Ele vai ser pai

Sabe aquelas paixonites que você nunca esquece? Que adoraria rever pra saber se mudou alguma coisa ou continua encantador?

Lembro como se fosse hoje. Aquela festa. Aquela fantasia. Aquele beijo.

Um beijo que era bom demais. Que durou o suficiente para marcar.

Os anos passam. As pessoas se distanciam. E eu escrevo. E divulgo.

Sempre quis notícias. Nunca as tive. Até ontem.

Maldito bendito Linkedin. Ele resolveu dizer aos meus contatos que eu estava comemorando aniversário de empresa. Mentira. Faltam 2 meses ainda =S

E aí, eu comecei a receber mensagens de parabéns. Algumas de pessoas que eu nunca vi na vida. E uma, dele.

Como sempre, tentei tirar proveito da aproximação. Se tivesse que definir minha curiosidade em uma frase seria: “quem pergunta o que quer, escuta o que não espera”.

Fiz uma brincadeira: e aí casou? tem filhos?

E ele respondeu SIMMMMMMMMM!

Casou ano passado. Está “grávido” de uma menina. Sabe pra quando? Junho! Imagina se ela nasce no dia do meu aniversário?!

Quem sabe era isso que ele precisava pra se lembrar de mim como eu me lembro dele…

Estou muito feliz por ele. Eu juro. Mas ao mesmo tempo triste. Eu ainda tinha esperança de reencontrá-lo. Não solteiro. Não é isso. Mas queria vê-lo. Queria conversar. Relembrar o passado…

Mas né, o destino, mais uma vez, gritou bem alto: ”E todos a sua volta se casarão e… você estará lá curtindo, compartilhando e comentando”. Amém!

Ele está online!

Ai meu Deus, ele está ON-LI-NE. TUM TUM TUM TUM (na velocidade 5) Morri. Será que eu mando um ‘oie’? Não. A última mensagem foi minha. O que ele vai achar? De certo que estou desesperada ou pegando no pé dele. Vou ficar na minha. Se ele quiser puxar papo, que puxe…

5…10…15 minutos. Nada. Meu Deus, gostava tanto do MSN… dava pra chamar a atenção das pessoas. Ou então, ficar entrando e saindo pra pessoa notar que eu estava ali. No Facebook, não tem nada disso. ÓDIO!

O que eu faço? Será que mando alguma coisa? Não vai parecer marcação? Sério, não vou aguentar. Vou mandar algo. De boa. Se ele não responder, ok. Se responder é lucro. O que eu tenho a perder?!

- E aííííí… tudo bom?

- Oi. Tudo bom e aí?

- Ótimo.

Silêncio.

- E aí, dormiu bem? Como foi seu dia? (nossa, que pergunta mais babaca)

- Dormi sim. Tava cansadão. Hoje o dia foi tenso. Trabalhei demais. Inclusive, tô saindo. Bjs gata

- Bjs, bom descanso

- Pra vc tb!

Oummmmmmm. Aiiiiiiiii. Que lindooooo. Durma bem meu amorrrrrr. (olhos lacrimejando, pupilas 3x maiores, dancinha sexy). Ainnnnn.

Não?

Não!

Quem nunca, que dê o primeiro like.

#falaoipraminhamão #mechama #olhaeuaqui #filmanoisgalvao #papodeelevador #mandoounãomando #cagadasdavida #quemquerfazacontecer #telefonesemfio #aloalo

Aqui tem bastante pneu, mas não é pra STEP!

Faz tempo que não venho aqui. Faz tempo que não tenho vontade de escrever. Faz tempo. E o tempo continua passando.

O ano já está chegando ao fim. E eu? Me encontro naquela fase horrorosa do “sem rumo”. Não completei nem metade dos itens que havia proposto para 2014. Aliás, nem sei se eu registrei isso em algum lugar. Estou naquela fase em que você se pergunta: por que você trabalha? por que você está sozinha? o que você sonha conquistar? PARA ONDE VOCÊ ESTÁ INDO?

E a resposta é: indo, apenas indo, sem rumo. Não sei pra onde vou. Não sei porque estou indo. Não sei de nada. Não tenho vontade de nada. Sair? Meus amigos estão conseguindo milagres. Um fim de semana ou outro eu falo: putz, eu preciso fazer diferente; EU VOU!

Nada. Vontade de nada. Continuo tendo altos e baixos, me cuidando só de vez enquando, descontando a ansiedade na comida e procurando alguém que eu não sei se existe. Juro.

Quando saio, fico reparando nos casais. Vejo falta de amor, do casal e próprio mesmo. As pessoas toleram as coisas por que amam? Por que têm medo de ficarem sozinhas? Ou sou eu a errada disso tudo!?

Sério. Um dia no bar, escutei uma moça falando sobre seu casamento. Ela falou mal do noivo, falou que ele destrata ela, que não queria casar, que só reclama dos gastos. MEU DEUS, o que ela está fazendo com ele!!?!?!?!?!?!?!?!?!

Em outro dia, vi um cara bêbado, falando alto, fazendo piadas idiotas, querendo chamar a atenção. A namorada ou noiva, sei lá, toda envergonhada, querendo abrir um buraco e entrar dentro. Se eles são tão diferentes, se ele é sem limites, por que ela está com ele?! POR QUE?!?!?!?!!

Ok. Aí as apaixonadas vêm me falar: “não existe ninguém perfeito; a gente tem que relevar. Eu gosto dele”. Ok. Ninguém consegue controlar o coração. Fato. Mas acho que muito disso tem a ver com comodismo. E sim, com minha tolerância zero.

Com esse Tinder, conheci alguns caras, confesso. De todos os encontros, não teve um que eu falei: “Mãe, é esse”. Nem chegou perto. Sim, todo mundo tem defeito e em apenas algumas horas você consegue notar os principais. E aí, não tem como, é “prazer, foi bom, adeus”.

Um se acha a última bolachinha do pacote, sem o ser (mentira, quando eu o conheci pensei: NOSSA, ele é lindo, gente boa… Mas eu estava levemente alcoolizada. Não conta), um é muito moleque, um tem potencial pra melhor amigo, um só aparece de mês em mês, um é muito pão duro e outro mais baixo que você. Como encontrar alguém para dividir momentos? Hein? Cuma? Onde?

Ok, eu não sou perfeita – estou longe disso -, não sou bonita ( e por isso não exijo uma beleza grega), mas existem mínimos. Confesso: se de primeira o cara já vem falar que não quer gastar muito, já era. Meu filho, uma coisa é você não ter condições, outra é ser mão de vaca!

Confesso, se de primeira o cara fala que nasceu pra ser solteiro, convido pra balada. Mas né, amigos amigos…

Confesso, se de primeira o cara só quer sacanagem. Já era. Paga que fica mais barato!

Confesso, se de primeira o cara diz que odeia algo que eu gosto muito, sumo do mapa. Não dá!

Confesso, se de primeira o cara conta muita vantagem ou fica bancando o briguento, o machão, brocho. Todo mundo tem ego, segure o seu, ao menos nos primeiros encontros.

Confesso, se de primeira o cara não sabe nem conversar, invento algo e vou embora. Hello?!

Confesso, se o cara não se esforça pra me ver, pra sair comigo de novo, faço a fila andar. Não tenho paciência pra lerdeza ou falta de vontade. Aqui tem bastante pneu, mas não é pra STEP não, rapaz!

Confesso: vou ficar pra titia. beijos tchau.

#Tinder na #Cpbr7

Sou do tipo que viajo e ligo o Tinder. Não nego e não escondo. Estes dias estive em Indaiatuba. Na hora, 3G, tinder, matchs. Vai que cola…

Ontem, escrevi no Twitter. Queria achar os solteiros da Campus, que estavam no Tinder. Nem tinha chegado no evento ainda e “causei”. Alguns se candidataram, outros me desanimaram. Não liguei. Minha missão era: chegar na Campus, diminuir o raio e avaliar os mocinhos.

No meio de uma palestra suuuuper legal, acessei o aplicativo. Um, dois, três. Todos a 1km de distância. Estariam no aeroporto? Moram nas proximidades? Não, 1 km é dentro da feira. Missão cumpridaaaaaaaaaaaaaa! Deu match. Mas ainda não vi ninguém pessoalmente. Um dos chats foi um convite: vamos tomar uma lá fora? Hmmmm. Volto depois.

Tinder, já falei que eu te amo? <3

 

Hoje eu acordei chorando

Calma! Não estava chorando por causa de um pesadelo ou notícia triste. Estava chorando por causa de um anjo! Chorando por causa das coincidências…

Ontem à noite, resolvi reviver alguns chats do aplicativo de encontros. Mandei um “oi” descomprometido para alguns rapazes com quem eu havia conversado dias atrás. De repente, o celular vibrou: “você tem uma nova mensagem”.

Era algo como: “terça-feira? Apô? Hoje não dá, estou no trabalho”. A tecnologia só é boa quando funciona em tempo real. Ao invés de receber o meu “oi”, o meu “anjo” recebeu um convite que eu havia feito semanas atrás. Ah, vá.

Ok, isso não importa. Rimos do atraso e trocamos nossos contatos. Conversa vai, conversa vem, ele veio com papo de anjo. Que homem não gosta de se dizer anjo? São todos uns anjinhos mesmo… só que não.

Estava feliz. Ri da brincadeira e disse que ele precisava me provar que era mesmo um moço dos bons, com auréola de ouro em cima da cabeça. Desafio lançado, eu fui dormir.

Eu nem o conheço, mas sonhei com ele a noite inteira. O sonho foi lindo. Minha família o adorava. A gente vivia um conto de fadas. Sim, eu levo todas as minhas idealizações para o travesseiro.

O despertador tocou. Como de praxe, peguei o celular. Uma mensagem. Achei que era mais uma daquelas correntes que o pessoal insiste em me enviar. Não. Ele mesmo havia escrito.

Não vou transcrever porque não vem ao caso, mas eu chorei. Chorei porque ele passou horas lendo meu blog para me conhecer e, assim, me surpreender. Chorei porque ele realmente leu meus textos, meus desabafos e disse que se fosse pra me conquistar, faria diferente do que eu havia escrito. Ele seria, a partir de agora, o meu anjo.

Mal sabia ele o quão importante aqueles caracteres seriam pra mim. Mal sabia ele que o destino, a tecnologia ou qualquer outra energia boa, ia colocá-lo em meu caminho. Pode ser que não aconteça nada entre a gente além de amizade. Mas me conforta saber que agora eu tenho dois anjos, um lá de cima e outro por aqui.

Obrigada, Anjo. Você fez o meu dia muito mais feliz. =)

O que você quer?

Tenho medo de escrever e entregar o jogo. Tenho medo do que possa acontecer. O que você quer?

Você chegou de mansinho e foi conquistando o seu espaço. Mostrou que os gostos batiam, que os olhares eram recíprocos.

De uma hora pra outra, resolveu se fazer presente. Um presente-ausente, diria.

Tenho medo do que possa acontecer. E você também tem.

O julgamento, o proibido, o desejo. Do outro lado, a vontade, a bebida, a ação.

Será? Eu não sei, mas tenho medo do que possa acontecer.

O que você quer?!

Como perder um paquera em 1 min

Garotas do meu Brasil, aqui vai uma dica de ouro. Sabe aquele cara bonitinho que você paquerou a noite inteira? Então, ele se aproxima e começa a conversar. Vocês dão risadas, contam um pouquinho sobre si, interagem com o pessoal do grupo e… Por favor, produção, dá um STOP aí. Pronto. Agora o meu papo é com você, mulher. O cara está na sua, não vai dar mancada!!!

É, se conselho fosse bom, a gente não dava, vendia.

A lua está maravilhosa. Então, você olha pra lua, elogia e… Podia parar por aí, mas não. Alguém faz um comentário: a bruxa está solta. Vários casais se separando. Inclusive, seu paquera está solteiro há apenas 10 dias. Ele não sabe que você já possui tal informação, mas você possui e mesmo assim, cava sua própria sepultura. Ai mulher, como você é burra. Homem foge de compromisso, ainda mais quando acabou de sair de um… Você sabe disso, mas ignora.

“A bruxa podia ajudar quem está do outro lado da moeda, né?” Ele, então, saca a tirada: você quer namorar? Diz que não, não, nãoooooooooooooo! Ai mulher, como você é burra e romântica e carente e ingênua. Faz tudo errado. “Sim, chega de ser solteira…” OH, My God! Alone, who?

É, minha cara, em apenas um minuto de distração, você perdeu seu paquera. Se não foi naquele momento, foi depois. Aliás, ele nem sabe quem é você! SMS? Desiste. Você acaba de ser uma bola fora do jogo. Uel uel uel uellll!

Agora, nós somos parças!

Era uma quarta-feira. Em Joaquim Egídio, o palco estava montado. A dupla que não sai do meu carro iria tocar: Munhoz e Mariano. Trabalhei na sacanagem e fui. No caminho, uma dose de vodca. Lá, mais algumas. Olhei pro palco e comemorei: “hoje vou ficar pertinho do meu amor – platônico, diga-se de passagem”. Que nada.

Não é que o fã clube dominou o espaço? Momento desabafo: meu, vocês vão em todos os shows. Barrar minha passagem até o lindo do Mariano foi uma puta falta de sacanagem! Enfim, o show começou. Eu já tava bem alegrinha. Na minha frente, um rapaz dançava empolgado. Quando vi, estava dançando com ele. Não demorou muito e… perdi o tãe. Eles tocaram, eu não consegui chegar perto e me irritei.

A história podia parar aí, mas eu adoro me queimar e vou continuar. No final do show, eles jogam flores para as fãs. E lá fui eu. Fui empurrando um, outro e tomei o troco. Parecia um saco de arroz. A cena, em câmera lenta, faria maior sucesso no Domingão do Faustão (risos). Ploft. Caí com tudo de bunda no chão. Sem forças pra levantar, via todo mundo se matando pra pegar as benditas malditas rosas, quando uma mão salvadora me puxou. Uma menina. Me levantou e continuou gritando pela rosa. Assim, BIZARRO!

Saí de lá chocada, óbvio. Sem flores, sem tãe, sem saber quem era o moço da dança. Voltei pra casa e fui dormir. No outro dia, encarnei a delegada da paixão. Mas como procurar alguém com apenas seu nome, curso e ano de formatura? Bendito seja o Orkut. Era tão fácil encontrar pessoas… Mas mesmo diante da dificuldade, eu persisti. Comentei com um, outro e fui buscando informações. ACHEI! Foi um achado meio engraçado. E não é que a pessoa é muitooooooooo próxima a um amigo meu? Campinas é um ovo.

Pensa que acabou? Não. Os dias se passaram e eu recebi uma mensagem: o seu carinha tava em tal lugar. UÓTI?, como diriam as psicóticas… Meu carinha? Hã? Enfim, era o moço do show. “Ah, tava? Como assim? Por que você não falou pra ele que eu fiquei o procurando loucamente na web?!” Ai como ela estava bandida! E a pessoa continuou: então, ele tava com uma menina que meu amigo queria pegar. Mas ela disse que ele é bla bla bla. E contou toda a história. Eu? Ouvi e ri muito. Passou.

Dias depois – está parecendo novela -, vejo uma foto da pessoinha com meu amigo. Comento. E uma amiga também. A janelinha do chat do Facebook sobe: acho que temos um carinha em comum. OH MY GOD! Como assim? Sabe a menina que tava com o belezinha, que o amigo do meu amigo queria pegar? Nossa, que difícil. Enfim, era minha amiga! UAU! Campinas é um ovo… de codorna!

Óbvio que eu ri muito. É tão diferente quando você dá nome aos bois, né? No fim, a constatação: é legal, mas não vale a pena. Por que você não investe no outro? Eu super apoio! Ah, o conselho foi meu pra ela. Aguardo resultados! E né, agora, nós somos parças!

Como não paquerar

Aqui não é a casa do perdão. Deslizou, caiu na rede! E a história de hoje tem um final triste, mas um começo interessante. Ou seja, nem tudo que parece ser bom, continua sendo bom. Não? Chega de viajar na batatinha frita com maionese de alho – hmmmm. Vamos ao que interessa.

Bar lotado. Você e suas amigas perdidas. Pra onde olhar? Nunca vi tanto homem bonito junto. Sério. Qualquer exagero NÃO é exagero! Comenta sobre um, sorri pra outro, tira o anel do dedo: “casa comigo?” As meninas são um sarro. Amei.

Conversa vai, vem, vai de novo e : “Mariane?” Caraca, quem me chama de Mariane? “Você é Andradense, né?” Oi? Câmbio, urgente, a presa foi localizada. “Mariane Costa, né?” Eu sou péssima com nomes, mas fisionomia eu guardo bem. E eu não lembrava dele. Odeio quando isso acontece. “Eu sou de Andradas… amigo de fulano, beltrano…” Hmmmmmm, acho que eu lembrei. Tico e Teco entraram num consenso. Interessante.

De repente, a conversa avançou. “Eu quero te conhecer…” Eu, muito simpática, perguntei o que isso significava pra ele. “Eu te quero”. Oxi, fazia tempo que não escutava algo tão… direto! “Não sou que nem os outros, que chegam falando que você é linda, maravilhosa… eu apenas te quero”. Para o mundo que eu quero descer. Insistiu. “Hoje não, Márcio”. Adoro essa frase. Obrigada Márcio Garcia pelo excelente meme.

“Eu ouvi dizer que você beija mal, mas eu acho que não, quero comprovar…” Meu Deus do céu, quem solta uma dessas? Não existe beijo ruim, existe beijo que não encaixa. E o amigo dele que eu beijei… deixa quieto. Você beijaria mais de uma vez alguém que “beija mal”? Oxi, jamais. A não ser que eu gostasse muito da pessoa e quisesse ‘melhorar’ o beijo com o tempo – já aconteceu. Bom, eu ri muito. Não colou. Se tinha alguma chance, perdeu, playboy.

Mas as pérolas não pararam por aí. “Hoje não? Você acha o que? Que eu vou namorar você?” Homens, por favor, se vocês querem algo com alguma mulher, guardem os defeitos pra depois. “Não sou romântico, não sou bonzinho…” Diante de tantas ‘qualidades’ por que eu deveria, então, dar uma chance pro cara? Foi, assim, memorável! Se esse era o intuito, ele conseguiu!

Ah, tem mais… “Não tenho dinheiro…” Será que ele me acha uma Maria carteira? Seria ele um Lê lê lê, no melhor estilo João Neto e Frederico? Qual é? Desenha, por favor.

Bom, resumindo, logo mais terei uma D.R. com o Sr. Cupido. Pedi atenção especial, mas pra depois do carnaval. Isso não significa que ele pode sair soltando flechas em caras sem noção. Tem que rever isso aê!

O primeiro beijo

Estava conversando com uma prima, mais nova, sobre beijo. Ela disse que conheceu um garoto em uma de suas viagens, mas não teve coragem de ficar com o paquera. Perguntei se era medo e ela me respondeu: eu nunca beijei ninguém.

Voltei à idade dela. Pra variar, sempre viciada em internet. Ouvia o “a- au” do ICQ o dia inteiro. E digo mais, ficava brava se alguma amiga vinha falar qualquer besteira pra mim. A internet era lenta e eu precisava prospectar, em outras palavras, paquerar!

Mas, no auge dos meus 13 anos, ainda não sabia o que era o tão falado beijo. Morava neste mesmo lugar de onde vos escrevo. E no prédio do lado, residia o mestiço mais lindo de todos: minha primeira grande paixão. Ele era lindo, mais velho, gente boa, carinhoso, lindo de novo e .. AH (suspiro apaixonado)!

Eu era gordinha, feia, chata, brava e ele queria ficar comigo! Mentira, acho que essa vontade só apareceu quando eu emagreci haha Enfim, ele queria, eu queria e não rolava nada.

Medo. Imagina se eu beijo mal? Ele vai tirar maior sarro de mim, pensava eu. Não podia ser com ele. Treinei na laranja, no gelo, no espelho, no vidro do box e nada. Ainda não estava preparada. Porém, com minha genialidade geminiana arquitetei um plano.

Por que não dar o 1° beijo em alguém que nunca mais vou ver na vida? Se for ruim, já era. Se for bom, lucro. Isso mesmo. Combinei um encontro com um dos paqueras do ICQ. Ele era mais velho, bonito, mas não chegava aos pés do meu mestiço. Mas ele era bonzinho!

Chegou o grande dia. Ele veio aqui embaixo, no meu prédio. Desci, nervosa que só. É HOJE! Não lembro de como foi. As mãos, o olhar, a aproximação. Só sei que foi. E aí, era a hora de contar pras amigas. Adivinhem? “ODIEI, nunca mais quero beijar na boca… que nojo.. que horror…”

Óbvio que ninguém acreditou em mim. Era apenas o 1° beijo, nervoso, desajeitado e com alguém por quem eu não sentia nada. Tinha tudo pra não ser um sonho. E não foi.

O moço? Na época, cheguei a sair com ele mais vezes. Ele até falou com minha avó por telefone. Perdi contato. Morro de curiosidade. Nas atuais circunstâncias, deve ter se casado, tido um filho e voltado pra curtição. O script da vez.

Quanto ao mestiço, acabei ficando com ele depois. Também não foi muito bom, mas né, era minha eterna paixão. Anos atrás, o encontrei no Rodeio de Jaguariúna. Estava CASADO! =( hunf. Hoje, deve estar com uns 5 japinhas correndo pra lá e pra cá na casa ou apartamento que comprou com a esposa. Vai saber…

Ah, quanto a mim, virei beijolatra. Amo beijo mais que doce. E faz tempo que não marco um encontro com desconhecidos da internet. Será que é a hora? Vou entrar no MSN… =)