A origem do meu câncer

Calma, sem desesperos, eu não estou com câncer. O título foi sensacionalista para chamar sua atenção, só isso. O fato é que vira e mexe as pessoas saem dizendo por aí que uma das causas do câncer tem a ver com guardar mágoas ou problemas para si.

Bom, quem nunca… deixou de falar o que tinha vontade para alguém para não magoar? Eu faço isso sempre. Rotina. Antes, segurava menos. Era chegar no meu limite, que era baixo, que eu saía falando tudo o que pensava. Se dava certo? Acho que socialmente falando não, mas em relação ao câncer… não desenvolveu!

O problema é que agora me sinto frágil. Tipo, totalmente propensa a ter câncer. Será? Eu guardo tudo. Odeio ficar me abrindo. Sou do tipo que sofre sozinha, calada, com o meu Evangelho Segundo o Espiritismo debaixo do braço. Não curto conversar. Me abrir. Tem gente que adora, precisa, eu não! E isso, dizem as más línguas, não faz bem.

Aí você deve estar se perguntando: onde essa menina quer chegar? Eu estou engasgada. Meu maior desejo é falar poucas e boas para algumas pessoas. Que tal reclamar menos e agir mais? Difícil, né? Muito mais fácil ficar reclamando, se achando uma pessoa injustiçada, invejando a vida alheia… Pra quê melhorar a sua própria vida?!

Tenho vontade de falar: ACORDA, benhê! Nada cai do céu. Se quer, corre atrás. Se não tem, cultive. Se não pode, se conforme. Ao invés de ficar gorando os outros, faça por merecer!!!

Ultimamente tenho reparado na energia das pessoas. Como estão baixas… Só se fala em problemas, dinheiro, brigas, decepções amorosas… Ninguém vê o lado bom da vida. A saúde, a união, o amor. Não faz sentido. Em um mundo capitalista, pensar em sentimentos, em valores, é coisa de louco. É, agora eu entendo o apelido que ganhei anos atrás: Mari Louca.

E não me venham apontando os dedos e dizendo: você fala assim porque está bem, viajando toda hora, saindo pras baladas… Ninguém sabe o que eu passei, como eu batalhei e ainda o faço. Ninguém sabe sobre as mágoas, sapos e o caralh# a quatro que eu guardo só pra mim. Não fique concentrado no umbigo dos outros, olhe para o seu. Ele deve estar precisando de um cotonetizinho. Passe um pouco de creme, ajuda na limpeza.

Quer saber? Sai dessa, abre uma SKOL!

 

 

À procura de conteúdo

As pessoas devem se perguntar: será que ela não sente falta de alguém? Por que ela está há tanto tempo sozinha? Será o possível que ninguém é bom o suficiente? Quer a real? Muitas vezes a gente super valoriza uma pessoa e quando vê: decepção. Outras tantas, a gente desdenha alguém e quando vê: maldito cupido. A vida é, sim, uma caixinha de surpresas. E eu, bom, eu procuro demais mesmo…

Reparo em tudo. Mas sabe o que mais me atrai? Não, não é beleza. Lógico que a pessoa tem que te atrair fisicamente. Seja uma boca carnuda (quem não gosta?), um olhar perturbador, uma perna definida, um braço cheio de voltinhas… Alguma coisa tem que chamar atenção. Mas não… o que mais me atrai é o tal do conteúdo. E não tem a ver com a minha profissão. Não faço a jornalista intelectual!

Eu gosto de papo. Homens que falam sobre tudo. Vão desde o famoso diálogo de elevador (tempo feio, né?) até futebol. Eu sei falar sobre futebol!!!! Homens que brincam, fazem piadinhas (com limites), contam histórias da sua vida. Que falam da família, dos amigos, da profissão. Homens que querem mostrar quem são e não o que tem!!!!!!!!!

Eu gosto de pessoas que olham nos meus olhos, pegam nas minhas mãos e falam o que têm vontade de falar. Pode ser a maior babaquice do mundo, a cantada mais furada da sua vida… mas com sinceridade. Gosto de pessoas que não têm vergonha de se assumir, de lutar pelo o que querem. Gosto de pessoas que provocam arrepios com um simples toque no braço, no rosto, no cabelo…

Eu gosto de pessoas. De atitude. De índole. De verdade. Pessoas que têm defeitos, mas que assumem os erros. Pessoas que têm dificuldades, mas que buscam o esclarecimento. Pessoas que querem, fazem e acontecem.

Sabe? Chega de bla bla bla, chega de indecisão (já basta a minha pessoa). Chega de números,  vantagens, experiências. Eu quero aprender junto. Eu quero construir história. Pode ser? Eu estou à procura de conteúdo. E, enquanto eu não acho, me divirto com os meus livros (e não, não tem a ver com 50 tons de nada). Ai os livros…

A insegurança de uma mulher

Os quilinhos a mais, a celulite, o cabelo sem lavar, as espinhas, olheiras… O desprezo, a troca, a mentira, a ilusão, a traição… São tantos detalhes. Detalhes que fazem com que uma mulher, qualquer uma, se sinta insegura.

E o que uma mulher insegura faz? Algumas vão ao shopping, outras ao cabelereiro, ainda outras, pegam o primeiro avião e somem. Só? Não. Umas entram em depressão e se trancam no quarto, outras investem na comida e ficam ainda piores e, ainda outras, bebem.

Eu acho que sou um misto do 2° blobo. Me escondo, como muito doce e quando saio, bebo todas. E não só eu. O problema é que isso tudo não resolve. Nós temos que ter consciência da nossa importância. Temos que, muitas vezes, engolir nossos desejos e tocar a vida. Difícil, né? O que não pode é descontar nos outros.

Podia vir aqui e dar um exemplo real e atual, mas sei que isso custaria minha cabeça. A pessoa acha que está certa. Quer dizer, acha que não errou, apenas estava bêbada. Hmmmm, deixa eu pensar. A bebida não é culpada, né? Quando a gente bebe, faz as coisas com maior intensidade. E acaba falando demais, fazendo demais e… curtindo uma ressaca moral. Eu curtiria, pelo menos.

O fato é que… meninas do meu coração, não adianta beber todas pra sair falando o que quer. Se você deseja alguém, fale sóbria. E escute sóbria o que a pessoa tem a dizer. É mais fácil digerir os fatos. Não beba pra chamar atenção. Não beba pra ter atitude. Não beba, pra não perder a maturidade e sensatez. Nem todos estão dispostos a relevar atitudes alheias, mesmo que elas estejam regadas à alcool.

Se for pra beber todas, arque com as consequências. Cadê o botão do “dislike”? #ficadica

 

O manual deles

Bla bla bla. Mulheres conversam. Se lamentam. E percebem que as histórias são sempre as mesmas, só mudam os personagens. Então, depois de se consolarem, planejam: se eu pego o manual dos homens, eles estão todos f*didos. Manual, ai se eu te pego…

Fácil. Tarefa fácil. Quer saber como deixar um homem de quatro, como muitas vezes eles no deixam? Sem conotação sexual, por favor. Pois bem, basta seguir o nosso manual ao contrário. Isso mesmo, o manual masculino é o nosso de ponta cabeça. ANOTA!

O que uma mulher espera de um sábado à noite? Um namorado! Não adianta falar que vai pra balada dançar. Essa, definitivamente, não cola mais. A gente vai, sim, com esperança de conhecer alguém bacana, que nos ligue no dia seguinte e no outro e no outro e, incrivelmente, no outro. Homens solteiros, bem sucedidos e bem humorados. Homens casados, comprometidos, sem estudo, sem trabalho e mal humorados não têm vez. Está com o caderninho na mão?!

Pois bem. A gente espera carinho, convivência, paixão. Espera um dia ser pedida em namoro, ser tratada como mulher, amada, e não objeto sexual. Espera um SINCERO, que fique claro, “Eu te amo”. Estou mentindo? Não!

E eles? Bom, eles não querem nada disso. Experimenta falar em noivado, casamento… Vish, pra quê? A mulherada está aí, no CIO! Elas xavecam, elas pagam o motel, elas… liberam a periquita. Então, pra que namorar, minha gente? O amor está em crise!

Voltando ao manual. Lá vai. Se tiver coragem, faça o teste. 1ª regra: você precisa estar muito bem consigo mesma. Sim, falo de auto-estima no lugar, peito no lugar, bunda no lugar e bla bla bla. Balançou a cabeça positivamente? Então vamos para a 2ª regra: você deve saber paquerar, ou seja, se insinuar sem ser vulgar. Cuidado, para passar de sexy para garota do Itatinga é um triz (nossa que gíria mais idosa). 3ª regra: você é quem dá as regras. “Comigo é só um lance. Não quero que você me ligue amanhã. Odeio a expressão ‘eu te amo’. Amanhã, se você me vir na rua, finja que não me conhece”. Combinado? Ele vai ficar assustado. Vai acreditar ter encontrado a mulher da sua vida. PERFEITA! Com os mesmos ideais que ele, gostosa, poderosa… ai ui ai. 4ª regra: suma do mapa. Se possível, vá atrás de outras presas. Bem longe. Não atenda ligações. Não responda mensagens. Nem e-mails. Pode ser?

Taí, receita de sucesso. Pode ter certeza, minha cara, que o cafajeste vai dar milhões de pulinhos pra ter mais uma noite contigo. Sabe como é, o difícil é muito mais gostoso! Wreal!

Quem fala o que quer…

(…) nem sempre escuta o que…gostaria. Há sempre de ter uma Nane, zagueira, chutando a bola pra bem longe… #ficadica

Homem quando abre a boca, de duas, uma: ou não sabe o que fala ou espera uma resposta bem dada. Não sei em qual das opções o ocorrido se encaixa, mas posso assegurar que o meu pensamento foi bastante malicioso. Eu podia ter feito o que eu mais gosto: surpreender, mas…

Conversa vai, conversa vem, surgiu o assunto saúde. Contei sobre a endoscopia (estou bem, caso fiquem preocupados) e tomei um: nane, você precisa relaxar; você está muito tensa…

Nem lembro o que respondi, mas o que eu pensei na hora, tenho de cor. Ai, se alguém pudesse ler meus pensamentos… Ai se… eu? Tensa? Pensamento totalmente masculinizado. Subliminar… Eu, tensa, uma solução… e aí? Coqueiro balançou, côco caiu, rola ou empaca? well, well, well…

Fiquei quieta, mas dei um sorrisinho “do mal” – pro computador. Fui meio bugrina. Bola no gol e eu chutei pra escanteio. Como pode?

Estes dias li sobre atitude. “Um minuto de indecisão mata uma vida de felicidade”. Acho que falta atitude. Ou não. Seria insegurança? Seria falta de vontade? Sabe não…

A única coisa que eu sei é que eu não tive coragem de mandar um: a gente podia… Só papo. Não ia mesmo. Só jogo. E jogo por jogo, prefiro meu Jewels. Aliás, hora de bater recordes. Good Night.

Ah, se liga, tudo podia ser muito diferente. Oportunidade. Ação. Pessoas que desistem fácil, viu…