O que me machuca

Faz tempo que eu evito este assunto. Talvez porque eu queira ser mais forte do que eu seja. Talvez porque eu não queira sofrer. Talvez, quantos talvez…

Eu acho que já falei isso, mas nossa, em outra vida eu devo ter sido a maior filha da p*. Porque olha, esta vida não tá fácil não.

Sabe aquele jogador que recebeu a chance de mostrar seu talento em campo, que entrou, fez ponto, ajudou o time, mas sabe-se lá porquê o técnico o colocou no banco? Então, é como eu me sinto. Não, não me sinto nas Olimpíadas. Aliás, tô bem por fora. Mas é uma metáfora contextualizada.

É assim, sempre assim. Quando eu acho que vai, “ihhhh fora, ihhhh fora.” Como é que é? Primeiramente, fora Temer! (risos)

Aconteceu de novo e pode acontecer mais mil vezes. Eu estava tentando. Ser boazinha, ser romântica, ser marcante. Não consegui. E descobri isso pelo Facebook – que moderno. “Fulano está em um relacionamento sério com…”

É duro quando você descobre que vai ter que sair do campo no susto. Estava tudo bem. Ao menos eu achava que sim. Aí ele sumiu por uns dias e apareceu namorando outra. Eu disse dias e não meses. O que se pressupõe?

Eu só não sofri porque a notícia veio junto com uma quase multa durante o Entrega por Campinas. Enquanto meu coração palpitava ao ver a mudança de status, uma policial tentava multar uma de nossas voluntárias. Desci correndo do carro pra ver o que estava acontecendo. CORRENDO. Adrenalina  vezes 2.

E aí, a multa não aconteceu. E eu só consegui mandar uma mensagem, antes de bloqueá-lo de tudo: “Espero que seja feliz!” Nossa, que Sandy. Que lady, que… nada a ver comigo. A vontade era comentar em modo público: você não tem nada pra me dizer, não?

E não disse. Não dei chances. E posso falar? Acho que não falaria. Ignoraria. O que você fala numa hora dessas? O que você espera de um cara mega maduro como esse?

Pensei muito… nos meus rolinhos. Quando eu não queria… o que eu fazia? E sim, eu me distanciava. Ignorava mensagens. Eu acho que nunca dei satisfações. Eu tinha que dar? Eu tinha 20 anos, gente.

Eu senti na pele o silêncio, a mudança de estratégia, o adeus, baby. E não, não foi bom.

Apesar de eu não saber o que dizer “Conheci outra pessoa…”, “Você não é bom o suficiente…”, eu sinto que o se importar com o outro, o respeitar, precisa entrar em pauta.

E por que eu estou falando tudo isso? Porque eu ouvi uma música que me lembrou todo o ocorrido. Porque eu quero que as pessoas sejam mais altruístas e se coloquem no lugar do outro… que falem de sentimentos… que sejam transparentes, como as marcas têm feito ultimamente. Desculpa, eu trabalho com publicidade, não tem como desvencilhar a vida profissional da pessoal.

Não quer mais? Fale. Não suma. Não deixe as pessoas pensando em hipóteses, cultivando esperança.

Ouvir um “não dá mais”, “não me manda mais nada”, “estou em outra”, “conheci outra pessoa”, dói. Dói muito. Mas é uma dor sincera, que vai passar. Uma dor necessária. É choque de realidade, meu irmão. É a vida que passa.

Tenham respeito pelos outros. Pensem que o mundo dá voltas e amanhã pode ser você que estará chorando, sofrendo, pensando mil bobagens.

Se eu chorei? Muito menos do que eu imaginava. Se eu pensei sobre? Muito. Se eu tenho esperança de um dia esclarecer tudo? Não. Não mesmo. Acho que ficou bem claro que a gente não combina. Eu não sou boa o suficiente. E nem vou dizer que é infelizmente. Porque eu acredito que as pessoas entram em nossas vidas por propósitos.

E pensando aqui, o seu propósito foi me fazer enxergar a 25ª troca como normal, como um “não era esse”. Eu acredito em destino. E o meu não está ligado ao seu. Ainda bem!

Quer saber? Se um dia você ler este texto. Se um dia você se lembrar de mim ou sentir saudade do meu sorriso, sincero… ouça essa música (Louca de Saudade – Jorge e Mateus):

“Se uma canção me lembrar
Troque o Cd não ouça mais
Se um perfume me recordar
Troque de marca, não use mais
Já que me trocou por um outro alguém
Substituir é o que te convém

Mas quando o coração não me enxergar
Vai te deixar louca de saudade, louca de saudade
O coração vai me desejar
E te deixar louca de saudade, louca de saudade

Eu quero ver então, se vai poder trocar de coração

Se algum lugar me lembrar
Troque de rota, não passe lá
Se um filme me recordar
Troque o canal, é só desligar
Já que me trocou por um outro alguém
Substituir é o que te convém

Mas quando o coração não me enxergar
Vai te deixar louca de saudade, louca de saudade
O coração vai me desejar
E te deixar louca de saudade, louca de saudade

Eu quero ver então, se vai poder trocar
Eu quero ver então, se vai poder trocar de coração

Mas quando o coração não me enxergar
Vai te deixar louca de saudade, louca de saudade
O coração vai me desejar
E te deixar louca de saudade, louca de saudade

Eu quero ver então, se vai poder trocar
Eu quero ver então, se vai poder trocar de coração”

Isso me machucou, mas serviu como lição. Isso me fez mais forte. Isso me fez ver que a gente erra uma vez, erra duas, mas não se deixar levar pelo erro de novo. Aliás, faz dele um aprendizado, um case de gestão de crise. E, talvez, você não saiba, mas eu sou muito boa nisso! Te vejo nas próximas voltinhas do mundo, até lá.

A culpa foi minha

Tem dias que o tempo está ruim, o clima está ruim, mas pode piorar. Você pega o celular e pensa: “será que fulano trocou a foto de perfil?” (se você imaginou fulano trocando sua foto pessoal por uma de casal, acertou, era essa mesmo que eu estava procurando!)

Ai, você entra no perfil de fulano e tcharã! Nada de foto nova no perfil, mas na timeline sim. AHHHHHHHHH-chou! Era a foto que você tanto almejava ver: dela. Quem seria ela?

Bom, você achava que era uma pessoa  e não era. Outra, com nenhum amigo em comum. Sei. Conta mais. Bonita. Nada demais. Se fosse feia, seria chato. Seria pior. Você ficaria mal. Não que você seja bonita, porque não é, mas né, a gente aceita ser trocada por outra melhor. Sempre melhor…

Então, você fala pra sua mãe: “acabei de ver a foto da namorada de fulano. Bonita.” Ela não hesita: “Também, você tinha que falar pra ele que ele gostava da menina?”

A culpa foi sua. Sua por não ter dado certo. Claro que foi sua. Não foi porque vocês não tinham nada a ver. Nem porque ele esperava ter uma boneca sempre arrumada do lado dele. E com uma carteira da DIOR cheia de dólares. Não, a culpa foi extremamente sua, por ter falado pra ele que ele gostava de outra.

Sua. A culpa é sua de ele gostar de outra. Isso. Sua. Sua. Sua! Assuma de uma vez. Você não é a dona da verdade? A psicóloga de bar? Assuma!

Não, mami. A culpa é das estrelas, dã! Das estrelas que não brilharam. E da lua, que não formou um coelhinho. Mami, ele está feliz. E eu também (hoje não, mas no geral sim). E é isso que importa, não é?! Você me ensinou a desejar o bem aos outros! E eu desejei. Mesmo não tendo falado isso, eu desejei em pensamento. Naquele momento eu só tinha o meu silêncio pra dar. Mas eu enviei boas energias, eu juro!

E como desgraça pouca é bobagem, você vai no perfil de outro, ver a quantas anda o namoro iô-iô que ele insiste em assumir. E não encontra nada. E fica feliz. Você não quer nada com ele, mas é bom saber que ele está na praça. Pode até estar pensando nela, mas né, está na praça. Me deixa.

Por que a gente fica feliz com o sofrimento amoroso dos outros? Por que?!

Não precisa responder. A resposta de tudo hoje é: a culpa foi sua!

 

Quem nunca? Que dê o primeiro like!

Estes dias estava eu na academia, divagando no meu momento esteira linda, quando me veio em mente: “meu, tem like que vale mais do que palavra”. Opssss, a luzinha amarela acendeu em cima da cuca. Certeza que ia ser sucesso a constatação. E não é que foi mesmo?!

Só uma observação desnecessária (sim, desnecessária, mas eu quero falar). Não me lembro se naquele dia eu havia recebido um desses likes premiados, brilhantes, de fazer os pezinhos de galinha aparecem em nosso rosto. Sabe bem? Sorrisão, entrega da idade… Pois bem, maldita memória. =(

O fato é que eu joguei a frase no meu Facebook e fui acompanhando os likes. Houve até quem comentasse – mesmo o like já valendo. Demais! E é sobre o desdobramento dessa máxima que eu vim falar hoje. Hora de fazer alongamento com o pescoço. Modo concordar. Pra baixo e pra cima. Vamos. Se não concordar, pescocinho pra um lado e pro outro. O importante é se exercitar!

Estou fitness, estou chata, estou me sentindo engajada demais. Preocupante!

Enfim, vamos combinar, faz muuuuuito sentido. Você posta uma foto e aquele seu paquerinha antigo, que hoje namora, dá um like. É o ápice do êxtase! Ele não precisou dizer nada – “tá linda, tá gata, eu pegava, uau, fiu fiu”. Nada. Ele apenas curtiu! E você? Sorriu, deu beijinho no ombro, piscou 10 mil vezes, arrumou o cabelo, olhou no espelho e pegou o celular. LARGA DELE, hein. O menino namora. Contente-se com o “like”.

Outro. Você posta foto com algum amigo e aquele seu paquerinha curte. Poooonto. Ele não precisou dizer “tô vendo, eu vi, quem é?”, ele apenas deu um clique e… entregou a mensagem com êxito. “Tá com ciuminho, tá com ciuminho…” =p

Vamos mudar de exemplo. Você postou uma indireta para aquela sua amiga chata que vive reclamando no Facebook. Ela foi lá e curtiu o post. Pronto, mordeu a isca, leu o recado. Precisou dizer algo?! Eu amo os “likes”. <3

Bom, não tem jeito. Tentei mudar o exemplo, mas os likes dos paquerinhas sempre são os melhores. E confesso, eu já dei like querendo dizer algo. Sim, o famoso “eu vi”. E também já deu “like” pra chamar atenção – “olha eu aqui, eu estou viva, me procura, me chama pra sair, diz que sou o que você sempre quis!” Existe uma música com esse final, né? Loucura, loucura loucura!

Quem nunca? Que dê o primeiro like, ali em cima! =p

Ah, os Likes… eles valem mais do que mil palavras!

O dia em que eu me apaixonei no Facebook

Fala sério. Sempre  abominei (forte, né?) essas correntes de Câncer de Mama, desafios e bla bla bla. Mas ontem resolvi fazer um teste. Meu feeling publicitário não falha.

Entrei no grupo de Whatsapp dos meus primos e havia um print. Tratava-se do status de uma de nossas primas, falando que ela ia ser mamãe. Bom, confesso que na hora até comemorei. Achei estranho mas pensei: caraca, mais um neném. FOM FOM FOM. Mentira.

Ainda no grupo, o irmão dessa prima colocou: vírus. Vírus? Palavra mágica. Despertou minha curiosidade. Enquanto eu fui entrar no perfil dela pra ver o que estava rolando, chegou a solução de todos os nossos problemas: uma corrente de Facebook. Nãoooooooooooooooooooooooooo!

Sabe aquele lance de viajei pra Londers por 3 meses? Então, mudou o tom. Agora, você escolhe uma frase de impacto (não vou estregar a brincadeira e publicar as opções) e posta no seu Facebook.

Ok, voltamos à primeira fase. Eu sempre abominei essas correntes, mas achei uma frase de impacto interessante: “estou apaixonado por alguém, o que eu faço?” Adaptei e dei o ENTER. Mal sabia eu o que ia acontecer… mentira. Meu feeling publicitário sabia que a zueira não teria fim.

Acordei rindo com as mensagens de “boa sorte”, “corra enquanto é tempo”, “se for recíproco, se joga”, “isso é loucura, fuja”. Ô povinho desacreditado, hein? Mais amor, por favor!

Li, reli e fiquei sem coragem de dizer que era mentira. Gente, sério!? Eu jamais publicaria aquilo se fosse verdade. Eu colocaria uma música cheia de coraçõezinhos, uma frase de impacto de Clarice Lispector (risos) ou escreveria uma declaração não declarada aqui. Faz sentido?

Mas achei legal ver o quanto as pessoas não nos conhecem de verdade, o quanto se preocupam com nossa vida amorosa e o quanto desejam que a gente encontre alguém – mesmo que seja pra nos tirar de campo. Como pode?

Maldita inclusão digital! Eu não estou apaixonada, mas volto aqui pra avisá-los quando estiver, ok? Promessa é dívida. Desafio é cilada.

Beijos e obrigada pelos votos verdadeiros. Os falsos irão queimar junto com a vela que eu acendi. Xô, energia ruim!

“me deletou?”

Quem me conhece sabe que eu sou uma “máquina de delete”. Deleto mesmo, quem não faz mais parte da minha vida, quem nunca fez, quem jamais vai fazer. Ai que forte. Não é. Eu uso meu Facebook pra divulgar fotos da família e contar minhas proezas, não faz sentido ter pessoas que eu nunca vi na vida. Mais, que não falam comigo.

Foi o caso. Conheci no Tinder, aquele programinha de solteiros. Moreno, lindo, olhos claros (que eu só fui descobrir depois). No mesmo dia, ele ia pro bar com uns amigos e me convidou. Aham, tá. Não fui. Imagina que eu ia sozinha em um bar com um cara ‘x’ e seus amigos. Passou.

Conversamos, trocamos whatsapp. Nada de a gente se encontrar pessoalmente. Uma vez, achei que tinha acontecido o bendito encontro. Nada, era um sósia. Que azars, né? Ninguém vai entender o lance do “azars”, é piada interna e eu estou com preguiça de explicar. Enfim, passaram-se meses e eu o deletei, de tudo. Por que eu vou ter um cara no meu Facebook e no meu whatsapp se a gente não se conhece e não se fala mais?

Massssss como o Facebook adora me trollar, eis que meu nome aparece na lista dele de “pessoas que você deve conhecer”. Valeu, Marck, pela milésima bola fora. Quando vi o pedido de amizade, comecei a rir. “Lá vem mais um me perguntando porque o deletei”, pensei. BATATA! Dito e feito.

Bom, explicação dada, começamos a conversar. UMA MANHÃ inteira. Alguém diz pra ele que é pra conversar no dia a dia, não precisa compensar tudo em um dia só?! Risos³.

Taí. Ele é lindo, gente boa, da minha área ( é né?), lembrou que eu sou nerd (mas não sabia o porquê; achava que eu jogava algum game na web. Nops) e que eu vi seu sósia no Da Vinci. É dois anos mais novo e jogou isso na minha cara. Mal sabe ele que os boys magia estão me dando 22 aninhos de pura lindeza. (Hoje não teve “alguém já te disse que você está linda?” Acreditem, até separei uns trocados pro cara e ele não estava no semáforo. Que fase!)

Bom, voltando ao mocinho do Tinder… quis marcar um almoço, mas estou pagando a maldita Copa. Viu, Seleção, valeu aí. Perderam a Copa, foram esculachados pela Alemanha e até hoje estão empatando meus almoços, minha vida, meus possíveis affairs (risos³ de novo). Beijo Neymar, na sua costela, sim a quebrada.

Pronto. Mais um texto registrado. Coração bateu mais forte? hahaha Quando te ver pessoalmente, tem texto novo. Fique bem e boa viagem =)

Esse tal de Facebook

Sabe qual é a frase que eu mais escuto aqui em casa? Enganou-se quem pensou: como você é linda, filha; como você é inteligente, filha; você é f#da; me dá um abraço? A frase mais ouvida é: tudo ela põe na internet. Hummm conta mais.

Eu tiro qualquer foto aqui em casa e ouço o comentário, na hora: Ah lá…já vai por na internet! Opa. Posso dividir com meus coleguinhas virtuais minhas alegrias, diversões e conquistas? Segundo minha mãe, não!

“Eu vejo foto de vocês lá no Facebook. Não sei de quem ela é filha, não consegui identificar…” Adivinha? No supermercado, em Andradas, uma estranha falando de mim. Sim, sou eu quem publico fotos. Minha mãe não ficou brava. Eu me adiantei: ela falou mal de mim? Também… se falasse, não ia mudar minha vida, não conheço mesmo!

Eu coloco sim, muita coisa na internet. Bebo e faço enquetes, coloco meus looks, tiro foto no espelho, coloco fotos da infância, filosofias de bar, boteco e afins, defendo causas, peço ajuda. EU AMO A INTERNET e todas as suas façanhas.

Já pensei em deletar meu Facebook várias vezes, mas não consigo. Com quem vou dividir minhas coisas/pensamentos? Onde vou desabafar? E o pior, eu trabalho com isso!

Publicar uma foto é algo como “olha como eu estou feliz”. Ou, pros inimigos “chora, bem, olha como eu tô linda de doer”. Nunca uso esse argumento, seria uma falsidade só. Aqui em casa tem espelho. Aliás, um bem grande agora.

Eu gosto. Me faz mal, às vezes, mas também faz bem. E eu prefiro ser otimista. Esse ano promete.

E eu cansei de escrever. Não sei mais o que falar. Não posso contar nada mesmo. Só os dias… pro carnaval. 5. Que venha Muzambinho. Aí, falei. =(

 

Um post para me redimir

Naquele dia, eu só queria sumir com todas as possibilidades. Naquele dia, eu só queria me proteger de imagens, mensagens e declarações. Naquele dia, eu te deletei.

É… quantas pessoas não chegaram pra mim no Facebook e mandaram uma simples e certeira mensagem: por que você me deletou mesmo?

Apesar de ser brava, eu assumo, faz tempo que não brigo com alguém. O fato é que sendo geminiana, sempre reciclo meus contatos. Olho o Facebook: 800 amigos. Ah, tá, deixa eu ficar doente pra ver quantos são amigos… Então, “esse eu não converso, esse eu nunca mais vi, esse só estudou comigo em 1900 e bolinha, esse é um babaca, esse eu conheci por causa de tal pessoa, esse já era, esse não tem o porquê ficar sabendo de mim, da minha vida…” E assim, eu deleto. Com gosto, sem gosto. E tomo.

Estes tempos deletei uma pessoa. Adoro ela, mas para evitar conflitos, desfiz a amizade (forte isso, né?). A história não vem ao caso. O que eu não imaginava era  encontrar essa pessoa na “noite”. Mais, e que levemente alcoolizada, faria confissões e choraria em seus ombros…

Não preciso dizer, mas vou. No outro dia, a vergonha era dupla. Nada de física e moral. Era uma vergonha pelo choro e outra pelo “delete”. Poxa vida, hein uow. Tentei me explicar, mas acho que meu argumento não foi válido. O que o destino fez? Colocou a pessoa, de novo, no mesmo ambiente que eu. Como reagir? Ué, mamãe me deu educação!

Agora eu me pergunto, até quando vou ter que “pagar” por um simples “delete”? Mandei uma cartinha para o Mark Zuckerberg já.  Ele devia deixar a gente voltar a ser amiga das pessoas sem ter que enfiar o rabinho entre as pernas e fazer um novo  pedido. Válido, não?!

No fundo, eu só queria me redimir. Juro que não foi pessoal. Eu adoro você! E se meu argumento não foi bom… posso pedir pra ser sua amiga de novo?! Diz que sim… Ou no próximo evento, prometo pular no meio da rua. É, não… Acho que seria “too much”.

Homem que trai…

Não vou mentir, já saí com homens comprometidos. E digo mais, eu não sabia. Conhecia a pessoa, me interessava e quando descobria, já era. Benditas redes sociais… E a vontade de dar uma indireta? De contar pra namorada que o seu amante era um cara do mal? Morria de vontade!

Era do tipo, saía, entrava no Facebook e via “te amo, meu amor…”  Te amo, meu amor? Se amasse não teria saído com outra pessoa, não teria ido à caça. Te amo, meu amor? Se amasse levava junto, não olhava para os lados… Morria de vontade de dedurar! Uma vez eu fiz, mas não explicitamente. Apenas dei um jeitinho de a namorada saber que o seu amado não havia ido pescar, como tinha contado. E eles terminaram. Ahhhh, quem avisa amiga é.

Mas não vim falar dessa minha mísera façanha. Vim contar a história de uma amiga. Minha ídola. Tudo o que eu idealizei fazer, ela fez. Sem dó nem piedade. Sem pestanejar. Que ela sirva de exemplo.

Uma menina difícil de se envolver. Nunca havia namorado. Em uma viagem, conhece um cara. Se encanta. Seria seu futuro primeiro namorado? Se encontram, conversam todos os dias… Ela vai a seu encontro; ele não é da mesma cidade. Ficam, fazem juras de amor, trocam mensagens todo dia. Viajam juntos, curtem, trocam mensagens todo dia.

Mas, de uma hora pra outra, o lance esfria. Seria a distância? O ciúme? O que seria? Uma outra!!! Ela não sabia, mas ele estava namorando com ela e mais uma. As mensagens ficaram raras, até que o Facebook colocou as cartas na mesa. Uma foto. Me dê imagens, Capitão Hamilton. Uma imagem e uma declaração. Quem seria a dita cuja?

Sem medo do que estava por vir, ou com, ela foi questioná-lo. “Uma amiga”, disse ele. “Eu ainda gosto de você, sinto sua falta”, continuou o mocinho. Feeling feminino não falha. Não acreditou.

Então, chegou o dia dos namorados. E com ele, a verdade. “Meu amor, que esse seja o primeiro de muitos dias dos namorados juntos…” O sangue subiu. A moça publicou. O moço caiu na própria cilada, Bino. O que fazer? Xingá-lo até a morte? Ligar milhões de vezes? Deletá-lo? Não, aqui a jogada é de mestre.

Minha amiga adicionou a namorada corna. “Oi, eu sou fulana, estava namorando ciclano enquanto ele estava com você. Quero que você saiba com quem está lidando. Olha o que ele me mandou ontem…” Sim, ela disse pra namorada que seu grande amor a havia apresentado como AMIGA. A menina deve ter ficado possessa. Minha amiga tinha provas. Contou tudo. Mostrou mensagens e tudo mais.

O moço? Não se pronunciou. Então, ela mandou uma mensagem: “Agradeço a Deus por ter tirado um mau caráter da minha vida”. Ele só respondeu “OK”. Até quando será que ele vai continuar se enganando e enganando as pessoas?

Ah, a donzela não apagou sua declaração ao idiota. E aí, quem acha que a menina é corna mansa levanta a mão o/ Depois de tudo que ela “ouviu”… Como pode? O cara deve ser muito bom no que ele faz pra conseguir o perdão alheio. Mulheres, se valorizem, por favor. 

E pra minha amiga, os meus parabéns. Ainda vou ter coragem de falar pras namoradas, dos canalhas que eu conheço, que seus “môzinhos” são uns verdadeiros putos de uns filhos!!! Não valem a roupa que estam usando. Olha que a lista é grande. Ah, se eu tivesse coragem, seria a bruxa da vez. Cuidado, uma hora eu perco o juízo. Exemplo eu já tenho.

Um coração em fluxo

Não sou Joelma, mas a Lua me traiu neste fim de semana. Que coisa maravilhosa era aquela? Grande, linda, amarela… ahhh! Noite romântica. Ou não. Noite da pilha, da ressaca, das fofocas. Você lembra o que você fez ontem? Maldita vodca. Eu lembro. Em partes. Eu penso, em partes. Foram poucas horas de sono para recompor meus pensamentos. A lua, linda, romântica e eu, aqui, sem inspiração. Sem paixão, sem decepção, sem rumo. Como pode?

Antigamente, tinha uma história por semana pra contar. Agora, passam os dias e o que me resta é o fluxo. Meu coração em fluxo. O sangue não anda, corre, tira racha. Meus pensamentos se dividem em trabalho, estudo, família, festas. Sim, as festas voltaram. Uhulll. Coisa boa demais.

Entre uma mensagem e outra. Entre uma cutucada e outra. Um sentimento. Quero você. Mas você nem sabe. Nem sonha, nem imagina, nem faz nada. “Uma frô pra uma frô. Uma pamonha pra um pamonha”. Ops. Você. Será? Onde? Quando vou te ver de novo? Do nada. Sem saber. Sem poder. Sem perceber. Eu quero. E não sei o que fazer. Que rima bonita.

Enquanto penso em um plano, minha cabeça viaja. Será? Aquele? Atenção. Carinho. Amizade. Hmmmm. Tem gente que vai ler e se identificar. Um, dois, três, quatro, pra ficar maneiro eu quero… Use a criatividade.

Só sei que é assim.