O coração

Eu sou do tipo que escreve com o coração. Que fala com o coração. Que sente com o coração. Do tipo que engole o orgulho e manda mensagem, liga, diz que está com saudade.

Sou do tipo que idealiza, que sonha, que deseja, que quer.

Do tipo que corre atrás, que tenta fazer acontecer, que olha nos olhos, que abraça com vontade.

Eu sou do tipo que faz tudo por impulso e, às vezes, se arrepende. Mas que aguarda ansiosa a reação da outra pessoa.

Eu sou do tipo que faz tudo isso, mas uma hora cansa.

Apesar de ter certeza de que você é o cara ideal, o cara pra casar, construir família… eu desisti. Desisti de te procurar sem ser procurada, desisti de te desejar sem ser desejada, desisti de sonhar… sozinha!

Que você seja feliz… com alguém que você não considere da gandaia, que você confie, que você queira estar junto. Porque eu… bom, eu, vou procurar alguém que me valorize, que queira minha companhia, que se preocupe comigo e faça as coisas acontecerem.

Eu sou do tipo que… cansou! Ah, o coração…

Um coração em fluxo

Não sou Joelma, mas a Lua me traiu neste fim de semana. Que coisa maravilhosa era aquela? Grande, linda, amarela… ahhh! Noite romântica. Ou não. Noite da pilha, da ressaca, das fofocas. Você lembra o que você fez ontem? Maldita vodca. Eu lembro. Em partes. Eu penso, em partes. Foram poucas horas de sono para recompor meus pensamentos. A lua, linda, romântica e eu, aqui, sem inspiração. Sem paixão, sem decepção, sem rumo. Como pode?

Antigamente, tinha uma história por semana pra contar. Agora, passam os dias e o que me resta é o fluxo. Meu coração em fluxo. O sangue não anda, corre, tira racha. Meus pensamentos se dividem em trabalho, estudo, família, festas. Sim, as festas voltaram. Uhulll. Coisa boa demais.

Entre uma mensagem e outra. Entre uma cutucada e outra. Um sentimento. Quero você. Mas você nem sabe. Nem sonha, nem imagina, nem faz nada. “Uma frô pra uma frô. Uma pamonha pra um pamonha”. Ops. Você. Será? Onde? Quando vou te ver de novo? Do nada. Sem saber. Sem poder. Sem perceber. Eu quero. E não sei o que fazer. Que rima bonita.

Enquanto penso em um plano, minha cabeça viaja. Será? Aquele? Atenção. Carinho. Amizade. Hmmmm. Tem gente que vai ler e se identificar. Um, dois, três, quatro, pra ficar maneiro eu quero… Use a criatividade.

Só sei que é assim.

Você quer gostar quanto?

As mulheres vivem em busca do príncipe encantado. O cara moreno alto, bonito e sensual. No fim, acabam se desiludindo. Sério? Muito sério. Se soubessem que a alguns km existem pessoas que dariam o mundo para estar ao seu lado… não fariam nada!!!

A gente, infelizmente, não manda no coração. Agora, que o nosso coração é sempre meio atrapalhado, não tenho dúvidas. Ele gosta de quem não está nem aí pra gente. Que nos usa e depois joga fora. CHOREMOS!

Seria tão mais fácil gostar de quem gosta da gente, diz aí?! Aquela pessoa meio “esse cara sou eu”, que te manda mensagem de “bom dia”, que se preocupa com você, gasta o que pode e não pode só para estar ao seu lado, que é carinhoso, que beija bem (vamos elogiar, né?), que cuida de você e faz de tudo pra te ver bem. Aquele cara. Bonzinho, especial… que você quer como amigo.

Vai entender! E vem cá, nada de julgamentos. Os homens também são assim. Mulheres boazinhas? Eles querem as santinhas fora de casa e diabinhas entre 4 paredes. As moças de família estão fora da lista de preferências. Também, com tanta mulher abrindo as pernas a deus dará, perdeu a graça conquistar! Tô áspera mesmo. Na TPM eu fico ainda mais sincera. Me deixa!

Eu sou do tipo que torce por uma tecnologia ultrarromântica que una as pessoas através de um único clique. Não, nada de mouse, computador, site de encontros e afins. Um botãozinho que a gente apertasse e despertasse o cupido. Ele vinha correndo, perguntava quanto você queria gostar da pessoa e acertava a flecha em cheio. É esse. VRUMMMMMMMMMMMMM. Ta na na na nannnnnn! “Love is in the air” na caixa, DJ!

Ok, eu viajo. Sim, eu viajo, literalmente. E viajando, eu queria gostar de quem gosta de mim. Eu queria fazer feliz quem quer me fazer feliz. Sabe? Mas a gente não tem controle da nossa cabeça, do nosso coração. Infelizmente. Seria injustiça da minha parte alimentar algo que eu não possa sustentar. Me sinto muito melhor dizendo a verdade. Muitas vezes, a amizade vale mais do que um relacionamento de fachada. Fique bem, eu quero o seu bem!!! =)

O dia que o gelo quebrou

Tive uma infância um pouco – bastante – sofrida. Quem me conhece, sabe: perdi avô, pai, vó, tudo de uma vez. Minha educação foi rígida. Além de ter uma mãe mais velha, conservadora, estudei minha vida inteira em colégio de freira. Não sei se tudo isso explica algo, mas, queria chegar em: minhas amigas vivem dizendo que eu não sou carinhosa.

Confesso que não faço o tipo romântica carinhosa mesmo. Acho isso ‘too much’. Mais, sou do tipo que não faz pros outros o que não quero pra mim. Me irrita uma pessoa ficar passando a mão no meu braço, na minha mão… Sabe?! Então, não faço. Mas fiquei encucada e comecei a treinar esse tal de carinho. Meu primeiro alvo foi minha calopsita. Ela é tão linda. E carente… Faço carinho e quando erro, ela me bica. Tem jeito mais didático de se aprender? (risos)

Depois, fui treinar com as crianças. Tenho 3 em casa. E não, não são minhas; ainda não tenho filhos, apesar de várias pessoas estarem sonhando com isso. Pois bem, crianças também são carentes. E uma delas, em especial, não pode ver uma pessoa que ela já encosta. E começa a fazer carinho. Uma linda. Antes, eu ficava sem jeito. A velha história do: não sei retribuir, não gosto… Mas depois percebi que ela fazia aquilo porque queria carinho. Oummm. Antes que eu mude o foco: hoje eu faço carinho e ela dorme! =)))))))))))

Ok, falei de carinho e o gelo? Uma coisa está ligada a outra. Faz dois dias que eu joguei o gelo no chão. “Quebrei o gelo entre nós…” HO HO HO. Natal está aí. Difícil… Sou fechada, apesar de minha mãe achar que me exponho muito. Já sofri com um monte de paixões desnecessárias. Tenho medo. Mas quero mudar.

Uma mensagem. Somente uma mensagem. Bonitinha, menininha, nada a ver comigo. Vai, eu confesso minhas fraquezas. “Gostei de ontem”. Hummmmm, que piegas. Não, que sincera! Eu gostei mesmo. E achei que a pessoa deveria saber. O que eu recebi em troca? Um apelido: ice girl! Pode? Pode não. Eu tenho coração. Eu gosto das pessoas. Eu gosto de carinho – alguns (risos). Ok, eu estou aprendendo a gostar. Mas eu AMO abraços. Viveria só deles. Pode? Ice girl não. EU TENHO CORAÇÃO, SENTIMENTOS =( Um coração sofrido, calejado, medroso, mas eu tenho.

Quer saber? Foi bom pra mim. E pra você?!