Essa noite eu sonhei com você!

Quem me conhece sabe a coleção de paixonites agudas que eu já tive. Um não tinha nada a ver com o outro, mas marcaram. E teve um, sempre esse um, que me vem em mente de tempos em tempos.

A gente não teve uma linda história de amor. Sei lá o que a gente teve. Mas teve. No passado. E ficou por lá. Infelizmente.

A vida deu seus giros mágicos e a tecnologia o trouxe de volta. Tentei, por várias vezes, descobrir algo sobre ele. Ver fotos… A gente quer saber se mudou, o quanto mudou…

Tentativas em vão. Até que um certo dia, esse querido rapaz me adicionou no Facebook. E o que eu tanto queria ver, eu não vi. Nem todo mundo se expõe nas redes sociais.

Mas, por outro lado, vi coisas que eu não esperava. Ele havia formado uma família. Casou, teve uma menina linda. PARABÉNS! Juro que não é falso.

E aquela vontade de revê-lo? Devia ter passado, mas não passou.

Essa noite eu sonhei com ele. E foi maravilhoso. Eu não tenho a mínima ideia de onde eu estava, mas o cenário era lindo. E no telefone, eu marcava um encontro com ele.

- Ok, você venceu. Vamos nos ver, quero conversar com você. Ele disse. E eu fiquei eufórica, porque eu queria muito revê-lo.

Eu mudei de sonho antes do reencontro, mas acordei toda feliz… desejando que algum dia isso aconteça de verdade. Não quero estragar famílias, juro. Eu quero apenas ver… ver alguém do meu passado, que me fez tão bem e tão mal ao mesmo tempo.

Quero ver minha grande paixão. Ouvir sua voz. Só isso. Sem toques, sem nada. Como bons e velhos amigos. Eu sou adepta do “vaso quebrado não cola mais”.

Por que será que as pessoas marcam, hein?

Justo ele, que eu conheci numa festa nada a ver. Justo ele que vivia esfregando beijos em outras na minha cara. Ele, sempre ele. Que vivia estudando, que não gostava de nada que eu gostava… que vivia falando mal da minha rotina.

Ele… com seu jeito xucro… o melhor beijo que eu já tive. Que saco.

Eu não lembro o que eu fiz pra que ele me odiasse tanto. Eu juro. Dizem que quem fala/faz algo de ruim pras pessoas, esquece, mas quem escuta/ passa pela situação, não. E ele nunca me contou. Sempre me evitou. Como o diabo corre da cruz. Até quem um dia, ele resolveu ceder.

Hoje, ele está a muitos km do Brasil. Muitos mesmo. Está bem profissionalmente. Acredito que sem previsão de volta. Ele, a família dele, a profissão dele. Valeu ter estudado tanto.

Que sonho. Que desejo. Que paixão. Será que eu nunca vou superar? Minha expectativa era revê-lo e apagar de vez essa história louca de conto de fadas. Era ter a certeza de que tudo ficou no passado mesmo, que nunca daria certo… Mas ele nunca me deu essa chance. Talvez seja bom ter alguém que de vez enquando se lembra da gente. Talvez…

Eu, hoje, sonhei com você. Espero que esteja tudo bem!

 

Quer ser meu crush?

Não sei quem teve a ideia de transformar o famoso “paquera” em “crush”, mas hoje em dia a gente só escuta isso.

Curiosa que só, fui ver o que o termo significava. Primeiro resultado: esmagamento. Mais gente, lembrei  da Felícia na hora. Abraço de uuuuuuuuuuuuuurso.

Mas não, este não é o único significado. Compressão, aperto, aglomeração… Acho que estou de boa de ter um crush. Fugindo loucamente de apertos.

Já te enrolei demais, né? O termo pode designar, também, um namoro ou uma paixão súbita. Fez sentido agora?!

Esse é o ponto. Quer ser meu crush?

Sou uma super entusiasta do Tinder. Falo pra geral o quanto eu acho a ferramenta maravilhosa. Se você acha que lá só tem gente feia e nada a ver com você, ok. Confesso que no começo, havia mais curiosos bem apessoados. Mas uma coisa é certa, do começo até hoje, a diversão é garantida.

O ponto é: você vai lá, conhece algumas pessoas e fica frustrada. O mercado está escasso. Cadê os crushs qualificados?

Pra não perder mais tempo, resolvi fazer uma listinha de pontos, para avaliar os prospects. Observação: fiz isso em tempo real, conversando com um tinder boy. Era uma brincadeira, mas fez tanto sentido… (risos)

1) Ser alto (mais de 1,80m) = 10 pontos

2) Ser simpático e inteligente  = 10 pontos

3) Ter envolvimento com algum projeto social = 10 pontos

4) Curtir ou ouvir sertanejo = 10 pontos

5) Gostar de crianças = 10 pontos

6) Não ter filhos = 10 pontos

7) Saber dançar = 10 pontos

8) Não ser pão duro = 10 pontos

9) Ter o sorriso bonito = 10 pontos

10) Ter covinhas = 20 pontos

Ponto extras:

Curtir tecnologia = 10 pontos

Gostar de festa = 10 pontos

Curtir viajar = 10 pontos

Saber tocar violão = 10 pontos.

E aí, quer ser meu crush? A média é 8. =p

O ppt do crush perfeito

O ppt do crush perfeito

O vácuo da paixão

Não, não se trata de um fora. Talvez não só um. Risos.

O vácuo da paixão é aquela fase pós término de um relacionamento. Aquela fase que você se acha incapaz de voltar a gostar de alguém. Que você se acha horrível, não tem vontade de sair de casa, só pensa em descontar toda a sua miséria pessoal na comida.

Essa fase. Que fase. Quantas vezes ela. Sempre ela.

Estou no vácuo da paixão. No período de 6 anos, estive nele por algumas vezes.

Sofri tanto que achava que meu destino era ficar sozinha. Vocês não têm dó?

Fui trocada 1, 2, 3x. Fui lembrada muito mais vezes. Até hoje não entendo essa lógica doida do “o mundo dá voltas”. Por que mesmo que as pessoas vêm e vão? E quase nunca em vão?!

Eu sou uma eterna apaixonada. Palavras me conquistam. Atitudes também, mas elas me deixam sem graça. Eu gosto das palavras. E quando recebo algumas de presente, fico viajando…

Num teste de personalidade, eu sou, com certeza, a sonhadora. [eu viajo, não liga]

E é por sonhar demais, que eu sempre acordo e caio no vácuo da paixão. Acho.

Parei pra pensar. Já sofri por grandes paixões. Caras que me marcaram mesmo. Mas gente, já sofri por caras que não têm nada a ver comigo. Alguém pode mandar a Senhora Carência lá pro Talibã?

Pô, que sacanagem.

Caras que são tudo o que eu não quero perto de mim. Arrogantes, babacas, infantis (no pior sentido da palavra).

Por que, né?

Um deles disse que é porque eu sou insegura. Que homem não gosta de mulher insegura. E que eu sou muito careta. Por isso, não paro com ninguém.

Falou o Porto Seguro. Falou o galã da Austrália. Falou o meteoro da paixão.

Sério mesmo que eu preciso ser igual a nova geração? Preciso experimentar tudo no impulso? Sério mesmo que eu preciso fazer o que eu não quero pra agradar? Que eu preciso fingir uma intimidade que não existe? SÉRIO MESMO?

Sério mesmo que eu preciso me achar a melhor de todas mesmo estando acima do peso, com espinhas no rosto e com a celulite sambando na sapucaí?

Gente. As pessoas não são inseguras, elas estão inseguras. Velho dilema do ser e estar. As pessoas não precisam ser O QUE VOCÊ QUER QUE ELAS SEJAM. Elas podem, certa vez, estar nesta energia louca, mas ser?

Cada um nasceu de um jeito. Cada um foi criado de um jeito. Cada um tem seu defeito. E também seu par perfeito.

Quer saber? Desculpa, mas eu não sou obrigada. Nem de nada. Tchau.

Carta aberta a você

Sabe aquele dia que tudo de ruim aconteceu? Então, era naquele dia que apenas um sinal de vida seu mudava tudo.

2 anos. 2 tentativas. 2 aprendizados: uma pessoa pode fazer bem e, ao mesmo tempo, mal a você e “sem expectativas” é só da boca pra fora.

Eu já tive muitas paixões. Tem dias que me pego contando os mocinhos; vendo se não esqueço de nenhum. Paixões fortes, marcantes, daquelas que a gente lembra sempre. Lembra de palavras, de momentos… Como é divertido. Agora, né? Porque na época… ô sofrência.

Então, você entrou para esse hall. Tão pouco tempo. Tão marcante. Já disse em outros textos. Você não tinha nada a ver comigo, mas apareceu no momento certo. E deu tudo errado. Ô cupido malandro.

Quanto eu chorei. Quanto eu desejei. Quanto eu me odiei. De quanto em quanto, eu me apaixonei!

A vida deu suas voltas e você ressurgiu. Eu falei tudo que estava guardado comigo. Regado a àlcool, ok. Mas falei. E você ouviu. Não sei como. Você nunca deu muita atenção ao que eu falava. Ficava só reparando. O que será que se passava na sua cabeça?

Eu sempre fui muito baladeira. Mas você conseguiu me fazer ter vontade de sair somente com você. Eu enrolei. 1… 2… 3… dizendo que estava cansada, ocupada… Tudo mentira. Eu estava com você. E você? Sei lá…

Tentei fazer diferente. Tentei ser “bonitinha”. A gente não pode tentar ser o que não é. Nas duas tentativas, você sumiu. Medo? Falta de vontade? Não sei. Sim, eu estava apaixonada e não tinha vergonha de demonstrar isso. Nem pra você e nem pra ninguém. Eu falava tanto de você…

Eu estava na sua. Sem expectativas. Ok, mentira. Com muitas expectativas. Achava que agora ia dar certo. Mas não deu. Um dia, quem sabe…

O seu olhar, o seu beijo… era tudo o que eu queria. Todos os dias. Não. Exagerei. Ai como sou exagerada. Assim enjoa. Mas queria notícias. Sempre. E né… você não é desses.

Esta semana você sumiu. E eu prometi que foi a última tentativa. Chega, né? A gente pode gostar de outrem, mas deve gostar de si mesmo primeiro. Não é clichê, não é piegas, não é estória para boi dormir. É real!

Você me fazia muito bem, mas, ao mesmo tempo, muito mal. E acho que você nem tem noção disso… Talvez na sua cabeça, eu seja a insegurança. Eu, que vivo rodeada de festas, de tinders, de happns… eu…

Não, eu não fiz nada. Eu lutei pelo o que eu queria. E eu perdi, de novo. Mas eu sei perder. Já perdi tantas vezes… Já chorei tantas vezes… Já me levantei tantas vezes… Já me apaixonei de novo tantas vezes… E as vezes vêm com o tempo. É, quem diria… eu aprendi a esperar!!! Esperar o tempo amenizar as coisas. Esperar você não dá mais. O seu tempo é diferente do meu. Muito diferente.

Eu quero que sejas muito feliz, como sempre quis. Quero que se arrume de novo, que seja muito amado. Juro, eu quero. Você merece!

E que você arranque sorrisos por aí com mensagens de “oi”, com doces de leite e casquinhas… com momentos memoráveis. Obrigada por fazer o meu começo de ano ter sentido!

Essa carta foi aberta… mas foi pra você. E foi pra mim… Foi para um “nós” que não vai existir!!!

Obrigada por tudo. Seja muitoooo feliz =) Você marcou, pra sempre!

O Vô João, a caridade e a entrega!

Há muitos anos eu escuto a mesma frase: “Como dizia o Vô João: façam caridade, meus filhos”.

Vô João era um senhorzinho fofo, repentista, catireiro, Malufista e espiritualista.

Morreu em 94. Deixou um legado grande.

Confesso que não me lembro de momentos, mas minha mãe diz que eu vivia conversando com ele.

Tinha 8 anos. Era curiosa. Ele gostava de contar histórias…

Meu avô. Meu ídolo. Alguém que guardo em meu coração e em quem me inspiro.

Fazia caridade como ninguém. Pegava morador de rua e levava pra casa, pra tomar banho, dar comida. Passava de porta em porta pedindo mantimentos pra fazer cestas básicas… Exemplar.

E o seu legado?

Foi com muita alegria e paixão que ano passado eu aceitei fazer parte de um projeto lindo. Eu e meu irmão. Os dois netos de Francisco, ops João.

Um projeto que nasceu há 2 anos em SP e veio pra Campinas com o esforço e dedicação de nossas primas, por parte de pai.

A palavra é ENTREGA. Entrega por SP, Entrega por Santos, Entrega por CAMPINAS.

Um dia especial em que a gente se entrega. A gente senta no chão. A gente aperta mão. A gente dá beijo. A gente dá atenção.

A gente. Um grupo de amigos, sem ligação com política ou religião. Voluntários, que trocam uma noite de sexta-feira de balada por uma noite de caridade, de doação.

Muitos perguntam: mas como funciona?

Geralmente, os encontros acontecem na última sexta-feira do mês. A gente se encontra na Aquidabã, próximo a um carrinho de Hot Dog. Ali, separamos as roupas e calçados que recebemos de doação. Masculino. Feminino. P. M. G. GG. 34. 35. 36…

Em seguida ou ao mesmo tempo, uma equipe monta os kits. Sim, além de nos entregarmos, levamos um kit super especial para cerca de 120 moradores de rua. Trata-se de uma sacolinha com lanche fresquinho (feito no dia), água, bolacha doce, bolacha salgada, pipoca Nhac, sabonete, papel higiênico, pasta de dente, escova de dente, camisinha e MEIAS.

Tem edição que entregamos cobertores também. Conseguimos até um parceiro, de SP, que vende cobertores a preço de custo. Caridade, meus filhos!

Tudo organizado, dividimos os carros e saímos em busca dos nossos amigos das ruas. Carros em pisca alerta. Celulares a posto, para acompanhar as notícias de cada rota. Às vezes precisamos fazer 2 caminhos, pra não acumular voluntários no mesmo local.

É um pedido de licença. É um oi. É uma conversa breve ou longa. É uma entrega.

Entre tantos nomes, tantas histórias, uma única certeza: nós somos muito pequenos. Quanta inteligência existe na rua. Quanto amor. Quanta entrega…

É lindo de ver, de viver, de conhecer. Ficou curioso? Vem com a gente pra rua. Amanhã tem a entrega de fevereiro. Confira tudo aqui: https://www.facebook.com/entregaporcampinas/

Ele vai ser pai

Sabe aquelas paixonites que você nunca esquece? Que adoraria rever pra saber se mudou alguma coisa ou continua encantador?

Lembro como se fosse hoje. Aquela festa. Aquela fantasia. Aquele beijo.

Um beijo que era bom demais. Que durou o suficiente para marcar.

Os anos passam. As pessoas se distanciam. E eu escrevo. E divulgo.

Sempre quis notícias. Nunca as tive. Até ontem.

Maldito bendito Linkedin. Ele resolveu dizer aos meus contatos que eu estava comemorando aniversário de empresa. Mentira. Faltam 2 meses ainda =S

E aí, eu comecei a receber mensagens de parabéns. Algumas de pessoas que eu nunca vi na vida. E uma, dele.

Como sempre, tentei tirar proveito da aproximação. Se tivesse que definir minha curiosidade em uma frase seria: “quem pergunta o que quer, escuta o que não espera”.

Fiz uma brincadeira: e aí casou? tem filhos?

E ele respondeu SIMMMMMMMMM!

Casou ano passado. Está “grávido” de uma menina. Sabe pra quando? Junho! Imagina se ela nasce no dia do meu aniversário?!

Quem sabe era isso que ele precisava pra se lembrar de mim como eu me lembro dele…

Estou muito feliz por ele. Eu juro. Mas ao mesmo tempo triste. Eu ainda tinha esperança de reencontrá-lo. Não solteiro. Não é isso. Mas queria vê-lo. Queria conversar. Relembrar o passado…

Mas né, o destino, mais uma vez, gritou bem alto: ”E todos a sua volta se casarão e… você estará lá curtindo, compartilhando e comentando”. Amém!

Você não sabe, mas eu estou na sua!

Há alguns meses, em um encontro com amigos, ficamos relembrando o passado. Aquelas velhas e deliciosas histórias de carnavais.

“Ele chegou na festa e disse: é aquela ali que eu quero. E apontou pra você”. Oie? Eu fiquei chocada. Sério. Nunca imaginei essa situação. Nunca soube disso. Nunca fui avisada. Como pode?

Não foi a primeira vez e talvez não seja a última. ”Ele veio aqui por você. Ele não queria ela…” “Ele é a fim de você, você nunca percebeu?”

E por que a gente não fica sabendo mesmo? Na época? Por que só depois as pessoas contam?

Não que fosse acontecer algo, mas ficar sabendo depois, não vale. Ou vale.

Eu sou dessas. Que é vítima, mas que também tem culpa no cartório. Já gostei sem falar, sem avisar, sem dar um sinal se quer.

Acho que é bobagem, que se tiver que acontecer, vai acontecer… e parece que nunca acontece (ô dó). Não na época que eu desejei. Assim espero (risos).

Mulher é assim. Humano é assim. A gente fica carente. A gente pensa nas possibilidades. A gente acredita que “o amor pode estar do seu lado”.

Falando nisso, a última vez em que eu acreditei nessa história, eu me lasquei. Contei essa? Estava no Carnaval de Muzambinho, perdida, quando encontro um cara muito GATO e alto… e… lê o post, mais fácil: Meu Amor de Carnaval. Então, ele estava do meu lado, mas não era o meu amor.

O fato é que nestes últimos dias, eu quis muito que uma das frases acima fosse verdade. Esperei muito um convite, uma mensagem, um sinal dos astros. E nada aconteceu.

Se eu fiz algo pra facilitar? Nops. Se eu dei a entender algo? Nops. Melhor ele achar que nunca terei nada com ele… Não? Sim. Passou, passou.

As vontades passam. Os desejos… Se eles não são saciados no momento que estão à flor da pele, perdem a força; viram apenas memória.

Será que um dia eu vou chapar o coco e soltar um “eu já fui a fim de você, sabia?”. Acho que já dei uma dessas. Não lembro. Mas com certeza. Nos meus momentos “sincericídios”, na internet – onde todo mundo fica mais corajoso -, depois de uma taça de vinho… quem sabe? quem viu? quem foi?

Não sei. Nada sei. Tudo sei. Nada quero. Tudo quis.

Passado, presente, futuro. Será que sim?

Você não sabe, mas eu ESTAVA na sua!

Meu Doce Novembro

Estes dias estava conversando com algumas pessoas do meu trabalho sobre relacionamento. Uma delas me deixou intrigada: “Mari, você passa a imagem de descolada, independente, que não quer se envolver, que quer curtir uma noite só…” Sério? Eu confesso que fiquei surpresa. Essa pessoa não me conheceu nos meus 18 anos. Talvez essa fosse a Nane jovem. Eu cresci, eu amadureci, eu mudei meus hábitos…

“Mas você, na verdade, é toda quadrada, romântica, espera encontrar alguém…” Isso. Essa sou eu. A romântica, que ainda espera encontrar sua alma gêmea. Alguém especial que tenha sido guardada todo este tempo pra chegar na hora certa. Ou errada, sei lá. Chegando até mim…

Bom, o fato é que eu saí daquela conversa pensativa. Eu estou fazendo meu marketing pessoal totalmente errado! Como assim? Olha a impressão que as pessoas têm de mim! Por isso que eu estou sozinha… A cabeça foi a mil. E os dias se passaram e eu meio que esqueci.

Mas hoje, domingo lindo, estava em casa de bobeira e resolvi assistir novamente a um filme. Não se trata de qualquer longa. Aquele que por muitos anos eu disse ser o meu filme preferido! Confesso: eu não lembrava de uma só cena dele. Confesso momento dois: é um dos meus preferidos, mas “Como se fosse a primeira vez” está alguns pontinhos à frente hoje em dia. Está vendo, sou romântica!

Assisti e, óbvio, chorei horrores. Cadê o meu doce novembro? Até hoje, pra mim, este mês foi dúbio. Aniversário da minha mãe, motivo de alegria, aniversário do meu pai, motivo de saudade. Mas mesmo assim, novembro. Pra quem não assistiu ao filme, sugiro uma pipoca, refri e lenços de papel. Mais, uma reflexão sobre o rumo que você tem dado a sua vida. Não assista por assistir!

Enfim, eu sempre fui muito envolvida com meus estudos, trabalho e corpo, por que não?! E neste fim de semana, um cara que nem me conhece me surpreendeu (eu adoro surpresas e acho que este sinal eu mandei corretamente). Encontrei no Tinder… Perguntou o que eu fazia. Na brincadeira, respondi “sucesso”, depois passei a agenda da semana.

Ele riu da piadinha e mandou um “e onde entram os relacionamentos aí?” Então… não planejei um horário pra eles! Meu tempo está dividido em outras coisas e… não tenho pensado muito nisso. MENTIRA. Eu tenho sim. E eu não escondo. Não são apenas cobranças familiares. São cobranças pessoais. Por que eu sou tão exigente? Por que eu passo uma imagem errada sobre mim? Será que um dia eu vou ter alguém que seja apaixonado por mim e mude minha vida da água pro vinho?

Entre tantas perguntas sem respostas, eu fico aqui, no meu mundinho, esperando o cavalo branco, o sapo, o príncipe que não precisa ser encantado, mas sim educado, respeitador, trabalhador, engraçado, inteligente, bonito – aos meus olhos – e apaixonado por cada imperfeição que eu tenho – e eu não falo de celulites, estrias, pintinhas ou espinhas.

Falta muito pra novembro?!

Eu cheguei naquela fase!

Eu sempre li textos/matérias falando que os verdadeiros amores nascem de grandes amizades. Abri minha lista de amigos do Facebook e vi as possibilidades. Nulas. Os amigos verdadeiros estavam namorando. PS: namoradas super legais, que eu adoro de paixão. Os colegas, bem, os colegas são colegas, então não rola nada. E os amigos solteiros? São amigos, poxa!

Massssssssss só agora eu estou começando a entender esse lance de namorar amigo. Não precisa ser meu amigo. Pode ser amigo de um amigo, né?! Por que não?!

O fato é que eu cheguei naquela bendita fase de que o novo é meu desejo de consumo e o amigo, aquele conhecido das antigas, é a possibilidade da vez.

Sabe aquele paquerinha de quando você tinha 14 anos? Então… ele pode voltar a fazer parte da sua vida. Aquele olhar que ele nunca dirigiu a você, pode estar agora lindo e conquistador mirando seus passos. Bem por aí.

Nunca achei que fosse chegar a este ponto. Balada não me atrai mais. Encontro entre os amigos preenchem meus finais de semana. Vai que um amigo do amigo… Ai gente, eu vejo cada foto no insta. Dá vontade de falar “não vai apresentar, não?!” Mas eu não faço. Não é da minha índole dar uma dessa. Alguns diriam, bêbada certeza. Eu vos digo, não estou bebendo mais. Blé! Ok, se você viu foto minha de cerveja deve estar pensando: mentiroooosa. Eu vou beber, mas quando der na telha. Não vai ser todo dia, todo fim de semana. Vai ser um brinde, com um amigo aí! =p

Cheguei na fase. E acabo rindo de mim mesma. Como pode? Em 1900 e bolinha a gente podia ter tido um lance, um romance e nada. Aí hoje, quando estamos mais gordinhos, com menos cabelo do que antes (risos), a história vem à tona. Que mundinho. Que nostalgia. Que desejo repreendido, hein?! Conta mais!

E não, pretendentes, eu não encontrei ninguém, ainda. Ok, já. Mas o tum tum não bateu forte. Mas curti essa fase. E dos detalhes. Por que será que as pessoas lembram de detalhes e eu não?! “A gente se conheceu em 1999, eu lembro…” OI? Eu não lembro, mas contaí que eu adoro essas histórias. Vai que meu cérebro resolve mostrar o ZAP!

Se você fez parte do meu passado, foi a fim de mim na escola ou na faculdade, tipo assim, e estiver na mesma fase que eu… vamos tomar um café? Ok, abro uma exceção. Uma cerveja? Um vinho? Adoro conversar. Só isso. Saio pra conversar. Não? Simmmmmm. Que fase! Procura-se amigo com dom de namorado! Ah, e que seja insistente. Eu sou do tipo que adora conversar pela internet, mas evita ao máximo contato real. Sou sincera. Sempre!

Aqui tem bastante pneu, mas não é pra STEP!

Faz tempo que não venho aqui. Faz tempo que não tenho vontade de escrever. Faz tempo. E o tempo continua passando.

O ano já está chegando ao fim. E eu? Me encontro naquela fase horrorosa do “sem rumo”. Não completei nem metade dos itens que havia proposto para 2014. Aliás, nem sei se eu registrei isso em algum lugar. Estou naquela fase em que você se pergunta: por que você trabalha? por que você está sozinha? o que você sonha conquistar? PARA ONDE VOCÊ ESTÁ INDO?

E a resposta é: indo, apenas indo, sem rumo. Não sei pra onde vou. Não sei porque estou indo. Não sei de nada. Não tenho vontade de nada. Sair? Meus amigos estão conseguindo milagres. Um fim de semana ou outro eu falo: putz, eu preciso fazer diferente; EU VOU!

Nada. Vontade de nada. Continuo tendo altos e baixos, me cuidando só de vez enquando, descontando a ansiedade na comida e procurando alguém que eu não sei se existe. Juro.

Quando saio, fico reparando nos casais. Vejo falta de amor, do casal e próprio mesmo. As pessoas toleram as coisas por que amam? Por que têm medo de ficarem sozinhas? Ou sou eu a errada disso tudo!?

Sério. Um dia no bar, escutei uma moça falando sobre seu casamento. Ela falou mal do noivo, falou que ele destrata ela, que não queria casar, que só reclama dos gastos. MEU DEUS, o que ela está fazendo com ele!!?!?!?!?!?!?!?!?!

Em outro dia, vi um cara bêbado, falando alto, fazendo piadas idiotas, querendo chamar a atenção. A namorada ou noiva, sei lá, toda envergonhada, querendo abrir um buraco e entrar dentro. Se eles são tão diferentes, se ele é sem limites, por que ela está com ele?! POR QUE?!?!?!?!!

Ok. Aí as apaixonadas vêm me falar: “não existe ninguém perfeito; a gente tem que relevar. Eu gosto dele”. Ok. Ninguém consegue controlar o coração. Fato. Mas acho que muito disso tem a ver com comodismo. E sim, com minha tolerância zero.

Com esse Tinder, conheci alguns caras, confesso. De todos os encontros, não teve um que eu falei: “Mãe, é esse”. Nem chegou perto. Sim, todo mundo tem defeito e em apenas algumas horas você consegue notar os principais. E aí, não tem como, é “prazer, foi bom, adeus”.

Um se acha a última bolachinha do pacote, sem o ser (mentira, quando eu o conheci pensei: NOSSA, ele é lindo, gente boa… Mas eu estava levemente alcoolizada. Não conta), um é muito moleque, um tem potencial pra melhor amigo, um só aparece de mês em mês, um é muito pão duro e outro mais baixo que você. Como encontrar alguém para dividir momentos? Hein? Cuma? Onde?

Ok, eu não sou perfeita – estou longe disso -, não sou bonita ( e por isso não exijo uma beleza grega), mas existem mínimos. Confesso: se de primeira o cara já vem falar que não quer gastar muito, já era. Meu filho, uma coisa é você não ter condições, outra é ser mão de vaca!

Confesso, se de primeira o cara fala que nasceu pra ser solteiro, convido pra balada. Mas né, amigos amigos…

Confesso, se de primeira o cara só quer sacanagem. Já era. Paga que fica mais barato!

Confesso, se de primeira o cara diz que odeia algo que eu gosto muito, sumo do mapa. Não dá!

Confesso, se de primeira o cara conta muita vantagem ou fica bancando o briguento, o machão, brocho. Todo mundo tem ego, segure o seu, ao menos nos primeiros encontros.

Confesso, se de primeira o cara não sabe nem conversar, invento algo e vou embora. Hello?!

Confesso, se o cara não se esforça pra me ver, pra sair comigo de novo, faço a fila andar. Não tenho paciência pra lerdeza ou falta de vontade. Aqui tem bastante pneu, mas não é pra STEP não, rapaz!

Confesso: vou ficar pra titia. beijos tchau.