O vácuo da paixão

Não, não se trata de um fora. Talvez não só um. Risos.

O vácuo da paixão é aquela fase pós término de um relacionamento. Aquela fase que você se acha incapaz de voltar a gostar de alguém. Que você se acha horrível, não tem vontade de sair de casa, só pensa em descontar toda a sua miséria pessoal na comida.

Essa fase. Que fase. Quantas vezes ela. Sempre ela.

Estou no vácuo da paixão. No período de 6 anos, estive nele por algumas vezes.

Sofri tanto que achava que meu destino era ficar sozinha. Vocês não têm dó?

Fui trocada 1, 2, 3x. Fui lembrada muito mais vezes. Até hoje não entendo essa lógica doida do “o mundo dá voltas”. Por que mesmo que as pessoas vêm e vão? E quase nunca em vão?!

Eu sou uma eterna apaixonada. Palavras me conquistam. Atitudes também, mas elas me deixam sem graça. Eu gosto das palavras. E quando recebo algumas de presente, fico viajando…

Num teste de personalidade, eu sou, com certeza, a sonhadora. [eu viajo, não liga]

E é por sonhar demais, que eu sempre acordo e caio no vácuo da paixão. Acho.

Parei pra pensar. Já sofri por grandes paixões. Caras que me marcaram mesmo. Mas gente, já sofri por caras que não têm nada a ver comigo. Alguém pode mandar a Senhora Carência lá pro Talibã?

Pô, que sacanagem.

Caras que são tudo o que eu não quero perto de mim. Arrogantes, babacas, infantis (no pior sentido da palavra).

Por que, né?

Um deles disse que é porque eu sou insegura. Que homem não gosta de mulher insegura. E que eu sou muito careta. Por isso, não paro com ninguém.

Falou o Porto Seguro. Falou o galã da Austrália. Falou o meteoro da paixão.

Sério mesmo que eu preciso ser igual a nova geração? Preciso experimentar tudo no impulso? Sério mesmo que eu preciso fazer o que eu não quero pra agradar? Que eu preciso fingir uma intimidade que não existe? SÉRIO MESMO?

Sério mesmo que eu preciso me achar a melhor de todas mesmo estando acima do peso, com espinhas no rosto e com a celulite sambando na sapucaí?

Gente. As pessoas não são inseguras, elas estão inseguras. Velho dilema do ser e estar. As pessoas não precisam ser O QUE VOCÊ QUER QUE ELAS SEJAM. Elas podem, certa vez, estar nesta energia louca, mas ser?

Cada um nasceu de um jeito. Cada um foi criado de um jeito. Cada um tem seu defeito. E também seu par perfeito.

Quer saber? Desculpa, mas eu não sou obrigada. Nem de nada. Tchau.

O que os olhos não veem…

Eu sempre fui muito impulsiva. Daquelas que termina algo que nem começou. SEMPRE. É que eu me envolvo com muita facilidade, eu sofro por antecedência, eu imagino demais. Alguns diriam: isso é insegurança. E quem vai negar? E é, sô!

Estávamos na balada. Tudo lindo. Eu, ele, alguns amigos. A balada estava vazia, mas ao passar dos ponteiros, começou a lotar. Gente bonita. Mulheres bonitas. Ele alto, olhos claros. Chamando a atenção. Ao menos na minha cabeça.

Ele tirou uma pra dançar. Me segurei. Logo fui “tirada” também. Não era troco. Não era nada. Era diversão. Era dança. EU AMO DANÇA.

Passou um tempo e cadê ele? Foi dar uma volta com os amigos. Não podia julgar. A época, a situação. Tudo pode.

Quando o encontrei, tomei uma decisão: ir embora dali. Juntei alguns amigos e parti. O que mal tinha começado, estava terminando (que novidade!).

Passei a noite pensando nos piores roteiros de filmes da vida real. Ele com outra. Ele com a outra. Ele. Outras. AHHHHHHHHHHHHHH. Que noite.

No outro dia, ele não dirigiu uma palavra se quer a mim. Teria acontecido o que eu pensava? Esperei comentários. Nada.

Somente no fim da noite, a loucura mudou o rumo. “Ela nem se despediu de mim. Não me avisou”.

Um abraço, uma pergunta, a minha resposta, a resposta dele. Que mal entendido. Que criatividade. Ou não.

“Deixei você livre na balada, pra curtir com os amigos, com as gatinhas…” Encontre o sujeito ciumento da frase (risos).

“E quem disse que eu queria curtir as gatinhas?” Momento cara de “oi?”, sofri à toa, nem dormi, ahhhhh, por que?!

Alguns dirão: que fofo! A-ham. Fofíssimo, se no outro dia não voltasse a sumir. A ignorar. A… deixa pra lá. Foi bom enquanto durou. Foi sofrido enquanto pensava. Foi… E indo, acabou.

O que os olhos não veem, a paranoia inventa.

Pensa numa vida cheia de grandes invenções…

Essa foi só mais uma!

Homem gosta de mulher…

Vai dizer, quem nunca se olhou no espelho e se sentiu a pior criatura de todas; acima do peso, cheia de espinhas, com o cabelo horroroso. Quem? Quem? Mais, e aí escutou das amigas: Levanta esse rosto, passa um batom vermelho e vai… homem não gosta de mulher insegura!

Para um pouquinho, descansa um pouquinho, 550km. Mulher insegura? Homem não gosta? Tá. Homem gosta de mulher o que então?

Você acorda se sentindo mara, põe aquele vestidinho que te deixa com um corpão, arruma o cabelo, passa o batom vermelho e sai. Vários caras vem falar com você. Você está exalando confiança. Mas e aquele, que não gosta de mulher insegura? Ele fica… inseguro! Por que você estaria com ele? Aliás, impossível que você esteja só com ele. Bonita, gente boa…  então ele some.

Já descansou? 560 km. É legal ter vários caras novos falando com você, mas e aquele… que você queria ao seu lado, cadê ele? Você vai ficando cabisbaixa, se olha no espelho e se sente a pior pessoa do mundo. É a insegurança mandando lembranças. E aí, o cara some de vez. Afinal, homem não gosta de mulher insegura!

Que vidinha mais ou menos, hein?! Quer uma dica? Doe o seu espelho… e o batom vermelho! =p

A insegurança de uma mulher

Os quilinhos a mais, a celulite, o cabelo sem lavar, as espinhas, olheiras… O desprezo, a troca, a mentira, a ilusão, a traição… São tantos detalhes. Detalhes que fazem com que uma mulher, qualquer uma, se sinta insegura.

E o que uma mulher insegura faz? Algumas vão ao shopping, outras ao cabelereiro, ainda outras, pegam o primeiro avião e somem. Só? Não. Umas entram em depressão e se trancam no quarto, outras investem na comida e ficam ainda piores e, ainda outras, bebem.

Eu acho que sou um misto do 2° blobo. Me escondo, como muito doce e quando saio, bebo todas. E não só eu. O problema é que isso tudo não resolve. Nós temos que ter consciência da nossa importância. Temos que, muitas vezes, engolir nossos desejos e tocar a vida. Difícil, né? O que não pode é descontar nos outros.

Podia vir aqui e dar um exemplo real e atual, mas sei que isso custaria minha cabeça. A pessoa acha que está certa. Quer dizer, acha que não errou, apenas estava bêbada. Hmmmm, deixa eu pensar. A bebida não é culpada, né? Quando a gente bebe, faz as coisas com maior intensidade. E acaba falando demais, fazendo demais e… curtindo uma ressaca moral. Eu curtiria, pelo menos.

O fato é que… meninas do meu coração, não adianta beber todas pra sair falando o que quer. Se você deseja alguém, fale sóbria. E escute sóbria o que a pessoa tem a dizer. É mais fácil digerir os fatos. Não beba pra chamar atenção. Não beba pra ter atitude. Não beba, pra não perder a maturidade e sensatez. Nem todos estão dispostos a relevar atitudes alheias, mesmo que elas estejam regadas à alcool.

Se for pra beber todas, arque com as consequências. Cadê o botão do “dislike”? #ficadica

 

Quem fala o que quer…

(…) nem sempre escuta o que…gostaria. Há sempre de ter uma Nane, zagueira, chutando a bola pra bem longe… #ficadica

Homem quando abre a boca, de duas, uma: ou não sabe o que fala ou espera uma resposta bem dada. Não sei em qual das opções o ocorrido se encaixa, mas posso assegurar que o meu pensamento foi bastante malicioso. Eu podia ter feito o que eu mais gosto: surpreender, mas…

Conversa vai, conversa vem, surgiu o assunto saúde. Contei sobre a endoscopia (estou bem, caso fiquem preocupados) e tomei um: nane, você precisa relaxar; você está muito tensa…

Nem lembro o que respondi, mas o que eu pensei na hora, tenho de cor. Ai, se alguém pudesse ler meus pensamentos… Ai se… eu? Tensa? Pensamento totalmente masculinizado. Subliminar… Eu, tensa, uma solução… e aí? Coqueiro balançou, côco caiu, rola ou empaca? well, well, well…

Fiquei quieta, mas dei um sorrisinho “do mal” – pro computador. Fui meio bugrina. Bola no gol e eu chutei pra escanteio. Como pode?

Estes dias li sobre atitude. “Um minuto de indecisão mata uma vida de felicidade”. Acho que falta atitude. Ou não. Seria insegurança? Seria falta de vontade? Sabe não…

A única coisa que eu sei é que eu não tive coragem de mandar um: a gente podia… Só papo. Não ia mesmo. Só jogo. E jogo por jogo, prefiro meu Jewels. Aliás, hora de bater recordes. Good Night.

Ah, se liga, tudo podia ser muito diferente. Oportunidade. Ação. Pessoas que desistem fácil, viu…