Eu estou tão cansada…

Eu estou um pouco cansada. Cansada das pessoas falando mal uma das outras. Cansada de brigas. Cansada de desastres. Cansada da roubalheira do governo. Cansada de mimimis…

Porém, existe um cansaço que está sendo alimentado há anos e que não tem fim.

Estou cansada de ser procurada quando o seu relacionamento atual não dá certo!

Às vezes, eu até me lembro de você. Quando o seu time vence, quando uma música começa a tocar, quando fazem uma piada que só você fazia, quando vejo uma foto, uma fantasia, ouço falar de um lugar…

Eu me lembro, mas guardo a lembrança pra mim. Ok, você pode dizer que em um desses momentos, eu até te mandei uma mensagem despretensiosa. Alguma mensagem regada a álcool. Mas parou por aí.

Eu não falei que fico pensando em você, que estou com saudade e, muito menos, te chamei pra sair. Você faz parte do meu passado!

Eu também tive outros relacionamentos que não deram certo, mas nem por isso eu peguei minha agenda telefônica e saí enviando mensagens.

Muitas coisas não dão certo na vida da gente. Bola pra frente. Viver de passado? Esse tem sido seu maior erro.

E não vem me dizer que me procura porque gosta de mim, porque sente minha falta. Se gostasse, estaria comigo e não com outra.

Não adianta falar, também, que é muito mais fácil mandar uma mensagem pra mim, que já passei pela sua vida, do que tentar conquistar uma pessoa nova.

Eu não sou step, eu não sou obra de museu, eu não sou o amor da sua vida. Será que é tão difícil de entender?

Cada vez que você me manda uma mensagem, eu vou buscar seu status de relacionamento. E quando vejo as fotos apagadas e o “solteiro” em letras garrafais eu penso: ‘que idiota!’

Os tempos mudaram, baby. Se antes eu caía na sua ladainha, hoje eu só lamento.

Lamento por não ter conseguido manter o “eu te amo” que você disse tanto a sua ex. Lamento por não ter conseguido transformar o desejo e a paixão em amor. Lamento, só lamento.

Estou tão cansada…

Não, o problema não é você, sou eu… que amadureci! =*

Que saudade…

A gente brinca, mas no fundo, sente falta. Quem não? Ok, fica difícil concordar com algo que você nem sabe do que se trata. Mas eu, se fosse você, concordava! O médico pediu… Que mané médico. Você vai concordar, eu sei.

Quem não sente falta de relacionamentos sinceros e duradouros? Eu sinto. Sinto falta da paixão. Aquela palpitação no peito, aquela ansiedade louca, aquele olhar, de 2 em 2 minutos no celular, o sorriso fácil,  as bochechas rosadas, os pensamentos alheios. Quem não sente? Eu sinto.

Sinto saudade das mensagens bobas. Saudade das palavras de carinho. Saudade dos olhares seguidos de beijos demorados.

Sinto saudade do abraço, do ciúmes – todo mundo tem, nem vem -, até das briguinhas bobas. Sinto muita saudade. E me sinto cada vez mais distante desta realidade.

Muitos irão dizer: você está sozinha porque quer. Porque é muito exigente, brava… Vamos lá, de uma vez por todas… Eu tenho sim um gênio cruel, mas eu tenho coração. Sabe nada, inocente! Mas não faz sentido, pelo menos pra mim, estar com alguém apenas por estar. Eu gosto de me apaixonar. Eu gosto de querer a pessoas comigo 24h. Eu gosto de surpresas. E ninguém mais consegue isso… ao menos comigo.

Os caras estão frios. Só querem diversão. Os que dizem querer algo sério, não sabem me conquistar. Eu me apaixono muuuuuito fácil. Me apaixono por atitudes, por sorrisos, por palavras. Sou bobinha de tudo.

Quando era mais nova, perdi meu manual de instruções. Quem o achou, me tinha na mão. Sabia distinguir até o meu “Vai lá”. Não durou muito. O manual foi jogado ao vento. Parece ter voado para tão longe que ninguém mais o encontrou! #chati

Sabe, não quero roupas de marcas, carros importados e as festas mais badaladas. Quero sim, um bom restaurante, uma boa bebida, uma ótima companhia. Não quero uma noite, quero continuidade, quero parceria, quero histórias!

Comigo, estão várias mulheres lindas, inteligentes e solteiras. Não sei como cada uma enxerga essa fase. Eu a enxergo com outros olhos, hoje. Enxergo com maturidade e sim, com exigência. Não quero tudo por nada. Quero tudo por tudo. Quero energia, quero pele, quero planos.

Que saudade… de me apaixonar! <3

1991

Hoje podia ser um típico domingo, mas não foi. Com o intuito de distrair um tio, que veio almoçar aqui em casa, resolvi colocar um filme: “Aniversário do Serginho -1991. Achei sugestivo. Achei interessante. Coloquei.

Parecia uma criança diante de uma mesa cheia de doces. Meus olhos brilhavam. E sabem por quê? No mesmo vídeo, revi meu pai, meu avô, minha avó, minha bisavó, uma tia e uma prima, que faleceram. É, em 23 anos muita coisa mudou.

Como é gostoso ver todo mundo pequeno. Os adultos todos de cabelos bem escuros e super esbeltos… Como é gostoso ver seu pai ali tirando fotos e pensar: eu tenho pra quem puxar. Como é gostoso ver seu avô declamando versos que ele mesmo compôs. Ver seus tios cantando. Ver o seu irmão, o aniversariante, no auge dos seus 2 anos de idade, entrando na dança. Ops, na cantoria.

Como é gostoso ver aquelas pessoas que você tanto ama ali, vivinhas. Ver você puxando seu pai pra ir buscar algo… Falando nele, nada mais divertido do que ver a sacanagem que ele fazia com todo mundo. Sabem aqueles bexigões? Ele enchia de farinha e doces. Quando estourava, deixava todo mundo branquelo. Eu tenho fotos assim. Eu toda de branco, cabelinho liso, ralo, toda infestada de farinha. DEMAIS.

É, em 1991 eu era feliz e sabia. Criança sempre é feliz. Eu apanhava dos meus primos maiores, levava mordida, beliscão, mas eu era feliz. Eu tinha meus avós, eu tinha meu pai, eu tinha minha prima. Eu tinha… Por que a gente insiste nesse verbinho possessivo?

Só por hoje eu senti saudades. Eu não queria beijo – hoje é dia de beijo! -, eu queria abraços. Abraços fortes, igual ao que meu tio me deu hoje. “Que delícia de abraço, tio”, falei pra ele. Ele me respondeu com um sorriso no rosto: “É bom abraçar, né?” E como é. Só por hoje eu queria O SEU abraço, pai! Te amo.

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Ele é o cara

Hoje eu li uma frase que na hora fez muito sentido: “Pare de sofrer, ele é só mais um cara. E você já esqueceu outros caras como ele…”

Ok. É aquele tipo de frase que você lê, dá uma risadinha e concorda mentalmente. Cabe para as mil paixonites que a gente tem por ano. Mas não cabe para o que eu estou sentindo agora!

Meu dia começou com uma mensagem: “Mari, hoje é aniversário do seu pai”. Não, eu não precisava desse aviso. Meu pai não é igual aos outros caras que eu esqueci em um passado não tão distante. Ele é o cara que eu jamais vou esquecer.

O cara que me colocou nesse mundão. Que me ensinou a andar, a falar, a seguir na linha. O cara que disse que pra me namorar, os caras esquecíveis teriam que comer um saco de sal com ele. O cara que, sentado na porta de casa, me ajudava a fazer as lições de Artes.

Aquele cara que me abraçava com carinho, que me levava pro trabalho só pra mostrar pros amigos a sua obra: “Minha filha…”

O cara que era extremamente bravo, teimoso, mas que daria a vida por sua família. Um cara que tinha orgulho de ser o meu pai! Aquele cara… que hoje completaria 59 anos. O cara, o meu cara.

O tempo pode passar, mas as minhas lembranças não. Lembro dele e sinto saudades. Lembro dele e choro. Choro sua presença – ele está sempre comigo, tenho certeza. Choro seu futuro – porque tenho medo das minhas próprias crenças. Choro porque sei que sou um pedaço dele aqui, vivo, cumprindo com tudo aquilo que eu pedi lá em cima.

Pai, uma palavra tão pequena, mas cheia de significado. Eu jamais vou te esquecer! Você é o cara! Parabéns!

Uma eterna apaixonada

Eu queria fazer uma montagem de como os caras acham que é meu fim de semana (repleto de gatinhos, affairs e uowww) e como ele realmente é (em família, lendo livros ou trabalhando). Ok, exagerei. Os eventos me fizeram sair da zona de conforto e ir pra bagunça. Mas calma. Uma bagunça sadia. Nada do que eles acreditam acontecer.

É… porque eu falei isso mesmo? Eu vim até aqui para tentar tirar de mim o sentimento de amargura, de mãos atadas. Ai como ela é exagerada. O fato é que eu passo uma imagem para as pessoas que acaba me prejudicando. Sim, eu tenho sentimentos, eu me apaixono, até demais.

Um fim de semana é suficiente para minha cabeça pirar, pensar só na pessoa, querer falar, estar junto. Eu me descobri possessiva. E imediatista. AGORA. Se a pessoa não dá as caras, eu entro em um pseudo-surto. Como assim? Por que não respondeu?! E quando ela responde, eu sorrio gostoso, igual criança quando vê doce, ganha brinquedo ou é jogada pro alto. Criança adora aventura, né? As minhas amam.

Eu pensei. O fim de semana inteiro. Eu pensei por que gosto ou por que estou carente? Nisso eu não pensei, confesso. Mas pensei, senti ciúmes, idealizei, chorei. Fala sério. Um mulherão agindo que nem menininha…

Sabe o que acontece? Desequilíbrio emocional. Se as pessoas que me desejam mal soubessem quantos obstáculos eu supero por dia, jamais invejariam minha vida. Eu me sinto guerreira. E digo isso em relação à família, trabalho e paixonites agudas.

O que faz um ser dar mancada com você mais de uma vez, sumir e do nada mandar um “saudades de você”? Isso desestrutura! Eu perco meu chão. E aí, frágil, eu viajo. Sou ignorada, tratada na maior secura da vida. Eu fico mal, mas tento não demonstrar. A bebida me consome, me deixa ainda mais sensível e eu escuto coisas que não devia. “Eu gosto de você, de ficar com você…” Por que, meu Deus?

Eu choro, eu fico feliz, eu misturo tudo. Olha que beleza. E nada adianta. É só diversão. É só “delicinha”, enquanto dura. Não passa disso. Pra que alimentar algo? Pra que? Não vai pra frente, não tem nada a ver. Paixão ou carência? Acho que fico com a segunda opção. Sempre foi assim. Uma viagem, alguns dias de convivência, pensamentos dominados. A paixão sabe meu fraco!

Eu penso, esqueço, penso em outro, esqueço e assim vou caminhando. SOZINHA. Será esse meu destino? Acho que preciso namorar… alguém disposto a surpreender?! Aceito currículos. Um beijo da eterna apaixonada… Ah, sábado tem festa. Quem vamos?  Só pra descontrair!

Eu queria ver

Pessoas vêm, pessoas vão. E eu sinto a vontade de rever algumas. Eu sei que sempre toco neste ponto, mas  é que existe uma pessoa que suscita esse tipo de sentimento em mim.

Estes dias vi no Facebook uma daquelas frases de impacto. Era algo sobre a diferença entre sentir saudade e sentir falta. Eu sinto saudade de alguém que hora ou outra verei novamente. Uma lembrança boa, um momento bom… Agora, eu sinto falta de pessoas que jamais verei novamente (e não me refiro a pessoas desencarnadas, porque essas eu tenho certeza que verei futuramente).

Não tem como. Quando o assunto é grandes paixões, a lembrança vem, a falta vem. O que aconteceria se o sentir falta se tornasse sentir saudade? Eu queria ver. Por alguns segundos, minutos. Ver se a aparência mudou, se o abraço mudou, se o olhar mudou. Eu queria ver… ver para crer.

O que será que está fazendo? Está feliz? Os gostos continuam os mesmos? Jeito de falar? De morder a boca? De apertar, de beijar… Eu queria…

Será que um dia esse sentir vai mudar?! Enquanto não acontece, fico aqui, pensando, lembrando, desejando… eu só queria ver.