“Faz ela feliz”

Sabe aquele dia que você liga as músicas mais melosas, mais doídas, mais coraçõezinhos flutuantes? Hoje.

Deixei a carcaça de Mari Onça e pus a Mari Lebre pra funcionar. Ouvi 10x, veja bem, 10x a mesma música. “Cuida bem dela… você não vai conhecer alguém melhor que ela.. promete pra mim… o que você jurar pra ela, você vai cumprir…”

Alguns diriam que eu estou apaixonada, outros, carente, e ainda outros, de TPM. Os primeiros e os últimos erraram. Os do meio devem me convencer de que isso é carência. Quero provas. Mentira, quero abraços, de urso. Quero beijos demorados. Quero… Ok, eu assumo, acho que a dona carência veio e ficou.

Não tenho ninguém em mente, juro. Nem do passado, nem do futuro. Muito menos do presente, senão não teria ouvido tantas vezes a mesma melodia. Dã!

Não penso em nada, só em abraços. Acho que tenho problema. Era tudo o que eu queria. E não, não vale de irmão, de mãe… queria um abraço de proteção, de macho com ch ou com x, essa reforma ortográfica vai pirar a cabeça de geral. Quer dizer, os mais esquecidinhos vão adorar. Errando, vão acertar.

Ok, mudei de assunto.

Um abraço. Só hoje. Pode ser? Feliz eu era quando paquerava meu vizinho. Era só descer o elevador e… quem vê pensa. Era nada.

Um abraço, um beijo, uma mensagem de “quando vamos nos ver de novo?” Eu vivo bem sozinha, solteira, independente. Mas poxa, sou humana, tenho coração e sinto sim a falta de alguém comigo.

Porém, contudo, todavia, os currículos que eu tenho recebido não têm mão de obra qualificada. Então, a vida continua.

Vou ouvir só mais uma vez antes de dormir. Eu juro. E vou cantar bem alto – ainda não são 22h. Canta comigo?!

 http://youtu.be/2Q6eFRuYa2w

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