Ele vai ser pai

Sabe aquelas paixonites que você nunca esquece? Que adoraria rever pra saber se mudou alguma coisa ou continua encantador?

Lembro como se fosse hoje. Aquela festa. Aquela fantasia. Aquele beijo.

Um beijo que era bom demais. Que durou o suficiente para marcar.

Os anos passam. As pessoas se distanciam. E eu escrevo. E divulgo.

Sempre quis notícias. Nunca as tive. Até ontem.

Maldito bendito Linkedin. Ele resolveu dizer aos meus contatos que eu estava comemorando aniversário de empresa. Mentira. Faltam 2 meses ainda =S

E aí, eu comecei a receber mensagens de parabéns. Algumas de pessoas que eu nunca vi na vida. E uma, dele.

Como sempre, tentei tirar proveito da aproximação. Se tivesse que definir minha curiosidade em uma frase seria: “quem pergunta o que quer, escuta o que não espera”.

Fiz uma brincadeira: e aí casou? tem filhos?

E ele respondeu SIMMMMMMMMM!

Casou ano passado. Está “grávido” de uma menina. Sabe pra quando? Junho! Imagina se ela nasce no dia do meu aniversário?!

Quem sabe era isso que ele precisava pra se lembrar de mim como eu me lembro dele…

Estou muito feliz por ele. Eu juro. Mas ao mesmo tempo triste. Eu ainda tinha esperança de reencontrá-lo. Não solteiro. Não é isso. Mas queria vê-lo. Queria conversar. Relembrar o passado…

Mas né, o destino, mais uma vez, gritou bem alto: ”E todos a sua volta se casarão e… você estará lá curtindo, compartilhando e comentando”. Amém!

Aqui tem bastante pneu, mas não é pra STEP!

Faz tempo que não venho aqui. Faz tempo que não tenho vontade de escrever. Faz tempo. E o tempo continua passando.

O ano já está chegando ao fim. E eu? Me encontro naquela fase horrorosa do “sem rumo”. Não completei nem metade dos itens que havia proposto para 2014. Aliás, nem sei se eu registrei isso em algum lugar. Estou naquela fase em que você se pergunta: por que você trabalha? por que você está sozinha? o que você sonha conquistar? PARA ONDE VOCÊ ESTÁ INDO?

E a resposta é: indo, apenas indo, sem rumo. Não sei pra onde vou. Não sei porque estou indo. Não sei de nada. Não tenho vontade de nada. Sair? Meus amigos estão conseguindo milagres. Um fim de semana ou outro eu falo: putz, eu preciso fazer diferente; EU VOU!

Nada. Vontade de nada. Continuo tendo altos e baixos, me cuidando só de vez enquando, descontando a ansiedade na comida e procurando alguém que eu não sei se existe. Juro.

Quando saio, fico reparando nos casais. Vejo falta de amor, do casal e próprio mesmo. As pessoas toleram as coisas por que amam? Por que têm medo de ficarem sozinhas? Ou sou eu a errada disso tudo!?

Sério. Um dia no bar, escutei uma moça falando sobre seu casamento. Ela falou mal do noivo, falou que ele destrata ela, que não queria casar, que só reclama dos gastos. MEU DEUS, o que ela está fazendo com ele!!?!?!?!?!?!?!?!?!

Em outro dia, vi um cara bêbado, falando alto, fazendo piadas idiotas, querendo chamar a atenção. A namorada ou noiva, sei lá, toda envergonhada, querendo abrir um buraco e entrar dentro. Se eles são tão diferentes, se ele é sem limites, por que ela está com ele?! POR QUE?!?!?!?!!

Ok. Aí as apaixonadas vêm me falar: “não existe ninguém perfeito; a gente tem que relevar. Eu gosto dele”. Ok. Ninguém consegue controlar o coração. Fato. Mas acho que muito disso tem a ver com comodismo. E sim, com minha tolerância zero.

Com esse Tinder, conheci alguns caras, confesso. De todos os encontros, não teve um que eu falei: “Mãe, é esse”. Nem chegou perto. Sim, todo mundo tem defeito e em apenas algumas horas você consegue notar os principais. E aí, não tem como, é “prazer, foi bom, adeus”.

Um se acha a última bolachinha do pacote, sem o ser (mentira, quando eu o conheci pensei: NOSSA, ele é lindo, gente boa… Mas eu estava levemente alcoolizada. Não conta), um é muito moleque, um tem potencial pra melhor amigo, um só aparece de mês em mês, um é muito pão duro e outro mais baixo que você. Como encontrar alguém para dividir momentos? Hein? Cuma? Onde?

Ok, eu não sou perfeita – estou longe disso -, não sou bonita ( e por isso não exijo uma beleza grega), mas existem mínimos. Confesso: se de primeira o cara já vem falar que não quer gastar muito, já era. Meu filho, uma coisa é você não ter condições, outra é ser mão de vaca!

Confesso, se de primeira o cara fala que nasceu pra ser solteiro, convido pra balada. Mas né, amigos amigos…

Confesso, se de primeira o cara só quer sacanagem. Já era. Paga que fica mais barato!

Confesso, se de primeira o cara diz que odeia algo que eu gosto muito, sumo do mapa. Não dá!

Confesso, se de primeira o cara conta muita vantagem ou fica bancando o briguento, o machão, brocho. Todo mundo tem ego, segure o seu, ao menos nos primeiros encontros.

Confesso, se de primeira o cara não sabe nem conversar, invento algo e vou embora. Hello?!

Confesso, se o cara não se esforça pra me ver, pra sair comigo de novo, faço a fila andar. Não tenho paciência pra lerdeza ou falta de vontade. Aqui tem bastante pneu, mas não é pra STEP não, rapaz!

Confesso: vou ficar pra titia. beijos tchau.

Sonho meu

Essa noite foi sensacional. Acordei rindo. Essa semana estou extremamente cansada, vocês não tem base. Soltaram aqui no trabalho “e essa cara de sono aí, Mari?” Bom, justo hoje que eu dormi muito bem, obrigada?!

O sonho

Estava em casa, eu, minha mãe, ao telefone, e minha prima. De repente, minha mãe solta: “eu preciso disso rápido, minha filha se casa em 2 de janeiro, de 2015“. OIE?! Eu e minha prima ríamos muito. Acho que nesta parte do sonho, eu acordei, não é possível. “Pri, como minha mãe dá uma dessa? Eu tenho 1 ano pra arrumar um namorado, transformá-lo em noivo e preparar o meu casamento. Minha mãe tá louca”. Rimos gostoso.

Mas como nos sonhos tudo é possível (na vida real também, veremos), eu realmente encontrei alguém. Um cara de rosto conhecido. Só o rosto, eu não o conheço (uma pena). Mas vai que, né? Ele, de camisa branca, calça jeans, num curso preparatório para o casório. Os pais, mais velhos, grisalhos. A mãe é quem mandava no pai. Ela usava calça jeans, camisa e sinto largo. Parecia brava.

Pensa, o curso era no Imaculada, onde iríamos nos casar. Quanta doideira. Quanto amor. Quanta rapidez. Quanta curiosidade. Será? Juro que olharei rostos conhecidos com mais cautela. Imagina se me deparo com o cara do sonho? Pulo no pescoço. Não. Tem que ser igual em filmes. A gente se olha, fica uma eternidade hipnotizado neste olhar de “encontro”, damos as mãos, um abraço apertado e um beijo de deixar qualquer um com água na boca. Ah, os sonhos…

E você deve estar pensando,  o que eu  tem com isso? Bom, já sabe, em 2 de janeiro de 2015, você tem um casamento histórico para ir. Te espero lá. Traje country (pegadinhaaa), super gala. Ah, traga os fogos, será uma data memorável! s2

 

Casa comigo?!

Não podia começar meu blog com outro post. Quando você pensa que já viu tudo, aparece um casamento em Ilha Bela. Você se programa, arruma mala, cria maior expectativa. Pra nada? Pra tudo!

Se você se considera um xavequeiro de plantão, esquece! Já estão anos luz na sua frente. Favor repensar as estratégias porque mandar um “e aí, gatinha, seu pai é pirata?” não está com nada. O lance é andar com alianças, de casamento, no bolso. Já viu essa?

Casamento rolando solto. Muitos casais, muitos familiares. De repente, aparece um grupo, de solteiros. Uma amiga diz: o de azul é meu. E não é que foi mesmo?! Sedutoooora e agora, casada.

Dançou loucamente na pista, chamando atenção da ‘presa’. Ele foi até nossa mesa. Conversa vai, conversa vem, tira uma aliança do bolso. Seria ele casado? Noivo? Esse mundo está perdido. Ou não.

Papo de malandro. Pediu minha amiga em casamento e lhe deu a aliança. Sim, ele tinha duas. Uma do tamanho dele e outra menor. Será que ele acordou sabendo que naquela noite se casaria?

O que ele não imaginava era a repercussão desse fato. Vai casar? “Arruma os padrinhos, porque minhas madrinhas estão aqui”, soltou minha amiga. A brincadeira estava armada. Peguei flores do arranjo da mesa, arrumei um elástico e pronto, buquê já tinha.

O noivo chegou sem os amigos. Cadê? “É verdade?” E saiu correndo atrás dos padrinhos. Quando vimos, o casamento estava todo ali, acontecendo. Os noivos de verdade, se tornaram padrinhos. As madrinhas, de flor roxa no cabelo. Tinha cerimonialista, padre, fumante, mas padre, tinha daminha. E claro, tinham ALIANÇAS!!!

Entramos e nos posicionamos. A noiva estava feliz e saltitante, entrando com seu pai postiço. O noivo não aguentava mais esperar a tão sonhada hora do beijo. Fizeram juras e… cadê o beijo? A brincadeira tinha que ir até o fim. Trocaram as alianças e ele a agarrou. “UHUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUU”.

Foi lindo e engraçado. Foi extraordinário. Duvido que alguém esqueça do ocorrido. Isso é xaveco, o resto é bobagem.

Ah, e pra mostrar quão liso ele era, no dia seguinte, o novo casal se encontrou. Ele estava sem aliança. Ela também. “Amor, cadê sua aliança?” Ele não hesitou: “fui lavar a mão e ela caiu no ralo da pia”. A gente riu. “É amor, também não estou usando a minha…”, disse minha amiga. Ele não deixou barato: “Está aqui comigo, amor” e tirou MAIS UMA ALIANÇA do bolso. Xent, seria ele dono de uma joalheria? Rachei!

Se vocês ficaram curiosos, vejam o vídeo abaixo.