o olho em uma loira. Ela é desajeitada, quase cai e.. vai embora. Mas não é que ela vai pegar o mesmo metrô que ele?!

Assim começa a história dos dois. Ela trêbada, caindo. Ele, lindo, preocupado, levando-a para casa.

Foram muitos encontros depois. Ela ficava atrás dele. Tirou seu foco dos estudos, do trabalho, da vida regrada que levava. Ela bebeu muitas tequilas, 0 derrubou no mar, tocou piano, marcou jantares, encontros… impôs as regras do jogo. Quando percebeu que estava apaixonada por ele, fez um pedido. Ambos deveriam escrever uma carta, falando o que estavam sentindo em relação ao outro. Então, com as cartas em mãos, eles se encontrariam à tarde do dia seguinte em uma determinada árvore no Central Park.

Assim foi feito. O que ele não imaginava é que só poderia ler a carta da sua amada após um ano. Isso mesmo. Esse foi o combinado. Se tivessem que ficar juntos, depois de um ano voltariam ao mesmo local e leriam as respectivas cartas.

O ano passou rápido. Charlie estava deprimido e decidiu aceitar o desafio dado pelo amigo: sair com 10 mulheres normais. Ele cumpriu o prometido, mas não conseguiu se interessar por nenhuma delas. Só pensa na linda, inteligente, engraçada e totalmente maluca da Jordan.

Chega o grande dia. Ele vai no horário combinado e… hora de assistir ao filme. Acha que essa vida é fácil? Que consegue tudo de mão beijada? Nananinanão!

Mais um filme que me fez chorar. Não vou negar que estou de TPM, mas é questão de empatia mesmo. De se enxergar ali. A moça complicada, avessa a relacionamentos. Aquela que sofreu e se blindou. Que cometeu loucuras, não demonstrou seus sentimentos. Aliás, fugiu deles. Mas que acreditava em destino. Que sofria com suas escolhas… Ah, Jordan, quantas mulheres hão de assistir ao filme e pensar: eu não sou a única.

Pra fechar, sabe o que é destino?” A ponte que você constrói entre você e a pessoa amada”. Destino não tem a ver com pessoa certa, no lugar certo e hora certa. Destino tem a ver com vontades, atitudes, sentimentos. #pensenisso

A namorada perfeita

Coloquei o PLAY e chamei a afilhada. “Você não transa desde quando?” Achei que tinha feito um péssimo negócio. Que madrinha passa um filme deste tipo para uma criança? Parti do princípio que ela não entenderia o contexto e deixei rolar. Se aparecesse alguma cena, tiraria, lógico. Mas não. Era só no diálogo mesmo.

O filme começa com a cena de dois irmãos. Um, casado, com filho. O outro, nerd, sem transar há muito tempo. O pai de família é bonitão, não larga da cerveja e usa uma linguagem baixa. O outro, é escritor famoso, acanhado, tímido, encalhado! É dele que vamos falar. Calvin, guarde este nome.

Calvin tem uma casa bacana, escreve numa máquina antiga (“Nossa, má, é aquela coisa antiga”, minha afilhada disse quando apareceu a máquina. Eu ri) e comprou um cachorro para passear no parque e fazer amigos. Ponto um, o cachorro odeia pessoas. Ponto dois, a estratégia deu errado, mas não tanto.

Como um ser esclarecido, ele frequenta a terapia. Fala de sua ex-namorada, que o largou 4 ou 5 dias após a morte de seu pai, e também de seu fracasso em relacionamentos.

Em uma das consultas, ele confessa ao psicólogo que teve um sonho muito estranho na noite anterior. Havia sonhado com uma moça linda, que gostava do seu cão. Virou lição de casa, escrever (ele quase não gostava), uma página sobre uma pessoa que gostasse do seu cachorrinho.

É aí que a história começa, de fato. Ao invés de escrever apenas uma folha, ele escreveu UM LIVRO. O problema é que depois de algumas páginas digitadas, ele desceu as escadas de casa (seu escritório era no andar de cima) e tcharãããã… a moça estava lá, em carne e osso! Como assim? É, nós duas, eu e minha afilhada, fizemos a mesma pergunta. E ele também. Ligou desesperado pro irmão, achando que estava ficando louco. A menina, aquela, do sonho, do livro, ali, ao vivo e a cores, cozinhando pra ele. Se a palavra existe é pra ser usada: simplesmente S-U-RRE-A-L.

Agora é  a parte interessante do filme. Além de ela estar ali, do jeitinho que ele sonhava, tudo que ele escrevia, ela fazia. “Ruby fala francês fluentemente”. Quando vê, ela dispara a falar em francês com direito a biquinho e tudo. “Ruby se sente triste”, e ela começa a chorar. Fascinante e louco ao mesmo tempo, não?!

Imagina se a gente pudesse fazer isso com nossos parceiros(as)? Uau. “Fulano gosta muito de Mariane. Ele manda uma mensagem por dia, em horários diferentes, para não virar rotina. Ele faz de tudo para agradá-la. E parece ler seus pensamentos. Ele A-D-O-R-A surpreendê-la. Curte sertanejo, livros e é espírita. Quando percebe que ela está brava, faz uma piadinha e a leva na melhor doceria da cidade. Adora sua família e não vê a hora de se casar…” PLOFTTTTTTTTTTTTT. E aí você cai da cama!

No filme, é possível, mas na vida real… Parei e pensei. O que esse filme queria passar, como mensagem? Cheguei à conclusão: perfeição dos relacionamentos. Podemos falar em idealização também. As pessoas querem que seus parceiros(as) leiam seus pensamentos, façam de tudo para agradá-los e gostem deles como são, sem mudar nada. EGOÍSTAS! As pessoas são possessivas, controladoras e egoístas, de novo. Seria tão fácil se uma máquina de escrever e uma folha de papel fizessem parte dos relacionamentos, né? Não haveriam brigas, discussões, as famosas DRs, choros, palavrões, sumiços, despedidas, FIM… A-HAM, senta lá, Claudia, Francisco, José, Karina, Sabrina, Mariana… cadê o Katra?!

(1…2…3, voltando)

É, meus caros, enquanto a gente não se forma no Instituto Wolf Maia, é melhor enxergar a vida como ela é. Sem máquina, sem folhas, sem Ruby, sem perfeição. Pode ser?

Ah, no final, ele liberta a sua perfeita namorada. E ela vai embora, claro. Mas, logo o destino… ops. Você vai ter que assistir ao filme para saber. Não sou do tipo “estraga-prazer”. Prepare a pipoca e abra sua mente. #partiu.

 

Um cupido caiu do céu

Hora de falar de mais um filme “sessão da tarde” que vale a pena ser visto: “Love Birds” ou “Um cupido caiu do céu”, na versão em português.

A história fala de um cara conformado com sua simples vidinha. Ele tem um bom emprego, nunca saiu da cidade, mora com os pais (cremados e guardados em vasos de louça)  e namora uma gostosona interesseira. Quer dizer, namorava. O filme começa com um belo “adeus” da moçoila. Ela arruma as malas e “tchauí, baby”.

Então, ele está desolado, sofrido, chorando o amor perdido, quando um pássaro cai do céu, justo em seu quintal. Um pássaro não, um pato. Mais precisamente, uma tadorna. Eu não sei é verídico, mas a veterinária do filme, que depois vai se envolver com Flash, diz que as tadornas andam em casais. Elas não conseguem ficar separadas. É como se fossem almas gêmeas, sabe?

Mas, por conta de um caçador, na hora certa e no lugar certo, o casal de tadornas se separa. E uma das aves cai, ferida, no quintal do conformista Flash. Seria um sinal? É neste momento que o enredo do filme ganha vida.

Flash resolve cuidar do pato, mas precisa de ajuda. Diante do seu desespero, conhece Holly, uma veterinária viúva que trabalha no zoológico da cidade.

Não vou me ater a todos os detalhes, quero que assistam!

O filme fala sobre autoconhecimento, mudança de vida, rotina, interesses, conformismo, paixão, conquista, sinais… deixa eu pensar em outras tags… aves, afeição, animal de estimação, coragem, voos, sonhos, desculpas… Vai longe.

É bonitinho, é divertido e nos faz pensar: será que eu estou atenta aos sinais? Não tenho quintal para encontrar tadornas. Meu cupido virá em forma de que? Barata voadora? Nãoooooooooooooooooooooo. Nem ligo de continuar solteira. Eu juro. Vamos mudar de assunto…

 

Colegas!

Não, não vim falar sobre aquelas pessoas que trabalham com a gente ou que conhecemos em um evento à parte. “Você é amigo de fulano? Não, somos colegas!”

Meus post é dedicado ao filme nacional de título “Colegas”. Já ouviram falar? MUITO BOM! Como já disse em outro post, não sou muito de filmes, mas olha, os longas têm me surpreendido. Esse então…

Três jovens com síndrome de down protagonizam a produção de Marcelo Galvão: Stalone, Aninha e Márcio. Eles moram juntos, em um Instituto voltado para crianças e jovens portadoras de down. Cada um tem sua história, seus medos e seus sonhos. Stalone quer conhecer o mar (quantas pessoas não partilham deste mesmo sonho?), Aninha quer se casar (este então…deixa pra lá) e Márcio quer voar (♪♫ liberdade, liberdade… abre as asas sobre sobre nós ♪♫).

Então, em um belo dia, eles decidem correr atrás de seus sonhos. A noite cai e o plano começa a entrar em cena. Eles roubam o carro do Lima Duarte, que trabalha como coordenador do Instituto (sei lá o que ele faz lá…). Com fome, param em um posto e assaltam a conveniência. É o início de uma aventura desenfreada, que vai parar até na Argentina. Hola, ¿que tal?

De três crianças “mongolóides”, como dizem alguns personagens do filme, a 3 procurados pela polícia. Imagina o que eles não aprontam!!! Não vou contar detalhe por detalhe, mas posso dizer que “Colegas” foi muito bem escrito e dirigido. Pra quem é de Campinas, é muito divertido. As filmagens aconteceram em Paulinia, Barão Geraldo… Cuidado para não se entregar ao identificar o Motel de beira de estrada em que os policiais se hospedam… #ficadica

Vocês vão rir, soltar um “oummm” involuntário, ficar de queixo caído (com algumas cenas) e bater palmas, mesmo que internas, quando o enredo chegar ao fim.

Vale muito a pena. Eu jur0. Vá com os amigos, com a mãe, as tias, a vó, o cachorro, o primo, o vizinho, o peguete… Leve todo mundo. Vocês vão adorar o programa cultural. Anotado? #partiu.

[Ao clicar na imagem, você será redirecionado à Fan Page do filme]

O lado bom da vida

Eu sou do tipo que não liga muito para cinema. Mas como geminiana, sou de fases. E uma delas, ADORA filmes. Então, aproveitei o momento e fui assistir um longa, indicado pelo meu irmão. Boa indicação. “O lado bom da vida”. Esquece o Oscar, os prêmios, vamos falar de fatos.

No começo, confesso que tive uma sensação ruim. O cara, depressivo, em um hospício… me deu um mal estar. Já sentiu isso? Quase apertei o STOP e fui dormir. Mas, por sorte, não o fiz. Assisti até o fim.

A história é a seguinte, um cara é traído por sua mulher com um colega de trabalho. Ele sai de si e ataca o amante. Ocorre o julgamento e ele vai parar em um hospício. Ele é BIPOLAR! Nos 8 meses que passa em tratamento, não para de pensar em sua esposa. Ele quer ficar bem pra ela. Erro número 1. Nós devemos ficar bem para nós mesmos e não para os outros!

O tempo passa e sua mãe o retira da clínica. Ele volta pra casa, tem alguns novos surtos, a polícia fica na cola e… ele decide tomar remédios, frequentar a terapia e pensar positivo. Nesse meio tempo, conhece uma moça. Sempre assim. Ela está cheia de problemas também. Os dois, no começo, não se bicam muito. Mas a moça vê algo nele. Ela insiste e eles começam a se ajudar.

Eles correm juntos e… dançam! A moça se inscreveu em um Concurso de Dança e precisava de um parceiro. Em troca de ajudá-lo a reconquistar sua esposa, ela pede que ele seja seu parceiro. A história desenrola. Eles ensaiam bastante e chega o grande dia.

Na plateia, a ex-mulher. No bar, a amiga, cheia de problemas, dançarina, afogando as mágoas (2 copos de vodca, pura, não fazem cócegas. AHAM). Por que cargas d´água a ex-mulher, de fato, estava lá? (Para entender a inclusão da expressão “de fato”, favor assistir ao filme. Obrigada!)

Chega a vez do casal. Eles até mandam bem, mas né, são amadores. Por conta de uma aposta, precisam apenas de uma nota final de valor 5. Adivinha?! Óbvio que eles conseguem. Assim, cravado, mas conseguem.

Ele abraça a parceira e vai de encontro à ex. A parceira sente ciúmes. Tadinha, foi trocada; sei bem como ela se sentiu, muito bem! Ele sussurra algo no ouvido da ex. Volta para a pista de dança e pergunta pela parceira. “Quedê?!” Ela saiu, chorando, desnorteada, arrasada, #chateada!!!

Ele a alcança. Entrega uma carta. Desta vez não é para a ex-mulher (ela fingia entregar suas cartas à ex, para animá-lo! OUMMM). Era para ela. Ele se apaixonou. OUMMM, de novo. Ela não acredita no que lê. Abre um sorriso e lasca um beijo (de dar água na boca) no galã. Esse é o lado bom da vida!!!

Chorei, viu. Chorei mesmo. Chorei porque vi ali uma moça, cheia de problemas, sendo altruísta. Ela se doa ao outro! Chorei pelo esforço dele em querer ficar bem. Chorei pela dança, pela conquista, pela paixão! Eles se apaixonaram!!!

Chorei porque eu estou de TPM, cheia de problemas e não consigo “ler os sinais”. Chorei porque chorando, alivio minha ansiedade, minhas tristezas, minhas decepções. E aí, eu pego o celular e vejo uma mensagem. “Boa noite, linda”. Enxugo minhas lágrimas e vou me deitar. Tão simples e tão especial. Quem sabe?!

Idas e vindas do amor

Ontem foi dia de mais um filminho mamão com açúcar. FASE. “Idas e vindas do amor”. Não sei como não tinha visto antes. ADOREI. Pra quem não sabe, se trata de um filme sobre diferentes casais, vivenciando o Dia dos Namorados.

Um personagem pede sua namorada em casamento e ela vai embora. Outro, mantém relacionamento com duas mulheres, a esposa e a namorada – essa última descobre tudo. Tem ainda aquele que descobre a traição da sua esposa, o que se assume gay, a mãe que volta pra rever o filho, o casal de jovens que planeja sua primeira noite de amor, a moça que é atendente de disque-sexo e a solteira louca que acaba comprometida.

Conclusão:

Não adianta tentar ficar com uma pessoa que não tem nada a ver com você. Mais cedo ou mais tarde, ela irá te decepcionar.

Os amigos são os melhores amantes. Já deu uma olhadinha pro lado? Eu já e percebi que não tenho mais amigos homens, tipo, aqueles que seriam a solução. Todos estão namorando ou são ex de amigas. Como faz? Procura-se amigos.

Homem que vive sem tempo, pode/quase sempre tem vida dupla. Cuidado!

Todo mundo tem, algum dia, uma recaída. Traição é difícil, mentira também, mas o arrependimento deve ser levado em conta. Quem ama, perdoa. Quem está apenas apaixonado, não!

O amor acontece para todos. Homens e mulheres. Homens com homens. Mulheres com mulheres. E ATÉ homens com mulheres!!!

Às vezes, a gente tem que se afastar de quem a gente tanto ama, mas um dia a gente volta. E o pensamento? Continua de onde ele nunca saiu!

É muito bom estar doente de amor, escrever cartinhas e comprar flores para sua amada!

A primeira noite não deve ser planejada, ela tem que acontecer. E isso não vale só pra sexo.

Pagando bem, que mal tem? Calma, esse é pros freelas da vida. Sem pensar besteira.

Solteiras loucas, uma hora, encontram suas metades. Que alívio!

Pode ser? Tranquilo? #partiu

Amizade Colorida

Folder do filme "Amizade Colorida"

Ontem, decidi que não ia ao cinema, faria um download pra ele vir até mim. HOHOHO. Sabe como é né, minha carteirinha venceu em setembro. Pagar inteira é osso. Então, bora assistir no PC mesmo. Pois bem, “Amizade Colorida” ou “Amizade com benefícios”, como quiserem. Uma comédia romântica que acaba com o mito do conto de fadas. Como eu estou naqueles dias, nostálgicos, carentes e afins, chorei, óbvio. Mas curti, muito. Tanto que vim aqui fazer algumas considerações sobre o longa. Preparados?

Primeiro, queria fazer um comentário publicitário. Fui procurar sobre o filme e descobri o que suspeitava: o filme é da Sony Pictures. Nunca vi tanta propaganda escancarada. Telas Sony, notebook Sony Vaio, televisão Sony. XENT! Um merchan só. Passado isso, vamos ao tema mais divertido: paixão.

Não sei se vocês sabem, mas o filme é sobre o famoso P.A (p*nto amigo) ou sobre Fuck Friends. Aqui vocês sempre escolhem o termo preferido! Enfim, uma garota, louquinha de tudo, recruta um cara para a revista QG. Ela faz de tudo para ele aceitar a proposta, afinal, ela ganharia um super bônus. Tem até FLASHMOB no pacotão chantagem… ADOREI!

Resultado? Óbvio que ele aceita. E como não tem nenhum amigo na cidade, começa a sair com ela. Em um destes encontros, como amigos, eles começam a falar sobre sexo. Aliás, é ela quem puxa o assunto. Moderna e cheia de atitude, vamos combinar. Aí, ele diz que sexo deveria ser igual partida de tênis, você joga, se despede do adversário e está tudo lindo. Minha mãe diria: que pouca vergonha!

No fim, já sabem, eles fazem um pacto (de não se envolverem) e vão pra cama.  Ah, essa hora rola um merchan do Ipad hehehe. Um fala o que dá prazer no outro e… encontram a fórmula mágica. Química total. Eles se veem todos os dias e aliviam as tensões mundanas. Haja libido.

Aí, chega um feriado e ele a leva para sua casa. Péssima ideia. Todos acham que ela é sua namorada e vibram. Mas ele deixa claro: somos apenas amigos. Será? Por mais que as pessoas combinem algo casual, não dá. Somos seres humanos, temos sentimentos. E toda a química, uma hora, vira física, matemática, literatura e, no fim, história. Não faz sentido?

Ele se apaixonou e ela, também. Só que ele, para se esquivar da irmã, fala um monte de m#rda sobre a amiga. Ela ouve e não gosta. Desaparece. Que mulher gosta de ouvir que é problemática? NENHUMA. Eu que o diga…

No final, eles ficam juntos, claro. E #todosCHORA. Eu chorei, pelo menos. Detalhe, ela vivia assistindo romances, comédias românticas. Até havia decorado as falas dos personagens. Sonhava com o príncipe do cavalo branco e tudo mais. E mal sabia que seu príncipe não sabia fazer contas, tinha medo de altura, gaguejava quando ficava nervoso e amava Harry Potter!!! Estão vendo? Vamos apostar mais em nossos amigos! O bonitão, loiro dos olhos claros, romântico, MONOGÂMICO, dono de um haras (porque um cavalo branco, hoje em dia, não é suficiente) só existe nos livros infantis. Quer dizer, conheço um mais ou menos assim, mas ele está namorando (risos).

Meninas, meninos, vamos curtir mais, procurar menos. Esse é o canal. Mais, vamos deixar o orgulho e o medo de lado e nos entregar às paixões. É tão bom… =)