Quer ser meu crush?

Não sei quem teve a ideia de transformar o famoso “paquera” em “crush”, mas hoje em dia a gente só escuta isso.

Curiosa que só, fui ver o que o termo significava. Primeiro resultado: esmagamento. Mais gente, lembrei  da Felícia na hora. Abraço de uuuuuuuuuuuuuurso.

Mas não, este não é o único significado. Compressão, aperto, aglomeração… Acho que estou de boa de ter um crush. Fugindo loucamente de apertos.

Já te enrolei demais, né? O termo pode designar, também, um namoro ou uma paixão súbita. Fez sentido agora?!

Esse é o ponto. Quer ser meu crush?

Sou uma super entusiasta do Tinder. Falo pra geral o quanto eu acho a ferramenta maravilhosa. Se você acha que lá só tem gente feia e nada a ver com você, ok. Confesso que no começo, havia mais curiosos bem apessoados. Mas uma coisa é certa, do começo até hoje, a diversão é garantida.

O ponto é: você vai lá, conhece algumas pessoas e fica frustrada. O mercado está escasso. Cadê os crushs qualificados?

Pra não perder mais tempo, resolvi fazer uma listinha de pontos, para avaliar os prospects. Observação: fiz isso em tempo real, conversando com um tinder boy. Era uma brincadeira, mas fez tanto sentido… (risos)

1) Ser alto (mais de 1,80m) = 10 pontos

2) Ser simpático e inteligente  = 10 pontos

3) Ter envolvimento com algum projeto social = 10 pontos

4) Curtir ou ouvir sertanejo = 10 pontos

5) Gostar de crianças = 10 pontos

6) Não ter filhos = 10 pontos

7) Saber dançar = 10 pontos

8) Não ser pão duro = 10 pontos

9) Ter o sorriso bonito = 10 pontos

10) Ter covinhas = 20 pontos

Ponto extras:

Curtir tecnologia = 10 pontos

Gostar de festa = 10 pontos

Curtir viajar = 10 pontos

Saber tocar violão = 10 pontos.

E aí, quer ser meu crush? A média é 8. =p

O ppt do crush perfeito

O ppt do crush perfeito

Desculpe o transtorno, preciso falar de mim

Fui a última da minha turma a dar o destemido primeiro beijo. E adivinha? Achei horrível. “Era só isso? Não quero mais. Nunca mais”. Foi em uma cara que eu conheci no ICQ. Apesar de ser apaixonada pelo meu vizinho, queria treinar antes com algum desconhecido, que eu nunca mais veria.

Sim, a insegurança mandou lembranças. E foi. Ele fumava, era magricelo e repetente na escola. O genro que minha mãe sempre sonhou pra ela, só que não. Nunca mais o vi. E nem tive notícias. Era este o objetivo, né?

Eu logo esqueci a decepção do primeiro beijo e saí curtindo a vida adoidado. Que época boa. Usava a barriga de fora, lentes coloridas nos olhos, trocava o All Star com a minha vizinha – a gente ia com um pé rosa e um pé vermelho, nas domingueiras. Eu não fazia ideia do que estava fazendo.

Quantas horas passei conversando com crushs no ICQ… Naquela época não tinha esse nome e nem a internet de hoje. Brigava em casa. Ligava o pc à meia noite e me divertia horrores com a conexão do IG. O e-mail? Hotmail, claro, com apelidos esdrúxulos. O meu era “fyotinha”. Não me pergunte o porquê.

O tempo passou. Aprendi que paixões a gente tem aos montes. Desde o vizinho mestiço, o cantor da pop band, o cara mirradinho do colégio, o emo da balada.

Você irá ao cinema com alguns, bares com outros, teatro, stand ups, restaurantes… e todos passarão. Todos ficarão apenas na sua pequena memória de elefante.

O primeiro namorado de 4 meses… O segundo e último, oficial, de 8. Sempre meses. Passageiros. Marcantes. Especiais.

Seria perfeito se parasse por aí. Mas não, você sempre vai se deparar com serumaninhos escrotos, mulherengos, machistas e vai desistir da vida amorosa.

Não por muito tempo, porque a tecnologia está aí pra ajudar. Tinders, Happns e muitas pessoas que você jamais conheceria na balada, no bar, no supermercado aparecerão. Que romântico.

É vida que segue. É paixão que acontece. É falta que sempre vai existir.

Na minha cabeça, passou um filme. Pensei que fosse chorar com algumas lembranças. E o que me deu foi uma felicidade muito profunda de ter vivido tudo isso e ainda estar viva, com sequelas, mas viva (risos).

Não falta nada. Na verdade, ainda falta. Mas tudo tem seu tempo. Tudo tem sua trilha sonora. Tudo tem sua poesia.

Quer saber?

Desculpa o  transtorno, mas eu precisava falar de mim.

Ele queria um texto!

A nossa conversa começou assim:

- sorriso lindo demais. Com que uma mulher linda assim trabalha?

- Não trabalha. Sou do lar. E você?

- Sou coyote. Ajudo pessoas a atravessarem a fronteira dos EUA.

O papo continuou e a zueira também, afinal a zueira não tem fim. Mas não vim falar sobre ela. E sim sobre ele. Alto, moreno, bonito, nerd, bom de papo e galanteador.

Convidou tanto que um dia eu fui. Fui de encontro ao acaso. Fui de encontro a uma noite divertida. Me arrependeria até a morte – ou a  outra vida – se não tivesse ido.

Fui com medo, quase desistindo. O que eu vou falar? Será que vai ser mais um fiasco? Será que ele vai mesmo? Será que vou reconhecê-lo?

Chegamos quase juntos. Nos comprimentamos como se já fôssemos velhos amigos. Tivemos a nossa primeira decisão juntos: happy hour ou apenas couvert? A.A está de olho em nós. Não preciso dizer mais nada, né? Tínhamos 40 minutos de muito litrão. Meau.

No começo é aquela coisa sem jeito, um fala, outro fala e quando vê, a música começa. Alta, muito alta. Para conversarmos, precisávamos gritar. Fiquei rouca no outro dia, lógico.

Falamos sobre tudo. Nerdices, música, festas (ele me acha uma festeira de carteirinha), religião, família, profissão… rendeu! E eu nem vi a hora passar!

Voltando ao começo do texto: alto, moreno, bonito, nerd, GALANTEADOR. Encanou no meu sorriso. Investiu nele. E aí, eu já não conseguia mais parar de sorrir. Foi involuntário, eu juro. Foi uma estratégia inconsciente.

O encontro tinha um motivo: assistir ao jogo do Brasil. Não vi um lance sequer. Agora, se a companhia estivesse ruim, a cerveja quente e o bar em silêncio, saberia até o minuto em que o Neymar insultou o juiz. Eu leio. Eu me informo. Eu… me encontro sorrindo. Só sei que foi assim!

O que me atrai no #Tinder

Muitos perguntam o que eu faço ali. Muitos falam que eu não preciso disso. Para todos eu respondo: estou fazendo meu TCC sobre o Tinder. Mas não é só isso, eu adoro o Tinder.

Adiantando uma informação importante, sim, ele funciona. Em entrevistas para o meu trabalho, descobri muitos casais que se conheceram através do app. Pode dar romance depois do “match” sim! Acredite, confie, não perca as esperanças.

Mas não vim falar sobre isso. O fato é que um amigo recém solteiro veio dizer que não teve sucesso no Tinder. E eu disse de bate-pronto: ou você não está sabendo se vender ou escolheu as fotos erradas. Na hora, enviei a pauta para um primo, que abriu um Canal para os solteiros. Se você não está pegando nem gripe, aprenda com ele…(risos)

Bom, como vídeo é difícil de produzir e leva mais tempo, resolvi dar umas dicas por aqui mesmo. Partiu ver se alguma é condizente?!

Regra número 1: escreveu sobre você, jogue o texto no Word pra ver se não tem erro! Se tem dúvida em alguma palavra, não hesite em pedir ajuda ao Aurélio, vulgo dicionário. 99% dos matchs não acontecem por conta de erros de português. No meu caso, 100%! Desculpa, eu sou jornalista e o mínimo que você precisa saber é escrever na sua língua pátria (eu procurei no dicionário a nomenclatura correta, eu assumo. Procure também, sempre que tiver dúvida!!!).

Regra 2:  se você não tem filhos e colocou foto com seu sobrinho, escreva no seu perfil “não tenho filhos”. Existem mulheres que não querem homens Kinder Ovo, ou seja, com surpresinha (igual a filhos). Agora, se você tem filhos, avise também. Nada mais honesto do que assumir a paternidade. Eu, particularmente, dou ‘X’ pra caras com crianças. Sorry, quero ter os meus. =*

Regra 3: Nada de colocar fotos suas no banheiro, de cueca ou shorts com ênfase no colega. Sério. Se você quer pornografia, procure outro app. Talvez o Badoo seja um lugar bom. Tinder não. Por favor.

Regra 4: Use sempre fotos atuais. Não adianta por uma foto de 5 anos atrás, em que você tinha muito cabelo, barriga tanquinho e um sorriso encantador. Confie na sua careca e na sua pança de chopp. Seja realista. Você não gostaria de encontrar alguém completamente diferente das fotos que você viu, né?!

Regra 5: Fotos sem camisa, só se você estiver com o corpinho em dia. Mas, lembre-se, sexy sem ser vulgar!

Regra 6: Fotos suas enquanto em criança, só no dia das crianças no perfil do Facebook. No Tinder não!

Regra 7: Colocar fotos de viagens é bom. Atiça o imaginário feminino. Mostra que você curte viajar, conhecer novos lugares. Colocar fotos só de viagens “bacanas” vai atrair uma mercadoria. É isso que você quer? Se bem que… talvez seja!

Regra 8: Foto praticando esporte é massa também. Mostra que você se cuida. Cuidado com as fotos na frente do espelho da academia. Em excesso é feio e egocêntrico demais.

Regra 9: Foto tocando algum instrumento atrai atenção. Mostra que você é mais que um rostinho bonito. Tem um dom…

Regra 10: Fotos com os amigos? Só se a próxima for só sua. Não tem coisa mais zuada do que perfil apenas com fotos de amigos. Quem é você ali, rapaz? Assuma-se!

Regra 11: Foto só com bebida não. Ok beber. Ostentar um pouco… Mas quem quer um bêbado louco? Você tem 6 chances de mostrar suas preferências, faça bom uso delas!

Regra 12: Sorria, meu bem. Tem homem que paga pra não mostrar os dentes. Que isso? Eu julgo os caras por suas fotos sérias. “Nossa, esse cara deve ser triste, grosso, emburrado, chato demais…” Um, dos, três e… smileeee!

Regra 13: Não suba 6 fotos iguais. Se você não tem fotos legais suas, use apenas 1, 1x. Anotou?

Regra 14: Acho que essa nem devia estar aqui, mas né… use apenas FOTOS SUAS, nada de roubar do amiguinho famoso, do ator, cantor e tal. Fala sério!

Regra 15: Não saia dando “coraçãozinho” para todas as moçoilas. Bancar o atirador de elite no Tinder não rola. Eu, por exemplo, estou cansada de “matchs” tanto faz. Eu quero conversar. Não basta curtir meu perfil, tem que ter papo. Ou você é apenas um rostinho bonito?

Regra 16: Puxando a beira de cima, CONVERSE. Nada de dar <3 à toa. Abriu chat, mande oi, puxe papo, veja se as coisas fluem pra, então, virar um encontro real.

Regra 17:  Prefira um primeiro encontro em público, em um bar, por exemplo. Esse negócio de “venha tomar um vinho aqui em casa” não dá, amigão. Você nem conhece a pessoa. Vá com calma! Se estiver com pressa, volte à regra n° 3.

Regra 18: Seja feliz e boa sorte!

Vamos praticar? Rever perfil? Depois me contem se surtiu efeito. Beijos de luz.        

Caraca, moleque, que isso?!

Vocês sabem o que é ser audaz? Os mais simplistas dirão: quem tem audácia. Ok. Não está errado. Mas quero mais detalhes. Vou mudar a pergunta: o que é audácia?!

Segundo o dicionário online “Priberam”, audácia é o mesmo que:

1. Impulso que leva a realizar .atos difíceis ou perigosos.
2. Insolência, ousadia, atrevimento.

Interessante, né? A cara dele. Calma, não é o mesmo em que cito nos demais textos. Outro. Porque a fila não anda, ela corre.

Sou uma Tinder Girl assumida. Sem vergonha, sem preconceito, sem sorte! Uai, verdade. É cada um que encontro lá… meu pai do céu.

Era fim de ano. Estava no momento ócio e resolvi entrar no aplicativo. Dei alguns likes e os “matchs” foram aparecendo. De repente, um carinha puxou assunto. “Temos algo em comum, somos nerds”.

Começou chamando minha atenção. Quer dizer que o belezinha leu minha BIO. Ponto pra ele. (Vai somando que logo ele vai perder todos, de uma vez)

Trocamos algumas mensagens e cada um foi pra um canto, passar a bendita virada de ano. Voltei e logo o moçoilo me chamou no Facebook. Achei que poderia ser ele, o cara. Ó coitado.

Bom de papo, mas prepotente. E não digo em relação a pegar mulheres, ter dinheiro… em ser o mais inteligente de todos! Daquele tipo que você joga no Google “o cara mais inteligente do mundo” e o primeiro resultado é o perfil dele. Sei. Conta mais.

Falou, falou, tentou impressionar com a nerdice. Conseguiu? Conseguiu ser chato pra caralho. Sério. A linha entre a genialidade e chatice é tênue. Muito tênue. Ele ultrapassou.

Mas ok, deixa ele. Quem sabe? Nada de saber. Era uma tarde qualquer de trabalho quando a janelinha subiu. Adivinha? Uma piadinha com rock. Sertaneja que sou, óbvio que eu não entendi. E assumi minha ignorância musical numa boa.

Ele poderia ter deixado o meu “essa não é minha praia” de lado, mas ele resolveu cutucar a onça sem vara. Nem a curta ele usou. Audaz esse rapaz!

“Eu sei. Você é do sertanejo. Na minha concepção, quem gosta deste tipo de música é tudo acéfalo”. MEU SANTO ANTONIO, que pegadinha foi essa?! O cara fica que nem sarna atrás de mim, sabe que eu não curto o mesmo gênero musical que ele, mas continua me cercando, pra do nada me chamar de “acerebrada”? hahahaha Neologismo porco pra designar aquele que não tem cérebro – porque “acéfalo” é muito mainstream!

Eu não fiquei brava. Eu fiquei extremamente brava. Era assim que ele pretendia sair comigo, me chamando de burra? Sem cérebro? Inteligente é ele… sei. Por isso que está sozinho. Chato, inconveniente e nada flexível. Observação: eu espero não estar sozinha pelas mesmas “qualidades”. Julgo serem as minhas tags: exigente, insegura e louca. Tá.

“Essas músicas não são da minha geração…” Sério, tudo isso não tinha a ver com geração, mas educação e respeito. Imagina se todo mundo gostasse do azul? F#da a vida. Respeito é bom e todo mundo gosta. E eu frequento lugares que tocam rock. Só não escuto esse tipo de música no meu dia a dia. Simples assim.

Bom, se não bastasse o discurso barato, que óbvio, respondi à altura, ainda continuou “é tipo pessoa que assiste novela”. Aí eu não aguentei (hauhauahuaa): “Desculpa não te dar atenção, é que eu estou assistindo à novela!” (Confesso que não sei se respondi pra ele ou só em pensamento. E eu me recuso a olhar os arquivos. Acéfala que sou, posso reviver uma briga desnecessária)

Ah, vá! Rapaz, tome tento.  Eu estava quieta na minha. O senhor, se achando a figurinha premiada da Copa de 70, veio tirar meu sossego pra quê? Hein? Hobby? Meta? Desafio? “Hoje vou zuar aquela menina do Tinder”. Não, melhor não.

Assim foi. Deletei o cara. Óbvio, ele não ousou me procurar mais. Ele não era tão audaz assim. Típico campineiro. Típico babaca. Meu filho, 7 anos de azar pra você é pouco, mas eu te desejo muito amor. Assim, um amor verdadeiro, que goste de funk, ame novela e Big Brother Brasil. Quando encontrá-la, você vai se lembrar de mim. Beijinho no ombro, pra ignorância passar longe.

Leia este post ao som de: Telefone Mudo – na versão do Trio Parada Dura! =p

Aqui tem bastante pneu, mas não é pra STEP!

Faz tempo que não venho aqui. Faz tempo que não tenho vontade de escrever. Faz tempo. E o tempo continua passando.

O ano já está chegando ao fim. E eu? Me encontro naquela fase horrorosa do “sem rumo”. Não completei nem metade dos itens que havia proposto para 2014. Aliás, nem sei se eu registrei isso em algum lugar. Estou naquela fase em que você se pergunta: por que você trabalha? por que você está sozinha? o que você sonha conquistar? PARA ONDE VOCÊ ESTÁ INDO?

E a resposta é: indo, apenas indo, sem rumo. Não sei pra onde vou. Não sei porque estou indo. Não sei de nada. Não tenho vontade de nada. Sair? Meus amigos estão conseguindo milagres. Um fim de semana ou outro eu falo: putz, eu preciso fazer diferente; EU VOU!

Nada. Vontade de nada. Continuo tendo altos e baixos, me cuidando só de vez enquando, descontando a ansiedade na comida e procurando alguém que eu não sei se existe. Juro.

Quando saio, fico reparando nos casais. Vejo falta de amor, do casal e próprio mesmo. As pessoas toleram as coisas por que amam? Por que têm medo de ficarem sozinhas? Ou sou eu a errada disso tudo!?

Sério. Um dia no bar, escutei uma moça falando sobre seu casamento. Ela falou mal do noivo, falou que ele destrata ela, que não queria casar, que só reclama dos gastos. MEU DEUS, o que ela está fazendo com ele!!?!?!?!?!?!?!?!?!

Em outro dia, vi um cara bêbado, falando alto, fazendo piadas idiotas, querendo chamar a atenção. A namorada ou noiva, sei lá, toda envergonhada, querendo abrir um buraco e entrar dentro. Se eles são tão diferentes, se ele é sem limites, por que ela está com ele?! POR QUE?!?!?!?!!

Ok. Aí as apaixonadas vêm me falar: “não existe ninguém perfeito; a gente tem que relevar. Eu gosto dele”. Ok. Ninguém consegue controlar o coração. Fato. Mas acho que muito disso tem a ver com comodismo. E sim, com minha tolerância zero.

Com esse Tinder, conheci alguns caras, confesso. De todos os encontros, não teve um que eu falei: “Mãe, é esse”. Nem chegou perto. Sim, todo mundo tem defeito e em apenas algumas horas você consegue notar os principais. E aí, não tem como, é “prazer, foi bom, adeus”.

Um se acha a última bolachinha do pacote, sem o ser (mentira, quando eu o conheci pensei: NOSSA, ele é lindo, gente boa… Mas eu estava levemente alcoolizada. Não conta), um é muito moleque, um tem potencial pra melhor amigo, um só aparece de mês em mês, um é muito pão duro e outro mais baixo que você. Como encontrar alguém para dividir momentos? Hein? Cuma? Onde?

Ok, eu não sou perfeita – estou longe disso -, não sou bonita ( e por isso não exijo uma beleza grega), mas existem mínimos. Confesso: se de primeira o cara já vem falar que não quer gastar muito, já era. Meu filho, uma coisa é você não ter condições, outra é ser mão de vaca!

Confesso, se de primeira o cara fala que nasceu pra ser solteiro, convido pra balada. Mas né, amigos amigos…

Confesso, se de primeira o cara só quer sacanagem. Já era. Paga que fica mais barato!

Confesso, se de primeira o cara diz que odeia algo que eu gosto muito, sumo do mapa. Não dá!

Confesso, se de primeira o cara conta muita vantagem ou fica bancando o briguento, o machão, brocho. Todo mundo tem ego, segure o seu, ao menos nos primeiros encontros.

Confesso, se de primeira o cara não sabe nem conversar, invento algo e vou embora. Hello?!

Confesso, se o cara não se esforça pra me ver, pra sair comigo de novo, faço a fila andar. Não tenho paciência pra lerdeza ou falta de vontade. Aqui tem bastante pneu, mas não é pra STEP não, rapaz!

Confesso: vou ficar pra titia. beijos tchau.

O problema sou eu

Aula de “Metodologia de Trabalho Científico”. Dia de entrega de pré-projeto. Tema? Confesso que fiquei meio perdida. Primeira aula e a professora botou pressão: vocês sabem o que vão fazer de trabalho final do MBA? Escorreu uma lágrima…

A gente fica feliz que o curso está acabando, mas não tem a mínima noção do que vai apresentar. Achei que tinha que fazer um mega Plano de Marketing (a especialização é em Marketing Estratégico), mas descobri que não. Assim como o TCC de faculdade, eu precisava escolher um tema e falar sobre ele, fazer pesquisas, entrevistar pessoas influentes…

Mas fazer sobre o que? De repente, a luzinha azul do celular começou a piscar. Notificação nova. Whatsapp? Nops. Tinder! Taí, Tinder, relacionamentos online, carência, ego. Achei meu tema!

Busquei as informações básicas e fui pra aula – morrendo de gripe, mas fui. Foi quase um desabafo. Problema: Por que as pessoas acessam de app de encontros? Por que, meu Deus? isso dá certo?!

Descobri que o problema sou eu. Na apresentação, comentei que havia escutado sobre alguns casais formados a partir do Tinder. Sério, todo mundo conhece alguém que levou a conversa do app para o mundo real. Mais, que hoje está vivendo de amores! Pode isso, produção?!

Achei fantástico. Deu sentido ao meu trabalho. Sim, funciona, não desista, amiga. #ficadica Sim, é um tema polêmico, atual e muito divertido. Apesar de eu ter descoberto que o problema sou eu… da boca da professora. Como pode? “Saí com uns 3 carinhas, mas não rolou…” Ihhhhhh. Tá.

Que comecem as pesquisas, as entrevistas, os resultados. Estou mega curiosa. Quem se habilita a participar?! Valeeeeeeeeeeeeeeeeeendo!

“me deletou?”

Quem me conhece sabe que eu sou uma “máquina de delete”. Deleto mesmo, quem não faz mais parte da minha vida, quem nunca fez, quem jamais vai fazer. Ai que forte. Não é. Eu uso meu Facebook pra divulgar fotos da família e contar minhas proezas, não faz sentido ter pessoas que eu nunca vi na vida. Mais, que não falam comigo.

Foi o caso. Conheci no Tinder, aquele programinha de solteiros. Moreno, lindo, olhos claros (que eu só fui descobrir depois). No mesmo dia, ele ia pro bar com uns amigos e me convidou. Aham, tá. Não fui. Imagina que eu ia sozinha em um bar com um cara ‘x’ e seus amigos. Passou.

Conversamos, trocamos whatsapp. Nada de a gente se encontrar pessoalmente. Uma vez, achei que tinha acontecido o bendito encontro. Nada, era um sósia. Que azars, né? Ninguém vai entender o lance do “azars”, é piada interna e eu estou com preguiça de explicar. Enfim, passaram-se meses e eu o deletei, de tudo. Por que eu vou ter um cara no meu Facebook e no meu whatsapp se a gente não se conhece e não se fala mais?

Massssss como o Facebook adora me trollar, eis que meu nome aparece na lista dele de “pessoas que você deve conhecer”. Valeu, Marck, pela milésima bola fora. Quando vi o pedido de amizade, comecei a rir. “Lá vem mais um me perguntando porque o deletei”, pensei. BATATA! Dito e feito.

Bom, explicação dada, começamos a conversar. UMA MANHÃ inteira. Alguém diz pra ele que é pra conversar no dia a dia, não precisa compensar tudo em um dia só?! Risos³.

Taí. Ele é lindo, gente boa, da minha área ( é né?), lembrou que eu sou nerd (mas não sabia o porquê; achava que eu jogava algum game na web. Nops) e que eu vi seu sósia no Da Vinci. É dois anos mais novo e jogou isso na minha cara. Mal sabe ele que os boys magia estão me dando 22 aninhos de pura lindeza. (Hoje não teve “alguém já te disse que você está linda?” Acreditem, até separei uns trocados pro cara e ele não estava no semáforo. Que fase!)

Bom, voltando ao mocinho do Tinder… quis marcar um almoço, mas estou pagando a maldita Copa. Viu, Seleção, valeu aí. Perderam a Copa, foram esculachados pela Alemanha e até hoje estão empatando meus almoços, minha vida, meus possíveis affairs (risos³ de novo). Beijo Neymar, na sua costela, sim a quebrada.

Pronto. Mais um texto registrado. Coração bateu mais forte? hahaha Quando te ver pessoalmente, tem texto novo. Fique bem e boa viagem =)

#Tinder na #Cpbr7

Sou do tipo que viajo e ligo o Tinder. Não nego e não escondo. Estes dias estive em Indaiatuba. Na hora, 3G, tinder, matchs. Vai que cola…

Ontem, escrevi no Twitter. Queria achar os solteiros da Campus, que estavam no Tinder. Nem tinha chegado no evento ainda e “causei”. Alguns se candidataram, outros me desanimaram. Não liguei. Minha missão era: chegar na Campus, diminuir o raio e avaliar os mocinhos.

No meio de uma palestra suuuuper legal, acessei o aplicativo. Um, dois, três. Todos a 1km de distância. Estariam no aeroporto? Moram nas proximidades? Não, 1 km é dentro da feira. Missão cumpridaaaaaaaaaaaaaa! Deu match. Mas ainda não vi ninguém pessoalmente. Um dos chats foi um convite: vamos tomar uma lá fora? Hmmmm. Volto depois.

Tinder, já falei que eu te amo? <3

 

Hoje eu acordei chorando

Calma! Não estava chorando por causa de um pesadelo ou notícia triste. Estava chorando por causa de um anjo! Chorando por causa das coincidências…

Ontem à noite, resolvi reviver alguns chats do aplicativo de encontros. Mandei um “oi” descomprometido para alguns rapazes com quem eu havia conversado dias atrás. De repente, o celular vibrou: “você tem uma nova mensagem”.

Era algo como: “terça-feira? Apô? Hoje não dá, estou no trabalho”. A tecnologia só é boa quando funciona em tempo real. Ao invés de receber o meu “oi”, o meu “anjo” recebeu um convite que eu havia feito semanas atrás. Ah, vá.

Ok, isso não importa. Rimos do atraso e trocamos nossos contatos. Conversa vai, conversa vem, ele veio com papo de anjo. Que homem não gosta de se dizer anjo? São todos uns anjinhos mesmo… só que não.

Estava feliz. Ri da brincadeira e disse que ele precisava me provar que era mesmo um moço dos bons, com auréola de ouro em cima da cabeça. Desafio lançado, eu fui dormir.

Eu nem o conheço, mas sonhei com ele a noite inteira. O sonho foi lindo. Minha família o adorava. A gente vivia um conto de fadas. Sim, eu levo todas as minhas idealizações para o travesseiro.

O despertador tocou. Como de praxe, peguei o celular. Uma mensagem. Achei que era mais uma daquelas correntes que o pessoal insiste em me enviar. Não. Ele mesmo havia escrito.

Não vou transcrever porque não vem ao caso, mas eu chorei. Chorei porque ele passou horas lendo meu blog para me conhecer e, assim, me surpreender. Chorei porque ele realmente leu meus textos, meus desabafos e disse que se fosse pra me conquistar, faria diferente do que eu havia escrito. Ele seria, a partir de agora, o meu anjo.

Mal sabia ele o quão importante aqueles caracteres seriam pra mim. Mal sabia ele que o destino, a tecnologia ou qualquer outra energia boa, ia colocá-lo em meu caminho. Pode ser que não aconteça nada entre a gente além de amizade. Mas me conforta saber que agora eu tenho dois anjos, um lá de cima e outro por aqui.

Obrigada, Anjo. Você fez o meu dia muito mais feliz. =)