Uma eterna apaixonada

Eu queria fazer uma montagem de como os caras acham que é meu fim de semana (repleto de gatinhos, affairs e uowww) e como ele realmente é (em família, lendo livros ou trabalhando). Ok, exagerei. Os eventos me fizeram sair da zona de conforto e ir pra bagunça. Mas calma. Uma bagunça sadia. Nada do que eles acreditam acontecer.

É… porque eu falei isso mesmo? Eu vim até aqui para tentar tirar de mim o sentimento de amargura, de mãos atadas. Ai como ela é exagerada. O fato é que eu passo uma imagem para as pessoas que acaba me prejudicando. Sim, eu tenho sentimentos, eu me apaixono, até demais.

Um fim de semana é suficiente para minha cabeça pirar, pensar só na pessoa, querer falar, estar junto. Eu me descobri possessiva. E imediatista. AGORA. Se a pessoa não dá as caras, eu entro em um pseudo-surto. Como assim? Por que não respondeu?! E quando ela responde, eu sorrio gostoso, igual criança quando vê doce, ganha brinquedo ou é jogada pro alto. Criança adora aventura, né? As minhas amam.

Eu pensei. O fim de semana inteiro. Eu pensei por que gosto ou por que estou carente? Nisso eu não pensei, confesso. Mas pensei, senti ciúmes, idealizei, chorei. Fala sério. Um mulherão agindo que nem menininha…

Sabe o que acontece? Desequilíbrio emocional. Se as pessoas que me desejam mal soubessem quantos obstáculos eu supero por dia, jamais invejariam minha vida. Eu me sinto guerreira. E digo isso em relação à família, trabalho e paixonites agudas.

O que faz um ser dar mancada com você mais de uma vez, sumir e do nada mandar um “saudades de você”? Isso desestrutura! Eu perco meu chão. E aí, frágil, eu viajo. Sou ignorada, tratada na maior secura da vida. Eu fico mal, mas tento não demonstrar. A bebida me consome, me deixa ainda mais sensível e eu escuto coisas que não devia. “Eu gosto de você, de ficar com você…” Por que, meu Deus?

Eu choro, eu fico feliz, eu misturo tudo. Olha que beleza. E nada adianta. É só diversão. É só “delicinha”, enquanto dura. Não passa disso. Pra que alimentar algo? Pra que? Não vai pra frente, não tem nada a ver. Paixão ou carência? Acho que fico com a segunda opção. Sempre foi assim. Uma viagem, alguns dias de convivência, pensamentos dominados. A paixão sabe meu fraco!

Eu penso, esqueço, penso em outro, esqueço e assim vou caminhando. SOZINHA. Será esse meu destino? Acho que preciso namorar… alguém disposto a surpreender?! Aceito currículos. Um beijo da eterna apaixonada… Ah, sábado tem festa. Quem vamos?  Só pra descontrair!

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