O que me machuca

Faz tempo que eu evito este assunto. Talvez porque eu queira ser mais forte do que eu seja. Talvez porque eu não queira sofrer. Talvez, quantos talvez…

Eu acho que já falei isso, mas nossa, em outra vida eu devo ter sido a maior filha da p*. Porque olha, esta vida não tá fácil não.

Sabe aquele jogador que recebeu a chance de mostrar seu talento em campo, que entrou, fez ponto, ajudou o time, mas sabe-se lá porquê o técnico o colocou no banco? Então, é como eu me sinto. Não, não me sinto nas Olimpíadas. Aliás, tô bem por fora. Mas é uma metáfora contextualizada.

É assim, sempre assim. Quando eu acho que vai, “ihhhh fora, ihhhh fora.” Como é que é? Primeiramente, fora Temer! (risos)

Aconteceu de novo e pode acontecer mais mil vezes. Eu estava tentando. Ser boazinha, ser romântica, ser marcante. Não consegui. E descobri isso pelo Facebook – que moderno. “Fulano está em um relacionamento sério com…”

É duro quando você descobre que vai ter que sair do campo no susto. Estava tudo bem. Ao menos eu achava que sim. Aí ele sumiu por uns dias e apareceu namorando outra. Eu disse dias e não meses. O que se pressupõe?

Eu só não sofri porque a notícia veio junto com uma quase multa durante o Entrega por Campinas. Enquanto meu coração palpitava ao ver a mudança de status, uma policial tentava multar uma de nossas voluntárias. Desci correndo do carro pra ver o que estava acontecendo. CORRENDO. Adrenalina  vezes 2.

E aí, a multa não aconteceu. E eu só consegui mandar uma mensagem, antes de bloqueá-lo de tudo: “Espero que seja feliz!” Nossa, que Sandy. Que lady, que… nada a ver comigo. A vontade era comentar em modo público: você não tem nada pra me dizer, não?

E não disse. Não dei chances. E posso falar? Acho que não falaria. Ignoraria. O que você fala numa hora dessas? O que você espera de um cara mega maduro como esse?

Pensei muito… nos meus rolinhos. Quando eu não queria… o que eu fazia? E sim, eu me distanciava. Ignorava mensagens. Eu acho que nunca dei satisfações. Eu tinha que dar? Eu tinha 20 anos, gente.

Eu senti na pele o silêncio, a mudança de estratégia, o adeus, baby. E não, não foi bom.

Apesar de eu não saber o que dizer “Conheci outra pessoa…”, “Você não é bom o suficiente…”, eu sinto que o se importar com o outro, o respeitar, precisa entrar em pauta.

E por que eu estou falando tudo isso? Porque eu ouvi uma música que me lembrou todo o ocorrido. Porque eu quero que as pessoas sejam mais altruístas e se coloquem no lugar do outro… que falem de sentimentos… que sejam transparentes, como as marcas têm feito ultimamente. Desculpa, eu trabalho com publicidade, não tem como desvencilhar a vida profissional da pessoal.

Não quer mais? Fale. Não suma. Não deixe as pessoas pensando em hipóteses, cultivando esperança.

Ouvir um “não dá mais”, “não me manda mais nada”, “estou em outra”, “conheci outra pessoa”, dói. Dói muito. Mas é uma dor sincera, que vai passar. Uma dor necessária. É choque de realidade, meu irmão. É a vida que passa.

Tenham respeito pelos outros. Pensem que o mundo dá voltas e amanhã pode ser você que estará chorando, sofrendo, pensando mil bobagens.

Se eu chorei? Muito menos do que eu imaginava. Se eu pensei sobre? Muito. Se eu tenho esperança de um dia esclarecer tudo? Não. Não mesmo. Acho que ficou bem claro que a gente não combina. Eu não sou boa o suficiente. E nem vou dizer que é infelizmente. Porque eu acredito que as pessoas entram em nossas vidas por propósitos.

E pensando aqui, o seu propósito foi me fazer enxergar a 25ª troca como normal, como um “não era esse”. Eu acredito em destino. E o meu não está ligado ao seu. Ainda bem!

Quer saber? Se um dia você ler este texto. Se um dia você se lembrar de mim ou sentir saudade do meu sorriso, sincero… ouça essa música (Louca de Saudade – Jorge e Mateus):

“Se uma canção me lembrar
Troque o Cd não ouça mais
Se um perfume me recordar
Troque de marca, não use mais
Já que me trocou por um outro alguém
Substituir é o que te convém

Mas quando o coração não me enxergar
Vai te deixar louca de saudade, louca de saudade
O coração vai me desejar
E te deixar louca de saudade, louca de saudade

Eu quero ver então, se vai poder trocar de coração

Se algum lugar me lembrar
Troque de rota, não passe lá
Se um filme me recordar
Troque o canal, é só desligar
Já que me trocou por um outro alguém
Substituir é o que te convém

Mas quando o coração não me enxergar
Vai te deixar louca de saudade, louca de saudade
O coração vai me desejar
E te deixar louca de saudade, louca de saudade

Eu quero ver então, se vai poder trocar
Eu quero ver então, se vai poder trocar de coração

Mas quando o coração não me enxergar
Vai te deixar louca de saudade, louca de saudade
O coração vai me desejar
E te deixar louca de saudade, louca de saudade

Eu quero ver então, se vai poder trocar
Eu quero ver então, se vai poder trocar de coração”

Isso me machucou, mas serviu como lição. Isso me fez mais forte. Isso me fez ver que a gente erra uma vez, erra duas, mas não se deixar levar pelo erro de novo. Aliás, faz dele um aprendizado, um case de gestão de crise. E, talvez, você não saiba, mas eu sou muito boa nisso! Te vejo nas próximas voltinhas do mundo, até lá.

Carta aberta a você

Sabe aquele dia que tudo de ruim aconteceu? Então, era naquele dia que apenas um sinal de vida seu mudava tudo.

2 anos. 2 tentativas. 2 aprendizados: uma pessoa pode fazer bem e, ao mesmo tempo, mal a você e “sem expectativas” é só da boca pra fora.

Eu já tive muitas paixões. Tem dias que me pego contando os mocinhos; vendo se não esqueço de nenhum. Paixões fortes, marcantes, daquelas que a gente lembra sempre. Lembra de palavras, de momentos… Como é divertido. Agora, né? Porque na época… ô sofrência.

Então, você entrou para esse hall. Tão pouco tempo. Tão marcante. Já disse em outros textos. Você não tinha nada a ver comigo, mas apareceu no momento certo. E deu tudo errado. Ô cupido malandro.

Quanto eu chorei. Quanto eu desejei. Quanto eu me odiei. De quanto em quanto, eu me apaixonei!

A vida deu suas voltas e você ressurgiu. Eu falei tudo que estava guardado comigo. Regado a àlcool, ok. Mas falei. E você ouviu. Não sei como. Você nunca deu muita atenção ao que eu falava. Ficava só reparando. O que será que se passava na sua cabeça?

Eu sempre fui muito baladeira. Mas você conseguiu me fazer ter vontade de sair somente com você. Eu enrolei. 1… 2… 3… dizendo que estava cansada, ocupada… Tudo mentira. Eu estava com você. E você? Sei lá…

Tentei fazer diferente. Tentei ser “bonitinha”. A gente não pode tentar ser o que não é. Nas duas tentativas, você sumiu. Medo? Falta de vontade? Não sei. Sim, eu estava apaixonada e não tinha vergonha de demonstrar isso. Nem pra você e nem pra ninguém. Eu falava tanto de você…

Eu estava na sua. Sem expectativas. Ok, mentira. Com muitas expectativas. Achava que agora ia dar certo. Mas não deu. Um dia, quem sabe…

O seu olhar, o seu beijo… era tudo o que eu queria. Todos os dias. Não. Exagerei. Ai como sou exagerada. Assim enjoa. Mas queria notícias. Sempre. E né… você não é desses.

Esta semana você sumiu. E eu prometi que foi a última tentativa. Chega, né? A gente pode gostar de outrem, mas deve gostar de si mesmo primeiro. Não é clichê, não é piegas, não é estória para boi dormir. É real!

Você me fazia muito bem, mas, ao mesmo tempo, muito mal. E acho que você nem tem noção disso… Talvez na sua cabeça, eu seja a insegurança. Eu, que vivo rodeada de festas, de tinders, de happns… eu…

Não, eu não fiz nada. Eu lutei pelo o que eu queria. E eu perdi, de novo. Mas eu sei perder. Já perdi tantas vezes… Já chorei tantas vezes… Já me levantei tantas vezes… Já me apaixonei de novo tantas vezes… E as vezes vêm com o tempo. É, quem diria… eu aprendi a esperar!!! Esperar o tempo amenizar as coisas. Esperar você não dá mais. O seu tempo é diferente do meu. Muito diferente.

Eu quero que sejas muito feliz, como sempre quis. Quero que se arrume de novo, que seja muito amado. Juro, eu quero. Você merece!

E que você arranque sorrisos por aí com mensagens de “oi”, com doces de leite e casquinhas… com momentos memoráveis. Obrigada por fazer o meu começo de ano ter sentido!

Essa carta foi aberta… mas foi pra você. E foi pra mim… Foi para um “nós” que não vai existir!!!

Obrigada por tudo. Seja muitoooo feliz =) Você marcou, pra sempre!

Homem gosta de mulher…

Vai dizer, quem nunca se olhou no espelho e se sentiu a pior criatura de todas; acima do peso, cheia de espinhas, com o cabelo horroroso. Quem? Quem? Mais, e aí escutou das amigas: Levanta esse rosto, passa um batom vermelho e vai… homem não gosta de mulher insegura!

Para um pouquinho, descansa um pouquinho, 550km. Mulher insegura? Homem não gosta? Tá. Homem gosta de mulher o que então?

Você acorda se sentindo mara, põe aquele vestidinho que te deixa com um corpão, arruma o cabelo, passa o batom vermelho e sai. Vários caras vem falar com você. Você está exalando confiança. Mas e aquele, que não gosta de mulher insegura? Ele fica… inseguro! Por que você estaria com ele? Aliás, impossível que você esteja só com ele. Bonita, gente boa…  então ele some.

Já descansou? 560 km. É legal ter vários caras novos falando com você, mas e aquele… que você queria ao seu lado, cadê ele? Você vai ficando cabisbaixa, se olha no espelho e se sente a pior pessoa do mundo. É a insegurança mandando lembranças. E aí, o cara some de vez. Afinal, homem não gosta de mulher insegura!

Que vidinha mais ou menos, hein?! Quer uma dica? Doe o seu espelho… e o batom vermelho! =p

Eu cheguei naquela fase!

Eu sempre li textos/matérias falando que os verdadeiros amores nascem de grandes amizades. Abri minha lista de amigos do Facebook e vi as possibilidades. Nulas. Os amigos verdadeiros estavam namorando. PS: namoradas super legais, que eu adoro de paixão. Os colegas, bem, os colegas são colegas, então não rola nada. E os amigos solteiros? São amigos, poxa!

Massssssssss só agora eu estou começando a entender esse lance de namorar amigo. Não precisa ser meu amigo. Pode ser amigo de um amigo, né?! Por que não?!

O fato é que eu cheguei naquela bendita fase de que o novo é meu desejo de consumo e o amigo, aquele conhecido das antigas, é a possibilidade da vez.

Sabe aquele paquerinha de quando você tinha 14 anos? Então… ele pode voltar a fazer parte da sua vida. Aquele olhar que ele nunca dirigiu a você, pode estar agora lindo e conquistador mirando seus passos. Bem por aí.

Nunca achei que fosse chegar a este ponto. Balada não me atrai mais. Encontro entre os amigos preenchem meus finais de semana. Vai que um amigo do amigo… Ai gente, eu vejo cada foto no insta. Dá vontade de falar “não vai apresentar, não?!” Mas eu não faço. Não é da minha índole dar uma dessa. Alguns diriam, bêbada certeza. Eu vos digo, não estou bebendo mais. Blé! Ok, se você viu foto minha de cerveja deve estar pensando: mentiroooosa. Eu vou beber, mas quando der na telha. Não vai ser todo dia, todo fim de semana. Vai ser um brinde, com um amigo aí! =p

Cheguei na fase. E acabo rindo de mim mesma. Como pode? Em 1900 e bolinha a gente podia ter tido um lance, um romance e nada. Aí hoje, quando estamos mais gordinhos, com menos cabelo do que antes (risos), a história vem à tona. Que mundinho. Que nostalgia. Que desejo repreendido, hein?! Conta mais!

E não, pretendentes, eu não encontrei ninguém, ainda. Ok, já. Mas o tum tum não bateu forte. Mas curti essa fase. E dos detalhes. Por que será que as pessoas lembram de detalhes e eu não?! “A gente se conheceu em 1999, eu lembro…” OI? Eu não lembro, mas contaí que eu adoro essas histórias. Vai que meu cérebro resolve mostrar o ZAP!

Se você fez parte do meu passado, foi a fim de mim na escola ou na faculdade, tipo assim, e estiver na mesma fase que eu… vamos tomar um café? Ok, abro uma exceção. Uma cerveja? Um vinho? Adoro conversar. Só isso. Saio pra conversar. Não? Simmmmmm. Que fase! Procura-se amigo com dom de namorado! Ah, e que seja insistente. Eu sou do tipo que adora conversar pela internet, mas evita ao máximo contato real. Sou sincera. Sempre!

Bateu tristeza foi?!

Não sei se é a TPM ou a maldita auto-estima. Só sei que de tempos em tempos eu sinto uma vontade imensa de virar caramujo e ficar entocada em casa.

Me sinto a pior pessoa do mundo. Saio e vejo todo mundo acompanhado ou se arrumando. E eu? Continuo sozinha, jogada às traças.

Alguns vão dizer: porque quer! Ok, eu confesso que às vezes é bem isso mesmo. Porque eu quero. Mas outras muitas vezes não.

Hoje, não penso em ninguém. Juro, nessas crises existenciais, sempre ficava entrando em perfis alheios pra ficar pior. A felicidade de algumas pessoas machuca!!! Masss nem isso tenho vontade. Olhar o perfil dos ex? E daí que eles estão namorando? E daí que eles estão com meninas lindas? Algum defeito elas devem ter! Eu não sou bonita, eu sou brava, eu sou muito conservadora, eu sou eu! E daí se eles não me aceitaram assim? Não era pra ser!

Não vou dizer que não recebo convites pra sair. Aliás, alguns até me surpreendem. Mas eu sinto que é passageiro. Ou sinto que a pessoa não tem nada a ver comigo. Pra quê?

Eu posso sair gritando aos quatro cantos que não quero nada com nada, que aqui em casa o futuro é meu irmão… mas eu sonho todo dia com um relacionamento. Eu quero ter filhos… e o tempo está passando. Como eu amo crianças!

Tem dias que eu acordo chorando, me achando o coco do cavalo. Tem dias que eu acordo de mal com a vida, me achando horrível, indesejável. E não são poucos dias…

Quem me vê em milhares de fotos, sorrindo, pagando uma na balada… não sabe o que se passa na minha cabeça. O quanto eu me torturo, me julgo, me policio. O quanto eu me sinto inferior às pessoas com as quais eu convivo.

Minha prima não cansa de me dizer: está pra nascer uma pessoa com auto-estima profissional tão grande. Sim, profissionalmente eu sei o meu valor. E não é baixo. Neste quesito eu me valorizo, eu faço minha imagem, eu me destaco. Pode me chamar de esnobe, de arrogante, o que quiser. Eu sou mesmo. Porque eu luto pra ser alguém no mercado profissional. E ninguém pode estragar isso. Só eu mesma! Em alguma coisa eu tinha que ser boa, né?!

Mas quando o assunto é paquera… sou um fiasco. E não vou dizer que sempre fui não. Tive uma época de faculdade muito boa. Saía muito. Era muito xavecada. Óbvio, coisa de balada, passageira. Mas era. Alimentava o ego.

Agora… ok. Chega de ficar me lamentando. Talvez tudo isso dependa de mim. Por todos os cantos existe a frase pronta e verdadeira: só vão gostar de você quando VOCÊ gostar de si. Eu não gosto. E não precisa ser vidente ou cartomante pra perceber isso.

Quem sabe um dia…

Eu não sei me relacionar

Pode ligar pro manicômio, estou assinando, neste exato momento, meu atestado de insanidade. Assumir que não sabe se relacionar devia ser um dos pecados capitais. Ou seria um crescimento? Amadurecimento?

Eu não sei me relacionar. Com a família é fácil (nem tanto). As pessoas erram e você perdoa. São seus maiores tesouros. Seu, cof cof, cadê o desapego? Esse era o tema do post, mas resolvi mudar.

Amigos? Minha família vem em primeiro lugar. Não me apego. Acho que as relações duram o tempo necessário para ambas as partes se divertirem, crescerem e darem voos solitários.

Paqueras? Ó, coitada! Não lembro qual foi o meu último relacionamento amoroso de sucesso. Se for pra ser sincera, acho que faz 6 anos. Meu último namoro. OK, nada de depressão. Nesse meio tempo tive umas paixonites agudas, fugi de uns rolinhos e assim foi. Mas vem cá, por que mesmo? Eu não sei me relacionar.

Sair com o paquera junto com os amigos é fácil. Quero ver sair só você e ele. Me arrepia só de pensar. E não, não é um arrepio bom, é arrepio frio, de medo. Tenho aversão. Como se comportar? O que fazer? Sobre o que falar?

Quando penso que a pessoa quer vir me buscar em casa então, entro em parafuso. Mãos dadas? Nãoooooooooo. Eu não sei me relacionar. E não tenho certeza se isso tem a ver com meu signo. Mentira, eu tenho certeza absoluta!

Sou do tipo que me apaixono por um único beijo. Sofro sem a pessoa saber. Fico horas escutando a mesma música, lembrando, sonhando. Repito, a pessoa nem sabe o que está acontecendo. Talvez, todo o sonho pudesse se tornar realidade, mas pra quê, né? Tão mais legal no sonho… #sóquenão

Sou do tipo que me apaixono por atitudes. A pessoa nem sabe, mas quando vê, está vagando pelos meus pensamentos. Se eles soubessem… talvez rolaria algo. Mas pra quê? Tão mais gostoso idealizar. #sóquenão

Sou do tipo que curte a noite, espera um reencontro e outro e outro, mas tem medo do outro e do outro e da frequência de reencontros. Fala sério!

Por que será?

Em outra vida eu devo ter sofrido muito, só pode. Tenho medo, não quero, não gosto. Quero muito, não consigo, não gosto. Esse é o fluxo.

E alguns vão perguntar: mas e agora? Agora, o quê?! Estamos aí nos sonhos, nos pensamentos, disfarçando e andando. Se rolar, rolou, se rolar mais de uma vez, MEDO!

Uns dirão que eu preciso de terapia. Mal sabem eles que eu lavo louças todo dia. (hauhauhaua) Ai que piada ruim. Ok. Eu talvez precise mesmo. Preciso perder o medo de ser feliz, de curtir os momentos. Afinal, não quero estar em pensamentos (só eu posso colocar as pessoas nos MEUS pensamentos hahaha), quero fazer parte de momentos (oummm). Quem vai arriscar?!

A sua história de @mor!

Em alguns posts atrás, falei sobre um livro que estava lendo, lembram? Pois bem, devorei o livro. AMEI! Assim, de não querer dormir, só pra ler páginas e mais páginas. Quer saber? Estou esperando a continuação. Sim, a última frase do livro é: “continua…”. Cadê? Cadê?

Masssss… enquanto não chega, vou colocar aqui um desabafo que fiz em 2011. Não sei até que ponto você, leitor, me conhece, mas já tive uma história parecida com a do livro. Um “relacionamento virtual”, que não saiu da rede. Fui enganada por alguém que até hoje não deu as caras. E a curiosidade? Ah, o tempo dá jeito nisso…

Foi tenso. A palhaçada começou em 2010, em um grupo de contatos do MSN. Sim, eu usava naquela época. Acho que peguei birra (risos); odeio mexer lá agora. Bom, conheci uma pessoa lá. Foram 6 meses de telefonemas, mensagens, e-mails e muita ilusão. Sofri muito. Passei meu carnaval chorando… Só de lembrar, eu me sinto uma idiota. Mas enfim… abri as minhas ‘notas’ no facebook e encontrei isso aqui:

“E aí que a vida é um ciclo e os fantasmas reaparecem. Você pensa: Nossa, como a pessoa escreve errado, como tudo pode acontecer. Nossa… Nossa o que? Foi bom pra você! Fazia sentido, mesmo não tendo um pingo de sentido. Você tinha alguém que te ligava 24h por dia, que falava com você o dia inteiro… que dividiu emoções, mesmo que falsas… e era ‘virtual’… você não gosta de uma vida assim? Você não tem medo da vida real? Você não foge de relacionamentos? Qual é a sua, minha filha? Qual é? Uma mensagem apita: você por aqui!? O que tem feito? Está com alguém? VAI PARA A P*TA QUE TE PARIU. Obrigada! ”

O que dizer? Eu ri. Faz sentido. Por que será que eu curti tanto o livro? Porque eu vivi aquilo!!! Eu gostava de ter alguém me bajulando, mesmo que fosse só virtualmente! Era bom. Eu tinha com quem trocar confidências. Eu tinha com quem fazer juras de amor(?). Mas né… tudo acontece quando deve acontecer.

Hoje, penso diferente. É bom, cura a carência, mas cadê o real? O carinho? O abraço? O olhar!!! Uma hora a gente acorda e percebe que o verdadeiro relacionamento começa no real e usa o virtual apenas para aproximar, ainda mais, as pessoas. Pode ser? Difícil, né? Eu só queria… deixa pra lá!

 

Adorar, gostar e amar…

Você convive com uma pessoa. Quando estão juntos, parece que o tempo para, qualquer brincadeira boba se torna a coisa mais divertida do mundo, a  conversa flui por horas e mais horas… Você adora, gosta ou ama essa pessoa?

Hoje, conversando com um amigo, brinquei: você gosta de mim? A resposta foi: eu te adoro. Só? Qual a escala de sentimento ideal? Verdadeira? Acho isso bastante subjetivo, mas ao meu ver, a ordem é: adorar, gostar e amar.

Eu adoro a companhia de algumas pessoas. Adoro as conversas, as farras. Quando a pessoa já tem um grau de intimidade comigo, ou seja, é meu amigo há algum tempo, acho que o sentimento passa de “adorar” para ‘gostar’. Tão forte como o “amar’, mas menos íntimo.

Vire e mexe mando votos de parabéns com um “gosto muito de você”. Forte, sentimental, verdadeiro. É algo como eu te adoro muito, te admiro… eu GOSTO de você! Faz sentido?!

Agora o “eu te amo”, está em outro patamar. Expressão batida para muitos, difícil para mim. Tenho certa dificuldade de traduzi-la – a expressão – em fala. Quero, às vezes, falar um “mãe, te amo” do nada. Mas não sai. Eu escrevo com facilidade, mas falar… Digo que amo minha família, meus amigos, o que eu faço. AMO MESMO, mas até aí, beleza… O duro é assumir isso em voz alta.

Então, voltando à primeira pergunta do post, se o “você” fosse eu, diria que… Peraí, preciso de mais informações. Essa pessoa é um amigo? Eu estou ficando com a pessoa? A gente namora? Se for meu amigo, com certeza eu AMO. Se for um ‘lance’, no começo é ADORO, depois de um tempo GOSTO e… quando se torna namoro, não tem jeito, AMO MEEEEESMO!

E você, me adora, me ama ou apenas gosta de mim? Valeeeendo.

Traição, qual você prefere?

Como disse em um post anterior, conversas no facebook rendem reflexões. Mas não só. Conversas de bar também. E ontem, foi um dia de muitos debates. Um conta a tatuagem que tem, outro, a que vai fazer. Do outro lado da mesa, alguém solta uma frase valiosa: “Eu gosto de Glee”. A confusão estava feita. Peixaria foi pouco. E aí, depois de algumas horas papagaiando, eis que surge o seguinte assunto na mesa: traição.

Uma amiga conta que o namorado largou dela e se assumiu gay! “#Todosri”. Não dela, óbvio. Mas de um dos meninos, que não se controla. Que situação, né? E aí, começa a discussão. Você preferia ser traído por uma pessoa do mesmo sexo ou do oposto?

Pra começo de conversa, acho que ninguém gostaria de ser traído. Isso envolve confiança, respeito e outros valores. Mas, enfim, se fosse pra escolher… a mesa ficou dividida. Eu, que sempre dou uma de dona da minha própria verdade, bati o pé: eu prefiro ser traída com uma pessoa do mesmo sexo – dele. Mulher é cheia de achar que foi trocada porque a pessoa é melhor e tudo mais. “Ela é mais bonita, mais inteligente, mais legal, mais carinhosa, MENOS CONFUSA… só pode ser!”

Então, em um certo dia, você vai a um ótimo restaurante com o namorado. O clima não anda dos melhores. Ele diz que precisa conversar com você. O frio na barriga é involuntário. “Perdi o namorado, ele não me ama mais, ele arrumou outra…” Nosso pensamento vai longe, mas não tão longe quanto à realidade atual. “Eu gosto de homens”. Meu Deus! Choquei! Nunca aconteceu comigo, mas me conhecendo, tenho certeza de que iria super engasgar na hora. Quem sabe desmaiar? Um ataque de risos? Um misto disso tudo. COMO ASSIM?

É meus caros, o mundo virou gay. De 10 crianças que nascem, 8 são mulheres e 2, gays! Como faz? Compra pronto! E se for traído, me chamar pra fazer companhia no bar. Adoro falar sobre “relacionamentos”. Apenas falar, acho que deu pra perceber!