O melhor beijo da sua vida

Ontem foi dia dos namorados, queria ter  feito um post, mas achei melhor não. Como a data não me diz respeito, seria recalque demais. Mas né, hoje já é dia 13, eu posso escrever, não posso?

Escrever que dia 12 é dia de lembrar daquele carinha que você conheceu nas festas de faculdade e que foi, sem sombra de dúvidas, o seu melhor beijo. Um beijo viciante, apaixonado, que te fazia parar no tempo. É, então, dia de lembrar dele, no dia 12, porque … ele está namorando! Parabéns, aí! Só que não.

Eu fico pensando. Será que se a gente se encontrasse, e ele estivesse solteiro, tudo seria igual? Acho que não. Aquele beijo foi mágico na época. Foi doce, foi inexplicável. O encaixe perfeito. Hoje, as coisas mudaram. Vai que a namorada gostava de beijos mais empolgantes e ele mudou? Vai que…

De tanto pensar, mosquito morreu. Como é mesmo o ditado? Falando em mosquito, me lembrei do pernilongo. Vocês sabiam que os pernilongos gostam mais de pessoas que bebem cerveja? #ficadica Ah, e que quando a fêmea pica alguém, ela para de voar, porque gasta muita energia. Então, ela “gruda” numa parede e bota de 100 a 200 ovos. Poxa, vida, hein uow! “Ô muié paridera”. Wreal.

Saí do foco, como sempre. Deve ter sido o bolo de Santo Antônio que eu comi no almoço. Qualé? Hoje é dia. E não, não encontrei a medalhinha. Seria eu uma escolhida de Deus? Sim, escolhida pra ficar sozinha…

Sem pensamentos pessimistas. Comi o bolo, fiz minhas orações e dei meu lance no leilão da máquina do tempo. Sabe como é, o beijo, aquele, ele, namorando, podia voltar no tempo e.. sentir aquele gostinho bom de novo!? Só mais uma vez…

Santo Antônio, atenda minhas preces e eu juro que não tento degolá-lo mais. Não faça essa cara, foi um acidente. Nada demais. Ano passado derrubei o Seu Antônio no chão e ele perdeu a cabeça. E quem não perde, numa data dessa?! #partiu hospital, sinto que a minha está prestes a cair. Ploft.

“Casar na balada”

Acho muito engraçado o choque cultural que vivemos hoje em dia. Quer dizer, quem vive o choque são nossos pais e avós… Minha mãe conta que, antigamente, não tinha esse negócio de ficar. Ou você namorava ou só paquerava. Beijo? Algo muito sério.

Era algo assim: uma praça, homens andando em sentido horário e as mulheres no sentido contrário. Se eles quisessem namorar, davam sinal e ambos saiam para a calçada da praça. Poético, né? Praticamente a ciranda do amor. E hoje?

Bom, hoje você sai pra balada, dá umas voltas e faz uns amigos no meio do caminho. Ou uns ficantes; nada de namorado!!! Uns se beijam, outros só flertam e ainda outros, casam na balada. o.O E lá fui eu explicar o termo.

“Então, mãe, vi o ‘x’ na balada. Ele casou. Não sei se chegou acompanhado ou se arrumou lá. Mas ficou com a menina até a hora de ir embora”. Ela me olhou espantada. Minha tia soltou um: e não é pra ser assim? A prima 5 anos mais velha completou: na minha época era assim também…

E aí, gata garota, que saia justa, né? “Não, gente. Você sai com seus amigos. Aí encontra alguém, beija e tal. Mas você não precisa passar a noite inteira com a pessoa!!! E se o beijo não combinou? E se você quer curtir com os amigos?” Não foi suficiente.

“Acho horrível sair beijando 2, 3…” Eu ri e soltei um: “não, mãe, isso é micareta…” Ela não se convenceu. O assunto ficou tenso. De repente, começam a cantar: “beijo na boca é coisa do passado, a moda agora é… é namorar pelado…” Apelou, perdeu.

A partir de hoje, só vou beijar alguém que estiver andando no sentido contrário ao meu e der um sinal pra gente ir pra calçada, em frente a minha casa, pra pedir minha mão em namoro! HAHAHA “Noooossa, noooosa, assim você me mata!”

[Texto escrito em 8 de Agosto de 2011. Atualização: Eu falava de um primo, que está namorando a tal menina até hoje. Casou fora da balada também (risos). Ah, e ainda não encontrei ninguém na praça!]

Como não paquerar

Aqui não é a casa do perdão. Deslizou, caiu na rede! E a história de hoje tem um final triste, mas um começo interessante. Ou seja, nem tudo que parece ser bom, continua sendo bom. Não? Chega de viajar na batatinha frita com maionese de alho – hmmmm. Vamos ao que interessa.

Bar lotado. Você e suas amigas perdidas. Pra onde olhar? Nunca vi tanto homem bonito junto. Sério. Qualquer exagero NÃO é exagero! Comenta sobre um, sorri pra outro, tira o anel do dedo: “casa comigo?” As meninas são um sarro. Amei.

Conversa vai, vem, vai de novo e : “Mariane?” Caraca, quem me chama de Mariane? “Você é Andradense, né?” Oi? Câmbio, urgente, a presa foi localizada. “Mariane Costa, né?” Eu sou péssima com nomes, mas fisionomia eu guardo bem. E eu não lembrava dele. Odeio quando isso acontece. “Eu sou de Andradas… amigo de fulano, beltrano…” Hmmmmmm, acho que eu lembrei. Tico e Teco entraram num consenso. Interessante.

De repente, a conversa avançou. “Eu quero te conhecer…” Eu, muito simpática, perguntei o que isso significava pra ele. “Eu te quero”. Oxi, fazia tempo que não escutava algo tão… direto! “Não sou que nem os outros, que chegam falando que você é linda, maravilhosa… eu apenas te quero”. Para o mundo que eu quero descer. Insistiu. “Hoje não, Márcio”. Adoro essa frase. Obrigada Márcio Garcia pelo excelente meme.

“Eu ouvi dizer que você beija mal, mas eu acho que não, quero comprovar…” Meu Deus do céu, quem solta uma dessas? Não existe beijo ruim, existe beijo que não encaixa. E o amigo dele que eu beijei… deixa quieto. Você beijaria mais de uma vez alguém que “beija mal”? Oxi, jamais. A não ser que eu gostasse muito da pessoa e quisesse ‘melhorar’ o beijo com o tempo – já aconteceu. Bom, eu ri muito. Não colou. Se tinha alguma chance, perdeu, playboy.

Mas as pérolas não pararam por aí. “Hoje não? Você acha o que? Que eu vou namorar você?” Homens, por favor, se vocês querem algo com alguma mulher, guardem os defeitos pra depois. “Não sou romântico, não sou bonzinho…” Diante de tantas ‘qualidades’ por que eu deveria, então, dar uma chance pro cara? Foi, assim, memorável! Se esse era o intuito, ele conseguiu!

Ah, tem mais… “Não tenho dinheiro…” Será que ele me acha uma Maria carteira? Seria ele um Lê lê lê, no melhor estilo João Neto e Frederico? Qual é? Desenha, por favor.

Bom, resumindo, logo mais terei uma D.R. com o Sr. Cupido. Pedi atenção especial, mas pra depois do carnaval. Isso não significa que ele pode sair soltando flechas em caras sem noção. Tem que rever isso aê!

O beijo no cantinho

Ele pede um abraço, ela diz que depois lhe dá um, bem forte. Ele pede um beijo. Ela dá no rosto. Ele dá outro. E vira uma troca de beijos. Quase uma cena de dois jovens na adolescência, com medo de assumir o romance, medo de alguém aparecer ali na hora, medo de assumir o que mais desejam naquele momento.

Ele insiste. Ela continua brincando. Até onde vai isso? Ela provoca. O beijo não é mais na bochecha e sim no canto da boca. E agora? Ele tem a certeza de que não está sozinho nessa. Assume o risco e… a beija com muito carinho. Ah, o beijo no cantinho… Ah, a lua!