Você não sabe, mas eu estou na sua!

Há alguns meses, em um encontro com amigos, ficamos relembrando o passado. Aquelas velhas e deliciosas histórias de carnavais.

“Ele chegou na festa e disse: é aquela ali que eu quero. E apontou pra você”. Oie? Eu fiquei chocada. Sério. Nunca imaginei essa situação. Nunca soube disso. Nunca fui avisada. Como pode?

Não foi a primeira vez e talvez não seja a última. ”Ele veio aqui por você. Ele não queria ela…” “Ele é a fim de você, você nunca percebeu?”

E por que a gente não fica sabendo mesmo? Na época? Por que só depois as pessoas contam?

Não que fosse acontecer algo, mas ficar sabendo depois, não vale. Ou vale.

Eu sou dessas. Que é vítima, mas que também tem culpa no cartório. Já gostei sem falar, sem avisar, sem dar um sinal se quer.

Acho que é bobagem, que se tiver que acontecer, vai acontecer… e parece que nunca acontece (ô dó). Não na época que eu desejei. Assim espero (risos).

Mulher é assim. Humano é assim. A gente fica carente. A gente pensa nas possibilidades. A gente acredita que “o amor pode estar do seu lado”.

Falando nisso, a última vez em que eu acreditei nessa história, eu me lasquei. Contei essa? Estava no Carnaval de Muzambinho, perdida, quando encontro um cara muito GATO e alto… e… lê o post, mais fácil: Meu Amor de Carnaval. Então, ele estava do meu lado, mas não era o meu amor.

O fato é que nestes últimos dias, eu quis muito que uma das frases acima fosse verdade. Esperei muito um convite, uma mensagem, um sinal dos astros. E nada aconteceu.

Se eu fiz algo pra facilitar? Nops. Se eu dei a entender algo? Nops. Melhor ele achar que nunca terei nada com ele… Não? Sim. Passou, passou.

As vontades passam. Os desejos… Se eles não são saciados no momento que estão à flor da pele, perdem a força; viram apenas memória.

Será que um dia eu vou chapar o coco e soltar um “eu já fui a fim de você, sabia?”. Acho que já dei uma dessas. Não lembro. Mas com certeza. Nos meus momentos “sincericídios”, na internet – onde todo mundo fica mais corajoso -, depois de uma taça de vinho… quem sabe? quem viu? quem foi?

Não sei. Nada sei. Tudo sei. Nada quero. Tudo quis.

Passado, presente, futuro. Será que sim?

Você não sabe, mas eu ESTAVA na sua!

Para a minha avó

Sempre fiz posts para minha mãe, meu pai. Nunca escrevi algo para a minha vó. Justo ela que tem todos os meus bilhetinhos, cartas e cartões guardados com muito amor.

Dizem que em casa de ferreiro, o espeto é de pau. Muitas vezes me sinto a personificação da máxima. Me formei em Jornalismo, mas nem sempre estou disposta a escrever. Não basta juntar letrinhas e pontos. É preciso escrever com amor, com paixão.

E hoje eu venho fazer isso. Venho porque sinto que, por mais que eu me esforce, eu sou uma neta ausente. Venho porque tenho certeza que a senhora, vó, é um pedacinho do meu Pai que ficou. Um pedacinho que eu amo muito.

Amo seu sorriso, suas histórias, seu carinho. A senhora não sabe como eu fico feliz toda vez que vou visitá-la. Sua energia é mágica!

Amo o seu jeito de rir das minhas histórias, de falar que reza por mim e todos da família – todo santo dia -, de ficar brava com as bebedeiras que seus netos fazem. No fundo, a senhora sabe que a gente está se divertindo.

Amo o seu olhar cheio de luz, o seu abraço confortante e suas palavras de gratidão.

Vó, eu te amo!

Eu posso até não te ligar sempre, mas a guardo comigo em pensamento e oração. Saiba que a poucos km existe uma neta que tem orgulho da senhora. E que quer vê-la muito feliz!

Um grande beijo. =)

Como conquistar uma geminiana

Suma do mapa.

Depois de dias, mande mensagens ‘bonitinhas’ no celular dela por uma semana. Neste momento, ela ficará surpresa e todo seu plano começará a dar certo.

Marque um encontro. Fiquem. Conversem. Depois suma. Por alguns dias.

Ela, com certeza, vai te procurar. Dizendo que você não age de acordo com o que diz. Te chamará de estranho e dirá que não o entende.

Vire o jogo e diga que ela é a estranha e que, por isso, não a entende. E finja-se de morto.

Ela vai te escrever um e-mail. Mandar um carta. Alguma coisa. Leia e diga que ficou muito triste com o que leu. E quer conversar sobre isso.

Marque um encontro. Abra seu coração, mesmo que seja de mentira, e diga que vai mudar. Suma de novo.

Já era. O coração da garota de lua é seu. Ela vai pensar em você toda hora, vai te mandar mensagens, e-mails, pedir para sumir da vida dela. Ela vai dizer que não quer sofrer, não quer mais pensar em você, que não pode fazer isso.

A partir desse momento, você tem duas opções: ou liga pra ela e levanta o troféu ou continua sem dar sinal de vida e assume seu fracasso.

Conquistar uma geminiana é fácil, o duro é RECONQUISTÁ-LA depois de uma mancada como essa! Cuidado!

Uma homenagem sincera

Hoje é dia Internacional da Mulher. Desde ontem, comecei a ver diferentes mensagens de carinho ‘pipocando’ no Facebook. Eu gosto de ler, de analisar a arte. Coisa de menina nerd, que trabalha em agência.

Aí, de manhã, acordei com uma mensagem no celular. De dia da mulher. Uma fofa a pessoa que me mandou. Gosto muito. Então pensei, ‘caraca, todo mundo escrevendo e eu?’ Sim, em casa de ferreiro o espeto é de pau e, nas atuais circunstâncias, me encontro sem tempo de elaborar algo tão especial quanto à mulher que gostaria de homenagear.

Namorados, mandam juras de amor para suas amadas. Amigos solteiros, mandam aquele “alô” meio sem vergonha para as amigas. Netos demonstram seus amor pelas avós, vivas ou já falecidas. E eu, bom, eu faço parte do grupo que vai escrever para minha maior ídola, minha mãe. Que fique claro que existem muitas outras mulheres importantes em minha vida: avós, tias, primas, amigas, conhecidas,  mas né, valor igual ela tem, é difícil!

“Nossa, mãe. Agradeço por você ter me dado uma educação bem severa, mas né, às vezes a gente perde oportunidades por ser tão certinha…” Valores. Foi isso que ela me deu. E tenho muito orgulho disso. Uma mulher linda, guerreira, trabalhadora, sensível, com um coração maior que ela. Uma pessoa divertida, carismática (odeio ir ao supermercado com ela. Cada passo, um conhecido…) e muito querida. Uma ídola, por mais feia que seja essa palavra. Um exemplo de vida.

Ela costura minhas fantasias, faz a melhor a salada de batata com maionese, odeia meus vestidos curtos, insiste em dizer que eu estou muito gorda, não gosta de nenhum dos meus pretendentes, ri quando eu conto as minhas desgraças amorosas, corta meu cabelo, me leva em todos os médicos (e daí? eu não gosto de ir sozinha haha), conta todos os mínimos detalhes das novelas, ouve rádio no último volume – na rádio Laser, claro -, me deixa falando sozinha às vezes, esquece onde guarda as coisas, odeia ir ao shopping comigo, sai do carro quando eu vou estacionar – de ré na minha ‘larga’ garagem – e fala milhões de vezes por dia que eu sou a versão feminina do meu pai. E é por tudo isso que eu a AMO.

Amo quando ela ri de mim, quando me incentiva a fazer algo, quando pede que eu vá com ela em algum lugar, quando solicita minha ajuda na cozinha, quando desabafa comigo. Amo quando peço pra ela não contar algo a ninguém e ela fica se coçando pra contar pelo menos pra minha tia. Amo quando ela vai passear e traz algo pra mim, que eu havia pedido ou comentado. Amo quando ela, mesmo que contrariada, me abraça. Amo e isso me basta.

Mãe, feliz dia da mulher. Continue sendo essa pessoa maravilhosa, da qual eu tenho orgulho de ser filha. Com carinho, Mari.