Ele queria um texto!

A nossa conversa começou assim:

- sorriso lindo demais. Com que uma mulher linda assim trabalha?

- Não trabalha. Sou do lar. E você?

- Sou coyote. Ajudo pessoas a atravessarem a fronteira dos EUA.

O papo continuou e a zueira também, afinal a zueira não tem fim. Mas não vim falar sobre ela. E sim sobre ele. Alto, moreno, bonito, nerd, bom de papo e galanteador.

Convidou tanto que um dia eu fui. Fui de encontro ao acaso. Fui de encontro a uma noite divertida. Me arrependeria até a morte – ou a  outra vida – se não tivesse ido.

Fui com medo, quase desistindo. O que eu vou falar? Será que vai ser mais um fiasco? Será que ele vai mesmo? Será que vou reconhecê-lo?

Chegamos quase juntos. Nos comprimentamos como se já fôssemos velhos amigos. Tivemos a nossa primeira decisão juntos: happy hour ou apenas couvert? A.A está de olho em nós. Não preciso dizer mais nada, né? Tínhamos 40 minutos de muito litrão. Meau.

No começo é aquela coisa sem jeito, um fala, outro fala e quando vê, a música começa. Alta, muito alta. Para conversarmos, precisávamos gritar. Fiquei rouca no outro dia, lógico.

Falamos sobre tudo. Nerdices, música, festas (ele me acha uma festeira de carteirinha), religião, família, profissão… rendeu! E eu nem vi a hora passar!

Voltando ao começo do texto: alto, moreno, bonito, nerd, GALANTEADOR. Encanou no meu sorriso. Investiu nele. E aí, eu já não conseguia mais parar de sorrir. Foi involuntário, eu juro. Foi uma estratégia inconsciente.

O encontro tinha um motivo: assistir ao jogo do Brasil. Não vi um lance sequer. Agora, se a companhia estivesse ruim, a cerveja quente e o bar em silêncio, saberia até o minuto em que o Neymar insultou o juiz. Eu leio. Eu me informo. Eu… me encontro sorrindo. Só sei que foi assim!

Ele

Faz 20 minutos que eu estou parada, olhando para o editor de texto. Escrever ou não escrever? O que falar? Não é me expor demais? Me precipitar? Se não estivesse cheia de interrogações na cabeça, não seria eu.

O fato é que há alguns meses, eu conheci Ele. Ele que eu coloco em maiúsculo, mas está longe de ser deus. É ser humano como você que lê este blog. Ele. Quase a mesma idade que a minha. Não muito alto. Olhos claros e um sorriso encantador.

Eu digo que o conheci em um lugar, ele diz que foi em outro. A versão dele é mais a minha cara. Internet, claro.

Nos vimos poucas vezes, mas fez um estraguinho bom. Talvez porque eu estivesse num momento ruim, aberta pra quaisquer meia dúzia de palavras legais e gentilezas. Não, não estou o desmerecendo, apenas explicando porque depois de tanto tempo, Ele, que nem foi muito presente, entrou pra galeria dos mocinhos que me marcaram.

Foram meses trocando mensagens. A cada luzinha amarela do celular, um sorriso estampado no rosto. E quando a mensagem vinha com um convite? Parecia ter visto um bando inteiro – passarinhos verdes, azuis, roxos, vermelhos… Os problemas desapareciam na hora. Era muito bom, confesso.

Masssssssssssssssssssssssssss, como eu não sei me relacionar e fico reparando muito nas pessoas, talvez procurando algum motivo pra eu me afastar – sou dessas -, eu encontrei um motivo que me deixou mal. Tinha outra na parada. E a briga seria desleal.

Alguns vão pensar: mas você, que é toda forte, confiante, negou a raça? Sim, eu neguei. Pulei fora. Competir não faz meu tipo. O obstáculo era grande e eu não venceria apenas com minha meiguice momentânea.

Eu fui guardando aquela desconfiança comigo, até que não aguentei e num momento de impulsividade, eu terminei o que não havia nem começado. Falei o que eu estava sentindo. Sem rodeios. Pá pum. Daquele meu jeitinho peculiar.

Óbvio, ele não curtiu. Quem era eu, naquela altura do campeonato, pra julgá-lo? Pra definir verdades em sua vida? Eu nem o conhecia direito…

Bom, ele não desmentiu nada do que eu disse, apenas se adiantou a me chamar de louca, de uma forma sutil. Porque a única pessoa que não sabe o que é sutileza sou eu!

Eu demorei pra ler o que ele havia me escrito, mas li. Assim como as minhas palavras não haviam o agradado, as dele não haviam sanado minhas dúvidas. Palavras… às vezes não significam nada, apenas letras de mãos dadas!

Continuei com dúvidas, me sentindo a pior pessoa do mundo, e agora sem suas mensagens. Sem vê-lo. Aliás, encontros tivemos poucos e talvez essa tenha sido a chave do negócio.

A dúvida é cruel. A certeza machuca, mas ela põe ponto final. A dúvida não. Ela machuca. Ela dá esperanças. Ela faz surgir novos sentimentos. Ela… tem alguém que gosta de dúvidas?!

Eu não sei se ele curte a outra. Se ouviu meus conselhos e foi atrás dela. A única certeza que eu tenho é que eu jamais conseguiria estar no mesmo ambiente que os dois. Eu imagino os olhares – porque eu acho que recíproco -, eu imagino as mensagens privadas, eu imagino… Na verdade, eu imaginava. Consegui virar essa página. Mas não apela. Não sei se na prática seria tão  desprendida assim.

Ele. Chegou de fininho. E não sumiu. Continua me cozinhando na dúvida. Continua aparecendo quando dá na telha. Continua me fazendo sorrir com suas mensagens. Continua jogando na minha cara o que eu perdi sendo eu!

Eu devo mesmo ser louca. Daquelas que termina o que nem começou, que quer tudo pra ontem, que é dona da verdade, que é mulher, e tem intuição… Não coloco minha mão no fogo. E não quero mais pensar nisso. Chega, né?!

Se tivesse que dar certo, já teria dado. E eu teria sido feliz. Eu gosto de você, da sua companhia. Eu gosto do seu sorriso, do seu olhar, eu gosto até do seu jeito perdido de não saber o que fazer, do seu jeito de falar e lembrar das coisas.

Eu gosto da lembrança. Ela é minha e ninguém tira. Obrigada por fazer parte do meu passado. Você é a lembrança boa do ano que se foi! Fique bem e cuide bem dela, mesmo que ela não seja quem eu imaginei!

“me deletou?”

Quem me conhece sabe que eu sou uma “máquina de delete”. Deleto mesmo, quem não faz mais parte da minha vida, quem nunca fez, quem jamais vai fazer. Ai que forte. Não é. Eu uso meu Facebook pra divulgar fotos da família e contar minhas proezas, não faz sentido ter pessoas que eu nunca vi na vida. Mais, que não falam comigo.

Foi o caso. Conheci no Tinder, aquele programinha de solteiros. Moreno, lindo, olhos claros (que eu só fui descobrir depois). No mesmo dia, ele ia pro bar com uns amigos e me convidou. Aham, tá. Não fui. Imagina que eu ia sozinha em um bar com um cara ‘x’ e seus amigos. Passou.

Conversamos, trocamos whatsapp. Nada de a gente se encontrar pessoalmente. Uma vez, achei que tinha acontecido o bendito encontro. Nada, era um sósia. Que azars, né? Ninguém vai entender o lance do “azars”, é piada interna e eu estou com preguiça de explicar. Enfim, passaram-se meses e eu o deletei, de tudo. Por que eu vou ter um cara no meu Facebook e no meu whatsapp se a gente não se conhece e não se fala mais?

Massssss como o Facebook adora me trollar, eis que meu nome aparece na lista dele de “pessoas que você deve conhecer”. Valeu, Marck, pela milésima bola fora. Quando vi o pedido de amizade, comecei a rir. “Lá vem mais um me perguntando porque o deletei”, pensei. BATATA! Dito e feito.

Bom, explicação dada, começamos a conversar. UMA MANHÃ inteira. Alguém diz pra ele que é pra conversar no dia a dia, não precisa compensar tudo em um dia só?! Risos³.

Taí. Ele é lindo, gente boa, da minha área ( é né?), lembrou que eu sou nerd (mas não sabia o porquê; achava que eu jogava algum game na web. Nops) e que eu vi seu sósia no Da Vinci. É dois anos mais novo e jogou isso na minha cara. Mal sabe ele que os boys magia estão me dando 22 aninhos de pura lindeza. (Hoje não teve “alguém já te disse que você está linda?” Acreditem, até separei uns trocados pro cara e ele não estava no semáforo. Que fase!)

Bom, voltando ao mocinho do Tinder… quis marcar um almoço, mas estou pagando a maldita Copa. Viu, Seleção, valeu aí. Perderam a Copa, foram esculachados pela Alemanha e até hoje estão empatando meus almoços, minha vida, meus possíveis affairs (risos³ de novo). Beijo Neymar, na sua costela, sim a quebrada.

Pronto. Mais um texto registrado. Coração bateu mais forte? hahaha Quando te ver pessoalmente, tem texto novo. Fique bem e boa viagem =)

Eu não sei me relacionar

Pode ligar pro manicômio, estou assinando, neste exato momento, meu atestado de insanidade. Assumir que não sabe se relacionar devia ser um dos pecados capitais. Ou seria um crescimento? Amadurecimento?

Eu não sei me relacionar. Com a família é fácil (nem tanto). As pessoas erram e você perdoa. São seus maiores tesouros. Seu, cof cof, cadê o desapego? Esse era o tema do post, mas resolvi mudar.

Amigos? Minha família vem em primeiro lugar. Não me apego. Acho que as relações duram o tempo necessário para ambas as partes se divertirem, crescerem e darem voos solitários.

Paqueras? Ó, coitada! Não lembro qual foi o meu último relacionamento amoroso de sucesso. Se for pra ser sincera, acho que faz 6 anos. Meu último namoro. OK, nada de depressão. Nesse meio tempo tive umas paixonites agudas, fugi de uns rolinhos e assim foi. Mas vem cá, por que mesmo? Eu não sei me relacionar.

Sair com o paquera junto com os amigos é fácil. Quero ver sair só você e ele. Me arrepia só de pensar. E não, não é um arrepio bom, é arrepio frio, de medo. Tenho aversão. Como se comportar? O que fazer? Sobre o que falar?

Quando penso que a pessoa quer vir me buscar em casa então, entro em parafuso. Mãos dadas? Nãoooooooooo. Eu não sei me relacionar. E não tenho certeza se isso tem a ver com meu signo. Mentira, eu tenho certeza absoluta!

Sou do tipo que me apaixono por um único beijo. Sofro sem a pessoa saber. Fico horas escutando a mesma música, lembrando, sonhando. Repito, a pessoa nem sabe o que está acontecendo. Talvez, todo o sonho pudesse se tornar realidade, mas pra quê, né? Tão mais legal no sonho… #sóquenão

Sou do tipo que me apaixono por atitudes. A pessoa nem sabe, mas quando vê, está vagando pelos meus pensamentos. Se eles soubessem… talvez rolaria algo. Mas pra quê? Tão mais gostoso idealizar. #sóquenão

Sou do tipo que curte a noite, espera um reencontro e outro e outro, mas tem medo do outro e do outro e da frequência de reencontros. Fala sério!

Por que será?

Em outra vida eu devo ter sofrido muito, só pode. Tenho medo, não quero, não gosto. Quero muito, não consigo, não gosto. Esse é o fluxo.

E alguns vão perguntar: mas e agora? Agora, o quê?! Estamos aí nos sonhos, nos pensamentos, disfarçando e andando. Se rolar, rolou, se rolar mais de uma vez, MEDO!

Uns dirão que eu preciso de terapia. Mal sabem eles que eu lavo louças todo dia. (hauhauhaua) Ai que piada ruim. Ok. Eu talvez precise mesmo. Preciso perder o medo de ser feliz, de curtir os momentos. Afinal, não quero estar em pensamentos (só eu posso colocar as pessoas nos MEUS pensamentos hahaha), quero fazer parte de momentos (oummm). Quem vai arriscar?!

Você gosta de comida árabe?

Tem todos os atributos de uma piada, o que eu vou contar aqui. Mas o pior, foi real.

Estava no bar (sempre lá), com os amigos, quando o assunto “relacionamentos, encontros e afins” chegou na mesa e parou. Sempre temos histórias engraçadas pra contar. Mas essa… meu Deus!

Depois de uma ou duas histórias, uma amiga começa: “Já contei pra vocês o que aconteceu com minha amiga? Do restaurante árabe?” Os olhos se arregalaram. E ela então começou…

“Minha amiga estava saindo com um cara. Aí, certo dia, ele ligou pra ela e perguntou se ela curtia comida árabe. Ela disse que sim, de cara. Foi fazer as unhas, arrumar o cabelo.. se produzir para a noite especial.

Ele a buscou em casa. A expectativa era grande. Onde iriam?

Quando vê, o cara para o carro em frente ao… HABIB’S! Ué, ela não curtia comida árabe?!

A menina estava inconformada. Sério? Que pegadinha seria aquela?! Cadê o restaurante árabe? Chique? Especial? Ela toda produzida… e o gênio lá, sorrindo, oferecendo uma esfiha aberta. “A” morte.

Bom, já que estava na “merda”, resolveu se jogar. Comeram algumas esfihas e a conta chegou. O moço tirou a carteira do bolso e… a segunda decepção do encontro… mandou um “deu R$15, R$7,50 pra cada!”

Meu papai do céu, sério? Adivinha! Mulher independente, inconformada, #chateada… Pagou a conta sozinha: “pode deixar, tira tudo aqui”.

Como pode, meu povo? Ficamos analisando. Só podia ser aposta, piada, que mais? Que galanteador pregaria uma peça dessa?

Se fosse comigo, não sei o que faria. Por isso que eu falo, “passo na sua casa?” NÃOOOOOOOO, eu vou de carro! Acha, numa dessa, já tinha ido embora, pro primeiro bar, fechar 2 garrafas de Bacardi Big Apple. Se bem que… se eu ficasse de pileque, como iria escrever a história no blog? Óbvio que viraria post. CUIDADO!

 

 

É hora de se afastar

Você não espera nada da vida. Apenas quer curtir. Um dia, está em uma festa com os amigos. Canta, dança, encanta. Uma pessoa aparece. Chama sua atenção, mas não. Você não foi lá para isso. No meio do caminho, elogia a pessoa. Se não fosse…

No outro dia, tem festa de novo. Mesmo lugar. Quase as mesmas pessoas. Sim, aquela que te chamou atenção estava lá. E veio. Conversou, pegou na cintura, quando você se deu conta, já era… Estava entregue. Feliz, cantando e dançando.

Os dias foram passando. A internet era a salvação. Mensagens, declarações não declaradas (como você gosta disso). Conta pra um, pra outro… conta os dias.

O tempo passa e todo aquele “fogo” também. As diferenças vêm à tona. A distância, a idade, a vida. As mensagens se tornam cada vez mais escassas. Uma brincadeira gela de vez o envolvimento.

Certo dia vocês se veem. Não há expectativas. Ele está com outra. Você já esperava. As mensagens entregavam. E ele merecia. A distância… a idade… a vida.

Você não sente nada. Não existia nada. Nem deu tempo da paixão bater na porta. Mas era bom. Esporádico e bom. Bonito e bom. Você não deixa passar. Quer mostrar que viu a cena. Você o procura. A pessoa fica sem graça. Está na cara. Ela não sabe como reagir. Mas por que? Ninguém deve nada a ninguém. Você não estava esperando nada, cobrando nada…

Sensatos são aqueles que sabem a hora de se afastar!

Boa sorte com sua paixão. Espero que você seja muito feliz. Você é lindo, tem um ótimo gosto (risos) e muita coisa boa pra viver. Aproveite =)