Um sonho tão real…

Vou começar este texto com uma confissão: sou a louca dos sonhos. Sério, lembro de quase todos. E o pior, são tudo nada a ver. Tem dias que eu acordo rindo. Haja imaginação, conflitos pessoais… sei lá o que influencia esses mini filmes noturnos. Haja.

Hoje foi uma noite daquelas. Um atrás do outro. Vim compartilhar o último. Foi tão real. Acordei meio chateada. Vamos aos fatos.

Já sonhou com alguém com quem você só trocou meia dúzia de palavras? Eu já. Mais, já sonhou que tinha algo com essa pessoa? Vou deixar você pensar um pouco.

Meu sonho pulou de um pro outro. No anterior, eu havia sofrido assédio – a pessoa não fez nada, mas tentou me puxar… Estava me sentindo suja. Quando cheguei em casa, a primeira coisa que fui fazer: banho. Mas não era minha casa, era um sítio, uma fazenda, sei lá. O banheiro era quase um estábulo. Escuro, mas estava ótimo.

Quando terminava a ducha, chegou minha mãe e o dito cujo das seis palavras. Ele era meu namorado, no sonho. Me deu um abraço não muito afável.

Falei alguma coisa – porque eu gosto pouco de falar – e fui me trocar. Mudou de cena.

Estava num sofá, dentro da minha possível casa. O namorado no celular, cagando pra mim. Eu havia chegado de viagem, só queria colo. Enfim…

Fui pro quintal, onde estava rolando alguma festa. Lá encontrei um amigo – que eu adoraria conhecer na vida real hahaha barbudinho, lindo -, mas que ficou dentro do sonho. Que droga.

Conversamos, rimos, bebemos… fizemos o que o outro se recusava a fazer em minha companhia. O celular estava mais interessante.

Depois de um tempo,  resolvemos ir pra dentro da casa. Adivinha? Namorado viu. Namorado não gostou. Namorado disse adeus. Namorado tinha culpa no cartório.

Não teve briga. Mas teve choro. Teve confissão de traição. Teve cesta de sei lá o que com um cartão de desculpas. Não teve volta.

O amigo, depois de um bom tempo tentando me consolar, se tornou a bola da vez.

Que loucura. Que real. Acordei meio assim “que será que isso quer dizer?”

Pensei, pensei, não muito, mas pensei. Cheguei à conclusão. Mamãe já dizia: “esse não, Mariane, ele vive rodeado de mulher”. A vida já dizia: “esse não, Mariane, ele vive na gandaia.” O sonho já dizia: “Mariane, você entendeu? Ele não. O amigo. Aquele que está do seu lado, te ouvindo. Que te conhece, que te faz sorrir”.

Mariane pensou, pensou e não reconheceu nenhum amigo com esse potencial. Mariane ficou triste. Perdeu o peão, perdeu o amigo, perdeu o sono. Será que dá pra continuar hoje? Talvez o Google possa me ajudar: http://bit.ly/2h6oMv0

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