Não senta!!!

Sabe que as maiores fontes  que os escritores, blogueiros e afins têm são seus amigos. Uma conversa na fila do cinema, do Mc Donald’s, na rua, que seja, pode render muitos caracteres. A que venho contar é deste tipo, conversa de amigo. Ri muito. E tirei algumas lições. Vamos aos fatos.

Fui ao centro tomar um passe. Como as atividades lá demoram para começar, começamos a contar as proezas da nossa vida e tcharã: não senta não! Calma, vocês vão entender. Ele, muito convencido, estava contando sobre as mulheres com quem saía. “Só pego mulher gata”. Eu parei, respirei e quase bati nele. Mas não cabe a vocês saberem o motivo. Enfim…

Aí ele começou: “Uma vez, marquei um encontro com uma menina. GATA DEMAIS [ele precisava dar ênfase a esse ponto]. Aí, fui na casa dela. Estávamos tomando vinho, sou muito romântico [ponto dois, mais uma ênfase]… Do nada, olho em cima de um móvel e vejo várias fotos de um menino. Ela percebeu que eu mudei minha feição e mandou eu sentar.

- Sabe o que é, este é meu filho. Tem ‘x’ anos [não lembro]. De um relacionamento passado. Não tenho mais nada com o pai dele e bla bla bla.

Tudo bem ela ter um filho. Podia ter contado antes, mas era um caso do passado. Fiquei de boa. O clima começou a esquentar e fomos pro quarto dela. Cheguei lá, um berço. Juro, fiquei parado, na porta, pensando, um menino daquele tamanho não dormiria no berço. Como pode?

- Senta, Fulano. Esse berço é da minha filhinha.. e bla bla bla.

Fiquei perplexo e na hora não pensei, mandei um: Não me manda sentar mais nenhuma vez, porque toda vez que eu sento, nasce uma criança…”

[Eu ri demaissssssssss. Como assim?!]

Fecho aspas, paro com os colchetes. Agora sou eu, Nane, quem vai falar. Eu ri muito com a história. E pensei nas ênfases. Mulher GATA, foi na casa, romântico. Vamos analisar… Quer saber? BEM FEITO pra ele e para todos os zé ruelas que saem com mulheres visando apenas sua beleza. São tão belas que já passaram pela mão de vários!!!

A mulher devia ser um anjo, né? Um filho de cada pai. Largava os filhos, sabe-se lá com quem, e ia à caça, de algum zé ruela, na  balada. É isso mesmo que vocês querem, queridos? Mulheres bonitas, sem pudor algum, que comem pizza, tomam vinho e a cada sentada apresentam um filho?

Façam-me o favor! Tudo bem que este tipo de mulher vocês usam para tirar onda com amigos e dar uma brincadinha. Mas cuidado, quando for visitar uma delas, jamais sentem e, claro, se protejam, porque essa pode ser uma daquelas noites “Kinder Ovo”… olha a surpresinha! Wreal.

Colegas!

Não, não vim falar sobre aquelas pessoas que trabalham com a gente ou que conhecemos em um evento à parte. “Você é amigo de fulano? Não, somos colegas!”

Meus post é dedicado ao filme nacional de título “Colegas”. Já ouviram falar? MUITO BOM! Como já disse em outro post, não sou muito de filmes, mas olha, os longas têm me surpreendido. Esse então…

Três jovens com síndrome de down protagonizam a produção de Marcelo Galvão: Stalone, Aninha e Márcio. Eles moram juntos, em um Instituto voltado para crianças e jovens portadoras de down. Cada um tem sua história, seus medos e seus sonhos. Stalone quer conhecer o mar (quantas pessoas não partilham deste mesmo sonho?), Aninha quer se casar (este então…deixa pra lá) e Márcio quer voar (♪♫ liberdade, liberdade… abre as asas sobre sobre nós ♪♫).

Então, em um belo dia, eles decidem correr atrás de seus sonhos. A noite cai e o plano começa a entrar em cena. Eles roubam o carro do Lima Duarte, que trabalha como coordenador do Instituto (sei lá o que ele faz lá…). Com fome, param em um posto e assaltam a conveniência. É o início de uma aventura desenfreada, que vai parar até na Argentina. Hola, ¿que tal?

De três crianças “mongolóides”, como dizem alguns personagens do filme, a 3 procurados pela polícia. Imagina o que eles não aprontam!!! Não vou contar detalhe por detalhe, mas posso dizer que “Colegas” foi muito bem escrito e dirigido. Pra quem é de Campinas, é muito divertido. As filmagens aconteceram em Paulinia, Barão Geraldo… Cuidado para não se entregar ao identificar o Motel de beira de estrada em que os policiais se hospedam… #ficadica

Vocês vão rir, soltar um “oummm” involuntário, ficar de queixo caído (com algumas cenas) e bater palmas, mesmo que internas, quando o enredo chegar ao fim.

Vale muito a pena. Eu jur0. Vá com os amigos, com a mãe, as tias, a vó, o cachorro, o primo, o vizinho, o peguete… Leve todo mundo. Vocês vão adorar o programa cultural. Anotado? #partiu.

[Ao clicar na imagem, você será redirecionado à Fan Page do filme]

“Casar na balada”

Acho muito engraçado o choque cultural que vivemos hoje em dia. Quer dizer, quem vive o choque são nossos pais e avós… Minha mãe conta que, antigamente, não tinha esse negócio de ficar. Ou você namorava ou só paquerava. Beijo? Algo muito sério.

Era algo assim: uma praça, homens andando em sentido horário e as mulheres no sentido contrário. Se eles quisessem namorar, davam sinal e ambos saiam para a calçada da praça. Poético, né? Praticamente a ciranda do amor. E hoje?

Bom, hoje você sai pra balada, dá umas voltas e faz uns amigos no meio do caminho. Ou uns ficantes; nada de namorado!!! Uns se beijam, outros só flertam e ainda outros, casam na balada. o.O E lá fui eu explicar o termo.

“Então, mãe, vi o ‘x’ na balada. Ele casou. Não sei se chegou acompanhado ou se arrumou lá. Mas ficou com a menina até a hora de ir embora”. Ela me olhou espantada. Minha tia soltou um: e não é pra ser assim? A prima 5 anos mais velha completou: na minha época era assim também…

E aí, gata garota, que saia justa, né? “Não, gente. Você sai com seus amigos. Aí encontra alguém, beija e tal. Mas você não precisa passar a noite inteira com a pessoa!!! E se o beijo não combinou? E se você quer curtir com os amigos?” Não foi suficiente.

“Acho horrível sair beijando 2, 3…” Eu ri e soltei um: “não, mãe, isso é micareta…” Ela não se convenceu. O assunto ficou tenso. De repente, começam a cantar: “beijo na boca é coisa do passado, a moda agora é… é namorar pelado…” Apelou, perdeu.

A partir de hoje, só vou beijar alguém que estiver andando no sentido contrário ao meu e der um sinal pra gente ir pra calçada, em frente a minha casa, pra pedir minha mão em namoro! HAHAHA “Noooossa, noooosa, assim você me mata!”

[Texto escrito em 8 de Agosto de 2011. Atualização: Eu falava de um primo, que está namorando a tal menina até hoje. Casou fora da balada também (risos). Ah, e ainda não encontrei ninguém na praça!]

Desabafo de uma amiga

Eu sempre fui uma pessoa sincera. Aliás, usava o blog para desabafar, exprimir o que estava me deixando mal. Parei de fazer isso porque achava que passava uma energia negativa. Parece que a gente é depressivo, não sei. Mas hoje não consegui me segurar. Escutei algo que me decepcionou muito.

Muitas pessoas não conseguem manter grupos de amigos em comunhão. Se está com o grupo da faculdade, esquece o da escola. Se está com a galera do trabalho, esquece dos amigos mais próximos. Rotineiro. Comigo nunca foi assim. Sempre juntei as turmas. Eu gosto disso. De ter todo mundo unido, se conhecendo. Só que o que eu não sabia é que as turmas não eram felizes assim! Que pena.

Você vai fazer um churrasco. Quem convidar? Lista grande. Tanto que nunca consegui bancar uma festa de aniversário. Só de família são 120 pessoas, mais, por baixo, uns 60 ‘amigos’. Falência na certa. Dó de mim. Queria agradar e acabei saindo na pior. “Se não chamar fulano, ele vai ficar de bode…” E você chama e não vai. Ou se vai, não enturma. Como lidar?

O pior disso tudo é saber que você inclui as pessoas em tudo, mas elas nem se lembram de você quando o papel é inverso. Fiquei chateada sim. Me senti rejeitada, como nunca havia sentido antes. E não culpo as pessoas. Ninguém é obrigado a gostar de ninguém, a conviver com ninguém. Mas falsidade pro meu lado não, né?

E sabe o que é pior disso tudo? Eu sou muito extremista. MUITO. E confesso que está sendo bastante difícil tratar bem aqueles que por algum momento faltaram com a verdade! Por que as pessoas insistem em inventar desculpas? Em mentir? Falar a verdade é tão mais sublime. Perderam o encanto. As pessoas perderam seu encanto!!!

Eu, que só queria o bem, tomei! Que dó da formiguinha! Me dá uma sensação ruim. Como lidar? No auge dos meus 20 anos, eu não olharia mais na cara das pessoas. Sim, é mais de uma. Como eu estou chateada! Mas nos meus 20 e poucos anos, eu resolvi ser social. Quer ser apenas mais um, então vai ser. Quer apenas ter um contato social, de vez enquando? Assim será.

Desculpa galera, mas se alguém vier me falar “você não me chamou…” Vai tomar uma bem gostosa. Consideração precisa ser recíproca. Se não for, não deve existir.  Eu posso ser boazinha, ingênua, ter um ótimo coração, mas não brinca comigo não. Não brinca.  Ah, eu não sei ser falsa, então logo as pessoas perceberão que as coisas, bom, as coisas, mudaram!!!

Alô, vamos negociar?

Dia de final do campeonato brasileiro. Bar lotado. Ambiente meio escuro. Muitos chopps, muitos copos, muitos garçons limpando as mesas. Segurei meu celular. Pretinho, básico, vai que o garçon tira junto com a sujeira?! Eu fiz isso, minha amiga não.

Pagamos a conta e resolvemos fazer um ‘pit stop’ na sorveteria. Quando ela se dá conta, cadê o celular? Ligou para ‘si mesma’ e uma mulher atendeu. “Olha, eu estou com seu celular. Gostei dele. E não vou devolver. Você quer negociar? R$300?” OIE?

Bom, tendo em vista que o celular dela é um smartphone, caro, e que ela guarda a vida inteira dentro daquele aparelho – inclusive contatos profissionais -, como proceder? Ligamos para uns amigos que ainda estavam no bar e voltamos pra lá. Eles disseram não ter visto o celular. No meio do caminho, bloqueamos o aparelho e a linha. Nada como ter amiga gerente da Claro!

Chegamos tumultuando, querendo falar com o gerente. Uma amiga resolveu perguntar pros meninos de novo. Na roda, eles e umas garotas que estavam sentadas na mesa ao lado da nossa, durante o jogo. Falo garotas, mas a vontade é de soltar um “vadias” logo de cara! Pois bem, “aí, não consigo fazer maldade”, soltou uma delas. Favor ler essa frase com a maior voz de bisca! MALDADE?

Quanto tempo leva pra um menino amadurecer? Hein? O celular estava com os nossos ‘amigos’ – quem precisa de inimigos? E a “garota” – vadia – que havia passado o trote na gente. Como pode?

Homens, ligariam no celular de qualquer outra amiga e falariam: vocês esqueceram o aparelho aqui, onde estão? Vou levar aí… MOLEQUES, pedem para vadias passarem trote nas amigas. Deixam elas desesperadas, pensando em como amenizar a situação! Taí a diferença!

E sim, Rafael, agora o post foi pra você! Mandou benzão! Orgulho!!!

 

 

A beleza real

Chegou o fim de semana. Era hora de curtir uma festa atrás da outra. Tira o guarda-roupa pra fora, escolhe o acessório, o sapato e ‘bora’ maquiar. Os mesmos produtos. Quer dizer, com uma base nova, super potente! Make divino. E o melhor, a base não saía com o suor. Esse lance de escorrer maquiagem é trash.

Passou sábado. Passou domingo. Segunda-feira, algo estava estranho. Parecia ter voltado à puberdade. Na bochecha, aquelas, bem fofinhas e elásticas, algumas feridinhas. O que será? Achei que era alimentar. Dois dias comendo salmão… vai que… Nada.

Foi piorando. Decidi procurar um médico; a alergia estava piorando. A doutora foi clara: “cosmético”. Contei minhas novas aquisições e ela achou que poderia ser o protetor facial. Eu acreditei. Naquele dia, tinha um show. Perguntei se podia passar maquiagem. Como eu iria toda “berebenta” na festa?! Maior ‘cagada’.

O show foi ótimo. Ninguém notou minha pequena grande alergia. Rendeu. No outro dia… Ah, o outro dia. O rosto inteiro vermelho, com feridinhas. Base maldita, base maldita la lala lala! Achei que o tratamento dado pela médica iria me salvar. Que  nada. Acordei sábado parecendo o Kiko, do Chaves. Inchada, rosto febril e vermelho. E agora, meu Deus?

Perdi um curso, em SP. Deixei de sair com meus amigos. Hibernei. Chegou a segunda-feira. Fiquei de plantão no consultório do MEU médico. Tratamento modificado. Laudo? Cosmético. A base, com certeza. Comecei a me drogar novamente. O rosto foi melhorando. O duro era a pomada. Meninas, sintam o drama. Sabe quando a gente vai descolorir os pelos? Passa a água oxigenada com pó descolorante e…. COMO ARDE! Pois bem, era essa a sensação. Só que no rosto! Triste.

Hoje, faz 10 dias que estou com o rosto ‘deformado’. Consegui um laudo de uma médica credenciada da Natura. Resultado: 3 médicos, um mesmo diagnóstico, de molho em casa. E a melhor parte, vão ainda mais uns 10 dias! Oh, shit!

Mas por que eu contei tudo isso? Primeiro, porque muitos estão sem entender os recados no meu Facebook: “melhorou?” Estou melhorando. Segundo, porque é na hora da ‘tristeza’ que você descobre quem, realmente, se importa com você!

Agradeço a todos que me mandaram mensagens carinhosas, torcendo pela minha recuperação. E agradeço também àqueles que até pensaram em mandar algo, mas não acharam conveniente, por diferentes motivos. Aos indiferentes, obrigada também. Foi muito valido descobrir que a importância que eu dou a algumas pessoas não é NADA recíproca.

E assim caminha a humanidade. “Você está com alergia? Fez peeling?” Calma, galera. Sim, meu rosto está vermelho e marcado, mas logo volta ao normal e aí, a galerinha da inveja pode voltar à ativa. Já sabe, né, o que não mata, fortalece! #partiu

 

Amizade Colorida

Folder do filme "Amizade Colorida"

Ontem, decidi que não ia ao cinema, faria um download pra ele vir até mim. HOHOHO. Sabe como é né, minha carteirinha venceu em setembro. Pagar inteira é osso. Então, bora assistir no PC mesmo. Pois bem, “Amizade Colorida” ou “Amizade com benefícios”, como quiserem. Uma comédia romântica que acaba com o mito do conto de fadas. Como eu estou naqueles dias, nostálgicos, carentes e afins, chorei, óbvio. Mas curti, muito. Tanto que vim aqui fazer algumas considerações sobre o longa. Preparados?

Primeiro, queria fazer um comentário publicitário. Fui procurar sobre o filme e descobri o que suspeitava: o filme é da Sony Pictures. Nunca vi tanta propaganda escancarada. Telas Sony, notebook Sony Vaio, televisão Sony. XENT! Um merchan só. Passado isso, vamos ao tema mais divertido: paixão.

Não sei se vocês sabem, mas o filme é sobre o famoso P.A (p*nto amigo) ou sobre Fuck Friends. Aqui vocês sempre escolhem o termo preferido! Enfim, uma garota, louquinha de tudo, recruta um cara para a revista QG. Ela faz de tudo para ele aceitar a proposta, afinal, ela ganharia um super bônus. Tem até FLASHMOB no pacotão chantagem… ADOREI!

Resultado? Óbvio que ele aceita. E como não tem nenhum amigo na cidade, começa a sair com ela. Em um destes encontros, como amigos, eles começam a falar sobre sexo. Aliás, é ela quem puxa o assunto. Moderna e cheia de atitude, vamos combinar. Aí, ele diz que sexo deveria ser igual partida de tênis, você joga, se despede do adversário e está tudo lindo. Minha mãe diria: que pouca vergonha!

No fim, já sabem, eles fazem um pacto (de não se envolverem) e vão pra cama.  Ah, essa hora rola um merchan do Ipad hehehe. Um fala o que dá prazer no outro e… encontram a fórmula mágica. Química total. Eles se veem todos os dias e aliviam as tensões mundanas. Haja libido.

Aí, chega um feriado e ele a leva para sua casa. Péssima ideia. Todos acham que ela é sua namorada e vibram. Mas ele deixa claro: somos apenas amigos. Será? Por mais que as pessoas combinem algo casual, não dá. Somos seres humanos, temos sentimentos. E toda a química, uma hora, vira física, matemática, literatura e, no fim, história. Não faz sentido?

Ele se apaixonou e ela, também. Só que ele, para se esquivar da irmã, fala um monte de m#rda sobre a amiga. Ela ouve e não gosta. Desaparece. Que mulher gosta de ouvir que é problemática? NENHUMA. Eu que o diga…

No final, eles ficam juntos, claro. E #todosCHORA. Eu chorei, pelo menos. Detalhe, ela vivia assistindo romances, comédias românticas. Até havia decorado as falas dos personagens. Sonhava com o príncipe do cavalo branco e tudo mais. E mal sabia que seu príncipe não sabia fazer contas, tinha medo de altura, gaguejava quando ficava nervoso e amava Harry Potter!!! Estão vendo? Vamos apostar mais em nossos amigos! O bonitão, loiro dos olhos claros, romântico, MONOGÂMICO, dono de um haras (porque um cavalo branco, hoje em dia, não é suficiente) só existe nos livros infantis. Quer dizer, conheço um mais ou menos assim, mas ele está namorando (risos).

Meninas, meninos, vamos curtir mais, procurar menos. Esse é o canal. Mais, vamos deixar o orgulho e o medo de lado e nos entregar às paixões. É tão bom… =)